Entre beijos e paixões - Season 2

25 "Lembranças", mal entendidos, preocupações e avisos


Notas iniciais
Oi pessoal! Tudo bem? Olha a Queen aqui de volta e.e Bom, como vocês viram no título, a fic está em andamento, o que significa que poderei postar a qualquer momento, mesmo que demore meses (como demorou no caso e.e) Enfim, para quem ainda lê, uma boa leitura! E marquem presença nos comentários para que eu continue! Beijos!

— Me conte de quê exatamente você lembra... — Pediu Ana, concentrada.

— Eu lembro de estar num carro veloz, em uma estrada, e risos, depois tudo se cobriu de água e eu apaguei. Quando acordei estava na beira de um lago pantanoso, e tinha escuridão em toda parte, não conseguia respirar, meus pulmões estavam inundados, então eu vomitei uma água suja... — Contou a fantasma, lembrando-se do dia de sua morte. Ana anotava as palavras da falecida com atenção.

— Continue... — Pediu.

— De repente eu vi duas luzes. — Contou a garota fantasmagórica.

— Eram seres de luz? — Perguntou Ana.

— Não, na verdade era um carro. — Disse a fantasma, confusa.

— Ah... — Concluiu Ana, anotando em seu bloco de papel. — Prossiga.

— Bom, quando eu vi o carro eu tentei correr o mais rápido possível na direção dele pra pedir ajuda, e quando eu finalmente o alcancei, ele me ignorou. E não foi o único, vários carros e caminhões passaram na estrada e todos me ignoraram. No início eu pensei que fosse por causa do meu estado, mas, agora sei o motivo real. Eles não conseguiam me ver, porque eu estava morta. — Contou a garota fantasmagórica, cuja aparência lembrava a de Ísis (temporada 1), possuía cabelos longos e negros, pele pálida, porém aparentava ter mais idade, 15 anos, talvez.

— Acontece com frequência. — Disse Ana. — Muitas pessoas desencarnam sem perceber. As vezes percebem, porém, não acreditam, ou não querem aceitar. — Explicou.

— Acho que no fundo eu já sabia desde o início. Não da morte em si, mas, sabia que tinha alguma coisa estranha, principalmente pela perda de memória, e por ser ignorada em todos os lugares onde vou. — Disse a fantasma. Ana apenas assentiu e continuou a anotar. A fantasma aguardava, encarando a ruiva, que estava concentrada em seu bloco de notas, até que esta a assustou quando lhe encarou de repente.

— Então! Pelo que você disse, estava num carro, e ouvia risos, o que significa que não estava sozinha. Vocês estavam numa estrada quando provavelmente caíram nesse pântano, agora só precisamos descobrir onde você estava e com quem, para chegar até a sua identidade, já que você perdeu a memória. — Concluiu Ana. — Mas a pergunta que não quer calar é, como você veio parar aqui, na casa da minha tia? Pelo que você me disse já estava aqui antes de mim... — Questionou a ruiva.

— Sim... — Respondeu a fantasma. — Eu vim parar aqui, por causa do garoto.

— Garoto? — Perguntou Ana. — Quem, o Hugo?

— Sim, ele me atraiu até aqui. — Explicou a fantasma, deixando Ana surpresa.

Garota fantasma

Enquanto isso...

Na comunidade

Bia caminhava de mãos dadas com Binho em silêncio, ambos voltavam da festa infantil na casa de Vivi.

— Por que o Carlos não veio com a gente? — Perguntou Binho, quebrando o silêncio.

— Sei lá. — Respondeu Bia. — Acho que ele ia sair com a Julieta depois da festa. — Palpitou, desinteressada.

— Ah... — Concluiu Binho. Logo estavam mergulhados no silêncio de novo, e assim foi até que chegassem na frente da casa de Bia. — Pois é... — Disse o garoto.

— Pois é... — Suspirou Bia, o encarando.

— Você tá bem? — Perguntou Binho. — A Vivi me falou que te levou no hospital.

— Tô, eu tô bem. Foi só um mal estar. — Disse Bia.

— Tem certeza? — Perguntou Binho, a encarando.

— Tenho. — Disse Bia, revirando os olhos.

— Bia... Você não tá preocupada com aquilo, está? — Perguntou Binho.

— N-Não! Claro que não, relaxa! — Falou Bia, nervosa. — Minha menstruação nem atrasou ainda. — Completou.

— Ainda? — Perguntou Binho.

— E nem vai atrasar, você vai ver. — Disse Bia.

— Tá... — Disse Binho, ainda preocupado. — Mas, e se atrasar? — Perguntou.

— Não vai! — Disse Bia, num tom mais alto.

— Ta bom então. — Disse Binho encerrando o assunto. — Bom, então eu já vou.

— Ok. — Disse Bia.

— Se cuida. — Disse Binho, se despedindo da garota com um selinho.

— Tá... — Disse Bia, enquanto o garoto caminhava. Logo, esta entrou em casa e sentou no sofá em silêncio.

Enquanto isso...

No orfanato

Na sala, Teca conversava com Fábio pela internet, ou pelo menos tentava.

— Tá me ouvindo agora, Fábio? — Perguntava pela webcam.

"— .... ão con...sigo... ou...vir... eca?... eca? — " Disse o garoto do outro lado, até que a chamada caiu.

— Eca? — Perguntou Teca. — Aff... Internet ruim do diabo! — Resmungou. A garota continuava resmungando quando Thiago, Maria e Neco chegaram.

— Já tá de mau humor garota? — Perguntou Maria, rindo.

— É essa internet horrorosa! — Reclamou Teca batendo no computador.

— Calma minha filha, assim você quebra a propriedade do orfanato. — Disse Neco.

— Vai se foder Neco! — Mandou Teca, assustando o garoto. Maria passou a rir.

— Eu hein, vou sair daqui antes que o mau humor pegue em mim. — Afirmou o garoto, subindo as escadas.

— E eu vou tomar um banho! — Disse Maria. — Não tomo desde ontem.

— Que nojo! — Exclamou Teca. — Sua época de mendiga já passou. — Soltou. Maria mostrou o dedo do meio, saindo da sala. Thiago apenas observava sentado no sofá.

— O que você tá olhando? — Perguntou Teca.

— É proibido olhar? — Perguntou Thiago.

— É! — Exclamou Teca. Thiago passou a rir. Teca revirou os olhos e tornou a olhar pro computador. Thiago levantou-se e foi em sua direção.

— Sabe Teca... — Iniciou perto da garota.

— Sai de perto de mim! — Ordenou Teca.

— Nossa, deixa de ser estressada! — Reclamou Thiago.

— Eu tô mau de você, então para de falar comigo! — Disse a garota.

— Deixa de criancice, garota! — Mandou Thiago. — A culpa não foi minha que a Tati parou de falar com você. — Afirmou.

— Foi sim! Você quem contou que eu tinha roubado o anel! — Lembrou Teca.

— Nada daquilo teria acontecido se você não tivesse roubado! Então a culpa foi inteiramente sua! — Afirmou Thiago. Teca levantou da cadeira e encarou Thiago frente a frente.

— Você é um babaca! — Acusou.

— E você uma ladra! — Retrucou.

— Para de falar comigo! — Ordenou Teca.

— Você quem tá falando comigo! — Afirmou Thiago.

— Me deixa em paz! — Gritou Teca. — O que é? Você tá apaixonado por mim agora? — Perguntou.

— Seus peitos não fazem o meu tipo... — Provocou Thiago.

— Seu nojento! Imbecil! Ridículo! — Xingou Teca, tentando estapear Thiago. Que segurou seus braços.

— Fala sério, garota. — Disse o garoto a encarando com um sorriso sarcástico. — Eu acho que quem tá afim de mim é você... — Provocou mais uma vez, a encarando olho a olho. Teca o encarou de volta ainda com raiva, porém, Thiago passou a se aproximar deixando a garota confusa, então, ambos se beijaram por alguns segundos. Até que Thiago se afastou, passando a rir. — Não disse! Ninguém me resiste! — Afirmou debochando da garota, então o mesmo saiu da sala aos risos.

— Idiota... — Disse Teca, irritada. Quando de repente esta se lembrou de algo, ou alguém.

"- Nossa, é desse jeito que você me ama Teca? — " Perguntou Fábio, através da webcam. O sinal havia voltado, e o garoto acabou presenciando tudo.

Enquanto isso...

Na casa de Ana

Depois da conversa com a fantasma, Ana resolveu ir até a cozinha fazer um chá. Esta mexia sua xícara pensativa, quando ouviu alguém chegar. Era Hugo, o garoto entrou em casa e foi direto para a cozinha beber um copo de água.

— Oi Hugo. — Disse Ana.

— Oi Ágata. — Respondeu o garoto, após tomar um gole d'água.

— Eu fiz um chá de camomila, você quer? — Ofereceu a ruiva.

— N-Não... E-Eu não gosto de chá. — Respondeu Hugo sem jeito. — Na verdade, prefiro suco de abacaxi. — Contou.

— Ah! — Concluiu Ana. Houve um silêncio momentâneo. Ana encarava Hugo com uma expressão questionadora.

— P-Por que ta me olhando assim? — Perguntou o garoto se afastando.

— Por nada... — Disse Ana, disfarçando.

— Não gosto quando olham pra mim. — Disse Hugo, problemático.

— Desculpa... — Pediu Ana. Na verdade enquanto encarava o "primo", Ana pensou na possibilidade de perguntar se ele já havia conhecido uma garota que morreu, mas, desistiu ao vê-lo nervoso. — Bom, eu vou dar uma saída. — Avisou. — Se a minha tia chegar antes de eu voltar, avisa que não fui muito longe.

— Tá. — Disse Hugo, assentindo. Ana sorriu, e então se retirou.

***

Já era noite quando Carlos chegou em casa, o garoto estava bem feliz com um sorriso bobo no rosto.

— Nossa, o encontro foi bom, hein? — Perguntou Bia.

— Fui no cinema com a Julieta. — Disse o garoto, sentando ao lado da irmã.

— Hum. — Disse Bia, desinteressada.

— Você tá bem? — Perguntou Carlos.

— Não. — Respondeu Bia.

— Tá se sentindo mau? Tá com febre? — Perguntou, pondo a mão na testa de Bia.

— Eu tô ótima de saúde! — Disse Bia. — Só tô entediada.

— Por quê? — Perguntou Carlos.

— Se eu soubesse não estaria mais. — Bufou Bia. Carlos arqueou a sobrancelha.

— Faz sentido... — Disse o garoto. — Bom, eu vou tomar um banho e vou dormir. Qualquer coisa me chama. — Concluiu, levantando-se do sofá.

— Boa noite. — Disse Bia, pegando o controle remoto da tv. A garota decidiu procurar algo para assistir, no intuito de afastar.

A garota decidiu procurar algo para assistir, no intuito de afastar as preocupações da mente. O que foi uma péssima ideia.

Estava passando um filme sobre uma adolescente grávida.

— Eu mereço... — Reclamou, voltando a pensar em suas preocupações. Mudou de canal, várias vezes, e todos de alguma forma lembravam sobre o que passava em sua cabeça, então a garota decidiu desligar a tv e foi mexer no celular. — Mensagem da Mili? — Reparou.

Mili: Oi Bia, tudo bem? Fala comigo assim que puder. (enviado a 3 horas)

Mili: Aff, cadê você? (enviado a 2 horas)

Mili: Tá parece que você tá ocupada. Eu só queria avisar que sábado eu e o Mosca estamos voltando pro Brasil... Com a Pata! Já avisei também pra Cris e pro Rafa. Beijos :* (enviado a 45 minutos)

— Caramba!!! — Exclamou Bia. — A Pata vai voltar! — Falou, sorrindo sozinha.

— A Pata? — Perguntou Carlos, assustando Bia.

— Que susto! Você não tava no banho? — Perguntou Bia.

— Eu não ia ficar no banheiro pra sempre. — Disse Carlos, com cara de tacho, enxugando os cabelos. — Então, eu ouvi direito mesmo? A Pata vai voltar? — Perguntou.

— Sim! A Mili me mandou aqui uma mensagem avisando que ela e o Mosca chegam no Brasil sábado com a Pata! — Contou.

— Sério? — Perguntou Carlos. — Nesse sábado?

— Acho que sim. — Respondeu Bia.

— No dia da festa do Caio... — Lembrou Carlos. — Essa festa promete! Podemos dar boas vindas a Pata! — Afirmou.

— Isso se ela for pra festa. — Disse Bia.

— Todo mundo vai nessa festa. Vai ser o segundo show da Ramsay! Ninguém pode perder. — Disse Carlos, convencido.

Enquanto isso...

No orfanato

Cris chegou ao orfanato animada, depois de uma saída para o shopping com Bel. A garota carregava várias sacolas de compras, quando deu de cara com Teca chorando na sala.

— Teca? O que aconteceu? — Perguntou Cris.

— O Fábio, terminou comigo... — Disse a garota em meio a lágrimas.

— O quê?! Por que ele fez isso? — Perguntou Cris, indo até a amiga.

— P-Porque... — Quando estava prestes a contar tudo, Teca lembrou do envolvimento recente entre Cris e Thiago. — Foi um mau entendido por causa de outro garoto... — Contou a garota.

— Outro garoto? — Perguntou Cris. — Qual?

— Você não conhece... — Mentiu Teca.

— Ai amiga... Não fica assim... — Disse Cris abraçando a amiga. — Isso passa! — Afirmou confiante.

— Será? — Perguntou Teca.

— Claro! Não vê meu exemplo? Eu e o Thiago terminamos, e eu estou ótima! — Afirmou.

— O Thiago é um imbecíl!!! — Gritou Teca, lembrando do que o garoto fez.

— Tá eu sei, não tem comparação entre ele e o Fábio. — Disse Cris. — Mas, sabe, é como a Bel sempre fala. Não adianta chorar por homem nenhum, um dia eles reconhecem o que perderam e aí já é tarde! — Disse, lembrando as palavras da amiga. — E ela tem experiência, por causa do que passou com o Rafa.

— Tá, eu não quero mais lembrar desse assunto... — Disse Teca. — Passei tanto tempo namorando que agora nem sei mais como ser solteira... — Afirmou.

— Não seja por isso! Você ficou solteira em boa hora! — Disse Cris. — Eu soube que sábado vai ter uma festa de arrasar! Quem sabe você não encontra um gato? — Disse, animando a amiga.

— Mais fácil alguém morrer ou ser sequestrado na festa do que eu pegar alguém. — Disse Teca.

— Nossa garota, deixa de ser negativa! — Disse Cris, assustada com as palavras da amiga.

— Só falei o que acho. — Disse Teca.

— Eu hein... — Disse Cris, balançando a cabeça de forma negativa.

A festa promete...

Musiquinha de suspense

Notas finais
A festa promete... O próximo capítulo marcará o meio da segunda temporada! Ou seja MUITA coisa surpreendente vai acontecer. Provavelmente será dividido em duas ou três partes. E se forem espertos, vocês encontrarão alguns Spoilers ocultos neste cap :3 Beijos, e até a próxima! Ps: Musiquinha de suspense também pode ser interpretada como um spoiler e.e