Notas iniciais
Bom, queria me desculpar com vocês por que eu falei que iria postar no sábado ou domingo passado, porém uma "merda" aconteceu, estava quase terminando o texto no sábado e fui para uma festa e eu estou escrevendo no bloco de notas do meu cel e postando aqui, pq meu not esta no conserto, ai já viu ne fiquei triloca e meu cel ficou passando de mão em mão para os outros tirarem fotos, ai um "filho de deus" que não sei quem foi ou se fui eu mesma muito louca apagou o texto todo, na verdade até os outros cap anterior que salvei como rascunho, fiquei muito irritada e desanimei para escrever tudo novamente, hoje escrevi tudo de uma vez e esta ai, não sei se está bom, mas não ia deixar vocês sem o prox cap apesar da demora. Espero que curtem e me desculpe se tiver erro de português, aconselho que escutem a música do, "Paulo Moska- pensando em você" , foi nessa música que me deu animo de escrever esse cap.

Callie PDV.

Já era fim de tarde quando voltei para casa depois de um dia exaustivo na academia, não sei se meus alunos estavam hoje sem concentração em aula ou se era eu que estava muito exigente a ponto de explodir, nunca fui assim, mas meus pensamentos estavam todos alterados, eu estava completamente atordoada.

Suspirei lembrando o por que da minha inquietação e irritamento, aquela noite, naquela lugar dias atrás, me joguei na minha cama encarando o teto como se ele fosse me dar uma resposta concreta do que tinha acontecido, o porque das coisas ficarem malucas e sem sentidos.

– Por Deus... — suspirei, alto.

Escuto a porta se abrir, num rompante me levanto ficando sentada de imediato encarando o loiro a minha frente, meu olhar se cruza com o dele e dou um meio sorriso levantando e o abraçando.

– Isso tudo é saudades minha gata?

– Talvez...Mark . — volto pra cama e sento encarando meus sapatos.

– Nossa que mau humor, que bicho te mordeu? . — Mark senta ao meu lado e segura minhas mãos.

– Um bicho loiro. — falo baixo, pra mim mesma.

– O que? .- Mark me encara, eu não respondo nada e ele continua. — Bom, acho que eu deveria estar de mau humor, por que meu dia foi bem pior você nem imagina.

– Diz então...

– Uma mulher é mais perigosa que uma pistola carregada, minha amiga.

– Como? . — gargalho. — Só você mesmo pra me fazer rir, mas por que diz isso? Cansou de dar uma de Don Juan?

– Você ri de mim enquanto estou falado sério Callie, ora...se você soubesse o que eu passei.

– Então me diga para eu entender, por que mulher é tão perigosa?

– Eu sai com uma garota ontem, ai sabe...a gente acabou bebendo e indo para um lugar mais reservado, ai rolou.

– Rolou o que? Mark você nunca fez rodeio pra contar as coisas, você não tem vergonha e agora esta assim, o que houve?

– Callie, a gente transou foi muito bom...ela era quente. — Mark, suspirou. — Mas ela me roubou.

– O que?

– Sim, ela me roubou aquela cretina...transou comigo e foi embora levando minha carteira e deixando um bilhete dizendo que adorou a noite. — segurei o riso.

– Mark...já falei pra você não sair com qualquer uma por aí,você não me escuta quem sabe agora você toma jeito. — soltei o riso preso na garganta.

– Você tem razão. — Mark começou a rir comigo.

– Mas como eu sei que tudo que eu digo entra por um ouvido seu e sai pelo outro, então nem vou comentar mais nada. — deitei na cama, voltando a encarar o teto.

– O que foi Callie? você está muito tensa e não é de hoje, desde que voltou daquela fazenda...aconteceu alguma coisa?

As palavras de Mark me fez viajar para um outro lugar, outro dia e outro momento me fazendo lembrar do que eu queria esquecer, aliás o que eu precisa esquecer e fingir que nada tinha me afetado ou me fazer ter pensamentos tão confusos e lembrar com uma pequena pontada no meu coração que não sabia identificar.

++

Flashback on.

– Shhh... — Arizona colocou seu dedo indicador em meus lábios. — Não diga nada, Calliope... . — disse, sussurrando.

Senti um leve arrepio percorrer meu corpo ao escutar aquela voz sussurrando e tão próxima de mim, meus pelos se eriçaram com os toques sutis de Arizona, de olhos fechados conseguia sentir a respiração pesada de Arizona cada vez mais perto e meus lábios estavam entreabertos, meu coração disparava no peito.

Eu queria sair daquela posição, mas algo me prendia ali eu não conseguia me mover, e Arizona chegava cada vez mais perto até eu sentir seus lábios macios se chocarem contra os meus, suas mãos subiram até a minha nuca e eu soltei um gemido baixo de prazer, Arizona passou a língua no contorno dos meus lábios e antes que eu cedesse a passagem de sua língua a razão tomou conta de mim e voltei a realidade.

– Chega. — empurrei Arizona, e vi seus olhos assustados.

– Calliope eu...

– Não me chama de Calliope. — fiquei de pé e de costas para ela.

– Callie...me desculpa. — Arizona coloca a mão em meu ombro, e eu me viro.

– Nunca mais me toque desse jeito Arizona...nunca mais!. — vou até a cama e pego meu travesseiro, saio do quarto e vou em direção ao meu, abro e tranco a porta e me jogo na cama.

Seguro o travesseiro contra meu peito e uma lágrima desce no meu rosto, passo minha mão em meus lábios e sorrio, começo a balançar a cabeça em forma de negação.

– Não...eu não posso ter gostado disso. — falo, baixo pra mim mesma e logo em seguida pego no sono nessa mesma posição.

Após tomarmos café em completo silêncio e trocarmos apenas algumas palavras que eram necessárias, pegamos a estrada de volta pra casa.

Arizona ficou olhando a paisagem com a cabeça encostada no vidro enquanto eu dirigia, olhei de canto para ela e vi algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto, isso me deu um nó no estômago, coloquei a minha atenção na estrada a minha frente até chegarmos em sua mansão, antes dela descer ela me olhou e quebrou o silêncio.

– Olha Callie, me desculpe pelo que aconteceu .- ela abaixou a cabeça. — Acho que foi carência...

– Carência? — falei, irritada. — Olha Arizona, apenas esqueça, somos cunhadas e o que aconteceu não pode se repetir, e se me der licença eu preciso ir. — Arizona pegou suas coisas e foi caminhando rumo a porta, e eu sai com o carro cantando pneu.

"Quem ela pensa que é?quase me beija e fala que foi carência?agora eu sou a cura da carência dos outros?"– pensava, dirigindo e batendo a mão no volante de raiva.

Flashback off.

++

– Callie...Callie? — Mark, me despertou dos meus devaneios.

– Desculpa Mark, o que você perguntou mesmo?

– Você esta muito aérea, aconteceu alguma coisa? Não te reconheço.

– Apenas estou tensa por que na próxima semana começa os ensaios pro musical, apenas isso. — menti.

– Sei...preciso ir. — disse, levantando e indo em direção a porta.

– Aparece No Limits mais tarde, vou estar lá e Tim quer apresentar ele à irmã. — digo, revirando os olhos.

– Agora que eu vou mesmo, quero conhecer essa tal de Arizona, vai que eu dou sorte. — olho pro Mark, fuzilando ele com o olhar.

– Tchau Mark, vá logo. — ele não me responde e sai me deixando sozinha com meus pensamentos.

Já que eu teria que enfrentar a presença da Arizona, eu não iria me dar o desfrute de ficar com ela sozinha em nenhum momento, pego meu celular e começo a mandar mensagem para Addison à convidando, senti um aperto no peito por estar mentindo para o meu namorado, a única razão que eu queria mais pessoas era pra não estar sozinha com a irmã dele.

Desci até a cozinha e encontrei a minha irmã, convidei a mesma para ir junto mas ela disse que não poderia, comecei a organizar meus pensamentos e subi até meu quarto para me arrumar.

Algumas horas depois já estava pronta, com meu vestido verde musgo em um decote simples, não queria chamar atenção em nenhum momento, e já estava irritada pelo simples fato que Tim queria que eu passasse em sua casa já que ainda estava com um de seus carros, "como se ele não tivesse outros" – pensei. Não queria encontrar Arizona antes do bar, provavelmente eu teria que ficar na companhia somente dos dois até lá, e não tinha como insistir mais para que eu fosse direto se não Tim ficaria desconfiado.

Entrei no carro, respirei fundo diversas vezes e fui dirigindo para a mansão sem pressa, quando adentrei a porta principal senti meu coração gelar com aquela cena que comecei a presenciar bem diante dos meus olhos.

– Vamos maninha, quero ver se você ainda sabe duelar. — Tim, joga um sabre para Arizona, ela pega e fica em posição para começar o duelo.

– Você fala demais,Tim. — Arizona, levanta seu sabre e corta o ar desafiando.

– Eu nunca perdi pra você Ari, e você sabe disso. — Tim, ri com sarcásmo e vai pra frente com seu sabre em mão.

– Mas hoje vai perder...

Até então nenhum dos dois tinha visto a minha presença, eles iam começar a duelar, fiquei apática e sem reação, Nona que estava do meu lado colocou a mão em meu ombro e sussurrou: "Só espero que nenhum dos dois se machuquem, eles sabem duelar mas acidentes acontecem", aquelas palavras ficou martelando na minha cabeça e eu não conseguia abrir a boca para pronunciar nenhuma palavra.

Os dois começaram a esgrimir no meio do salão, o duelo estava equilibrado até então, as duas espadas de sabre se chocavam, mas Arizona foi pra cima de Tim com ataques mais precisos e com um semblante completamente raivoso parecendo que queria ferir, enquanto Tim se defendia dos ataques com um semblante mais calmo.

– Nossa maninha, isso tudo é pra me ferir? — Tim, deu um passo pra trás com seu sabre em posição de defesa.

– Quem sabe... — Arizona ri, e vai pra cima de Tim.

Os dois duelavam sem parar, Arizona mais atacava do que se defendia, eles começaram a subir as escadas duelando, até Tim cair em um degrau se defendendo de Arizona que estava com a ponta da espada sobre seu peito, meu coração parou e eu fiquei estática respirando com dificuldade. Tim me viu e abriu um sorriso.

– Callie, meu amor. — Arizona escutou as palavras e virou pra trás me fitando.

Os dois estavam arrumados, Tim em seu terno impecável e Arizona com um vestido azul celeste solto completamente elegante, e eu ainda me perguntava como eles ficaram duelando naqueles trajes sem proteção alguma. Arizona largou o sabre na escada e segurou a mão de Tim ajudando ele a se levantar, Tim desceu o restante das escadas e veio em minha direção me abraçando apertado e selando meus lábios.

– Faz tempo que está aqui amor? — Tim, sorri passando a mão em meu rosto.

– Só o suficiente para ver vocês dois quase se matando sem proteção alguma. — fecho o cenho. — Estão malucos?

– Somos habilidosos Callie. — Arizona diz, descendo as escadas. — Tudo bem?

– Estou muito bem, Arizona. — respondo, seca . — E você?

– Estou ótima! . — Arizona diz em tom de ironia. — Acho que podemos ir, chamei Teddy e Alex e provavelmente eles já devem estar à minha espera. — Arizona, sorri forçado.

Ou o meu namorado é muito desligado ou ele fingiu que entre eu e Arizona não estava em um clima totalmente estranho, eu sei que estava sendo completamente infantil mas o que eu poderia fazer se aquela era a minha arma de defesa, deixar Arizona na dela e eu na minha, o trajeto até o bar foi tranquilo Tim falava mais que nós duas e eu respondia algumas perguntas para meu namorado não desconfiar, Arizona falava apenas com Tim, mas respondia algumas coisas quando o mesmo me colocava na mesma conversa.

Entramos No Limits e avistamos alguns amigos sentados próximo a piscina aquecida e o bar do local, Alex e Teddy já foram puxando Arizona para sentar perto deles, eles cumprimentaram Tim e eu, no meu lado esquerdo estava Tim e no direto Addison, mas o que não ajudava em nada era que a Arizona estava em minha frente.

– Callie, por que você não disse que Alex viria? — Addison, murmurou no meu ouvido.

– Eu não sabia, Addi . — olho pra ruiva, e ela me fuzila com os olhos. — E além do mais ele é amigo de Arizona, que é irmã do meu namorado que também conhece ele, que freqüenta as festas naquela casa e...

– Tá, calada eu já entendi. — Addison pega seu copo e vira seu drink em um gole generoso. — O que a gente teve já passou, mas ele insiste...ele fica me olhando de um jeito que parece que vai me despir. — Addison, dá uma leve risada e balança a cabeça.

– Ninguém mandou você aceitar as investidas dele, eu te avisei. — Addison me olha, e sorri com desdém.

– Agora está querendo fazer o papel de boa samaritana? — ignoro Addison, olho pra frente e meu olhar se cruza com o de Arizona que estava sorrindo.

"Aquele sorriso de covinhas lindo" – pensei comigo, e suspirei alto.

– Callie? — Tim diz, eu me viro para encara-lo, ele coloca as mãos sobre as minhas e beija meus lábios, dou um leve sorriso e desvio o olhar, e novamente cruza com o de Arizona, que parece estar incomodada pela cena que viu. — Quer um mojito? — eu afirmo em sinal de positivo com a cabeça.

Eu comecei a conversar com Addison e Tim, rindo sobre os comentários em determinado assunto, mesmo que não estivesse tão engraçado mas eu estava rindo, talvez para provocar Arizona e deixá-la ver que a sua presença era indiferente, depois que Tim pediu as nossas bebidas eu virava o líquido cada vez mais rápido e já estava um pouco tonta, Mark chegou ao local cumprimentando todos e ficou ao lado de Addison conversando somente entre os dois, aproveitei a oportunidade e fiquei abraçando Tim, enquanto eu desviava meus olhos para ver o que Arizona fazia e vi seus olhos mais escuros com raiva, porém tentando acompanhar seus amigos na conversa.

– Então, o que achou maninha? . — Tim, pergunta desviando sua atenção para Arizona.

– Posso dizer que tem bom gosto, e adorei a piscina, quem sabe um dia eu encaro ela. — Arizona diz virando seu whisky goela abaixo.

– Desse jeito, acho que você vai usá-la hoje. — Alex diz, e todos riem menos eu que continuo fingindo não estar participando da conversa.

– Arizona, acho que você está bebendo demais...daqui a pouco vou ter que te levar carregada para casa. — Teddy diz tomando o copo da mão de Arizona.

– Até parece Teddy, você sabe que ainda não cheguei nesse ponto. — Arizona toma o copo da mão de Teddy e bebe um gole do líquido. — Mas seria uma delicia você me carregar, me dar banho e me por pra dormir. — Arizona pisca para Teddy, e todos riem e eu fecho o cenho.

"Arizona e Teddy?...Que se danem as duas.– pensei. — Eu to com ciúmes? Não pode ser, sai pensamento, xó!"

– Engraçadinha você, Arizona. — Teddy diz, e passa a mão no rosto de Arizona. — Você sabe que não é minha praia, querida.

– Mas pode ser... — Arizona provoca fazendo todos rirem e eu abaixo meus olhos fitando o copo.

– E eu que pensei que poderia ter alguma chance com você, Arizona. — Mark, entra na conversa.

– Só se minha visão estiver comprometida e você for uma mulher e eu não vi. — Arizona diz, olhando para Mark. — Mas quem sabe podemos sair por ai, procurando algumas mulheres interessantes juntos não é? — sinto minhas bochechas queimarem de raiva, Arizona me olha rapidamente e percebendo minha irritação e continua. — O que acha Mark?

– Ótima ideia, já que não rola nada entre nós...podemos nos juntar com certeza. — Mark, sorri.

– Nossa, maninha não sabia que você estava assim. — Tim,diz.

– As coisas podem mudar, Tim. — Arizona diz, e seu olhar cruza com o meu.

– Quero entrar nessa também!. — Alex diz. — Podemos começar agora, tem mulheres interessantes por aqui.

– Com licença, preciso ir no toalete. — digo, irritada me levantando pegando minha bolsa e indo em direção ao banheiro.

Entro no banheiro e apoio as minhas mãos na pia, uma lágrima desce em meu rosto, o que estava acontecendo comigo? eu estava com ciúmes de Arizona e para completar meu melhor amigo planejando sair com ela nas noitadas para "pegar" mulheres por aí, eu achava que estava no controle daquela situação e estava completamente enganada. Arizona conseguiu se sair melhor que eu, me desconcertou e me deixou com ciúmes e percebeu a minha irritação, e com certeza ia usar isso ao seu favor, eu tinha que me recompor.

Tirei minha maquiagem da bolsa e passei, coloquei um sorriso em meu rosto e sai do toalete.

"Se ela quer guerra, guerra ela vai ter!" – pensei, caminhando até a mesa.

Me sentei com um semblante totalmente harmonioso, coloquei minhas mãos sobre as de Tim e entrelacei, fiquei sorrindo com a conversa que se estendia fingindo não me abalar e estar indiferente, Arizona percebendo a minha mudança acabou com aquela conversa de conquista dela e dos rapazes com outras mulheres, ela se levantou dizendo que precisava ir embora.

– Calma, Ari. — Tim diz, olhando para a loira. — Eu queria estender mais essa noite, o que acha de todos nós irmos para a mansão e beber mais um pouco?

– O que?! — digo, lançando um olhar furioso para Tim. — Amor, todos nós estamos cansados, também tenho que trabalhar amanhã.

– Ah...Callie, para! Também tenho que trabalhar amanhã e não estou cansada . — Addison diz, levantando e pegando sua bolsa. — Eu aceito, vamos!

Todos os demais aceitaram a proposta de Tim, e eu meio contrariada acabei cedendo os apelos do meu namorado, todos fomos à caminho da mansão. Mark veio conosco e ficou conversando animadamente com Arizona enquanto Tim colocava sua mão em minha coxa e sorria prestando atenção na direção até chegarmos a mansão, os demais chegaram logo após.

Fomos para a área externa, sentamos perto da piscina já que a noite estava agradável e calorenta, Tim pediu aos empregados garrafas de champanhe e whisky, e logo todos nós já estávamos bebendo e rindo sem parar, Alex e Mark se arriscaram a cair na piscina, Teddy e Arizona gargalhavam junto comigo, Tim e Addison, por um momento esqueci da raiva, confusão de sentimentos, ciúmes, e sei lá mais o que sobre a loira que ainda não sei identificar.

– Ei...o que acham da gente brincar de verdade ou desafio? — Alex diz, e nossos olhares se voltam para o rapaz.

– Você não acha que já passamos da época de brincar com esse tipo de coisa? — digo, rindo.

– Pode ser interessante. — Mark diz, apoiando na borda da piscina e olhando para nós.

– Vamos? — Addison, se pronuncia.

Todos acabaram topando a brincadeira e algo me dizia que isso não ia ser bom, logo na primeira rodada da garrafa Mark desafiou Teddy a pular na piscina apenas de lingerie, logo após girar a garrafa novamente eu escolhi verdade que foi perguntada por Alex: "Você já transou em lugares inusitados?" a pergunta foi essa e minha resposta foi: "Sim, já!"e continuei bebendo meio constrangida, descobri que Arizona já tinha saído com a filha de uma empregada, Tim foi desafiado a dar um selo no Alex, cena que fez todos caírem em uma gargalhada sem fim. Teddy beijou o Mark que tivemos que mandar os dois pararem se não iam ficar sugando um ao outro até sabe lá que horas.

– Sua vez Callie. — Teddy diz, logo após a garrafa girar e parar em mim. — Agora não vale pedir verdade, você sabe né?

– Ok! Então só sobrou desafio. — digo, meio inquieta.

– Exatamente... — Teddy, põe a mão no queixo e parece pensar por alguns instantes e fica olhando de um para o outro. — Desafio você beijar a Arizona. — diz em tom calmo

– O que?!, Não! Isso não vale. — digo, exaltada e meu coração começa a disparar no peito, sinto minhas mãos trêmulas. — Tim? — olho pro meu namorado e digo em tom de súplica.

– Pode beijar a minha irmã, não tenho problema com isso e eu estou vendo! Só uma brincadeira não é mesmo? — Tim, ri e me deixa desconcertada pelas suas palavras, olho na direção de Arizona e ela estava com a cabeça baixa.

– Vamos, andem logo! — Teddy, diz.

– Isso vai ser quente...duas mulheres gostosas se beijando. — Mark diz rindo, e eu o repreendo com meu olhar.

Olho na direção de Arizona, ela se levanta e vem em minha direção pega minha mão me fazendo levantar, ela sussurra no meu ouvido: "Vamos dar o que eles querem, e a gente acaba com isso logo, não fica tensa,ok?!" Eu apenas afirmo com a cabeça em sinal de positivo, aonde eu estava com a cabeça quando aceitei entrar nessa? e Tim achando que era apenas uma brincadeira e eu sabia que não era apenas isso, deveria ter ido pela minha intuição que isso não ia ser nada bom.

Uma mão de Arizona abraça a minha face até descer a minha nuca e a outra segura em minha cintura puxando meu corpo para perto do dela, meus lábios ficam entreabertos com meu coração batendo descompassado e minha respiração fica mais ofegante só por esse simples toque, coloco uma de minhas mãos em seu braço, ela cola sua testa na minha e começa a aproximar seus lábios dos meus quando nossos lábios se chocam eu fecho meus olhos, Arizona passa a língua pedindo passagem, e eu aceito, nossas línguas se encontram e o beijo fica num ritmo calmo, eu cada vez fico mais intima da sua boca, Arizona mordisca levemente meu lábio superior selando, abro meus olhos e vejo aqueles olhos cerúleos me fitando. Fico hipnotizada por alguns instantes e Arizona vira de costas para mim e sai em direção ao lugar que estava sentada, bebe sua bebida e começa a rir dos comentários que fizeram sobre tal cena.

– Acho que não foi tão ruim não é? — Tim, me abraça e ri.

– É... — a única palavra que consegue sair da minha boca. — Eu preciso ir no banheiro, já volto. — saio em disparada até o banheiro na parte externa.

Ao fechar a porta, coloco a minha mão em meus lábios e solto um sorriso bobo, não sei quanto tempo aquilo durou, aquele beijo, mas foi o suficiente para me deixar toda desconcertada e seria mentira se eu falasse que eu não gostei, porém sabia que aquilo não poderia se repetir.

Tento organizar meus pensamentos, e aquilo foi o suficiente para que eu começasse a ficar sóbria, parece que o álcool estava saindo do meu corpo depois daquele beijo, abro a porta e dou de cara com aquela olhos que não conseguia esquecer e minha mão vai direto ao peito com o susto e com aquela loira me olhando de maneira tão provocante.

– Calliope... — diz, me olhando profundamente.

– Arizona... — digo, retribuindo seu olhar.

Notas finais
Bom pessoas é isso, deixem suas opiniões e pretendo tentar não demorar para o próximo. E pra quem não sabe o que é mojito: é uma bebida com rum, limão e hortelã. :p