Notas iniciais
Olá, olha quem regressou com mais uma história, desta vez da saga de Twilight. Fazia um bom tempo queria escrever algo sobre Sam Uley e só agora que consegui. Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio. Quero agradecer aos magos: @Blue_bird7 pela sua ajuda como helper, @Aramika pela avaliação, ainda betou a história e @dwejjitokkl pela capa. Espero que tenham uma boa leitura.

[Nome] nunca pensou que iria desistir do seu intercâmbio na Itália no meio do ano. Na última festa que foi com sua colega de classe, presenciou algo que não devia ter visto na sua vida inteira, o que a colocou em risco.

Sempre escutou as lendas da sua tribo quileute. Pensava que eram só histórias, mas o mundo sobrenatural realmente existia. Para salvar a sua preciosa vida e não causar danos às pessoas que viviam perto de si, resolveu ir embora. Não queria que a vida dos seus amigos mudasse ao entrar para um mundo completamente diferente.

No dia da festa, o seu corpo começou a dar sinais de que algo terrível ia acontecer naquele lugar. Quando estava à espera que o banheiro ficasse livre, viu dois jovens no canto. Pensava que estavam a namorar como qualquer casal normal fazia. Só que aquele canto estava muito escuro. O que chamou mais a atenção de [Nome] foram os olhos vermelhos do jovem, que sentiu a presença dela e, ao ver que ele estava com as presas de fora, decidiu correr dali, antes que fosse a refeição do dia do vampiro.

Durante a sua pequena fuga na festa, [Nome] caiu algumas vezes no chão ao desviar da multidão, que estava dançando na pista de dança. Sentiu que tinha se ferido e, ao correr para fora do estabelecimento, percebeu que havia mais gente a perseguindo, sem ser o jovem que tinha encontrado perto do banheiro.

Só suspirou de alívio quando chegou ao dormitório, pois se sentia segura ali. Sabia que a paz não ia durar muito. Percebeu que mesmo tendo origens quileutes, o seu cheiro chamava a atenção dos inimigos. Por isso decidiu dormir para ver como iria resolver a situação.

(...)

Noutro dia, acordou e decidiu ir embora da Itália. Não queria sentir de novo o perigo que sofreu na noite anterior. Fez logo as suas malas, a sorte de [Nome] é que não dividia o quarto com ninguém, já que a sua última colega foi embora no mês passado. Durante o caminho da escola para comunicar a sua decisão, olhou na internet para comprar a passagem para regressar à América.

Conseguiu convencer os seus professores da sua desistência, com a desculpa que um dos seus familiares estava doente. Queria acompanhar os seus últimos momentos de perto, porque não tinha a certeza quando poderia vê-los vivos.

A sorte estava ao seu lado, pois conseguiu comprar um bilhete para aquele mesmo dia. Decidiu aproveitar o resto da tarde para se despedir dos amigos que fez durante este intercâmbio. Muitos iriam ficar surpresos com a decisão dela de sair da Itália.

(...)

[Nome] só ficou relaxada quando entrou no avião, por saber que estava longe do perigo. Só que compreendia que a paz não ia durar muito. Quando chegasse a La Push, precisaria encontrar uma solução para se sentir bem e não reviver aquela noite terrível.

Dormiu a viagem toda e só acordou quando sentiu que estava chegando a Port Angeles. Estava preparada mentalmente para o caminho que ia fazer de ônibus até em casa.

Antes de sair do aeroporto, foi pegar as suas malas para ir ao estacionamento pegar algum meio transporte que tivesse livre naquele momento. Porém no caminho da saída parecia que tinha visto alguém conhecido da tribo. Como não tinha certeza, decidiu seguir o seu caminho, afinal, não contou a ninguém que iria voltar.

— [Nome], espera. — Ela parou de andar quando ouviu uma voz conhecida, que não escutava há um ano desde que foi para Itália.

Colocou a sua mala de ombro no chão, à espera que a pessoa que a chamou chegasse mais perto de si.

— Sam, não estava nada à espera de te encontrar por aqui. — O tempo que esteve afastada dele a fez entender os sentimentos que sentia pelo seu amigo, que continuava o mesmo e até mais forte do que antes.

— Um passarinho me contou que ia regressar. Decidi vir te buscar, sei como ficas enjoada andando nos transportes públicos. — O jovem não parava de olhar para [Nome] para ver se algo tinha mudado nela no tempo que não se viram.

— Esse passarinho só pode ser vidente. Agradeço por teres vindo me buscar. — [Nome] aceitou o abraço que seu crush quis dar nela pelo regresso. Sentia-se segura nos braços do lobo desde de pequena, porque ele sempre a protegeu de outras crianças que estavam sempre chateando-a.

Durante a viagem até La Push, foram falando dos eventos que aconteceram do tempo em que não mantiveram contacto. Os olhares que trocavam um com o outro traziam um sentimento mais forte do que antes. [Nome] não sabia explicar o que estava sentindo naquele momento.

Ao andar na estrada de Forks que liga para La Push, sentiu uma paz absoluta que não sentia desde que foi embora dali. Sentia-se mais segura perto da sua família e amigos.

Sam, enquanto estava conduzindo, percebeu que algo devia ter passado à sua amiga durante o tempo que esteve na Itália. Pelo que sabia, ainda faltava uns bons meses para o intercâmbio acabar.

— O que te fez vir embora antes da hora? — O lobo achava muito estranho a volta de [Nome] a La Push. Devia haver alguma razão para ter regressado tão cedo.

— Estava com saudades e aproveitei para tirar uns dias por causa dos feriados que estão havendo por lá. — [Nome] não gostava de mentir às pessoas queridas da sua vida. Sentia algum receio que os vampiros viessem atrás dela até aqui. Não estava preparada para contar os acontecimentos de ontem a noite, pois podiam pensar que ela estava doida por algo que não existia.

Como cresceram juntos, o alfa sabia quando a [Nome] mentia e esse era um dos casos. Decidiu não se intrometer mais neste assunto. Dava para ver que ela estava desconfortável. Mais para frente com certeza ia descobrir o que tinha acontecido.

— Pronto, está entregue. — Sam parou o carro quando chegaram a casa da família de [Nome].

— Obrigada pela carona. — [Nome] deu um beijo nas bochechas do seu crush como agradecimento. Saiu do carro toda vermelha pelo pequeno ato que fez. Não era muito de demonstrar afetos, já que se envergonhava facilmente.

Sam viu a família de sua amiga sair da porta de casa. Deu para reparar que o irmão dela, Jared, estava surpreso por ver a sua irmã ali. O alfa não tinha contado ao seu colega de matilha que [Nome] ia regressar tão cedo a casa.

(...)

Nos primeiros dias, [Nome] decidiu ficar em casa para recuperar-se do episódio que teve na Itália. Aqueles acontecimentos estavam muito vivos na sua memória e tinha algum medo de sair de casa e ser perseguida pelos olhos vermelhos.

— [Nome], não precisas preparar o meu almoço hoje — Jared gritou nas escadas abaixo para sua irmã ouvir. Logo a seguir, saiu pela porta em direção à floresta.

O tempo que ficou fechada em casa, reparou que seu irmão saía imenso e às vezes em horas impróprias no meio da madrugada. A primeira coisa que notou de diferente no seu irmão era que estava mais forte do que antes e não tinha frio nos dias que a temperatura estava mais baixa que o normal.

Alguns dias depois, [Nome] tomou coragem para segui-lo, a fim de descobrir o que ele andava aprontando, pois sempre foi curiosa e os seus pais nem sabiam o que o filho andava fazendo.

Viu o seu irmão entrando floresta adentro. [Nome] deixou uma distância razoável para que ele não a descobrisse. Seguiu as pegadas que Jared deixou, já que no dia anterior estava chovendo e por isso a terra estava molhada.

Numa certa altura, perdeu o rasto das pegadas. Como não sabia em qual direção ele foi, . [Nome] escolheu a sorte por qual caminho deveria seguir. Mais cedo ou mais tarde ia encontrar o Jared.

Fazia uns bons anos que não explorava a floresta sozinha. Sempre ia acompanhada do seu irmão ou com Sam quando fugiam das outras crianças que gostavam de fazer mal à [Nome]. Enquanto andava, ficou pensando nos momentos da sua infância e, quando deu-se por si, já tinha passado a linha do tratado.

Quando ia mudar de caminho para voltar para casa, escutou uns barulhos de animais que pareciam aflitos. [Nome] decidiu seguir o som, porque às vezes alguns caçadores colocavam armadilhas para apanhar os animais. Não gostava de vê-los em sofrimento, por isso ia os salvar. Gostava deles livres e aproveitando a natureza.

Ao chegar ao terreno aberto da floresta, o que encontrou foram os animais sem vida e, ao lado deles, estavam os seres que os feriram. O instinto de [Nome] falava para escapar daquele ambiente, porque era igual aquela noite que presenciou no seu intercâmbio.

— Espera, nós não vamos te fazer mal — falou um dos vampiros que estava caçando para se alimentar do sangue dos animais.

— Socorro! — [Nome] virou-se para fugir, pois não queria escutar o que os vampiros tinham para dizer a ela. Com o pânico, só queria esconder-se e estar longe do perigo.

Antes que pudesse escapar, foi impedida por um dos vampiros, que tocou no seu ombro. [Nome], com medo, caiu no chão para se proteger. Lágrimas queriam sair, mas não ia dar o gosto de ver o seu lado miserável.

Os vampiros vegetarianos tentavam conversar com [Nome], só que ela ignorava. O seu lado desconfiado estava em modo ativo. Só se acalmou quando escutou uma voz conhecida, que se aproximava na direção do pequeno grupo que estava ao seu redor.

— Cullens, podem deixar comigo — falou Sam, que saiu de trás de uma árvore, pois tinha acabado de vestir a sua roupa, porque estava na sua forma de lobo quando escutou o grito de [Nome] e veio correndo, deixando a matilha para trás.

— Eles querem o meu sangue, Sam — levantou-se do chão e abraçou fortemente o seu crush. [Nome] logo sentiu-se segura nos braços do lobo.

— Calma, respira devagar [Nome]. Eles são vegetarianos e diferentes dos outros vampiros que querem sangue humano. — Com toda a sua tranquilidade, Sam conseguiu acalmar [Nome] e explicou que a família Cullen não ia fazer mal à ela.

— Outros vampiros vão vir à minha procura. — [Nome] revelou ao olhar seriamente para o seu amigo. Não tinha contado tudo o que acontecera naquela noite.

— [Nome], conta-me. O que realmente aconteceu para voltares? — Sam já estava a compreender que o regresso da sua amiga tinha a ver com os vampiros que encontrou durante o intercâmbio.

— Na noite anterior ao meu regresso, fui a uma festa e quando fiquei sozinha, presenciei algo que não devia ter visto. Quando estava a fugir, caí e me feri, parece que meu cheiro chama a atenção deles. — A jovem se sentia mais leve por ter acabado de desabafar. Falou com toda sinceridade porque percebeu que seu amigo estava envolvido com o mundo sobrenatural e que podia ajudar.

— Realmente passaste por muito. Não queria que acabasse envolvida neste mundo perigoso. — O mais velho queria que [Nome] vivesse uma vida calma e fora dos perigos. Só que percebeu que muito em breve, ela poderia acabar por se transformar em metamorfo como o irmão dela, Jared.

— Até hoje tenho medo e não sei o que fazer se realmente vierem atrás de mim. — [Nome] continuava ainda nos braços fortes da sua paixão. Sentia-se mais segura como estivesse voltando à infância, onde ele sempre a protegeu de tudo.

— Não te preocupes, [Nome]. Vou estar aqui para te proteger. — Sam não ia deixar que frios fizessem mal a sua preciosa amiga. Algum dia teria que tomar coragem para revelar o que sentia em relação a [Nome], só que não queria estragar a relação de amizade que sempre tiveram desde pequenos.

[Nome] sentia-se mais tranquila, porque nunca mais vai estar sozinha no meio deste caos que o mundo sobrenatural trouxe. Desde que voltou para La Push, pensava que não ia ter ninguém ao seu lado. Quando menos esperava, ganhou novos companheiros que são de grande confiança, que sempre irão apoiá-la e protegê-la em todos os momentos.

No tempo em que era protegida pelo Sam, foi descobrindo aos poucos o motivo que o seu irmão escapava de casa ao meio da noite. Os seus pais desconheciam que as lendas da tribo eram realmente verdadeiras. Por isso decidiu guardar o segredo da matilha para proteger a sua amada família deste mundo.


Notas finais
É sempre bom ter alguem de confiança para desabafar dos acontecimentos que vivemos todos dias. Desejo uma boa semana a todos. Até a próxima história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!