Entre a espada e o sangue
4 A Guilda
Correndo pela terra molhada pela chuva que tinha passado, o som dos seus pés batendo nas pedras ecoava pelo local, havia poucas arvores, e apenas uma trilha que levava a uma casa de madeira que entrava pra dentro da montanha. Sua respiração ficava mais ofegante, maior parte da sua vida tinha sido uma maga, não estava acostumada a levar tanto peso, agora carregava sua preciosa amiga em seus braços com desespero.
Desde a caverna tinha trazido Sera em seu cavalo, ao se aproxima de seu destino ela não se preocupo em amarrar o cavalo, apenas pegou Sera nos braços e começou a correr. Lagrimas corriam pelo rosto e acabam pingando em Sera, Anna sabia estavam molhando o rosto de Sera, mas não tinha tempo para pedir desculpa, usava todas suas energias para carregar sua amiga, ia se aproximando do local e já podia escutar o barulho de conversa vindo do estabelecimento.
A porta se abriu com força, batendo na parede todos que estavam dentro do local olharam para a porta, não era uma festa ou algo festivo, era uma guilda de guerreiros, as pessoas do local ou estavam descansando ou se preparando para alguma missão, Anna se encontrava de joelhos no centro da porta a força que tinha usado para chutar a porta e manter Sera em suas braços tinha sido o suficiente para fazer ela cair de joelhos. O silencio dominou o lugar por alguns segundos, até uma mulher loira sair do fundo correndo e se aproximar delas duas com desespero.
—Por Azarath, Oque aconteceu com a Sera?
—Socorro..
—Claud- Berrou a mulher loira
—Anna, Oque aconteceu?- A mulher tocou o rosto da Anna- Vai ficar tudo bem.
—Caverna... Vampiros...- Anna estava respirando fundo, e cansada da correria, desde a batalha não tinha descansado.
—Não entendi, mas deixa isso para depois, deixe eu pegar a Sera- A mulher pegou Sera no colo, sua expressão ficou um pouco sombria ao ver a mancha preta que tinha em seu rosto- Claud seu inútil, vem aqui agora!
—Ei não precisa ofender- Um homem alto de cabelos castanho bem curto e cheio de musculo, vestindo uma armadura de couro sai de uma porta no fundo do local- Oque esta acontecendo Laela?
—Pegue a Sera e leve ela para a Sala medica, eu vou ajudar a Anna- Laela se levantou e foi em direção a Claud, estendendo o corpo de Sera para ele, sem entender oque estava acontecendo ele apenas seguiu seu pedido, pegando Sera e desaparecendo no fundo do local.
—Obrigada...-
—Calma Anna- Laela foi até Anna ajudando ela a se levantar- Vamos para os fundos, descanse.
Guerreiros na volta apenas observavam a situação sem reação, porque a lendária Sera estava naquela situação, alguns murmuravam coisas como “é ela...”, “A feita de ferro..”, “porque...?”.
Laela estava sentada de frente para Anna, sua expressão era de preocupação depois de ouvir a historia sobre o ataque, nunca antes tinha ficado tão preocupada com alguma aventura de Sera, sempre retornava ferida ou algo que fizesse as pessoas se preocupar, porém Laela nunca ficava surpresa, já tinha lutado ao lado de Sera sabia que nada daquilo não passava de apenas arranhões em sua perspectiva, mas aquele estado que sua amiga se encontrava, nunca foi visto antes, aquilo sim estava deixando ela com realmente com medo.
—E como ela esta?- Anna estava tomando agua num caneco de madeira que tinha sido entregue por Laela
—Não sei dizer, eu mandei os melhores curandeiros cuidar dela, mas depois da sua explicação eu mandei os melhores magos que tenho aqui para analisar a situação dela, temos que esperar
—Entendo- Anna coloca a caneca em cima da mesa, suas energia estava voltando já podia pensar com calma e analisar a situação, até que se lembrou de algo importante- As filha de Sera! Eles estão correndo perigo!
—Mas porque você acha isso?
—A casa de Sera não é uma casa normal, é um enorme cofre de itens mágicos e poderosos, se os vampiros estão atrás da Sera, eles vão ir atrás dela o lugar mais seguro que existe nessas terras é a casa dela- Anna colocou a mão no queixo- pensado logicamente eles vão achar que ela foi levada para la, ou objetivos dele era enfraquecer a Sera para que os encantamentos de proteção da casa ficasse fraco para eles invadirem e roubarem, a questão é que as filha dela estão lá e vão ser atacada no processo, temos que protegê-las.
—Imediatamente, vamos trazer ela, não permitirei que nem um ser toque nelas- Laela foi até a porta e abriu ela, mas apenas colocou o rosto para fora do corredor dando um enorme berro- Vrax! Vem aqui sem imprestável.
Um homem menor que Laela apareceu correndo pela porta, estava usando um capaz e apenas uma franja do seu cabelo aparecia, seus olhos era vermelhos e trazia uma sensação de gentileza, suas roupas era diferentes dos outros guerreiros, que estavam armados e preparados para ir para uma guerra, ela estava usando algo mais leve, quase roupas comum num tom preto, facilmente esse homem poderia ser esquecido se não prestasse muita atenção em sua presença.
—Sim mi lady- Fez uma referencia- O que minha senhora deseja.
—Já falei que não precisa ser formal- Então ela deu um tapa na cara dele- Assim faz parecer que eu sou uma rainha
—Mas precisamos parti para as agressões- Vrax antes que estava como uma posição toda de como fosse um servo leal, mudou para algo mais infantil do que aparentava ser- Você não é uma rainha é um tirana isso sim!
—Apenas cale a boca, de todos irmãos que poderia ter eu fui ter o mais idiota- Laela estava com a mão na testa demonstrando desprezo pelo seu irmão, logo depois colocou a mão em seu ombro- Tenho uma missão extremamente importante para você.
—O que seria então?- Vrax percebeu a expressão séria de sua irmã.
—Você é o mais rápido entre nos, quero que você vá até a casa de Sera e traga suas filhas para a guilda e não podemos esquecer da Talia, com sua saúde ela não pode fica sozinha também.
—Farei isso imediatamente – Vrax fez uma pequena referencia com a cabeça e saiu correndo pela porta.
—Elas vão estar aqui logo, não precisamos nos preocupar.
—Não sabia que eles era seu irmão- Anna olhava bem para a cara de Laela tentando achar alguma semelhança com Vrax – Realmente se você não falasse não notaria que vocês são irmãos.
—É uma longa história, é que somos meios-irmãos, eu puxei o lado da minha falecida mãe que morreu no parto, e meu pai depois de uns anos se caso de novo já que ele era uma espécie de nobre, e ter uma herdeira mulher não deixava feliz, então ele se caso e teve o Vrax que puxou a sua mãe, então as semelhanças são quase nulas.
—Filhos de nobre, e acabaram como líder de uma guilda de guerreiros- Anna inclinou a cabeça para o lado e analisava a expressão de Laela- Como isso aconteceu?
—Eu nunca fui tão princesa como o meu desejava, sempre treinando espada e batendo nos pirralho que incomodava meu irmão, isso começo a ficar mal falado, então eu fui deserdada e jogada para ser criado por uma família de pebleus qualquer, que me trataram com mais carinho que meus pais- Laela explicava tudo isso mexendo os braços, até sentou numa cadeira e cruzou as perna- Meu irmão, não conseguia ficar longe de mim e sempre fugia para me ver, até que isso gerou uma irã no meu pai que expulsou minha nova família das terra dela, e a idiotice de fugir escondido com a gente.
—Mas olha só, quem vê vocês dois não diz que se amam tanto assim- Anna juntou as mãos de forma doce- Mas eles não parece ser guerreiro como você
—Não ele é diferente, sempre foi, então eu tive que ensinar ele a se defender de forma diferente, por sempre ser pequeno e magro, eu ensinei a ele a passar escondido pelo local a atacar sem ser visto, treinar sua velocidade- Laela agora olhava para o teto de forma tranquila, como toda sua confiança estivesse sendo mandada para alguém- Por isso ele é perfeito para essa situação, ele vai retorna antes que percebemos.
Vrax estava em sua cavalo correndo, administrando as força do cavalo para pudesse tirar máximo de proveito de sua energia e velocidade sem causar exaustão dele, seu olhar era fixo entre as arvores, conhecia todas as rotas que tinha em sua frente, fizeram inúmeras caminhadas e corridas por mais de quilômetros, sabia qual a forma mais rápida de se chegar a seu destino de olhos fechados e tudo isso ele não seria notado por ninguém, pois apenas ele conhecia tal caminho, sua motivação estava mais alta que o normal, não estava entendo toda a situação, mas o olhar de sua irmã e a postura dela demonstrava medo e insegurança algo que era raro de se ver nela, então obedeceria suas ordem com máximo de maestria para consegui-la ajudar no que fosse que estivesse acontecendo, por ela, ele seguiria cegamente para os confins do inferno.
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