Notas iniciais
E ae EbepNáticos! Tudo bem? Aqui vai um capítulo esperado por muitos, eu sei e.e Espero que gostem de coração, e tenham uma boa leitura! Ah, e não se esqueçam de comentar, claro! heuaheuahe Beijos!

Eles estavam tão próximos, e ao mesmo tempo, tão distantes… E isso ambos não poderiam negar. Logo, o silêncio foi interrompido por um leve sorriso de Mosca destinado a ela, que retribuiu com outro, um tanto forçado. Logo, voltaram a mexer em seus celulares, respectivamente.

– Você já soube que a Ana voltou? – Perguntou Mosca.

– Aham. – Respondeu Mili, sem tirar os olhos do celular. – A Maria me falou que ela chegou ontem de surpresa. – Acrescentou.

– Ah, o Rafa também me contou. – Disse Mosca. Ao falar no Rafa, o garoto fez com que Mili automaticamente se lembrasse de Débora, e de que ele havia saído com Débora dias atrás, o que tornou a deixando chateada, pois, Mosca simplesmente agia como se isso nunca tivesse acontecido, mesmo.

– Hum… – Concluiu Mili. – E o Rafa como é que tá? Depois do lance da Débora. – Comentou, dando ênfase ao nome da garota.

– Tá superando, mas não quer ver ela nem pintada de ouro. – Afirmou Mosca, tranquilamente, enquanto logava em seu perfil na internet.

– Ah. – Concluiu Mili, irritadíssima. – E ninguém mais teve notícias dela? – Perguntou.

– Dela quem? – Perguntou Mosca.

– Da Débora. – Lembrou Mili.

– Ah é, topei com ela um dia desses no mercado. – Comentou Mosca.

– Sério? – Perguntou Mili. Nessa hora, a garota teve uma ponta de esperança de que o que Lúcia vira fosse apenas um mal entendido. – E aí?

– E aí o quê? – Perguntou Mosca.

– Você disse que topou com ela no mercado, e aí? – Perguntou Mili, mais uma vez.

– E aí que nada demais. – Concluiu Mosca.

– Hum… – Murmurou Mili, decepcionada. Como ele poderia ser tão cínico? Afinal, se não aconteceu nada demais, por que não contar logo? Mili entenderia completamente se ele dissesse que se encontraram, tomaram um lanche e… Não, claro que não entenderia! Aquilo era completamente inaceitável, Mosca merecia um belo soco! Mas… Agora Mili não podia pensar nisso, tinha que ter foco em uma só missão, buscar Pata na Bélgica.

– Tá tudo bem, Mili? – Perguntou Mosca, notando que a garota parecia estar em conflito com sua mente. – Mili? – Chamou-a mais uma vez, tomando sua atenção.

– Que foi? – Perguntou a garota.

– Tá tudo bem? – Perguntou Mosca.

– Sim, tudo ótimo! – Respondeu Mili, levantando-se do sofá.

– Aonde você vai? – Perguntou Mosca.

– Trazer minhas malas pra baixo, já que não tem nenhum empregado a vista! – Respondeu irritada, enquanto subia as escadas.

– Quer ajuda? – Perguntou Mosca.

– NÃO!!! – Exclamou Mili, aos berros, deixando o garoto amedrontado. Dani, que descia as escadas percebeu toda a exaltação de Mili.

– Nossa, que bicho mordeu ela? – Perguntou, aproximando-se de Mosca.

– Nem sei… – Disse Mosca. – Acho que ela tá nervosa com a viagem. – Deduziu. – Bom, eu vou lá, ajudar ela com as malas. – Concluiu, indo em direção as escadas. Então, Dani esboçou um pequeno sorriso satisfatório em sua face.

***

Depois…

Havia acabado de entardecer, e estava encima da hora do voo, quando o casal chegou ao aeroporto.

– Corre Mosca! – Exclamava Mili, enquanto corria com dificuldade pelo aeroporto.

– Tem calma! Essa bagagem que você escolheu pra levar no avião tá muito pesada! – Afirmou o garoto, carregando a mala.

– Cuidado pra não quebrar! – Exclamou Mili.

– Minhas pernas, só se for… – Murmurou Mosca.

– O que você disse? – Perguntou Mili.

– Nada não! – Exclamou o garoto, enquanto apressavam os passos.

Finalmente chegaram ao avião, faltando 4 minutos para o voo.

– Ufa! – Exclamou Mosca. – Foi por pouco… – Completou.

– Tá, vem a gente vai pra Business Class – Afirmou Mili.

– Busuquê? – Perguntou Mosca.

– Business Class. – Repetiu Mili.

– Pensei que era pra Bélgica! – Afirmou Mosca. Mili revirou os olhos.

– Quer dizer classe executiva, Mosca. – Explicou Mili. – Do avião! – Completou.

– Ah sim!!! – Exclamou Mosca, compreendendo, Mili deixou escapar um pequeno riso, devido a desinformação do garoto.

– Tá, agora, vamos. – Chamou.

Ao entrarem no avião, Mosca ficou admirado com o confortável ambiente.

– Caramba! – Exclamou. – Que maneiro! – Afirmou. – Melhor que a classe econômica mil vezes. – Admitiu.

– Já viajou de avião antes? – Perguntou Mili.

– Já, uma vez só, na classe econômica. – Lembrou. – Quando meus pais eram vivos, a gente viajou pra Fernando de Noronha, a Pata era bem pequena, nem se lembra, mas eu nunca esqueci, é a melhor lembrança que eu tenho dos meus pais juntos. – Enquanto contava, a emoção tomou conta do olhar do garoto, que deixou uma lágrima escapar. Mili, apesar de estar chateada com o namorado, comoveu-se, lhe enxugando a lágrima com um lenço, então, ambos se encararam, e Mosca direcionou seus lábios aos lábios da mesma, a beijando. Mili correspondeu o beijo, mesmo estando chateada ainda o amava, e isso era fato. Logo, o piloto do avião anunciou a decolagem, então, o casal se distanciou cada qual se ajeitando em sua poltrona.

Enquanto isso…

Bruxelas, Bélgica

Pata encontrava-se sentada de frente para uma grande varanda, esta observava a paisagem da cidade de Bruxelas em silêncio, enquanto o vento batia em seus cabelos artificialmente lisos. De repente alguém chamou sua atenção ao tocar em um de seus ombros.

– Ah, oi Duda. – Disse ao ver que se tratava de Duda, seu namorado.

– Oi amor, o que tá fazendo aqui encima, sozinha? – Perguntou o garoto.

– Sei lá, tava só pensando. – Afirmou Pata.

– No Brasil? – Perguntou Duda.

– Nas pessoas do Brasil. – Corrigiu Pata.

– Ah. – Concluiu Duda. – Você não vai descer pro jantar? – Perguntou.

– Daqui a pouco. – Afirmou Pata.

– Ok. Então eu já vou descendo. – Avisou Duda. Este lhe deu um beijo no rosto, e saiu em direção as escadas, rumo a sala de jantar.

Minutos depois…

Pata desceu até a sala de jantar, onde Duda e sua família (Mãe, padrasto e irmão) já se serviam.

– Pensei que você não vinha, Patricia. – Afirmou Mariana.

– Ah, mas, agora eu já estou aqui. – Disse Pata, sem graça.

– Queira sentar-se, cara Patrícia. – Pediu Olegário, padrasto de Duda, o qual possuía um sotaque Belga engraçado, porém, um homem muito severo. Pata assentiu, sentando-se ao lado de Duda, e em frente ao irmão de adotivo do mesmo, Raul, que a encarou de forma que esta se sentisse sem graça. Ele sempre fazia isso, demonstrando um certo interesse na namorada do irmão.

– Bom, aproveitando que todos estamos aqui… – Iniciou Mariana. – Eu e o Olegário temos uma notícia. – Preparou.

– Notícia? Que notícia? – Perguntou Duda.

– Aposto que é o lance da viagem. – Adiantou Raul.

– Raul! – Exclamaram Mariana e Olegário.

– Viagem? Que viagem? – Perguntou Duda.

– Já que o inconveniente do meu filho teve o desprazer de adiantar a notícia, vamos falar sem suspenses. – Disse o homem, encarando o filho que se encolheu na cadeira. – Eu e Mariana faremos uma viagem a negócios para Milão. – Revelou.

– Sério? – Perguntou Duda. – Quando? – Completou a questão.

– Amanhã! – Respondeu Mariana.

– Como assim?! – Perguntou Duda. – Desde quando essa viagem tá prevista?

– Desde que os colaboradores da nossa empresa, nos convidaram para a viajem a negócios. – Afirmou Olegário. Vendo que não adiantaria insistir, Duda cessou as perguntas.

– Mas, e como a gente fica aqui? – Perguntou Pata.

– Notamos que vocês já tem idade o suficiente para arrecadar um tanto de responsabilidade. – Afirmou Olegário. Nessa hora, Mariana respirou fundo, dando a entender que essa decisão não havia sido tomada por ela. – Então, ficarão sozinhos. – Concluiu. Aquela notícia causou felicidade à Raul, alívio a Duda, e preocupação a Pata, porém, Olegário estava certo de sua decisão e odiava ser contrariado, então, Maria não poderia opinar, a não ser concordando.

Depois da conversa, todos terminaram o jantar calados. Mariana e seu marido subiram para arrumar as malas, Raul foi jogar videogame em seu quarto, e Duda ficou com Pata na sala.

– Nossa, nem dá pra acreditar que vamos ficar sozinhos aqui… – Afirmou Duda, animado.

– Sozinhos vírgula… – Disse Pata. – O seu irmão vai ficar também. – Lembrou.

– E daí? Ele não vai ficar grudado em nós. – Afirmou Duda. Este não percebia os olhares maliciosos de Raul destinados a Pata, que também optou por não dizer, pois, não queria trazer dor de cabeça a família de Duda. – E tem mais, a gente pode sair, ou ficar no quarto, trancados… O importante é que vamos ter muito mais privacidade, para fazer o que quisermos… – Afirmou o garoto, provocando a namorada, num tom de voz safado. Pata sorriu.

– O que você tá querendo dizer, hein? Seu safadinho… – Perguntou Pata, provocando de volta, enquanto se aproximava do garoto.

– Você vai ter que descobrir… – Afirmou Duda, com um sorriso malicioso.

– Ah é? – Perguntou Pata, arqueando a sobrancelha.

– É sim… – Afirmou Duda. Logo, ambos passaram a rir, até que o riso foi interrompido por um beijo, iniciado por Duda. Enquanto se beijavam, não perceberam, mas, Raul os encarava com ódio, da escada.

No avião…

Após algumas horas de voo, Mili resolveu tirar o cochilo. Eram 11 horas e 30 minutos de voo ao todo, e enquanto Mili dormia tranquilamente, Mosca, estava impaciente e sem sono.

– Mili? – Chamou, sem resposta. – Mili, tá acordada? – Fez mais uma tentativa, recebendo como resposta as costas de mili, que virou para o outro lado. Mosca bufou impaciente, não por Mili dormir, mas sim por ele não conseguir fazer o mesmo.

Minutos depois…

Mosca continuava sem sono, ao lado de Mili que dormia como uma pedra, quando de repente o avião passou a tremer, para o desespero dos passageiros. Nessa hora, Mili acordou atordoada.

– Ai meu Deus, o que tá havendo? – Perguntou assustada.

“Atenção senhores passageiros, estamos passando por uma zona de turbulência, por favor mantenham a calma e respirem nas máscaras de oxigênio...”, Pediu o piloto através do alto-falante.

Logo, as máscaras de oxigênio caíram, e rapidamente todos os passageiros, incluindo Mili e Mosca, as colocaram na face. Ambos estavam bastante tensos com a situação, porém, Mosca notou que Mili passava um certo medo em seu olhar, então, segurou a mão da garota, que fechou os olhos. Mili só queria que tudo aquilo passasse logo, nunca havia enfrentado uma turbulência antes em viagem alguma. Mosca também estava com medo, mas manteve a calma perante Mili, pois não queria deixar a garota mais nervosa. Até que a turbulência cessou. Logo, ouviram algumas palavras reconfortantes do piloto do avião, esperando que todos tivessem bem e tranquilos, e assim o avião tomou seu rumo de uma forma mais calma.

– Ufa… – Suspirou Mosca, aliviado. – Ainda bem que tudo acabou bem, né amor? – Disse à Mili, porém, não obteve resposta, então, se deu conta de que Mili havia sumido. – Mili?! – Chamou, alteando a voz. – Mili?! – Repetiu. Logo, ouviu uma respiração ofegante ao lado da poltrona. – Mili!!! – Exclamou assustado. Mili estava desmaiada.

***

Após o desmaio repentino, a garota foi socorrida por um médico que estava a bordo do avião, este prestou o socorro preciso a Mili, que se recuperou aos poucos.

– Graças a Deus! – Exclamou Mosca, agradecendo o médico em seguida. Este, logo aconselhou Mili, a se alimentar bem, e procurar um médico para fazer um check up, para evitar que futuros imprevistos acontecessem. Mili também agradeceu ao médico que era brasileiro e estava a ir visitar parentes em Bruxelas, na Bélgica.

Depois…

– Ta tudo be mesmo? – Insistia Mosca, ainda preocupado.

– Tá Mosca, não precisa se preocupar. – Disse Mili.

– Seu desmaio me assustou mais que a turbulência! – Afirmou o garoto, Mili riu da situação.

– Foi só um susto… – Falou a garota, despreocupada.

– Ta certo… – Falou Mosca, ainda preocupado.

– É sério, devo ter ficado nervosa demais e capotei. – Insistiu Mili. – Mas o importante é que eu já to bem, né? – Acrescentou. Mosca concordou, logo, a abraçou, permanecendo assim com ela por um tempo. Mili permaneceu com uma expressão vazia enquanto Mosca a abraçava, sim, amava o garoto, porém, continuava insegura quanto a seu encontro com Débora no mercado.

Horas depois…

Bruxelas, Bélgica

Era cedo da manhã. Pata acordou com o sol entrando pelas frestas da janela do quarto de hóspedes, onde estava alojada. Em seguida, a mesma direcionou-se ao banheiro do quarto, que na verdade era uma suíte, e preparou-se para seu banho matinal. Após o banho, a garota arrumou-se como de costume, maquiagem leve, marcando bem os lábios com um batom rosê, cabelos presos em um coque rosca, e um vestido floral médio. Ao aprontar-se, olhou-se no espelho, dando um leve sorriso satisfatório, estaria ela fazendo aquilo por pura vontade? Ou estava sendo forçada a agir de tal forma?

Flashback on

Era a primeira vez de Pata na Bélgica, a garota estava bastante animada, pois, passaria as férias com Duda, em outro país, e conheceria a família do mesmo. A garota escolheu suas melhores roupas, calças jeans, camisetas com estampas descoladas, botas, e acessórios para o seu cabelo divinamente cacheado. Porém, ao chegar lá, tudo foi diferente…

Ao ver a forma como a garota se vestia e se comportava, Mariana, a mãe de Duda, não ficou nenhum pouco satisfeita. Temendo que o garoto fosse mau influenciado pela namorada, de baixa classe. Sabendo que de nada adiantaria conversar com Duda, Mariana resolveu conversar diretamente com Pata, sobre seus modos e costumes.

– Pata, vem aqui um minuto. – Chamou a mulher, séria. Pata largou o celular no sofá, onde estava sentada e seguiu Mariana até a varanda, onde passaram a conversar.

– O que a senhora quer? – Perguntou Pata. Mariana suspirou.

– Bom Pata, eu gostaria de desabafar com você, sobre algo que vem incomodando a todos nós. – Pata esperou que a mesma continuasse. – Você sabe que na Bélgica temos um costume totalmente diferente dos costumes Brasil. – Iniciou. – Nem todas as coisas que são aceitas lá, aceitamos aqui. Por tanto, nos comportamos diferente, tanto na forma de agir, vestir, e etc…

– O que a senhora tá querendo dizer? – Perguntou Pata, irritada.

– Que quando você vem pra Bélgica, precisa se adaptar ao país, e deixar de lado os costumes do Brasil. – Afirmou a mulher.

– Ah, então a senhora tá falando que eu tenho que mudar minha forma de ser? – Perguntou Pata.

– Basicamente isso. – Confirmou a mulher. Aquilo irritou Pata bastante.

– E isso seria pra me adaptar ao país… Ou porque a senhora não gosta do meu jeito? – Perguntou Pata, indo direto ao ponto. Mariana permaneceu calada.

– Entenda como quiser Patrícia. – Disse a mulher.

– Eu não vou admitir uma coisa dessas! – Afirmou Pata.

– Não vai? – Perguntou Mariana. – Minha querida, se você não percebeu, você não está mais no Brasil, está na Bélgica, e mais, hospedada na minha casa, então, você não tem escolha, está em minoria, e vai precisar se adaptar a forma como vivemos, ou espera o contrário? – Lançou a mulher, confundindo a mente de Pata, que permaneceu calada. – Acho que você não vai querer desapontar o Duda, com sua teimosia, vai? – Perguntou.

– Não… – Disse Pata.

– Então é melhor se acostumar, pois enquanto você tiver aqui, precisará de bons modos, e não dessa educação que recebeu na favela! – Afirmou a mulher, humilhando Pata, que manteve-se firme. Mariana esboçou um sorrisinho cínico, virando as costas para Pata e saindo. Pata estava com tando ódio que serrou os punhos, queria atirar a primeira coisa que visse naquele “demônio” disfarçado de sogra, porém, como a mesma havia dito, estava em minoria, e longe de todos que pudessem apoiá-la, então, a única solução foi correr ao seu quarto de hóspedes, onde pode botar para fora tudo que sentira naquele momento, chorando.

Por mais alguns dias, Pata manteve sua aparência comum, porém, Duda notou algo de estranho na garota, estava desanimada.

– Pata, tá tudo bem? – Perguntou o garoto.

– Tá. – Respondeu Pata.

– Tô te achando estranha… – Disse Duda.

– Eu tô bem. – Insistiu Pata.

– Ok… – Concluiu Duda.

Outro dia Pata ouviu uma conversa entre Duda e Raul, seu irmão adotivo.

– O quê? O que você tá querendo dizer com isso, cara? – Perguntava Duda.

– Não me interprete mal cara, a Patrícia é legal, tem sua beleza, mas, eu acho que ela não combina com você. – Afirmou.

– Porque acha isso? – Perguntou Duda. – Eu gosto da Pata.

– Sei que você gosta, mas, cá entre nós, você é totalmente diferente dela, não combinam em nada. – Afirmou Raul.

– Bom, cara, as vezes eu também acho isso. Mas, sabe, eu gosto dela de verdade, até mudei algumas coisas por ela, incluindo minha forma de pensar. E, eu sei que ela também gosta de mim, mas, as vezes parece que ela não se esforça, tipo, não faz nada pra me agradar, não se arruma pra mim, não demonstra os sentimentos se eu não der iniciativa… – Desabafou Duda. – Mas, eu sei que é o jeito dela, e que ela nunca vai mudar, mesmo que eu pedisse. – Lamentou.

– Complicado cara, muito complicado… – Afirmou Raul.

Aquela conversa mexeu com a cabeça de Pata, a deixando pensativa por vários dias. Antes sempre achou está agindo certo, dando valor a sua própria pessoa antes de todos, mas, estaria ela sendo egoísta com Duda, o garoto que a amava? Afinal, o mesmo abriu mão de seus costumes para conviver com ela, demonstrou que a amava a todo momento, e ela o que fez? Nada! A não ser, ser uma egoísta. Mariana tinha razão? Seria aquela a hora de se redimir?

Tudo aquilo sobrecarregou a mente de Pata, então, refletindo por algumas horas, Pata tomou uma decisão.

– Dona Mariana… – Chamou, indo até a sala onde a mulher lia um livro. Mariana a encarou esperando que a mesma falasse. – Eu queria falar algo com a senhora. – Avisou.

– À vontade. – Disse a mulher.

– Eu tomei uma decisão… – Iniciou Pata. A conversa finalizou-se com um sorriso enorme estampado na face de Mariana, que havia conseguido o que queria. Logo, a mulher convidou Pata a sair. E no mesmo dia mais tarde, Pata voltou um tanto mudada, havia mudado a forma de se vestir, e parecia mais adulta que antes. Vendo que aquilo agradou Duda, permaneceu assim. E cada vez que ia para a Bélgica, acabava esquecendo de como era antes, substituindo seus modos, por modos completamente diferente, até que não sobrasse mais nada da antiga Pata. E a prova de tudo isso foi abrir mão de seus cabelos cacheados, por cabelos lisos.

A nova Pata passou a agradar não só a Duda, como toda sua família, toda mesmo, até Raul, que antes achava a menina sem graça, e uma perfeita brutamonte, agora a olhava de forma diferente, demonstrando um certo interesse pela cunhada. Pata passou um bom tempo enganando a si mesma, e pensando estar feliz, porém, um dia abriu seus olhos e notou que tudo aquilo não passava de uma mentira e que estava enganando a si mesma, porém, era tarde demais para voltar atrás. O que sobrara da antiga Pata, não passava de uma lembrança vaga, e, mesmo que quisesse, jamais conseguiria ser como era antes.

Flashback off

Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, enquanto ainda se olhava no espelho, desmanchando o sorriso mentiroso da garota. Logo, esta se retirou, saiu do quarto, desceu as escadas e foi até a sala, onde Olegário e Mariana preparavam-se para sair.

– Chegou bem a tempo Patrícia, nós já estamos indo. – Disse Olegário.

– Vem amor, a gente vai deixar eles até o táxi. – Afirmou Duda, pegando Pata pela mão.

– Por que só eu tenho que carregar essas malas? – Perguntou Raul, irritado, o garoto carregava várias malas.

– Para de reclamar seu babaca. – Disse Duda, aos risos, pegando uma das malas do garoto belga. Todos riram, então saíram do apartamento, e pegaram o elevador, rumo ao térreo.

Enquanto isso fora do prédio…

– É aquele mesmo? – Perguntou Mosca, ao lado de Mili. Estes estavam de frente a um enorme prédio.

– Uma vez eu perguntei ao Duda o endereço da casa dele aqui, como quem não quer nada, e foi esse que ele me deu. – Contou Mili.

– Então só pode ser aqui mesmo. – Deduziu Mosca, Mili assentiu.

– Então, vamos lá? – Chamou Mili. Mosca respirou fundo, estava ansioso por reencontrar sua irmã, a qual não via a quase dois meses. Ambos estavam apenas a alguns passos do prédio onde Pata se encontrava (porque estavam do outro lado da calçada e.e), quando de longe Mosca avistou algo que o deixou paralisado.

– Pata… – Sussurrou.

Na entrada do prédio…

Olegário e Mariana se despediam dos filhos e de Pata.

– Se comportem! – Pedia a mulher.

– Por favor Mariana, eles já tem cabeça o suficiente para não fazer o que não faríamos. – Disse Olegário seguro. Duda e Raul encararam-se prendendo o riso, e assentiram, sonsos. Pata apenas observou, com um sorriso no rosto. Logo esta se despediu de Mariana e seu marido, que entraram no táxi e partiram. Enquanto os três adolescentes assentiam para o táxi, Pata ouviu alguém berrar por ela.

– Pata!!! – Exclamou a voz, que Pata reconheceu logo de cara.

– Mosca? – Sussurrou, olhando na direção da voz. Avistando Mosca correndo em sua direção, e Mili, caminhando logo atrás. – Mosca!!! – Exclamou Pata, ao ter certeza que não era fruto de sua imaginação.

– Mas o quê?! – Duda, também não acreditou no que estava vendo, e Raul muito menos, nem sequer entendeu, apenas ficaram lá parados, observando a felicidade de Pata, ao rever o irmão, que havia ido com Mili até a Bélgica pata vê-la.

Música

Notas finais
E aí, o que acharam? Gostaram?Comentem ae! Recomendem! Favoritem! e.e hsaushauhs Ps: Aproveitando, quero agradecer a Recomendação a Vitoria Pedrosa (ao contrário e.e) Valeu mesmo sua linda! *-* E também da Cyss Batista!!! Obrigada amiga *-* Amei a recomendação de vocês meninas! E é isso, beijos, e até o próximo capítulo!