Notas iniciais
Olá, leitorxs lindxs do meu miocárdio! Eu sei que não devia postar 2 caps por semana, mas como terminei o capítulo 8 (ok, só tem seiscentas e poucas palavras, mas terminei!) resolvi postar esse aqui tbm :-) Sim, Soluço e Companhia Ltda. aparecem aqui :D

Havia um vilarejo na ilha, e pensei que poderia pedir ajuda caso fosse pra lá... "Mas como?..." Pensei eu, ainda preso àquele dragão estúpido que, pelo visto, não ligava para o magricela agarrado em seu pescoço. Então tive uma ideia mais estúpida ainda. O plano se dividia em duas partes: a difícil e a insana.

Respirei fundo e me forcei a parar de tremer. Ok, parte difícil: Me virar e ficar em uma posição mais digna em cima do dragão. No fim, foi mais fácil que eu esperava; era como me virar no galho de uma árvore, só que sacudindo a centenas de metros acima do oceano.

Agora vinha a parte insana. Rastejei para cima da cabeça do dragão, abracei seu focinho e tentei controlar a direção do voo. O bicho urrava sem conseguir abrir a boca. Eu torcia para que fosse uma ilha de algum dos quatro clãs, mas resolvi não arriscar e tentei levar o dragão para uma área mais afastada. Não deu certo. Justamente na parte da ilha que eu estava descendo, sobre uma rocha que era ligada à parte principal da ilha por apenas uma ponte, estava um grupo de seis adolescentes que deviam ter a minha idade.

Em uma fração de segundo, absorvi muitas coisas: Primeiro que eram vikings, a julgar pelos capacetes. Ok, não interessava que teoricamente eu era um, se eu quisesse sair de lá vivo teria de escapar deles, mas tentaria não machucá-los. Não sou o tipo de pessoa que ataca sem pensar, mas tinha certeza de que não seriam civilizados ou diplomáticos. Havia dois grandalhões e outros dois de cabelos muito compridos e capacetes parecidos. Supus que eram gêmeos. Havia também uma garota com um machado e um garoto com uma perna de madeira e metal, tão magrelo quanto eu.

Eles só notaram o dragão quando estávamos praticamente em cima deles. Assim que a fera pousou, soltei de seu focinho e rolei para o chão. Percebi o erro que havia cometido quando senti meu arco novinho se partir em dois às minhas costas, mas não havia tempo para se lamentar. Como eu esperava, foi um alvoroço. Antes que se dessem conta de o que estava acontecendo, saquei a adaga maior e acertei seu punho no ponto sensível abaixo da nuca do grandalhão nº1, que caiu descordado; guardei a adaga e apaguei os dois gêmeos de uma vez só, apertando um ponto específico do ombro deles (conhecimentos de anatomia são realmente úteis às vezes). Estava indo em direção ao grandalhão nº2 quando a menina lançou o machado em minha direção; desviei na última hora e arremessei uma adaga, que passou perto, mas errou. Resolvi que a garota loira era mais perigosa e tentei derrubá-la, mas ela desviou do golpe com perfeição. Não entendi por que ela não me atacou de imediato... Pelo canto do olho vi que, de algum modo, o garoto magricela da perna de pau havia derrotado o dragão. Hesitei por um segundo, pois percebi o motivo de a garota não ter me atacado imediatamente. O garoto que derrotou o dragão era igualzinho a mim... Quer dizer, se tivesse olhos azuis escuros e fosse um pouco menos sardento, (e tivesse a perna esquerda) duvidava que até mesmo meus pais ou Merida conseguissem nos diferenciar... E nesse segundo de hesitação, a garota loira me imobilizou. Pensei que ela fosse arrancar o meu braço fora.

– Quem é você? — Perguntou ela, enfaticamente. — Ah!

Ela gritou por que o dragão havia se levantado e avançou sobre nós. Ela rolou para longe... Só tive tempo de me encolher.

– Olha Soluço, está protegendo ele... E parece... Um Fúria da Noite?... — Falou uma voz masculina, um tanto empolgada.

"Protegendo?..." Pensei, e abri os olhos. Percebi que o dragão estava à minha volta. As asas estavam um pouco abertas sobre mim, e ele rosnava, olhando para os três vikings que ainda estavam de pé. Senti uma pontada de medo. "Ótimo, agora esse bicho pensa que eu sou um tipo de brinquedo." Pensei em tentar fugir, mas para onde? Pelo jeito, eu havia atraído mais dragões, pois agora também havia um parecido com o que eu havia montado, mas negro como carvão e de olhos verde esmeralda. Além de que meu ombro estava doendo mais que o normal... A menina loira provavelmente o havia deslocado.

– É mesmo, Perna de Peixe... Tente acordar os outros, ok? É mais importante agora. — Disse o outro menino, um tanto abalado. — Hmm... Pode acalmar o seu dragão? Não se preocupe, não iremos machucá-lo. — Disse, um pouco mais alto. Ele estava falando comigo? Se fosse, não havia entendido a parte de controlar o meu dragão. "Será que ele pensa que essa coisa é um bichinho de estimação?" Pensei.

– Mas se nos atacar de novo, vai ver como meu machado ainda pode ser útil! — Disse a menina. Pois é, estavam falando comigo.

– Astrid! — Disse o menino

– Ãaahnn... — Gemi ao tentar me levantar. Definitivamente o meu braço não estava bom — T-tudo bem... Não vou atacá-los. Mas, por favor, tirem essa coisa de cima de mim. — Disse, me referindo ao dragão. Eu sinceramente não sabia o que estava pensando. Eles eram vikings, ladrões e assassinos, aquilo só poderia dar errado. Mas ainda assim, aquele garoto tão parecido comigo me perturbava... Seria ele algum parente de verdade? Talvez um irmão...

– Então ele não sabe, afinal... — Murmurou o menino da perna de pau. Ele fez alguma coisa com o dragão que, segundo eles, estava me protegendo e ele virou pateticamente de barriga para cima ronronando como um gato.

A menina loira veio até mim e pressionou o meu pescoço contra o chão.

– Ainda não respondeu, quem é você? O que fez com eles? — Ela me olhava furiosa com os tempestuosos olhos azuis

– Ghrr — Grunhi.

– Astrid, tá sufocando ele... — Disse meu sósia de perna de pau. A menina soltou o meu pescoço e eu arfei.

– Sou Dmitrei. Para acordá-los basta dar uns tapinhas no rosto deles. — Respondi, tudo de uma vez. — Eles vão estar meio atordoados quando acordar.

Os dois, a tal da Astrid e o gordinho com nome estranho começaram a acordar os outros. Grandalhão nº1 ficou surpreso ao me ver. Como eu suspeitava, ele nem havia visto de onde tinha vindo o golpe. Os gêmeos acordaram com uma expressão abobalhada no rosto.

– Ae, to vendo estrelas... — Disse o menino.

O garoto com a perna de pau ainda me olhava um pouco boquiaberto. Naquela hora tive certeza de que minha expressão era a mesma.

– Quem é você? — Perguntou ele.

– Pergunto o mesmo... — Disse, tentando me levantar. Uma dor aguda atingiu o meu ombro e eu fiz uma careta de dor. — Meu nome é Dmitrei Bearcban Beacan.

– "Pequeno atirador"? — Por um momento pareceu que ele iria rir, mas se conteve. — Não estou muito melhor... Soluço Spantosicus Strondus III. — Em condições normais eu faleceria de rir, mas a dor no meu ombro transformou o sorriso em uma careta. — Como você?... — Ele gesticulou, mostrando ao redor.

– Quanto ao dragão... Longa história. Nem eu sei direito. E eu sei como apagar uma pessoa por que sou meio que um curandeiro. Por falar nisso... — "Não deve ser tão difícil por o meu próprio ombro no lugar... Já fiz isso com algumas pessoas." Tolice? Sim, muita, mas a dor não estava me deixando raciocinar direito. Apoiei meu ombro ruim no chão e bati nele com o outro pulso, colocando-o no lugar. A dor foi tanta que eu gritei praticamente minha alma e desmaiei.

Notas finais
Então, se puderem, me digam o que estão achando e ships que gostariam huhaha Tantas possibilidades já se passaram por minha cabeça que nem sei o que fazer! Até pq nunca shippei nenhum casal que já não existisse na história huhaha