Entre as Rosas
1 s2 Eu Não Gosto De Você s2
Notas iniciais
Bem, meu 2º one-shot do Ouran, mais esse é muito mais fofinho! Adoro o casal HanixMori!
Boa leitura!
Boa leitura!
Eu não sabia quando começou esse sentimento dentro de mim, mais quando vi, já estava apaixonado pelo Takashi e eu seria capaz de fazer qualquer coisa por ele. Eu o achava muito atraente, bonito e gentil. Fora que com aquele jeito de “indiferente” dele, isso o deixava ainda mais charmoso. Vivemos tanta coisa juntos... Somos tão ligados... Será que ele não notou meus sentimentos?O treino acabou e ele está vindo em minha direção. Corei levemente e me levantei, sorrindo.- Takashi! Takashi! Já acabou? – ele fez um movimento afirmativo – Então vamos para o Host Club, se não o Tama-chan e o Kyo-chan vão brigar com a gente por chegar atrasado!Segurando firmemente meu Usa-chan, escalei o Takashi como sempre fazia e ele me segurou firme em seus braços. Ah, eu amava estar naqueles braços fortes e quentes. Era tão aconchegante... Por mim, não saia daqui nunca mais!Takashi foi indo em direção do Host Club e observei como seu rosto era lindo. Ele mantinha aquela mesma expressão séria de sempre e eu só o admirava. Nem vi quando entramos no ultimo andar do prédio sul, indo em direção da 3º sala de musica, no final do corredor do lado norte. Ao entrarmos no Host, Tama-chan já estava discutindo com a Haru-chan, o Hika-chan e o Kao-chan apenas tiravam sarro do loiro e o Kyo-chan continuava com aquela cara de paisagem, mostrando que não ia se envolver.- Tama-chan! Por que você e a Haru-chan tão discutindo? – perguntei, depois que (infelizmente) Takashi me colocou no chão. — Hani-sempai! – ele pareceu aliviado ao me ver – É que a Haruhi está sendo uma filha teimosa e não quer vir no piquenique que a gente vai fazer nesse final de semana...- Eu não tenho tempo pra perder com isso, Tamaki-sempai! – retrucou Haru-chan – Eu tenho que estudar. Já não basta o tempo desnecessário que eu perco participando do Host Club? Eu não vou!!- Bem, bem... Parem com isso. – finalmente Kyo-chan decidiu intervir – Tamaki, deixe a Haruhi em paz. Você sabe que ela tem que manter as notas altas pra poder continuar como bolsista aqui no Ouran. Ela precisa estudar.- Eu concordo com o Kyo-chan. – eu disse — Já que isso foi resolvido, que tal começarmos a servir nossas clientes?- É isso ai, Hani-sempai! – disse Hika-chan.- Muito bem lembrado. Vamos logo! – completou Kao-chan. A porta se abriu e milhares de meninas entraram na sala, logo sendo atendidas por nós. Como de costume, eu e Takashi fomos servir nossas clientes juntos e o tempo estava passando de forma agradável e divertida. De repente, uma de nossas clientes, uma ruiva, perguntou:- Hani-kun... Você e o Mori-kun são muito unidos, nee?- Haaaaaaai!! Eu e o Takashi somos inseparáveis! – respondi, corando levemente.- Kyah!! Que lindo! – ela gritou e depois se voltou ao Takashi – Mori-kun, você gosta muito do Hani-kun, nee?Essa pergunta me fez corar ainda mais. O que ela havia perguntado era realmente importante pra mim, já que eu não sabia o que o Takashi sentia por mim. Respirei profundamente, apertando o Usa-chan fortemente e esperei que ele falasse. Takashi pareceu pensar um pouco em sua resposta e disse:- Não. Eu não gosto dele...O mundo desabou sobre mim quando ouvi suas palavras. Ele não gostava de mim! Isso... Era horrível! Senti meu coração se partir em mil pedaços. Tudo foi em vão? Não foi nada pra ele? Esses anos de convivência... Nosso laço... Nada disso o fazia gostar um pouquinho de mim? Me levantei de um salto e as meninas me olharam assustadas. Com o rosto já molhado pelas lagrimas, olhei para o Takashi e gritei:- Nada importou pra você, não é? Takashi, seu idiota!!Sai correndo da sala, aos prantos. Ouvia minhas clientes me chamarem, preocupadas, mais eu não iria dar atenção a elas. Eu precisava me recuperar do choque de saber que o Takashi não gostava nem um pouco de mim. Ouvi passos atrás de mim e eu sabia exatamente quem era: Takashi corria atrás de mim, tentando me alcançar. O que ele queria? Machucar ainda mais o meu pobre e frágil coração? Não, eu não ia deixar ele me humilhar assim. Continuei correndo o mais rápido que pude, chegando no jardim do colégio, mais a desvantagem era grande, já que o Takashi tinha pernas mais largas e seu desempenho em corridas era ótimo, mais eu não iria desistir. Na hora que percebi que ele iria me segurar, joguei meu corpo para o lado, me chocando com um muro de rosas que faziam um pequeno labirinto dessas belas flores pelo jardim e fiquei ali, deitado no chão, cercado pelas rosas e apertei ainda mais o Usa-chan ao ver Takashi parado a minha frente, me olhando com preocupação.
- Mitsukuni, tenha mais cuidado. Poderia ter se machucado... – ele se ajoelhou ao meu lado e eu me encolhi.- Não mais do que já estou machucado! – retruquei, deixando as lágrimas escorrerem por meu rosto – Você é um insensível, Takashi. Como pode dizer aquilo com tanta frieza? Eu pensei... Pensei... – as lágrimas não deixavam eu continuar.- Mitsukuni... – ele segurou meu rosto entre suas mãos grandes e calorosas – Por que está desse jeito?- E você ainda pergunta? – perguntei, o encarando – Você disse que não gosta de mim! Eu... Me senti destruído... Abandonado. Afinal, eu... eu te amo tanto, Takashi!! – me declarei, chorando mais forte.Eu sabia que aquilo não ia mudar nada! Ele não gostava de mim, e eu o amava. Teria que aprender a conviver com aquela dor de ser rejeitado. Ou, assim eu pensei. Ele começou a acariciar meu rosto, secando minhas lágrimas e ele tinha um sorriso doce nos lábios. Não entendi por que ele estava sorrindo. Talvez, ele estivesse debochando de mim?- Mitsukuni! – ele suspirou, ainda sorrindo – Você não me deu chance de terminar.- Co...Como? – fiquei confuso. Terminar o que?- Escute. – ele empurrou meu corpo para deitar no chão e ele se deitou sobre mim, sussurrando em meu ouvido – Eu ia dizer que não gosto de você. Eu amo você!Meu coração, que havia estraçalhado pela decepção, milagrosamente se curou e estava batendo numa velocidade incrível! Ele me amava! Ele mesmo disse. Eu só... Não deixei ele terminar de falar. A prova de que ele dizia a verdade foi o beijo doce, carinhoso e apaixonado que trocamos entre as rosas.
Notas finais
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