Entre nós dois

2 Entre nós dois


Notas iniciais
Olá, gente! Acho que não deu nem tempo para sentirem saudades de mim, afinal, se passou apenas três dias, mas aqui estou. Esse capítulo é um amorzinho para mim e é a razão de praticamente a Fic toda: O nome e sinopse. Saibam que não era para postar ele agora, porém prometi dois Ones por semana e não estava com ideia nenhuma na cabeça e lotada de obrigações... Então, tive de expor. Quero agradecer desde já todos os reviews lindos perfeitos que recebi anteriormente. Me ajudaram tanto com qualquer incentivo para ideia de novas músicas. A música de hoje é Entre nós dois - Malta e, bem, não sou muito fã da banda, entretanto curto a música. Espero que gostem!

Pov. Austin

Não sei ao certo se foi por uma ou milhares de fãs que fui abordado nesta data nem faço muita questão de saber. É o quarto dia de minha turnê e o vazio que há na alma está fazendo-me perder ainda mais a vontade de ficar aqui, na cidade que há tempos daria qualquer coisa para visitá-la, para ir de encontro aos braços de Ally.

Mesmo estando rodeado de pessoas, desde o assédio até a segurança do meu bem-estar, nada me faz sentir completo. Anseio por desistir, mas forço-me a não realizar isso e aproveitar da melhor forma o momento. Tenho de fazer por mim e todas as pessoas que me apoiaram para chegar até onde estou. O motivo que me impede de realizar o desejo anterior.

Ando por uma das ruas de Sacramento, com uma roupa que disfarça ao máximo minha identidade, enquanto cada lugar me recorda da garota que deixei em Miami. Os encontros e pequenas ocasiões que tivemos, até mesmo do período de amizade, como foi entre nós dois e os beijo ardentes repleto de paixão. Sinto saudades daquilo, porém, quando entro no fundo do problema, me obrigo a lembrar que a verei novamente.

Encontro-me na solidão, sem o alimento de minha sanidade. Estes meses serão os primeiros que passaria sem um dia sequer ver seu sorriso ao vivo, ouvir piadas que não eram coerentes para mim ou ter de compor uma música às pressas. Estou sem rumo. Sozinho, me perco e fujo de quem sou.

Após realizar o sonho de ficar famoso, subitamente cobicei uma paixão e assim tornou-se realidade, logo tive de desejar algo mais e, em seguida, ansiava por todos os instantes serem vividos ao lado de Ally. Eu peço para que os anjos levem meus desejos vivos na esperança de um amor e os realizem para finalmente me encontrar de novo.

Recordo das juras de um puro sentimento, escondidos a sete chaves de nós mesmos, afinal, o medo da realidade vir à tona e acarretar consequências avassaladoras era praticamente palpável, entretanto agora vejo que podíamos sim, ter ficados juntos desde o início. Não há mais valor em nossos medos. Chego à conclusão que o receio correto é de nunca termos nos deixado levar por nossos corações.

Nada deveria ser levado em conta, apenas eu e ela. Dois seres humanos vivendo o que quer e sendo feliz desta forma. Tudo se aplica à ideologia de “Entre nós dois”.

Brigo comigo mesmo que a pessoa que está divagando sobre isso não sou eu. Certamente, quem imagina essas bobagens é um viciado em outra pessoa. Um louco apaixonado. Deveria estar aos surtos por estar onde estou. No entanto, constato que mudei me tornando o bobo enamorado e também não reclamo do resultado, mas sim da ausência que existe em meu peito.

Em certa altura, já deixo de lado os meus complexos pensamentos e paro para recostar-me em uma loja qualquer de doces. Olho para cima e percebo a escuridão engolindo todos. Pequenos pontos de luz estão vagamente aparecendo no céu e no espaço entre cada um existe uma história. A minha deve estar lá.

Com um sorriso bobo no rosto, tateio meu corpo em busca do celular para, por fim, achá-lo no bolso de minha calça. Desbloqueio e disco um número já muito conhecido por mim.

Não demora nem um minuto para a chamada ser iniciada.

Alô? Austin?” O sorriso aumenta ao ouvir aquela voz tão inocente e tranquilizante.

“Ei, Ally, eu estava com saudades.”

“Eu também e acho que isso se aplica ao fato de não nos falarmos desde o dia da viagem. Por onde esteve?”

Coloco-me para andar novamente e desta vez não me perco em ideias, e sim presto atenção na ocasião vivenciada.

“Andando por aí, sabe?” Digo como se não estivesse passado cada minuto à beira da loucura “Estava pensando no que aconteceu e também sobre nós dois...”

Notas finais
Bom, o que vocês acharam deste capítulo? Eu juro que dei meu melhor e quando minha irmã leu, ela praticamente me matou por causa do fim, mas eu gostei tanto dele e ficou assim. Aguardo muito a interação de vocês comigo, pois percebam que qualquer coisa é motivo para a completa alegria e inspiração desta escritora.