Entre a terra e o mar.
32 Ah meu Deus!
Notas iniciais
Durante o trajeto para casa a azulada contou toda a história para a Alya, desde Luka ensinando a como surfar até o que disse para Adrien:
—Amiga, você sabe que eu te amo, mas você foi meio babaca.
—O que é babaca?
—É uma pessoa tola, ingênua e, desculpa por essa última parte, sem-noção.
—Mas você falou a mesma coisa com o Nino hoje cedo.
—Aquilo era uma brincadeira. Achei chato o Adrien atrapalhar o talvez primeiro beijo de Lukanette? Achei...
—Lukanette?
—É o seu shipp com o Luka, juntei os nomes de vocês. Enfim, você pegou pesado falando que nunca mais queria falar com ele.
—Ele me afastou sem razão nenhuma do Luka...
—Talvez ele tenha tido um instinto de te separar dele porque os dois são brigados. Assume logo que você pegou pesado e pede desculpas.
Até a própria Marinette admitia que foi pesado o que fez, mas na hora só sentiu tanta raiva pelo loiro tentar controlar sua vida que teve aquele surto. Só não queria admitir que estava errada, o motivo? Não sabia, mas algo dentro de si dizia para não admitir o erro. Ficou calada o resto do caminho.
Chegaram em casa, Alya foi tomar um banho enquanto Marinette ficou na sala terminando de ler o seu livro, o principezinho encontrava uma serpente, que lhe dissera que estava pesado demais para viajar ao seu planeta de origem e que ele precisava de uma picada para poder ser mais leve. Ele aceitou e foi picado e voltou ao seu planeta, o aviador toda vez que olhava para o céu, agora lembrava daquele principezinho que conhecera.
Era lindo, Marinette quase chorou, mas lembrou que se chorasse teria água e sua cauda surgiria.
Alya saiu do banho vestindo um short e uma blusa solta:
—Terminou o “O pequeno príncipe”?
—Terminei, se você tivesse me contado que o final era tão emocionante eu teria terminado antes.
—Eu amo esse livro em tantos níveis. – Com ajuda de uma toalha, a morena secava o cabelo.- Aliás, tivemos muitas respostas sobre o seu reino!
—Sério?
—Como diz o velho ditado “Quando o povo quer, o povo cavuca até achar! ”.
—Eu acho que isso não é um ditado.
—É sim, um ditado de Alya! Eu tenho uns ditados que levo pra vida.
—Fora esse, tem qual mais?
—Tem o “O que os olhos não vem, os amigos tiram print e mandam depois”, “Dinheiro não compra felicidade, mas compra chocolate que é quase a mesma coisa, “Hakuna Matata” e “Diga-me que chat frequentas e te direi quem és” Siga isso e sua vida será um máximo.
—Só você mesmo, Alya. Me diz o que mais falaram.
—Uma garota me mandou uma lenda chinesa sobre as joias, que fala que quem tiver as duas ao mesmo tempo terá o poder absoluto de poder moldar a realidade e o tempo, já um menino me mandou que o reino subaquático de Miraculous seria quase que uma Atlântida, só que com sereianos e um rei que seria um ditador.
—Finalmente alguém que sabe a verdade sobre o Moth.
—E teve uma mulher que falou o que está no Google e que cada joia daria um poder para o seu portador.
—Eles sabem muito.
—Como eu disse: Quando o povo quer, cavuca até achar. Álias, já que Lukanette vai ter seu primeiro encontro, temos que deixar tudo preparado pra qualquer tipo de circunstância, já que eu não vou estar lá pra te ajudar.
—Não vai?
—Não! Encontros são só entre duas pessoas e eu não sou uma dessas duas na ocasião.
—O que de pior poderia acontecer?
—Olha, não conheço muito bem o Luka, mas ele pode te tentar a forçar a algo que você não queira e...
—Tipo o quê?
—Tipo.... Um beijo, se você não quiser empurra ele e diz que não quer.
—Tá legal, isso é fácil de resolver.
—Ok... Não aceita nada de estranhos.
—Eu não aceitaria nada que viesse de um estranho Alya.
—Eu pensei que só teria que falar essas coisas quando fosse mãe, e olha eu aqui te ensinando que não pode aceitar nada que venha de alguém que você não conheça.
—Isso a gente aprende no mar também, viu!
—Tranquilo, também temos que pensar na sua roupa.
—A roupa é o de menos.
—Vai por mim não é, eu não vou deixar você ir no seu primeiro encontro de calça de moletom, blusa solta e chinelo. Não que eu tenha ido pro meu primeiro encontro assim.
—Você foi desse jeito?
—Isso não é o assunto! Eu acho que tenho a roupa perfeita, mais tarde experimentamos em você para ver se serve. Agora que eu tô pensando que vou ter que te emprestar grana, tenho medo de dar dinheiro sem você saber fazer contas matemáticas, vai gastar sem pensar.
—Eu acho que vou até te falar o que você vai pedir pra comer só pra não gastar dinheiro à toa.
—Por mim tudo bem.
Alya se levantou e foi até a cozinha para buscar um copo de água para beber, enquanto isso conversava com Marinette sobre mais coisas de primeiro encontro. Quando voltou teve uma ideia brilhante:
—Só tem mais uma coisa que eu tenho certeza que você vai estar preparada caso aconteça.
—O quê?
—Isso! – A morena jogou a água na azulada.
—Você tá maluca? – De instantâneo ela se levantou do sofá.
—E se isso acontecer? O que você faria? Vocês podem estar andando na praia a noite sem banheiro pra você se trancar por perto! Só tem mais dois segundos.
—Eu preciso de uma toalha! — Em questões de segundos a azulada foi pro chão, suas pernas foram transformadas em cauda, o tempo havia acabado.
—E assim Luka Coffaine descobre que no lugar de pernas você tem uma calda!
—Engraçadinha! E se eu for com uma mochila? Posso deixar uma toalha e uma roupa reserva guardadas, pra caso algo aconteça.
—Boa ideia! Vou pegar uma toalha, me espera!
—Para onde eu iria? Eu não consigo andar!
A Cesáire saiu do cômodo para pegar as toalhas. E Marinette continuou no lugar, sem que pudesse fazer algo a respeito, quando de repente, a porta de entrada se abriu:
—Alya, você deixou sua chave reserva na minha bolsa sem querer e eu vim.... Ah meu Deus! – Grita o moreno.
—Ahhh! – Marinette acomponhou-o no grito.
—Que gritaria é, ah! – E a Cesáire também gritou de susto.
A única palavra que poderia resumir o momento era: Caos!
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