Entre a espada e o sangue
17 Declaração de Guerra
O vampiro jogou Sera para trás, fazendo a derrapar, o vampiro estava rindo balançando sua espada espiritual, Sera se mantinha séria encarando o vampiro. Ela correu para cima dela atacando de cima para baixo, o vampiro rapidamente levantou a espada e defendeu, porem a força do golpe fez ele recuar, Sera logo já estava atacando novamente só que agora atacou em diagonal de baixo para cima. Vampiro defendeu no ultimo instante, como da outra vez o ataque tinha sido poderoso fazendo o vampiro girar, mas isso era apenas uma exibição do vampiro usando para provocar ela.
Anna encima da mesa começou a se concentrar e seu corpo estava envolto por eletricidade seus olhos iam se iluminando numa cor azul, entretanto parou quando Sera levantou a mão para ela sinalizando para que não continuasse, depois viu o seu olhar, Sera queria lidar com aquilo sozinha.
O vampiro ria de forma sádica, sua gargalhada ecoava pelo local, sua rizada saia de forma arranhada e vibrante, Sera se matinha séria, ignorando-o. No meio da sua risada o vampiro inclinava o corpo para trás dizendo coisa estranhas em um instante ele voltou a sua postura normal disparando um bola de fogo em Sera, apenas moveu o corpo para o lado esquivando. Quando a bola de fogo atingiu a parede logo atrás causou uma enorme explosão, seus cabelos voaram para frente, mas seu corpo se manteve estático. O vampiro agora que tinha partido para cima dela, desferindo diversos golpes nela, ela desviava e defendia com sua lâmina negra. Em um do seu golpe Sera defendeu o ataque.
A espada espiritual bateu na lâmina negra de Sera, o impacto fez sua espada sair da sua mão, Sera se inclinou para frente dando uma ombrada em seu peito, o vampiro cambaleou logo em seguida sentiu a sua barriga ser perfurada, o seu sangue era sugado pela espada sentindo uma ardência, abrindo os olhos percebeu que a Sera estava bem próxima.
—Seu nome vampiro- Sera olhava no fundo dos olhos dele
—Lucius minha dama, linda, não tão linda – Lucius passou a mão pelo rosto dela e gritou- Perfeita!
Com um empurrão Lucius jogou Sera na parede e a espada foi junto ela, libertando-o, que colocou uma mão na ferida e saiu correndo. Sasha tentou correr atrás dele, a velocidade dos dois eram realmente incríveis, em um instante sumiram dentro do corredor. Anna foi até onde Sera que estava no chão, ajudando-a a levantar.
—Você está bem?
—Estou bem- Sera usou a espada para se levantar- A lamina negra está mais inconstante
—Não concordo em você usar ela- Anna segurava o ombro dela, apertando para ver se ela reagia a dor- Devemos selar ela novamente
—Não, temos que usa-la- Sera começou ir em direção ao corredor- Seu poder é necessário
—Ele fugiu- Sasha apareceu no corredor antes que Sera entrasse nele- Para um vampiro ele era muito rápido.
—Alguns são mais rápidos, outros mais rápido varia de cada um.
Então as três saíram da ruina, tinha passado algumas horas o sol estava se pondo, o rastro de sangue que estava no corredor misteriosamente acabava logo ao lado da estátua.
—Qual próximo passo – Anna perguntou para Sera
—Iremos retornar para a universidade, depois voltaremos a guilda preparar algum ataque- Sera falava de forma séria- Sasha você vai se juntar com a gente?
—Gostaria, mas devo reportar isso para minha rainha, mas no futuro quiserem ajuda eu ofereço com pagamento por deixa vocês na mão
—Tudo bem, próximo pedido vai ser para tomar algo juntas- Sera virou para ela e sorriu
—Eu aceito- Sasha demonstrou um pequeno sorriso- Então eu já vou indo
—Até mais- Sera dizia porém Sasha começou a correr em uma velocidade extrema- Cuidado no caminho
—Vampiros foram gentis o suficiente a ponto de deixar nossos cavalos- Sera ria
A universidade ficava um pouco longe da ruina levando algumas horas de viagem, elas tiveram que viajar durante a noite, não cogitaram em acampar a situação cada passo ficava mais tensa, agora elas tinham ideia do que estavam acontecendo.
Se aproximando da universidade, já estava no meio da noite podiam ver fumaças saindo da universidade, as luzes estavam acesas em apenas algumas janelas, as duas se entre olharam e correram para dentro da universidade. Entrando no local puderam ver que alguns alunos carregavam corpos de vampiros enfileirando-os perto uma carroça. Andando mais tinha alguns alunos sentados no chão descansando do trabalho de levar os corpos, porem esses estavam chorando, logo a suas costas tinha corpos de outros alunos.
Entraram dentro da construção principal, encontraram Azura conversando com Archmage, ao fundo podia se ver dois professores carregando uma maca indo direção aos dormitórios. Sera aproximou correndo de Azura.
—Oque aconteceu aqui?
—Fomos atacados por uma vampira real chamada Rosalyn- Azura dizia isso com tom de tristeza- Estamos calculando os danos ainda, as edificações não foram afetadas porem os alunos e professores que sofreram mais.
—Houveram muitas baixas? – Sera olhava ao arredor, via-se alguns alunos sentados no chão com cara deprimidas, todos estavam enfaixados e curativos pelo corpo
—Mais do que esperávamos.
—E minhas filhas? – Sera olhou para Azura com um olhar sério, fazendo Azura desviar o olhar – Onde estão?
—Suas filhas estão no quarto junto a Frey- Azura ficou em silencio por um tempo- Frey não está em um estado muito bom, ela enfrentou a própria Rosalyn sozinha
Sera nem terminou de escutar oque Azura tinha para falar, foi ouvir que sua filha estava ferida que saiu correndo. Enquanto corria pelos corredores ela percebia que estavam pouco vazios, os raros alunos que passavam mancavam e alguns usavam muletas para andar, porem todos olhavam para ela com cara surpresa, sua fama na universidade ainda era grande.
Chegando no quarto Sera abriu a porta com força, fazendo bater na parede, ela escutou alguns pequenos gritos vindo de dentro. Entrou assustada dentro do quarto, viu Sofie sentada numa cadeira que estava nos pés da cama, enquanto Lucia sentava ao lado da cama, onde se encontrava Frey deitada, não parecia que estava muito machucada porem seus braços estavam completamente em faixados e estava um pouco pálida. Sera correu até Frey abraçando-a, Sofie e Lucia correram para ficar ao lado de Sera que estava chorando, Frey abriu os olhos bem devagar.
—Mãe, vocês está me sufocando- Frey sussurrava
—Vocês está bem? — Sera soltou um pouco Frey que deu um longo suspiro – O que aconteceu minha filha?
—Eu perdi mãe- Lagrimas escorriam pelo rosto – Não consegui ser como você
—Não chore minha filha- Sera limpava o rosto – Você é mais forte que eu quando estava na sua idade.
—Eu tenho que fica mais forte mãe- Frey fazia um esforço para conseguir falar – Tenho que proteger minhas irmãs
—Esta tudo bem agora, eu estou aqui agora- Sera abraçava Frey com um pouco mais de carinho, logo em seguida Lucia e Sofie abraçaram Frey também
—Nos iremos te proteger irmã- Lucia dizia
—Sim, nos iremos- Sofie foi em seguida
—Frey, você usou aquela habilidade? – Sera agora soltava Frey e olhava nos olhos
—Eu usei...
—Mas eu falei para você não usar- Logo que ela terminou a frase recebeu um soco na cabeça – Sabe quanto isso é perigoso! Sem biscoito de chocolate por um mês.
—Mas mãe! – Frey fez uma cara emburrada – Era necessário
—Não quer ouvir – Sera olhava séria para ela – Tentar se matar nunca é necessário!
—Frey esta levando uma bronca Sofi – Lucia dizia para Sofie enquanto as duas riam baixinho.
—Vocês duas! – Sera se levantou e olhou para elas que ficaram com medo do olhar de Sera- Cuidem de Frey.
—Sim- As duas falaram juntas
—Você vai aonde? — Frey perguntava enquanto Sera se dirigia para a porta
—Eu vou acabar com isso.
As duas caminhavam em direção a saída da universidade, Anna estava com sentimento estranho vindo de Sera, ela não estava mais com aquele sorriso gentil ou a aura acolhedora que tinha em sua volta. Sera estava com raiva, nunca tinha sentido tanto em sua vida, podia se dizer que estava virando um ódio, já não gostava de vampiros, agora eles atacaram uma da sua filha, se isso não era uma guerra agora passou a ser.
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