Entre histórias

1 Azriel Martins


Notas iniciais
Entre o 4ª e 5ª episódio. Idade: 30 anos Data de nascimento: 05/07/1990 Profissão: confidencial Status: vivo Um pouco do universo da série e do que se passa na cabeça do Azriel.

Azriel respira o vapor quente depois de desligar o chuveiro, o dia foi bem estressante na Agência, seu chefe Cornélio suspeitava que alguém estava passando informações à jovem Souza. Se ele descobrir, seu cargo já era assim como sua liberdade. Ás nem queria imaginar o que lhe aconteceria se fosse pego, não manteria sua promessa e provavelmente seria jogado as criaturas.

Algo em sua visão periférica chamou a atenção, Azriel encarou o espelho do banheiro sem expressão. Não podia ser uma criatura, não houve nenhum pico de energia, no entanto, em seu espelho caracteres estranhos iam surgindo, como se alguém estivesse escrevendo aproveitando o vidro embaçado.

Azriel trabalhava para uma agência vinculada ao governo responsável por caçar e capturar criaturas vindas de outras dimensões. Desde o experimento da partícula de Deus, começaram a acontecer coisas estranhas em diversas partes do mundo. A matéria foi enviada para outra dimensão e voltou em questão de segundos, porém esses segundos bastaram para que uma conexão com o multiverso fosse estabelecida, é claro que os cientistas da época não entenderam o que aconteceu direito e deram outra explicação, mas desde então criaturas são transportadas para nossa realidade. Algumas hostis, outras dóceis, algumas movidas puramente pelo instinto, porém sempre surgiam acompanhadas de uma descarga de energia, e era assim que a agência conseguia rastrear, analisando os padrões e recebendo denúncias sobre coisas estranhas acontecendo em alguma área.

Ás começou a analisar os caracteres, pareciam estranhamente familiares. Foi quando ele se tocou, era o código que usava com o Téo nos primórdios da Agência. Agora sim as coisas realmente não faziam sentido, na mensagem estava escrito apenas uma palavra, nulidade.

Sua cabeça começou a doer e ele foi tomado por uma náusea que o fez encostar na parede fechando os olhos. Sua mente estava sendo bombardeada com imagens estranhas, escuridão até onde a vista alcança, vultos se movendo. O crânio de um animal entrou em foco brevemente e depois se desfez, de volta ao breu. Foi então que Ás viu a figura do Téo, acuado em um canto, tremendo, olhando para todos os lados e fazendo movimentos como se tentasse afastar os vultos.

Ás abriu os olhos, a visão havia acabado, no espelho havia apenas uma sentença, me ajude.

A luz do banheiro piscou e o vidro do espelho terminou de embaçar. Azriel foi para o quarto, colocou uma roupa e se jogou na cama. Precisava conversar com a jovem Souza, mas não sem antes ter certeza, se havia alguma possibilidade do irmão dela estar vivo, ele acharia provas.

O que aconteceu com Teodoro foi culpa dele, Lilian não merecia sofrer de novo, não merecia nem estar na vida que está agora. Perseguindo criaturas para protege-las da Agência e dos humanos, Azriel procurava informar apenas sobre as que ele achava não serem um problema, mas as coisas quase saíram muito erradas algumas vezes. Ele não aguentaria ter o sangue de mais um Souza em suas mãos.

Na manhã seguinte Azriel pensaria em tudo com calma e decidiria o que fazer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.