Entre lágrimas e lábios
1 Capítulo único
Notas iniciais
Gajeel Pov's ;3
Olhei ao redor do salão e percebi que a baixinha não estava lá. Instintivamente, passei a indagar à todos se a tinham visto, recebendo respostas negativas. Aquilo me deixou aflito, afinal onde raios ela havia ido?
- Levy foi pra lá. Disse que queria escrever algo longe de toda essa confusão. — a Bunny Girl, vulgo Lucy, me disse com aquele sorriso malicioso e se eu não estivesse com pressa, teria começado a discutir com ela.
- Valeu. — agradeci em um sussurro e rumei para a direção indicada. Logo, avistei os cabelos azulados e a silhueta pequena sentada em uma cadeira e de costas pra mim. Sem entender o motivo, uma sensação de alívio apossou-se de mim.
- Ei! — exclamei, aproximando-me dela.
- Gajeel! — ela virou-se sorridente e pude ver as roupas que trajava.
- Hm, então você também se veste assim. — zombei, não querendo demonstrar o quanto estava achando-a linda.
- Ah? É estranho? — por um momento, pude sentir que seus olhos pediam uma resposta sincera.
- Bem... Acho que combina. — declarei, desviando o olhar e ela sorriu.
- Mas, de verdade, estou feliz que esteja vivo. — seus lábios movimentavam-se tão lentamente e arrisco dizer, sensualmente também que acabei me distraindo.
- Não vá me matando assim! — resmunguei, tentando disfarçar minha falta de atenção.
- Mas é que você enfrentou um dragão grande daqueles sozinho. Acho que qualquer um morreria. — fiquei sem palavras diante aquilo, mas soube esconder isso.
- Não se preocupe à toa. — murmurei, olhando para outro lugar que parecia mais interessante. Apesar de ter dito apenas isso, o que passou por minha mente era que eu não poderia morrer enquanto não tivesse certeza de que ela estava viva e bem.
- Deixe que eu me preocupe à toa um pouco. — Levy me olhou com tanta intensidade que por alguns instantes, me senti desarmado. Porém, logo consegui me recompor.
- É deprimente fazer isso. — usei meu tom ignorante costumeiro e me surpreendi com sua reação. Ela começou a chorar e eu não consegui acompanhar o motivo. — Sua idiota! Por que está chorando?
Ela riu, enquanto as lágrimas continuavam a rolar por seu rosto.
- Por que será, né? Desculpe. — pediu e eu fiquei mais perdido ainda. Se Levy queria me desarmar completamente, ela tinha conseguido.
- N-Não precisa se desculpar. — e essa foi uma das raras vezes que gaguejei.
Levy riu mais uma vez, mas o choro não cessou, então fiz a primeira coisa que me veio na mente: puxei-a de forma delicada — e olhe que eu nem sabia que essa palavra existia — e a envolvi em meus braços num abraço meio desajeitado. Suas lágrimas molharam minha roupa e aos poucos foi parando.
- Levy... Não precisa se desculpar por se preocupar comigo. Eu que preciso agradecer por isso. — sussurrei em um tom calmo. E isso foi uma das coisas que eu também não sabia ser capaz de fazer.
- Gajeel... — ela levantou o rosto e, sem que percebêssemos, nossos lábios começaram a se aproximarem até que não houvesse mais nenhum espaço entre nós.
Um beijo calmo, leve e curto. Assim como Levy, assim como a minha Levy.
Fale com o autor