Entre a espada e o sangue
9 A Leoa
A paisagem estava bonita para uma viagem, não havia nem uma nuvem no céu e sol estava forte, a pequena brisa que tinha fazia as folhas das arvores chacoalhar e causando uma atmosfera tranquila e acolhedora, não estavam andando rápido encima do seu cavalo, onde Laela e Vrax estavam montados um em cada lado da carroça, Sera estava como guia da Carroça, Anna estava sentada atrás com Lucia que dormia abraçada em Sofie dormindo
Estava sendo uma viagem muito calma e silenciosa, por algum motivo ninguém conversava, parecia que todos estavam aproveitando o momento de paz e calma que estava tendo, esse tipo de momento era raro para todos ali que estavam sempre em algum tipo de batalha, porem o silencio foi quebrado por Vrax.
—Eu tenho um questionamento- Vrax coçava a cabeça e olhou para Sera- Essas duas são habilidosas a ponto de atacar um vampiro?
—Mas é claro, elas já conheceram o horror da guerra, viram coisas horríveis quando menores, o tempo delas de ficar no canto chorando com medo já passou – Sera mantinha o olhar firme para frente, nem um momento olhou de volta para Vrax ou para qualquer outra pessoa, Laela que tinha se interessado pela conversa observava Sera – Lucia por exemplo.
Sera andava pela cidade da arena, uma cidade pequena porem muito importante para a economia do reino, nela que se fazia o combate entre gladiadores, apostas, torneios, treinos de tudo acontecia naquela cidade, a única coisa de ruim naquela cidade era a neve, nevava quase o dia todo, era raro ver um dia que não havia neve caindo do céu.
Caminhando entre as ruas a procura da loja que tinha combinado de vender alguns espólios de uma das suas aventuras, usando um sobretudo para se proteger da neve ela mantinha uma aparência muito suspeita andando entre todo mundo, até ser parado por uma pequena criatura, uma criança de 5 anos com uma bandeja carregando diversas flores.
—Moça, Moça bonita, quer comprar alguma flor? – A criança sorria para ela.
—Flores? – Sera se questionou – Porque vender flores?
—Me ensinaram que eu tinha que ter dinheiro para comer, ai eu pensei em vender flores, já que são lindas, que não gosta de coisas linda? – A criança continua a sorrir.
—Mas que garotinha sabia – Sera coloca a mão sobre a cabeça da menina – Qual seu nome?
—Eu me chamo Lucia, e você moça bonita?
—Pode me chamar de Sera- Então a menina fez uma cara de surpresa como tivesse reconhecido o nome dela – Eu irei comprar todas as suas flores.
Depois de guarda as flores com cuidado, Sera observava Lucia de longe vendo oque ela faria depois de ter todas as flores compradas, a guria apenas caminhava para calmamente para a saída da cidade, Sera por curiosidade resolveu seguir a garota para ver onde ela iria, talvez arrumar mais flores, arrumar flores nesse tipo de região é algo raro, já que a neve dificultava o nascimento de vegetação.
Então Sera seguiu Lucia por um longo trajeto, estava impressionada com a distancia a garota tinha que percorrer para conseguir flores para vender, com risco de ser atacada por criaturas, depois de muito tempo Lucia chega até uma caverna onde a neve não conseguia entrar.
Lucia caminhava e sentia dor em seus pés, fazer esse trajeto é bem difícil o caminho não era fácil, mas ela tinha que fazer, ela sentia muito medo do escuro da caverna, mas era o único lugar que havia flores, flores para ela era muito importante sempre tinha alguma alma boa que comprava suas lindar flores, como a moça bonita, tenho que arrumar mais flores para alegrar mais pessoas Lucia pensava, caminhando por dentro da caverna, mal podia ver, então ela andava apoiado na parede e quase agachada concentrava toda sua visão no chão com esperança de achar alguma flor, essa não era a única caverna que ela tinha visitado, porem era a que ela menos ia, pois não havia muitas flores nela, mas todas as outras caverna estavam ficando sem flores também.
Com a mão na parede gelada ela acreditava no fundo do coração que iria achar alguma flor ali, porem ouviu passos vindo a sua frente, seu coração gelou e ela começou a ficar com medo, teria que fugir novamente, isso sempre era comum, ela não sabia oque eram aquelas criaturas mas era extremamente magras e fazia barulhos estranhos e atacava tudo sem ao menos falar qualquer coisa. Ela estava certa, era aquelas criaturas estranhas, uma estava vindo a sua frente, quando ela tentou correr foi surpreendida por mais duas que vinha ao seu lado, estava encurralada, eles eram lentos por isso Lucia sempre conseguia fugir deles, a distancia que as criaturas estavam dela era grande porem ela teria que passar no meio deles e eles poderiam pegar ele no processo, Lucia sentou no chão e tentou ficar quieta, talvez eles não tivesse percebido ela, porem ela viu que os passos iam se aproximando dela, estava com medo agora, mas não podia chorar, barulho só ia acelerar o inevitável.
Começou a pensar em algum tipo de plano de fuga porem ela escutou um barulho vindo do fundo da caverna, então uma pequena linha luminosa veio na direção e uma bola de fogo engoliu as duas criaturas, uma explosão enorme tinha acontecido na sua frente com a luz da explosão Lucia pode ver nitidamente a criatura que olhava para Lucia, porem agora olhava para algo que vinha atrás dela, Lucia estava curioso sobre oque era, então viu a moça de sobre tudo preto caminhando lentamente, algumas parte de seu corpo queimava, seus braços tinha chamas pela volta, onde ela caminhava ficava pegadas de fogo, mas ela não se importava com o fogo no seu corpo, Lucia não pensou muito e correu em direção a moça, quando chegou perto dela sua reação foi um grande sorriso e ela estendeu a mão para Lucia, que no inicio ficou um pouco de medo, porem ela pegou a mão da moça.
Sera segurou a mão da menina e puxou ela colocando para tras, a guria segurou em seu sobretudo com força, Sera começa a pensar que bolas de fogo seriam útil contra mortos-vivos, porem o fogo que exalava de seu corpo poderia machucar a menina, então iria usar eletricidade, já tinha estudado na universidade que a eletricidade só fere quem você quer ferir, então se mantivesse a concentração na dezena de mortos-vivos a sua frente, poderia causar dano a todos. Logo as pequenas chamas que estavam pelo seu corpo começaram a sumir, pequenas correntes de eletricidade que vinha dos seus pés e corriam por todo seu corpo apareceram, olhou para a menina para, analisando qual seria sua reação, notou que ela não reclamava ou sentia nada, então julgou que não estava sofrendo com a eletricidade. Se concentrou e duas esferas azuis começavam a aparecer na sua mão, estava ficando maior a cada segundo, as correntes elétricas começaram a ficar mais intensas nos braços e indo até o ombro, estendeu os dois braços apontando para as criaturas que estavam vindo em sua direção, duas rajadas elétricas saíram de suas mãos atingindo todos os mortos-vivos, as criaturas dançavam com a eletricidade forte, causando risadas em Lucia, Sera também não deixava de sorrir quando via tal cena, depois de alguns segundos todas as criaturas caíram no chão.
Então Sera vira para Lucia, que pulou de alegria, logo em seguida pulou em cima de Sera dando um abraço, Sera ficou surpresa com tal ação, porem abraçou ela de volta, então as duas começaram a se dirigir para fora da saída de mãos dadas.
—E foi assim que eu encontrei Lucia – Sera ainda mantinha com olhar firme para frente.
—Assustador, pensar que ela se aventurava em caverna atrás de flores
—A Garota tem coragem e um coração de ferro como uma guerreira, uma pequena leoa- Laela comentava
—E a Sofie? – Vrax perguntou
—Sofie tem uma história diferente e um pouco triste.
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