Notas iniciais
Oi, onde eu tava? Sei lá, e acho que tava voado, mas aqui tem capítulo novo! —Boa leitura!

Alya ficara com o queixo caído, tentou falar mais nenhum som saiu de sua boca, reuniu coragem e disse:

—V-vo-você é u-um-uma...

—Sereia, ué, nunca viu uma?

—Não, eu achava que isso era mito, quer dizer, que você era um mito.

—Não seja boba, quase tudo que vocês humanos acham que não existe, é real, por exemplo, sereias, tritões, fadas...

—Fadas existem também? – Pergunta a morena impressionada.

—O povo do meu reino diz que sim, mas nunca tive contato direto com alguma.

—Meu Deus, você pode me ajudar! Uhhu, valeu mundo !

—Ajudar? Com o quê?

—Bem, no meu blog eu fala sobre mitos, heróis, coisas sobrenaturais...

—E eu não tô entendendo nada.

—É simples, eu posso escrever sobre sereias e você pode me ajudar

—Se você pretende mostrar minha cauda pra todo mundo, não vai dar certo, porque eu pretendo ficar escondida.

—Você acabou de mostrar ela pra mim, isso é ficar escondida?

—Deixa eu te lembrar que você insultou Miraculous! Isso fez u me sentir mal!

—Desculpa por aquilo, pensei que você era louca. E eu não vou mostrar sua cauda, você só me conta sobre e eu escrevo, com certeza o pessoal vai achar que eu peguei da internet.

—Internet? O que é isso?

—Depois eu te explico, mas como sua cauda some?

—É só secar.

—Vou pegar uma toalha pra te ajudar e por hoje você pode usar minhas roupas, depois eu te levo em umas lojas pra comprar umas só pra você e eu acho bom você tomar banho na banheira, porque senão você vai cair no chuveiro.

—Quê?

—Depois eu vou te explicar tudo, vou pegar a toalha.

Alya vai até um cômodo e pega duas toalhas, por conta da cauda da azulada.

Ela retorna à sala e entrega os dois pedaços de pano para a sereia:

—Então é por isso que você não anda?

—Uhhum.

—Mais uma coisa que vou ter que te ensinar.

—Eu sei o que são algumas coisas humanas, por exemplo, vocês têm um negócio feito de metal que parece um tridente e usam pra ajudar a se alimentar.

—Você tá falando de um garfo?

—Não sei, mas acho que o nome é esse mesmo.

—O que mais você sabe sobre os humanos?

—Bom, eu sei que vocês poluem o mar, caçam os pobres peixes e tartarugas e antigamente nem as baleias vocês perdoavam!

—Nem todos os humanos são assim.

—É o que VOCÊS dizem, mas nunca viram o oceano pra terem certeza, se observassem todo o lixo, poluição e extinção de espécies vocês causam!

—Nem todo mundo é assim, por exemplo, eu tenho uma prima que estuda biologia, ela quer cuidar da natureza.

—Talvez nem todos sejam, mas a maioria é ruim.

—Todo mundo tem um defeito.

—Nem todos.

—Primeiro, se seca e depois a gente conversa melhor.

—Tá...

A sereia se secou e para a sua surpresa, a roupa que estava antes apareceu não sendo igual a primeira vez que apareceu totalmente sem nada no corpo.

Alya e Marinette conversaram por um tempo, a azulada comentou como era a vida no mar e Alya explicou algumas coisas sobre a terra, por exemplo, o que era um garfo, uma colher, uma faca, como cada um era pra ser usado... Também ensinou que ela não devia mexer no fogão, por medo dela acabar queimando a casa.

A morena também explicou o que era a banheira, onde ela ia tomar banho, além de tudo isso, ela lhe deu um quarto.

As paredes do cômodo eram da cor rosa claro, tinha uma cama encostada na parede com um criado-mudo ao lado, uma penteadeira com pentes, escovas, tiaras, batons e outras coisas associadas a beleza, mais tarde ira explicar a sereia o que era tudo aquilo.

Um estalo surgiu na cabeça da de óculos, a garota não sabia andar, precisava ensinar a ela isso com a maior rapidez possível, porque ela iria em um evento no dia seguinte:

—Mari, vou te levar até pro banheiro pra você tomar banho e depois eu vou tentar te ensinar a andar.

A azulada não falou nada, apenas obedeceu a humana.

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Alya deu uma roupa para a outra garota vestir e explicou como vestir, as roupas eram uma regata branca e um short jeans, por conta do calor de Hossegor.

Assim que a sereia terminou, chamou Alya que ajudou ela a se trocar.

E para a surpresa da Cesáire, ela aprendeu a andar rápido! Como se ela já soubesse fazer isso a vida inteira.

Apesar dos tombos, ela não desistia! Se levantava e tentava.

Agora, a garota tinha que se preocupar com outra coisa: Com quem a azulada iria ficar enquanto Alya fosse ao evento?

A morena pensou bem e se lembrou da única pessoa que não faria nada o dia inteiro: Adrien.

Rapidamente pegou o celular e discou o número do loiro:

—Alô?

—Oi, Adrien, é a Alya, eu posso te pedir um favor?

—Depende, se for matar alguém não.

—Matar não, ficar com alguém.

—Alya, eu já te expliquei que não vou namorar sua prima...

—Não é nada disso, sabe a Marinette?

—A garota estranha da praia?

—Essa mesma, você pode ficar com ela amanhã?

—Por que logo eu?

—Você não faz nada o dia inteiro e não era você que queria alguém pra ficar na praia amanhã?

—Sim, mas eu nem conheço ela.

—Então conheça e é só pra eu ir no evento.

—Ok, mas você vai ficar me devendo essa.

Ela desliga o telefone e conversa mais com Marinette pelo resto do dia.

Notas finais
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