Sera colocava a mão na testa enquanto olhava para o chão, ela sentia bem, porem ao mesmo tempo não sentia que estava bem, já havia olhado num espelho a mancha que ocupava quase metade do lado esquerdo do seu rosto deixava ela preocupada, e a mancha descia até seu ombro e ocupava metade das costa, ela tentava lembrar da luta na caverna, mas quando chega na parte do acontecimento tudo ficava confuso e a sua cabeça doía, ela tinha sentido que os deuses tinha respondido seu pedido e estava grata, mas oque realmente tinha acontecido, ela tinha recebido poder? Ou algum deus possuiu o seu corpo? Ela não sabia que ela tinha força suficiente para aguentar uma possessão de um deus, talvez tenha para se manter por alguns segundos como havia acontecido, lembrava do vampiro a sua frente, ele era um vampiro real, suas roupas eram formais de mais para ser um vampiro comum, para ter alto nível de etiqueta, oque causava risada em Sera, saber que vampiros reais são tão frescos para roupas, porem sua aparência a incomodava, pois ela nunca tinha visto na região, suas roupas se assemelhavam a de um rei mesmo, tinha cor verde com detalhes vermelhas, seu cabelo era bagunçado um pouco, até tinha uma atitude informal para um vampiro real

Sera estava balançando a cabeça como quisesse esquecer um pouco esses pensamentos, todos estavam reunidos na sala, Claud estava a o lado da porta, Anna estava no lado Sera, sentada próxima a Sera se encontrava Laela que encarava cada movimento de Sera, Vrax e Talia estava encostado na parede enquanto observava Sera. Anna colocava a mão no rosto de Sera analisando os detalhes do rosto de Sera procurando algum tipo de anomalia ou alguma coisa estranha.

—Como se sente? – Laela cruzava os braços perguntou com calma.
—Bem, eu acho- Sera começou a olhar para todos na sala.
—Tem certeza? – Laela apoio os cotovelos no joelho se inclinando para frente- Você não morre mesmo em, me passa o segredo da imortalidade
—Seja incrível igual a mim talvez consiga- Então as duas soltaram enormes gargalhadas, o resto do pessoal ria um pouco, a situação estava preocupante de mais para permiti risadas, mas ela conseguia fazer o ambiente ficar menos tenso.
—Eu mandei os médicos e magos te analisarem e não conseguiram dizer oque exatamente esta acontecendo com você, da pra dizer que isso ai até uma queimadura e você esta complemente bem- Laela ficou bem mais seria e cruzou as mão colocando ela na boca- Oque eu não acredito, Vampiro real, possessão de deus e você sair ilesa depois de tudo isso, muito difícil até para você.
—Concordo, até andei pesquisando em algum livro de maldição ou coisa do tipo, e não tem nada parecido com a descrição que Anna forneceu, de esfera vermelha entrando no usuário e causando essa enorme mancha e agora você dizer que não sente nada apenas diminuiu as opções- Claud fez um comentário.
—Não sei dizer também oque pode ter acontecido, de todas minhas aventuras e historias que presenciei nada disso aconteceu, talvez estejamos presenciando nascimento de uma poderosa magia, maldição ou seja lá o que for isso- Sera levantou a cabeça e arrumou sua postura, com um sorriso disse- Chega a ser emocionante não acham?
—So você para sorrir numa situação assim- Anna abraçou Sera bem forte.
—Sorrisos salvam mundos se usados certo- Sera dizia enquanto devolvia o abraço de Anna.
—Bom, acho que não temos muito oque fazer hoje- Laela comenta se levantando – Antes de você acorda eu conversei com Claud quais opções temos para fazer agora
—Podemos resolver isso depois, vamos deixar ela descansar, também temos que tratar da doença da Talia- Talia parecia um pouco melhor, mas ainda tinha que se apoiar em Vrax.
—Minha...- Talia caminhou até Sera- Minha... Minha senhora, é uma honra!
—Talia...- Sera olhou para o estado de Talia e sentiu uma dor em seu peito, Talia era preciosa para ela, e ver ela sofrendo assim deixava ela triste – Descanse, você merece.

Todos começaram a sair do local, inclusive Sera que estava sendo acompanhada por Anna, que seguia ela em silencio até comentar sobre suas filhas, os olhos de Sera demonstraram um brilho quase ofuscante, logo em seguida monstro um sorriso como sempre fazia, Anna sabia que ela sempre iria sorrir, porem sempre ficava surpresa quando mostrava um. As duas foram até o quarto em que Lucia e Sofie estavam, Sera ao entrar viu as duas estavam sentadas na cama conversando descontraidamente, até notar a sua presença e saírem correndo em direção a ela, como sempre Sera se ajoelhava antes e recebia o abraço das duas, Lucia pulava em todo mundo abraçava, porém Sera era a única que Sofie fazia isso junto com Lucia.

—Mamãeeee, estava com saudades- Lucia dizia enquanto apertava mais a Sera
—Eu também estava com saudades de vocês duas- Sera apertava ela mais ainda, e uma pequena lagrima escorreu pelo seu rosto.
—Mãe, oque é isso no seu rosto- Sofie passava sua mão pelo rosto dela.
—Isso ai é sujeira, mamãe você tem que se lavar, lembro de você brigar para a gente tomar banho- Lucia dizia tudo isso com um ar de superioridade
—Mas isso é injusto, eu sou a mais velha aqui- Sera respondeu rindo
—Não sem desculpa, assim você não vai merecer escutar nossa história- Lucia cruzou os braço e virou o rosto.
—Mas olha só em, parece que eu estou em desvantagem aqui então, então se eu contar uma historia vocês me contam a de vocês?- Sera tocou a cabeça das duas.
—Talvez- Lucia tentava manter sua postura de adulta, mas não conseguia se segurar, pois Sofie estava rindo de tudo aquilo, até que Lucia solto uma risada- Poxa Sofie assim você não ajuda
—É que você não convence ninguém Lu- Sofie fazia não com os dedos.
—Vamos lá, sentem que eu irei contar uma historia para vocês- Sera sentou na cama, enquanto as duas corriam e sentavam no chão, Anna que estava atrás de Sera observando tudo pegou uma cadeira e sentou próximo a elas.
—Essa história é porque me chama de “Lamina Negra”.

Uma guerreira que empunhava uma longa katana de duas mãos onde sua lamina era negra como a noite, ninguém sabia onde ela tinha achado tal artefato, mas eu sei dizer onde, estava na posse de uma jovem criança que tinha achado numa sala escura dentro do castelo do jarl, a criança escutava vozes que mandavam ela usar a katana e matar todos a sua volta, por sorte eu achei ele antes que fizesse alguma bobagem, e peguei a katana dele, no início eu também escutava vozes que diziam para eu matar, até eu usar a katana em alguns malfeitores, onde a espada não se sujava de sangue, o sangue na lamina percorria toda espada indo em direção ao meus corpo curando minhas feridas, me assustei com aquela espada, nunca havia visto nada igual aquilo, as vozes então tentaram me enlouquecer, então levei ela em santuário, mas não de um deus convencional, e sim da deusa da Mentira, e lá descobri que a espada tinha sido forjada por ela, as vozes só iriam parar se ela matasse alguém que sorrisse para ela, mesmo longe da espada a vozes iriam continuar essa era a maldição dela.

Eu não me deixei me abalar por isso coloquei um sorriso no rosto e continuei as minhas aventuras apenas ignorei as vozes em minha cabeça, tudo aquilo podia ser ignorado, porem um dia a pedido do rei, o campeão da cidade tinha traído o reino e roubado a coroa e fugido, aceitei a missão do rei com prazer e fui atrás do Campeão. Por sorte ele não tinha ido longe, porem ele tinha subido uma montanha perto do reino e escalar aquilo não era fácil, chegando onde o campeão estava, descobri que ele tinha se cansado da vida de lutador da cidade defensor e quando tentou se aposentar o pedido foi negado pelo rei pela sua importância, ele roubou a coroa e iria vender pegar o dinheiro e sumir do reino, porem o contato dele do submundo tinha encanado ele e o denunciou para o rei e em troca recebeu uma quantidade de dinheiro enorme e ele ficou como procurado no reino inteiro. Eu não podia fazer muito por ele, ofereci dinheiro para ele e disse que mentiria para o rei sobre a situação dele, porem ele nega dizendo que tinha que assumir seu pecado e pediu para que eu fornecesse uma última luta a ele.

—Você foi enviada pelo deus da justiça para me punir, se eu derrotar uma guerreira como você eu estarei perdoado, mas se você me derrotar eu estaria cumprindo minha pena, peço para que me mate se me derrotar, prefiro morrer em uma luta com você, do que de joelhos sobre o carcereiro.
—Então iremos lutar até a morte, não irei lutar para matar sem risco de morrer, assim sua pena vai ser completamente cumprida.