Entre a terra e o mar.

7 Dia de praia - Parte 3


Notas iniciais
Hello, capítulo novo! —Boa leitura!

Adrien estava segurando dois lanches na mão e encarava Luka com uma cara de rancor, uma face que até então Marinette nunca tinha visto nos humanos.

Um fuzilava o outro com o olhar e a azulada estava no meio de tudo, não entendia um pingo do que estava acontecendo:

—Se afasta dela! – Fala Adrien puxando Marinette para longe do de cabelos azuis.

—Você conhece ele, Marinette?

—Ele é meu amigo. – Fala a mestiça um pouco tímida.

—Aaa, então quer dizer que o Agreste arranjou uma amiguinha?

—Não é da sua conta, Couffaine! Vamos, Marinette!

—Por que a pressa, Agreste?

—Como já disse antes: N-Ã-O É D-A S-U-A C-O-N-T-A.

Ao dizer isso, o loiro puxa Marinette para longe de Luka, ele conhecia aquele tapado de meia tigela e sabia que não era uma boa a azulada se tornar amiga dele.

Ele literalmente levou Marinette até o outro lado da praia, certificando-se de que aquele smurf não tinha seguido eles.

Quando já estavam longe, avistou uma mesa livre, naquela praia haviam várias mesas espalhadas para as pessoas se sentarem, levou Marinette até lá, se sentaram e Adrien entregou o lanche para a azulada.

Ela deu uma mordida naquela coisa que Adrien havia lhe dado, o que seria aquilo? Não sabia o nome, mas era bom, assim que mastigou e engoliu, perguntou ao loiro:

—Qual é o nome disso?

—Hambúrguer, você gostou?

—Gostei, é bem melhor que alga! – O garoto não pode segurar o riso quando ela disse isso. – Por que você tá rindo?

—É que... Sei lá, nunca ouvi ninguém falar que come alga.

—E qual é o problema de comer alga?

— É uma coisa do mar, peixe come isso!

—E...

—Esquece, não quero discutir de novo. Álias, faz uma coisa: NÃO FALA COM O LUKA!

—Por quê? – Pergunta a garota enquanto mordiscava seu hambúrguer.

—Porque eu conheço ele há muito tempo pra saber que ele é uma pessoa que não presta.

—Você já tentou conversar com ele pra saber isso?

—Claro que sim! Só não fala com ele.

—Ok...

Ambos terminaram seu lanche em silêncio. Para Marinette era difícil entender tudo o que estava acontecendo, porque Adrien estava agindo daquela forma? O que ele tinha contra Luka? E o que Luka tinha contra ele?

Essas perguntas que a sereia tinha não seriam respondidas tão cedo, inclusive porque no momento eles estavam em um silêncio absoluto.

A garota estava cansada de andar, era estranho, usar aqueles dois pés humanos no lugar da cauda, o modo que eles usavam para se locomover era cansativo e um tanto chato. Só queria que aquilo acabasse logo e pudesse voltar para a casa de Alya e conversar com ela, além de que já estava sentindo um pouco de sono.

Ouvia o som das ondas, dos risos das crianças, as músicas que as pessoas ouviam e das conversas que escutava paralelamente.

Aquele silêncio que havia entre ela e o Agreste já a incomodava, era entediante ficar sem conversar.

Até que uma música começa a tocar perto deles e a azulada tomou um sustinho:

—Calma, Marinette, é só meu celular!

—Celu.... Quê?

—Por que eu ainda me surpreendo?

Adrien tira o aparelho de seu bolso, estava recebendo uma ligação de seu chefe: Plagg! Rapidamente ele atendeu a ligação:

—Oi, Plagg.

—Oi, loirinho, preciso de uma ajuda sua! A loja tá cheia e preciso de um apoio.

—Plagg, eu não posso eu tô na praia com...

—Tá na praia? Ótimo, vem pra cá agora!

E por fim, Plagg desligou a ligação NA CARA DELE, como ele suportava aquele homem? Fala sério, as vezes Plagg era engraçado, mas tinha dias que estava mais chato que um chihuahua latindo e sempre com um cheiro de queijo que Deus me livre, até respirar enxofre era melhor do que sentir cheiro de camembert novamente, como aquele cara gosta tanto daquele queijo? Enfim, agora seu final de semana que já estava arruinado se tornou pior ainda, teria que trabalhar num sábado? Qual é....

Sem muita opção virou-se para a mestiça e disse:

—Marinette, teve um imprevisto e vamos ter que ir pro lugar que eu trabalho, não é longe daqui, mas não se afasta de mim.

—Não vou me afastar, mas o que é trabalho?

—Trabalho? Bem, trabalhar é fazer coisas pra conseguir grana.

—Grana?

—Dinheiro.

—Essa coisa que a Alya me deu?

—Sim, isso mesmo.

—O que você faz pra conseguir grana?

—Eu vendo pranchas.

—Vender? O que é vender?

—Vender é tipo fazer uma troca com uma pessoa, eu dou pra ela aquela coisa que eu uso pra surfar e ela me dá dinheiro.

—Aaaa, entendi, parece ser legal, você deve ver vários tipos de pessoas.

—Sim, desde os ricos que se passam por pobres para pegar as pranchas de graça, até as pessoas mais irritantes desse mundo.

Eles continuaram a conversar enquanto percorriam o caminho, em cerca de minutos já estavam na loja de pranchas. Aquilo era incrível, pelo menos para Marinette. A loja era toda feita de madeira e bambu, tendo um estilo bem praiano e simples, a entrada era pelos fundos e a parte da frente da loja tinha uma janela enorme, talvez para caber a prancha para mostrá-la ao cliente e por aquela janela era possível ver os diversos tipos de prancha que haviam, haviam pranchas básicas, pranchas coloridas, pranchas desenhadas, de todo tipo. Aquilo maravilhou Marinette nunca pensou que os humanos tinham isso.

Adrien levou ela até os fundos onde os dois entraram:

—Marinette, espere aqui que eu já volto.

—Tudo bem.

O loiro foi para a frente da loja e deixou a azulada sozinha no fundo da mesma.

Chegando lá, o loiro encontrou Plagg desesperado, procurando as pranchas que os clientes pediam, pegando o dinheiro e devolvendo o troco, pelo jeito aquilo já estava esgotado o moreno de olhos verdes, já que era perceptível o seu suor na camiseta:

—Loirinho! Graças ao santo camembert! Você chegou! Me ajuda aqui, pega a prancha verde com listras. – O loiro olhou a direção que o mais velho apontava, pegando a prancha e entregando para o mesmo. – Obrigado.

—Por nada, mas eu não posso ficar por muito tempo.

—Por quê? Não vê que está lotado?

—Sim, eu tô vendo, eu não sou cego, mas é que eu tô com uma pessoa.

—Aaa não, tá com mais uma ficante?

—Não! É só uma amiga da Alya, tô tendo que cuidar dela.

—Haha, o loirinho virou babá!

—Fecha essa boca e trabalha, quanto mais cedo eu terminar de te ajudar, mais rápido eu saio daqui.

—Olha só, parece que o loirinho sabe usar o cérebro!

—Eu sei muito bem usar meu cérebro e álias o troco vai dar cinco euros.

—Não vai... – Ele analisou o preço da prancha com a quantidade que recebeu. – Dessa vez você tá certo!

—Eu nunca erro! – Fala Adrien dando um sorriso orgulhoso.

—Eu quero a prancha azul bebê. – Diz a cliente que estava na frente de Plagg.

—Adrien, pega a....

—Prancha azul bebê, aqui está.

—Valeu! Me conta mais dessa amiga da Alya, vocês não tão saindo mesmo?

—Não! Desencana disso!

—Ufa! Uma que escapou da sua teia.

—Ei!

—Só falo verdades.

Cerca de uns vinte e cinco clientes depois Adrien já estava exausto, já era o fim da tarde e queria descansar, sem contar que tinha deixado Marinette plantada no fundo da loja e se ela saísse, o que diria a Alya? Ela ficaria tão brava que botaria fogo na casa do amigo e sim, ela seria capaz disso se ela quisesse.

Queria poder sair para conferir se a azulada estava lá, mas se não estivesse em seu posto Plagg o mataria por deixa-lo sozinho atendendo aquelas pessoas. O pior era que a fila de clientes não diminuía, como é que em plenas cinco da tarde ainda tinha gente querendo pranchas de surf? Bem, a vida é bugada mesmo.

Estava tudo bem, até que ouviu alguém dizer:

—Adrien, por que você tá demorando?

Antes que ele pudesse falar alguma coisa ou tirar a azulada dali Plagg se virou e falou:

—Marinette?

Notas finais
Pow! Como será que o Plagg conhece a nossa azulada preferida, hein? —Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja!!!