Entre beijos e paixões - Season 2

5 Festa de ano novo part. Final, O que será que aconteceu?


Notas iniciais
Oie gente, aí vai mais um capítulo inédito! *-* Espero que gostem :3 Boa leitura e não esqueçam-se de comentar :3

Faltavam exatamente meia hora para a virada do ano, os garotos da banda haviam acabado seu show a um tempinho. Todos então se direcionaram ao terraço da mansão onde havia um equipamento de som com pista de dança a sua espera. Mosca então deu uma de dj, agitando o pessoal enquanto 2017 ainda não chegava. Mal sabia ele que algo estava por vir antes disso...

***

Todos dançavam, conversavam e se divertiam no terraço da mansão ao som de varias músicas a espera da virada do ano. Nessa hora os garotos da banda também se juntaram ao resto do pessoal.

– Nossa, vocês não tem ideia do quanto arrasaram meninos! – Afirmou Bel.

– Temos sim. – Falou Caio, convencido. Deixando Bel com cara de tacho.

– Valeu Bel. – Agradeceu Marcelo.

– Nós amamos as músicas, tavam mesmo da hora! – Disse Teca. – Né Cris? – Perguntou, esperando que a amiga concordasse, porém Cris estava um tanto aérea, devido ao imprevisto passado. – Cris? – Chamou novamente.

– Hã? – Perguntou saindo do transe. – Ah é, verdade.

– Tá tudo bem Cristina? – Perguntou André.

– É ano novo, por que não estaria? – Perguntou.

– Ah, sei lá, porque talvez você e eu sejamos os únicos que viemos de branco pra festa. – Afirmou André, Cris ficou sem entender, então preferiu deixar por isso mesmo.

– Tanto faz. – Concluiu saindo.

– Cadê a Bia? – Perguntou seu irmão, Paçoca. (Paçoca:É Carlos porra! Autora: Tanto faz. e.e)

– A última vez que eu a vi, ela tava com a Mili. – Disse Bel. – Acho que elas foram pegar gelo pros refrigerantes. – Afirmou.

– Ah. – Concluiu Paçoca. – Preciso falar com a minha irmã. – Afirmou. O tom da voz de Paçoca pareceu um pouco preocupante.

Enquanto isso…

– Porque ME chamou pra pegar gelo Mili? – Perguntou Bia, suspeita.

– Tem algo que você queira me contar? – Perguntou Mili. (Leitores Potterhead: Li isso na voz do Dumbledore e.e) Bia ficou em silêncio e a encarou por alguns segundos, soltando um leve sorriso em seguida. – Pelo amor de Deus me tira dessa curiosidade! – Implorou Mili. – O que aconteceu?

– Aconteceu! – Afirmou Bia, sorrindo.

– Aconteceu o quê?! – Perguntou Mili.

– Nós fizemos! – Respondeu Bia.

– Tá brincando né? – Perguntou Mili.

– Não! – Respondeu Bia.

– Mas você não disse que tava com medo? – Perguntou Mili.

– Eu sei, e eu tava decidida a não fazer, mas, quando cheguei lá, o Binho disse algo que me fez enxergar que ele realmente merecia… – Contou Bia. – E aí eu nem pensei duas vezes antes de me jogar nos braços dele… – Afirmou, nas nuvens.

– E como foi? – Perguntou Mili. – Foi mágico?

– Não, na verdade doeu pra caralho. – Disse Bia. – Mas, foi lindo! – Acrescentou. – Mili, eu nunca me senti tão amada! – Afirmou. Mili sorriu.

– Ai que fofo… – Disse. – Parabéns amiga, agora você já é uma mulher. – Afirmou. Bia sorriu.

– Mas por favor, deixa isso em off tá? Não quero que isso se espalhe. – Pediu.

– Pode deixar, seu segredo tá a salvo comigo. – Prometeu Mili. – Agora vem, vamo lá levar esse gelo. – Concluiu.

– Tá, mas antes eu tenho que fazer xixi. – Disse Bia.

– Tá eu espero. – Disse Mili.

No terraço da mansão…

– Fala logo Lúcia! Você tá estranha desde que o Neco te chamou pra conversar. – Afirmava Maria. – O que era que ele queria? – Perguntou.

– Eu não acho uma boa ideia te contar Maria… – Disse Lúcia.

– Conta logo! – Exclamou Maria, impaciente.

– Tá… – Assentiu Lúcia. – O Neco disse que gosta de mim. – Contou. Nessa hora a expressão no rosto de Maria mudou.

– E o que você respondeu? – Perguntou Maria.

– Eu entrei em pânico, e saí correndo! Porque eu não esperava uma coisa dessas.– Contou Lúcia.

– Hum. – Concluiu Maria.

– Maria você sabe que eu nunca ficaria com o Neco, eu não faria isso com você! – Afirmou Lúcia.

– Cala a boca! – Repreendeu Maria. – Não repete isso nunca mais! – Ordenou, jogando o copo de suco no chão e saindo. Lúcia assustou-se com a reação da amiga. Mas, a verdade era que já fazia um bom tempo que Maria gostava de Neco, porém o garoto nunca percebeu, pois a mesma jamais deixou esse sentimento transparecer. E a única pessoa que sabia disso tudo era Lúcia, que por coincidência era o amor platônico de Neco. (Triste fim e.e)

Alí perto…

– Meia hora pra virada do ano, e ainda sou virjão… – Lamentava Thiago. – Eu tentei de tudo, mas isso é o que dar pegar mina cu-doce. – Afirmou.

– Queria saber quem é essa mina que você tanto fala, mas como eu sei que não adianta perguntar… – Disse Rafa.

– Pois é, não cito nomes. – Disse Thiago.

– Aposto que é conhecida. – Deduziu Rafa. – Porque se não fosse, você não temeria. – Lançou, encarando Thiago, que engoliu seco.

– Pelo menos você já beijou na boca… – Falou Neco, dirigindo-se a Thiago. – E eu? Nem isso. – Afirmou.

– É meus caros virgens, paciência, talvez quando criar o primeiro pêlo no saco, vocês consigam pegar alguém de verdade. – Zombou Rafa.

– Nem vem idiota. – Retrucou Thiago. – Eu ainda não fiz nada porque tô solteiro, garanto que se namorasse já tinha passado o rodo. – Afirmou.

– Pelo menos você tem essa desculpa. – Falou Rafa. – Outros nem isso. – Jogou como indireta para Binho que estava até então apenas observando a conversa. Nessa hora Binho o encarou, depois desviou o olhar e sorriu, como quem quisesse zombar da ignorância do amigo.

– Pera aí! – Exclamou Rafa, percebendo tudo. – Você transou! – Afirmou.

– E-Eu? – Perguntou Binho, abismado.

– Você desdenhou do que eu disse. – Notou Rafa. – Isso soou como um “Sabe de nada inocente...” – Afirmou.

– Não acredito nisso, sério que a Bia liberou? – Perguntou Thiago.

– Vocês tão viajando… – Disse Binho.

– É verdade, acho meio difícil, do jeito que a Bia é marrenta. – Disse Neco.

– Ela é marrenta, mas não é assexuada! – Afirmou Rafa.

– Fala logo Binho! Você transou com a Bia ou não? – Ao perguntar aquilo, Thiago notou a tensão entre os amigos, que o encararam feio. – O que foi? – Perguntou o garoto sem entender. Então alguém cutucou seu ombro o fazendo olhar para trás. – P-Paçoca! – Exclamou, sem jeito.

– Eu espero que a resposta para a pergunta do seu amigo, seja negativa, Rubens. – Disse Carlos, tranquilamente. – Porque se não, você já sabe. – Ameaçou. Binho assentiu amedrontado. Em seguida Paçoca saiu do terraço a procura de Bia, o garoto estava tão nervoso com o que acabara de ouvir, que nem pensou duas vezes em tirar satisfação com a irmã. Caio que presenciou a tensão, decidiu ir junto para se certificar de que tudo ocorresse bem. (Aham, até parece e.e)

Em outra parte da mansão…

Janu e Vivi fumavam na parte externa da mansão.

– Mas sério, a Mili é muito careta. Não pode nem fumar dentro de casa… – Reclamava Vivi.

– Careta? Ela é uma estúpida isso sim. – Afirmou janu, dando um trago no cigarro. – Não sei como o Mosca ainda tá com ela esse tempo todo. – Completou.

– Amor, minha cara. Amor. – Disse Vivi, expelindo fumaça.

– Aposto que o sexo com ela deve ser um tédio! – Afirmou Janu. – Mas também, se merecem, o Mosca é uma Mosca Morta na cama. – Completou. Vivi riu do comentário da amiga. – Falta quanto tempo pro ano novo mesmo? – Perguntou mudando de assunto.

– 20 minutos. – Disse Vivi.

– O doce ainda tá de pé né? – Perguntou Janu.

– Tá. – Respondeu Vivi. Janu sorriu e balançou a cabeça de forma positiva.

Enquanto isso…

– Fica calmo Parça! – Dizia Caio, tentando acalmar o amigo, enquanto desciam as escadas.

– Como eu vou ficar calmo, sabendo que a minha irmã pode ter feito sexo? – Perguntou Paçoca, alterado.

– Velho, que besteira, ela já namora o moleque há séculos, mesmo antes de você descobrir que era irmão dela! – Lembrou Caio.

– Foda-se, ela é muito nova pra isso! – Afirmou Paçoca. Paçoca tava tão apressado que antes que pudesse evitar, acabou esbarrando em alguém que dobrava no fim do corredor das escadas, fazendo com que os dois caíssem no chão.

– Caramba, que trombada foi essa?! – Perguntou Caio aos risos. Então Paçoca olhou em direção da pessoa que havia esbarrado e se deu conta de que era uma garota a qual não conhecia. Ela o encarava pasma, com uma expressão assustada.

– Desculpa! – Pediu Paçoca, levantando-se, estendendo a mão, ajudando a garota a levantar-se.

– Tudo bem… Você não me viu… – Disse a garota, com uma voz calma. Paçoca olhou em seus olhos e percebeu que estavam um tanto inchados, o que indicava que a garota esteve chorando, porém não se intrometeu nisso. Então ela seguiu seu caminho rumo ao terraço. Paçoca ainda não havia sido apresentado à Julieta, mas a troca de olhares foi tão profunda, que o mesmo conseguiu sentir um tipo de conexão entre os dois.

– Uou, você viu a cara dela? – Perguntou Caio. – A mina parece tá tendo um dia péssimo, e pra completar você ainda derruba ela! Coitada! – Debochou.

– Tanto faz. – Disse Paçoca, voltando a andar. Caio então o seguiu, até que ambos encontraram Mili e Bia carregando o gelo para as bebidas.

– Que demora pra carregar dois sacos de gelo. – Reparou Caio, rindo.

– É que os cubos de gelo não estavam prontos! – Zoou Bia.

– O que vocês fazem aqui em baixo? – Perguntou Mili.

– A gente tava procurando vocês pra ver se precisavam de ajuda com o gelo. – Disse Paçoca.

– É, deixa Bia eu levo seu gelo! – Disse Caio, tomando o pacote de gelo da garota.

– Tá… – Concordou Bia sem opção.

– Eu te acompanho Mili. – Completou Caio.

– Beleza. – Concordou Mili, indo na direção do terraço com o garoto, deixando Bia e Paçoca a sós. Nessa hora, Paçoca encarou a irmã em silêncio, que o encarou de volta.

– Pela sua cara… – Iniciou Bia, quebrando o silêncio. – Você quer falar comigo em particular sobre algo que ouviu e não gostou. – Deduziu, acreditando que Vivi poderia ter deixado escapar algo como no banheiro.

– Eu só vou perguntar uma vez Beatriz, e eu espero que você seja verdadeira. – Disse Paçoca.

– Xiii… Me chamou de Beatriz, boa coisa não é. – Afirmou.

– Rolou algo entre você e o Binho? – Perguntou Paçoca.

– Olha, se foi a Vivi que falou besteira, vou logo avisando que ela tá chapada, e falando coisas sem sentido… – Disse Bia.

– Não, a Vivi não tem nada a ver com isso. – Disse Paçoca.

– Não? – Perguntou Bia, sem entender.

– Acontece que eu ouvi os garotos do orfanato perguntando ao Binho se vocês tinham feito! – Revelou Paçoca.

– O quê?! – Exclamou Bia, sem acreditar. Paçoca respirou fundo.

– Bia… – Disse. – Se por acaso tiver acontecido algo entre vocês, eu lamento minha irmã, mas, com certeza, ele deve ter anunciado pra todos os amigos antes. – Afirmou. Bia tentou manter a calma, não conseguia acreditar que Binho poderia ter feito algo assim.

– Ele não seria tão otário… – Afirmou Bia.

– Então aconteceu! – Deduziu Paçoca. – Esse imbecil vai pagar caro! – Afirmou irritado.

– Você tava jogando verde! – Acusou Bia.

– Só falei o que ouvi, e como diz respeito a você me senti no direito de me intrometer! – Afirmou.

– Tá, mas, não vai se precipitar! – Disse Bia. – Primeiro eu quero saber dessa história direito, e com ele. – Concluiu, saindo em direção ao terraço. Bia não afirmou nada, porém pela sua reação, Paçoca teve certeza de que algo havia acontecido entre os dois, e não ia deixar aquilo sair barato.

***

Faltavam 15 minutos para 00:00 de 2017, quando Mosca notou Mili chegando ao terraço junto de Caio trazendo gelo. Percebeu também que o loiro estava dando uma de engraçadinho, como se tentasse impressionar a garota.

– Onde eu coloco esse gelo? – Perguntou Caio.

– Pode ser aqui nesse balde. – Disse Mili, colocando um balde prateado ao lado do ponche. Então Caio despejou todo o gelo para as bebidas.

– Então, eu não tive oportunidade de te perguntar… – Iniciou Caio. – O que você achou do nosso show? – Perguntou.

– Foi show! – Afirmou Mili, sorrindo bem-humorada.

– Que bom que gostou. – Disse Caio. – A propósito… Você canta bem, hein? – Reparou. Mili ficou sem graça, pois a cada palavra, o garoto a encarava fixamente nos olhos. – Devia pensar em levar isso pra sua vida. – Aconselhou.

– Ah… Obrigada… – Agradeceu Mili, se afastando um pouco.

– Mas é sério cara, você canta bem… E é uma gata… – Disse o garoto. – Faria sucesso rápido se quisesse. – Completou. – Só basta estar próxima as pessoas certas. – Completou, insinuando-se. Na mesma hora, Mosca que estava perto do equipamento de som, decidiu aproximar-se e por um basta naquela situação.

– Pensei que você tivesse ido pegar gelo com a Bia, e não com ele. – Disse Mosca, encarando o garoto com um olhar desprezível.

– Ah, é que a Bia teve que falar com o irmão dela, e o Caio se ofereceu pra me ajudar. – Disse Mili.

– Hum, e o que vocês tanto conversam? Posso saber? – Perguntou, num tom de voz arrogante.

– Nada demais. – Disse Caio. – Só tava dizendo o quanto sua namorada tem talento, devia investir nisso. – Contou, provocando Mosca.

– Hum, era isso mesmo Mili? – Perguntou Mosca, desconfiado.

– Uhum. – Confirmou Mili. – Agora licença, vou ficar alí com as meninas. – Concluiu, saindo. Nessa hora Mosca encarou Caio mais uma vez.

– O que foi? – Perguntou Caio. – Tá com medo da sua namorada gamar em mim? – Provocou. Nessa hora Mosca descontrolou-se, pegando o garoto pela gola da camisa.

– Melhor você parar de gracinha, se não quiser ter a cara quebrada. – Ameaçou, jogando o garoto longe.

– Mosca! – Exclamou Mili, voltando. – Vem cá, agora! – Ordenou, puxando o garoto pelo braço. Caio havia se desequilibrado e caído por cima dos bancos no terraço. Nessa hora Juca que estava perto o encarou com um olhar reprovador.

– O que é cara? – Perguntou Caio.

– Devia parar de dar encima da namorada dos outros. – Aconselhou. – Vai acabar se dando mau. – Advertiu.

– Você como melhor amigo, devia me ajudar, e não me aconselhar a desistir. – Disse Caio, irritado. Juca deu de ombros. – Fica certo de uma coisa parça, um dia a Mili vai desencanar do Mosca, e vai correr pros meus braços, nem que pra isso eu tenha que vender minha alma. – Afirmou, num tom arrepiante.

– Você é doente ou o que? – Perguntou Juca. Caio deu de ombros, pegando uma lata de coca-cola em seguida.

Alí perto…

– Mas tava na cara que ele tava dando encima de você! – Dizia Mosca, irritado.

– Não interessa Mosca, eu disse que não queria confusão na minha festa! – Lembrou Mili. – E você sabe que o único que importa pra mim é você, então porque ficar desse jeito? – Nessa hora Mosca sorriu.

– Sério mesmo? – Perguntou a encarando.

– Claro meu amor… – Afirmou Mili.

– Mas aquele babaca é muito cara de pau, merecia uma lição! – Disse Mosca.

– Deixa ele, quanto mais você ligar, mais ele vai provocar. – Disse Mili.

– Mas você também não tinha nada que ter trazido gelo com ele! Sabe que ele faz qualquer coisa pra se aproximar de ti e dar encima! – Afirmou Mosca.

– Desculpa… – Pediu Mili.

– Me promete que não vai mais deixar ele se aproximar? – Pediu Mosca.

– Prometo. – Prometeu Mili, revirando os olhos. – Agora ajeita essa cara de ciúmes, que só faltam 10 minutos pra virada! – Lembrou, olhando em seu celular, Mosca revirou os olhos, os dois sorriram.

– Bem lembrado! – Lembrou Mosca.

– O quê? – Perguntou Mili.

– A Pata! – Lembrou. – Prometi que falaria com ela na hora da virada!

– Nossa, eu esqueci totalmente! – Exclamou Mili. Nessa hora, a mesma lembrou do acontecido mais cedo. – Mas o ano novo lá já passou, será que ela ainda tá acordada? – Perguntou.

– Ah é mesmo, o fuso horário… – Lembrou Mosca. – Deixa, amanhã falo com ela então. – Decidiu.

– Ok. – Falou Mili, aliviada.

***

5 minutos para a virada do ano…

– Rápido gente, deem as mãos! – Disse Teca, animada. Logo todos deram as mãos, formado um círculo. – Agora fechem os olhos, e relembrem tudo de bom que passamos, do início do ano até aqui. – Pediu. Todos assim fizeram. – Agora sintam o ano velho ir embora, e com ele todas as suas mágoas, e todas as coisas que não lhes fazem bem. – Aconselhou. – E sintam o ano novo chegando, e com ele novas portas se abriram, novos sentimentos, pensem em coisas boas, coisas boas que querem que se realizem. – Pediu. – Agora pra que tudo isso realmente aconteça, oremos. – Nessa hora todos passaram a orar o “Pai nosso”, e em seguida apertaram suas mãos fortemente, e sorriram. – Amém! – Exclamaram.

2 minutos…

A queima de fógos começou, até que chegou a hora da contagem regressiva.

– 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2… Feliz ano novo!!! – Exclamaram e uníssono. (Todos se encontravam no círculo, menos Janu e Vivi, que haviam combinado outra forma de receber a virada) Em seguida todos se abraçaram e desejaram feliz ano novo uns aos outros.

– E minha irmã não tá aqui, de novo. – Reparou Tati, decepcionada. – É incrível como sempre passo a virada do ano longe das pessoas que amo, Pai, madrasta, irmãozinho, namorado (Tatu havia viajado para o interior), e até da irmã, que tá no mesmo lugar. – Lamentou.

– E suas amigas, não serve? – Perguntaram as garotas. Tati sorriu sem jeito e assentiu, abraçando as amigas, com lágrimas nos olhos.

– Não fica assim, daqui a pouco a Vivi aparece. – Disse Maria. André, que observava tudo de longe, resolveu sair a procura da garota pela mansão.

Perto dalí…

– Tá pronta? – Perguntou Janu.

– Sim! – Respondeu Vivi.

– No três… – Avisou. – Um… Três! – Gritou. Logo, ambas colocaram os adesivos de lsd na língua.

– E agora? – Perguntou Vivi.

– Agora é que nem com a maconha, só esperar… – Disse Janu.

– Ok… – Concordou Vivi.

De volta ao terraço…

Todos continuavam em clima de virada, quando Bia puxou Binho em um canto.

– Binho, eu preciso falar com você… – Disse a garota, num tom de voz tenso.

– O que foi gatinha? – Perguntou Binho. – Tá tudo bem?

– Eu esperei até a virada do ano, porque não queria estragar o clima, mas…

– Bia, você tá me assustando… – Interrompeu Binho. Por um momento passou pela sua cabeça que a garota não havia gostado da experiência que tiveram juntos, e, por fim, acabaria tudo.

– O Carlos me contou que ouviu uma conversa entre você e seus amigos, sobre a gente ter transado. – Contou Bia, nesse momento o sangue subiu pela cabeça de Binho. – Nunca pensei que você faria algo assim… Anunciar a própria intimidade com a namorada! – Exclamou decepcionada. Logo a mesma se afastou do garoto, saindo do terraço.

– Bia espera! Não foi nada disso! – Gritou Binho, indo atrás da garota. Paçoca apenas observou a situação de longe, bufando. Em seguida sentou-se na varanda, e respirou fundo.

– Eles vão se resolver… – Falou alguém de surpresa, o assustando. – Desculpa, não quis assustar. – Desculpou-se.

– Você tá me seguindo ou é impressão minha? – Perguntou o garoto.

– Foi você que sentou perto de mim. – Disse Julieta.

– Nem tinha te visto. – Falou Paçoca.

– Normal… – Disse a garota. – As pessoas nunca me percebem. – Disse. – Ou talvez finjam que não, e me ignorem. – Completou. Paçoca sentiu um certo dó da garota.

– Também já vivi assim. – Comentou. – Mas é passado… – Completou.

– Hum… – Concluiu Julieta.

– Mas, só uma curiosidade… – Disse Paçoca. – Como soube que eu tava preocupado com o relacionamento da minha irmã? – Perguntou.

– Foi por algo que a Vivi disse hoje mais cedo, e depois você saiu procurando pela Bia tão nervoso que acabou esbarrando em mim, e agora tá aqui. – Disse Julieta.

– Hum… Bem perceptiva, daria uma boa detetive. – Disse o garoto. – Mas, então, percebi que você já me conhece, mas ainda não conheço você… Como se chama?

– Julieta… – Disse Julieta. – Você é o Carlos né? – Perguntou.

– Aleluia! – Comemorou Paçoca, pelo fato de alguém ter lhe chamado de Carlos.

– Fiquei em dúvida porque ouvi os outros te chamarem de Paçoca a todo instante. – Completou Julieta.

– Tava bom de mais pra ser verdade. – Lamentou. Julieta sorriu.

– Deixa eu adivinhar… Apelido de infância? – Perguntou.

– Quase isso. – Disse Carlos.

– Sei como é, eu também tenho apelido… Minha família inteira me conhece por “Jujuba”. – Falou, dando ênfase na palavra. Paçoca não conseguiu conter o riso. – Ah, achou engraçado é? – Perguntou a garota cruzando os braços.

– É que sua cara ficou engraçada quando disse “Jujuba”… – Falou Paçoca ainda rindo, Julieta sorriu também. – Valeu por me animar… – Agradeceu Paçoca.

– Digo o mesmo… – Disse Julieta, ainda sorrindo.

Enquanto isso…

Binho alcançou Bia até a sala da mansão.

– Bia me escuta por favor… – Pediu o garoto. – Eu posso explicar. – Afirmou, Bia então o encarou, esperando para ouvir o que o garoto tinha a dizer. – Eu não contei nada pra ninguém, eu te dou minha palavra. – Disse.

– Meio dificil de acreditar. – Disse Bia.

– Você não confia mais em mim? – Perguntou Binho.

– Sempre confiei, mas agora tenho minhas dúvidas. – Disse Bia.

– Gatinha, eu tô falando a verdade… – Disse Binho. – Os garotos que perceberam que eu tava diferente, e você sabe como é o Thiago, ele diz logo o que vem na cabeça, e tudo que tem na cabeça dele é relacionado a sexo, mesmo sendo um virgem… – Afirmou. Bia riu discretamente.

– Então você jura que não contou nada? – Perguntou Bia.

– Sim, eu juro. – Disse Binho.

– Tá, eu vou confiar mais uma vez em você. – Disse Bia, sorrindo. Binho sorriu de volta, então se abraçaram. – Mas porque eles te acharam diferente? – Perguntou.

– Por que perceberam que eu tava radiante… – Disse o garoto. Bia abriu um sorriso enorme na hora.

– Seu bobo! – Exclamou vermelha.

– Sua linda! – Exclamou Binho rindo, com cara de safado. Logo, este se aproximou de Bia, e a beijou.

O beijo foi interrompido por um grito, vindo do lado de fora da mansão.

– O que foi isso? – Perguntou Binho, assustado.

– Pareceu uma das meninas… – Reconheceu Bia, temerosa. Nessa hora, alguém adentrou na sala desesperado.

– Pessoal, rápido! – Exclamou, ofegante.

– O que aconteceu, quem deu esse grito? – Perguntou Bia.

– A Janu gritou. – Disse André.

– Por quê? – Perguntou Bia.

– É a Vivi… Ela… – André se enrolou. – Melhor virem comigo. – Pediu ainda nervoso.

O que será que aconteceu?

Notas finais
HAHAHA, e aí o que acharam? Comentem! Beijos e até o próximo cap :*