Entre beijos e paixões - Season 2

22 Visitas, decisões, e maus pressentimentos...


Notas iniciais
Olá pessoas! Tudo bem? Sei que ando sumida de novo :( É que ando OCUPADÍSSIMA! Mas, saibam que eu não desisti da fic! Ok? Vou postar sempre que puder! Mesmo que seja apenas uma vez por mês. Espero que me entendam, e comentem! Pois quero saber de notícias de vocês, e saber quem ainda continua lendo minha fic. Beijos! E Boa leitura!

No dia seguinte...

Vivi acordou cedo para ajudar Shirley com os preparativos da festa infantil. Enquanto estas cuidavam da decoração, Tati saiu pela vizinhança distribuindo os convites que ainda faltavam ser entregues, todas as crianças da comunidade deveriam ser convidadas. Faltavam apenas dois convites destinados à duas crianças e suas mães, quando Tati percebeu que alguém a seguia pelo fim da rua, a garota tentou olhar quem era, porém a pessoa se escondeu rapidamente de trás de um carro, tendo a má sorte, pois este saiu na mesma hora. Ao ver de quem se tratava, Tati bufou revirando os olhos, era Tatu.

O que você tá fazendo aqui? — Perguntou Tati, no outro lado da estreita ruela.—Ah! Oi Tati, eu nem tinha visto você... –Disfarçou Tatu.

—Uhum, sei... O que faz aqui então? Tá perdido no meu bairro, que por sinal fica à quatro avenidas depois do seu? – Perguntou.

—E-Eu... É que... –Nessa hora, o garoto avistou Juca, que vinha subindo a rua.

—Ah! Eu tava indo encontrar o Juca! –Mentiu, direcionando-se ao garoto com um sorriso amarelado. –E aí Jucão! –Cumprimentou.

—Oi e aí Tatu, beleza? –Cumprimentou o garoto de volta. –Oi Tati. –Cumprimentou também a garota.

—Oi Juca. –Respondeu Tati.

—Então Juca, eu tava te procurando! –Disse Tatu.

—Eu? Pra quê? –Perguntou o garoto, confuso.

—Pode parar de fingir Tatu, eu já sei que você tava me seguindo. –Afirmou Tati.

—Eu? Seguindo você? Puffff... Que viagem! Obvio que não. –Negou Tatu.

—Você nem é amigo do Juca! –Lembrou. Tatu coçou a cabeça sem graça. –Olha Tatu, eu pensei que tivesse sido clara, quando disse que acabou. –Falou a cacheada, rude.

—Mas... –Tatu tentou argumentar.

—Mas nada! –Interrompeu Tati. –E vê se para de me seguir, ok? –Ordenou.

—Tudo bem... Desculpa. –Pediu o garoto, sério.

—Ótimo. Passar bem. –Concluiu Tati, tomando seu caminho, deixando Tatu parado onde estava, cabisbaixo. Juca observava tudo, lamentando a situação do conhecido.

—Você tá bem? –Perguntou Juca, preocupado.

—Tá. –Disse Tatu. –Só perdi a garota que mais amei... –Acrescentou, indo embora.

Juca suspirou, sentiu pena do garoto, sabia exatamente como era passar por aquilo, então, o mesmo também tomou seu rumo.

No orfanato...

Maria e Teca aguardavam da entrada impacientes.

—Aff, não sei porque a Dani demora tanto! –Reclamava Maria.

—Sabe como ela é? Todo canto que vai, é um quilo de maquiagem. –Zombou Teca. As duas riram juntas. Nessa hora, Thiago e Neco que haviam saído para comprar a mistura do almoço, chegaram ao orfanato.

—Aonde vocês vão, tão arrumadas? –Perguntou Neco.

—Não é da sua conta. –Disse Teca.

—Ui! Calma, não ta mais aqui quem perguntou. –Disse Neco, levantando as mãos.

—Nossa, tem gente que nunca acorda de bom humor. –Falou Thiago, dando indiretas.

—Nem me meto nisso. –Falou Maria, rindo.

—Bom, pensando bem, até que pode interessar Neco. –Afirmou Teca, mudando de ideia. –A gente vai na casa da Ana. –Contou. Ao ouvir isso, Thiago arrepiou-se, então a garota o encarou vitoriosa.

—Sabem onde ela ta morando? –Perguntou Thiago.

—Sim, sabemos. –Disse Maria. –E até convidaríamos vocês, mas, o carro já está cheio. –Completou.

—Que carro? –Perguntou Neco.

—Do motorista da Dani. –Disse Maria.

—A Lúcia também vai? –Perguntou Neco.

—Sim, ela vai. –Disse Maria revirando os olhos. Nessa hora Dani chegou de carro.

—E aí otárias! –Exclamou. –Vamos? –Chamou. –Ainda temos que pegar a Lúcia.

—Tchau meninos. –Disse Maria.

—Ah, e só mais uma observação. –Disse Teca, abrindo a porta do carro. –Mesmo que o carro tivesse vaga, na casa da Ana não tem vaga para traidores. –Completou, alfinetando Thiago.

—Hum... Torçam para que lá não tenha alarme de segurança contra ladrões! Se não, alguém vai se ferrar. –Devolveu Thiago. Nessa hora, Teca o encarou com ódio, entrou no carro, e então, mostrou o dedo do meio, enquanto o carro saia.

—Tchau babacas! –Despediu-se Dani, rindo.

—Idiotas. –Disse Thiago.

Não demorou muito até que chegassem à casa de Ana. Ao chegarem a garota já as esperava do lado de fora da casa, esta ao vê-las, acenou vindo na direção do carro.

—Uau! Que casa linda que ela ta morando! –Reparou Maria.

—É, mas nem se compara a minha casa. –Falou Dani, fazendo pouco caso.

—Claro, você mora numa mansão. –Lembrou Teca, alimentando o ego de Dani ainda mais.

—Eu sei, eu sou demais. –Afirmou Dani. O motorista que ouvia a conversa, revirou os olhos.

—Oi meninas! –Cumprimentou Ana. Logo, as garotas saíram do carro e deram um abraço coletivo na amiga, com exerção de Lúcia, que observava tímida, sorrindo (esta não era tão íntima de Ana).

—Que saudade Ana! –Afirmou Dani. –Quando soube que você tinha voltado, nem vi a hora de vim conferir! –Completou.

—Eu também estava com saudades de todas vocês! –Disse Ana.

—Seu sotaque tá bem engraçado. –Afirmou Dani, rindo.

—Tá, eu sei, mas você foi a primeira a reparar. –Disse Ana.

—Na verdade todo mundo reparou. –Confessou Maria. –É que ninguém disse nada. –Completou.

—Suas bestas! –Disse Ana. Todas passaram a rir.

Nessa hora, Ana avistou Lúcia, as observando parada, ao lado do carro.

—Oi! –Exclamou.

—Oi Ana. –Cumprimentou Lúcia.

—Eu acho que me lembro de você... –Disse Ana.

—É, ela é a Lúcia. Entrou na nossa turma pouco tempo antes de você ir pra Índia. –Lembrou Maria.

—Não se acanhe Lúcia! Os amigos dos meus amigos, são meus amigos também. –Afirmou Ana, sorrindo. Todas as meninas sorriram.

—Pelo jeito não perdeu seu senso de humor! –Afirmou Dani. Ana sorriu. –Sério, depois do que me contaram, achei que você tava só os cacos. –Acrescentou, desmanchando o sorriso de Ana.

—Ah... –Ana ficou sem argumentos.

—É sério, eu nem acreditei quando me falaram que o Thiago e a Cris tavam namorando, fiquei passada! –Continuou Dani.

—Ô Dani... –Maria chamou atenção.

—Que foi? –Perguntou Dani. Logo, a mesma se deu conta do clima que estava causando. –Ah! Foi mau, eu nem me toquei... –Desculpou-se.

—Sem problemas... –Disse Ana. –Entrem meninas... –Convidou. Logo, as garotas entraram junto de Ana em sua casa, fuzilando Dani com os olhos.

— Bem, sintam-se em casa! –Disse Ana. –Só não quebrem nada! –Brincou. –Eu vou pegar uma sobremesa pra vocês. –Disse, indo até a cozinha.

—Quer ajuda Ana? –Perguntou Lúcia.

—Quero, valeu! –Disse Ana. Então a garota a acompanhou.

Dani, Teca e Maria sentaram-se no sofá.

—Começou bem hein Dani... –Reclamou Maria.

—O que foi? –Perguntou Dani.

—Ora "O que foi?", meu Deus, Dani, você tinha que lembrar do que aquele imbecíl fez? –Perguntou Teca. –Não viu a cara da Ana? –Perguntou.

—Aff gente, já me desculpei, parem de encher! –Exclamou Dani.

—Tá, contanto que não se repita... –Disse Maria. Dani revirou os olhos.

Na cozinha, Lúcia ajudava Ana com a sobremesa.

—Esse pudim parece ótimo! –Afirmou Lúcia, enquanto Ana tirava um delicioso pudim de leite da geladeira.

—Pois é, minha tia fez ontem, assim que soube que eu teria visitas. –Disse Ana. –Reparte pra mim, enquanto pego os talheres e as tacinhas, por favor? –Pediu. Lúcia concordou com a cabeça.

—Onde sua tia tá? –Perguntou Lúcia, repartindo o pudim.

—Trabalhando. –Respondeu Ana, enquanto levava as taças e os talheres.

—Ah... –Concluiu Lúcia. –Mora só ela e você? –Perguntou.

—Não. Também moram o noivo dela e o filho dele. –Disse Ana.

—Entendi. –Disse Lúcia.

—Vem, vamos levar. –Finalizou Ana, voltando em direção a sala, com as sobremesas, então Lúcia a acompanhou.

— Eba!!! Pudim!!! –Exclamou Maria.

—Adoro pudim! –Disse Teca.

—Eu sei! – Disse Ana.

—E é de leite, é o favorito sabe de quem? Da Tati! – Lembrou Dani.

—Verdade, ela perdeu! –Disse Maria.

—Por que ela não veio? –Perguntou Ana.

—Por que hoje é aniversário do irmãozinho dela. –Lembrou Maria.

—E mesmo assim ela tá de mau da Teca, seria difícil ela vir. –Lembrou Dani. Teca a encarou irritada.

—Sério? Por quê Teca? –Perguntou Ana.

—Foi um mau entendido... – Disse Teca

— Por culpa do babaca do Thi... –Antes que Dani completasse, as garotas a encararam. – Deixa pra lá. –Interrompeu-se.

— Tudo bem Dani, não ligo que vocês falem dele. – Afirmou Ana.

— Não? –Perguntou Dani. –Tá vendo, ela nem liga e vocês me enchendo! –Reclamou.

—Dani para! –Disse Maria.

—Mesmo assim, não foi nada demais... Se a Tati não quer mais falar comigo, azar é o dela. – Finalizou Teca. Nesse momento as garotas se entreolharam sem dizer nada, então continuaram a comer pudim.

Na comunidade...

Vivi terminava de encher os balões, quando a campainha tocou. Logo esta se prontificou a atendê-la.

— Ah, oi Bia! — Cumprimentou ao ver que se tratava da amiga.

— E aí! —Respondeu Bia.

— Veio cedo! —Afirmou Vivi.

— Pois é, eu tava sem nada pra fazer em casa, então resolvi vir ajudar. — Disse Bia.

— Ah, valeu! A gente ta quase terminando, mas...

— Mas é sempre bom mais gente pra ajudar! — Exclamou Shirley, animada. — Pode entrar, Biazinha! — Convidou. Bia sorriu, então entrou. — Agora com licença meninas, que eu vou ver se o bolo já ta pronto.

— Ok, vai lá Shirley. —Disse Vivi. — Pode ir me ajudando a encher os balões, Bia? — Perguntou, entregando algumas bexigas a Bia.

— Beleza. —Concordou a garota. Enquanto enchiam os balões, Tati chegou em casa acompanhada de Eduarda, a amiga de Shirley.

— Cheguei! — Avisou Tati. — Entra Eduarda. — Acrescentou.

— Bom dia meninas!!! —Exclamou a mulher, animada.

— Bom dia, Eduarda! — Responderam as garotas.

—Nossa, quanto tempo eu não vejo vocês! —Afirmou a mulher.

— Verdade. —Disse Vivi. — Como foi de viagem pra Maranhão? —Perguntou.

— Foi ótimo! Lá é um paraíso! —Afirmou a mulher.

— E como tá a Maria Cecília e o Tobias? E as gêmeas? — Perguntou Bia.

— Eles estão ótimos! Só na via boa lá em Maranhão. — Afirmou Eduarda.

— Cadê a Shirley? —Perguntou Eduarda.

—Tá lá na cozinha, olhando o bolo. — Disse Vivi.

— Ah, certo, vou lá falar com ela. — Disse Eduarda. — Foi um prazer meninas! —Afirmou.

—Igualmente. — Disseram.

— Gente, é impressionante como a Eduarda não envelhece. —Reparou Vivi.

— É mesmo viu, ninguém diz que ela passa dos 45. — Afirmou Bia.

— Pior... Ela e a Maria Cecília parecem irmãs, e não mãe e filha. — Disse Tati, mostrando uma foto no facebook.

—Também, a Eduarda teve a Cecília muito nova. — Afirmou Vivi.

— É mesmo... —Disse Bia. —E ela tinha quantos anos? —Perguntou curiosa.

— Ela engravidou quando tinha 15 anos, e teve a Cecília com 16. — Contou Tati.

— Hum... — Concluiu Bia.

— A nossa idade, Bia. —Afirmou Vivi. Nessa hora, Bia sentiu um frio na barriga.

—Eu sei que é a nossa idade. —Disse Bia.

— Pois é, nossa imagina que barra, engravidar na adolescência, eu acho que não dava conta! — Dramatizou Vivi.

— O que, você ia abortar? —Perguntou Tati.

—Sem pensar duas vezes. —Afirmou Vivi.

—Nossa Viviane, vira essa boca pra lá! —Repreendeu Tati. — Isso é um ato de crueldade.

—Ter filho é perda de tempo! —Rebateu Vivi.

—Perda de tempo?! — Surpreendeu-se Tati. — Ah, mas eu aposto que você gostou de nascer! — Esbravejou. — Agora se acha no direito de tirar a chance de viver do próprio filho! — Completou.

— Para de drama, idiota! Isso foi uma hipótese! —Repreendeu Vivi. Enquanto a discussão só aumentava entre as irmãs, estas não perceberam, mas aquele assunto fez com que Bia passasse a ver tudo girando a sua volta, estava zonza.

— Ora, hipótese! Eu aposto que a Bia não pensa assim, né Bia? —Perguntou Tati.

— Eu... Não sei, eu... — Bia estava pálida, e com visão turva.

— Claro que ela não pensa, ela é contra aborto! — Disse Vivi. — Mas acho que a ultima pessoa que engravidaria nesse mundo com 15 anos seria a Bia, ela não é cabeça dura. — Completou. E só precisou essa última frase, para que Bia perdesse totalmente o seu equilíbrio, logo, as garotas perceberam que ela não estava bem.

—Bia? Você tá bem? —Perguntou Tati.

—Tô... —Disse Bia, caindo pro lado.

—Nossa Bia, o que ta havendo? —Perguntou Vivi a segurando de imediato.

— Não s... —Bia nem conseguia falar.

— Rápido Tati, vai chamar a Shirley! — Pediu Vivi. Tati concordou, indo as pressas chamar Shirley na cozinha.

Enquanto isso no orfanato...

— É sério! Eu não aguento mais essas meninas do orfanato! —Reclamava (mais uma vez) Thiago.

— Aff cara, toda vez que a cena do capítulo vem pro orfanato, você tá reclamando das meninas. — Bufou Rafa, impaciente.

— Por que é só o que acontece por aqui ultimamente! Birra de menina fresca. —Afirmou o garoto.

— Eu acho que você só reclama pra esquecer da dúvida entre a Cris e a Ana. —Disse Rafa.

— Óbvio que não. —Disse Thiago.

— Ora não... Óbvio que sim! — Insistiu Rafa. — Não é Binho? —Perguntou à Binho, que também estava no quarto.

— Sei lá... —Respondeu o garoto, sentado em sua cama, os amigos não perceberam, mas Binho não estava muito bem.

—Eu já falei que óbvio que não! — Repetiu Thiago. —E sabe por quê? —Perguntou.

— Por quê? —Perguntou Rafa.

— Por que eu já me decidi... — Revelou Thiago. —Não vou ficar em duvida com nenhuma! E nem quero mais compromisso. — Explicou. —A partir de agora, é só ficar e tchau! — Concluiu.

— Aê! Esse é o meu parça! —Comemorou Rafa. — Esse é o espírito brother! — Completou.

— Pois é, agora eu abri os olhos. — Afirmou Thiago. —Afora só falta o Binho e o Mosca... — Enquanto tirava onda, Thiago olhou para Binho e percebeu que o amigo não estava normal. —Nossa cara, você tá pálido, tá se sentindo mal? —Perguntou.

— Vish! É mesmo! —Concordou Rafa.

— Não é nada demais... — Disse Binho. — Só um mau pressentimento... — Completou, tenso.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem! Beijos e até o próximo!