Todos os soldados e caçadores já tinha montado um cerco ao castelo, os vampiros corriam pelas muralhas segurando arco e flechas disparando nos homens que corriam em direção as muralhas, os caçadores corriam alguns metros e paravam se ajoelhando no chão disparando dardos de prata com suas besta nos vampiros encima das muralhas, a mira era impecável, diversos vampiros iam caindo na muralha. Os soldados seguiam Sera que ao seu lado estavam Anna, Laela e Claud, eles iam em direção ao portão principal, flechas passam por eles, alguns soldados caiam, outros defendiam com seus escudos, Sera não se preocupava com isso, estavam usando magia e restauração criando uma pequena barreira de vento a sua volta fazendo as flechas caírem antes que cheguem nela.

Caçadores chegaram aos muros, Beovara e Holsan lideravam os soldados, dando ordens a todo momento. Os caçadores que carregavam escadas lodo chegaram e o resto que estava encostado no muro ajudavam a arma escada. Beovara foi o primeiro a subir, Holsan tinha ficado no lado de fora guiando os caçadores. Beovara corria pela muralha com seu martelo de duas mãos equipado, acertando e matando vampiros a sua frente, todos eles derrubavam com um golpe outros vampiros mais fortes ele tinha que desviar e usar mais de um golpe, seu orgulho ficava ferido sempre que não conseguia matar um vampiro com apenas um ataque.

Sera observava que os caçadores estavam dominando o topo da muralha então deu a ordem para que se apressassem agora não precisavam se preocupar com projeteis voando para cima deles. Sera e Anna se posicionam na frente do portal principal, as duas falavam juntas “Magia de destruição” seus olhos ficavam vermelhos alaranjados, possuíam chamas dançando pelos seus corpos, elas se chegaram uma perto da outra aproximando as mãos criando uma enorme bola de fogo entre elas, se concentrando por alguns segundos lançaram a bola de fogo no portão, explodindo em milhares de pedaço, os soldados que estavam logo atrás ficaram surpresos alguns demonstravam medo, magia era comum no mundo porem coisas do tipo eram raras.

Os homens avançavam pelo pátio, diversos vampiros saiam de construções que tinha pelo local e uma batalha feroz era travada ali, alguns caçadores permaneciam em cima dos muros equipando bestas disparando dardos de prata nos vampiros, Beovara liderava alguns caçadores para auxiliar os soldados da guilda na batalha. Ao fundo podia se ouvir seus homens gritarem e berra de dor, e um mandado de recuar foi escutado, Beovara ficou enojado ao ouvir isso, “recuar de vampiros? Nunca” ele correu até o local e viu um vampiro usando uniforme militar manchado de sangue com dois cortes no peito.

Segurou seu martelo com força, um vampiro real era algo que deixava ela com raiva, essas criaturas que espalhavam essa praga, correu para cima do vampiro sem algum tipo de dó. Próximo ao vampiro atacou descendo o seu martelo com toda sua força no vampiro que segurou o martelo com uma mão, sangue escorria da mão do vampiro que encarava Beovara, o que fez Beovara urrar de raiva foi quando ele riu para ele. Chutou o vampiro no peito fazendo-o ser jogado para trás, o vampiro derrapou no chão correndo para cima de Beovara, ele tentou acerta alguns socos em Beovara porem ele desviou de todos. Beovara contra-atacou com seu martelo, fazendo um ataque em vertical, mas o vampiro desviou e ao mesmo tempo aproveitou e acertou um golpe em Beovara, perfurando seu ombro com a ponta dos dedos.

Holsan corria pelos os soldados, ignoravam até vampiros que apareciam em sua frente, avistando Beovara sendo ferido pelo vampiro, segurou a sua espada com firmeza e correu. Chegando perto deles dois viu que Beovara segurava o pulso do vampiro, aproveitando que o seu comandante estava segurando o seu inimigo ele atacou cortando o braço esquerdo fora do vampiro que gritou de dor, jorrando sangue em cima de Beovara. Atacando com seu martelo em diagonal, porem o vampiro defendeu usando o antebraço direito, Beovara ficou surpreso, mas não durou muito pois o vampiro chutou sua costela usando a perna esquerda, logo em seguida com a mesma perna chutou Holsan jogando os dois em direção oposta. Procurando seu martelo no chão, percebeu que perdido, no desespero tentou levantar ficando joelhos porem o vampiro atacou antes que pudesse se levantar por completo, socando o seu rosto com seu braço bom, Beovara sentiu um dor tremenda no rosto admitindo que a força do vampiro era digna, mas não se abalou com um soco acertou em baixo do queixo do vampiro, aproveitando que o vampiro cambaleava para trás ele se levantou. Vampiro agora estava com um sorriso de empolgação Beovara ficava cada vez mais irritado, que tipo de criatura sentia prazer em lutar, prazer em matar, o vampiro tentou acerta um soco em sua costela, Beovara deixou que ele acertasse, então ele aproveitou para segurar o seu braço como antes.

Beovara assistia uma lamina aparecendo no meio do peito do vampiro vendo Holsan logo atrás do vampiro segurando o punho da espada, enquanto sangue escorriam pelo canto da boca, Beovara sentia o braço do vampiro amolecer, entretanto ele demonstrou um sorriso e deu um coice acertando a barriga de Holsan que foi jogado metros atrás logo em seguida deu uma joelhada em Beovara que grunhiu de dor soltando o vampiro. Agora ele avançava com uma espada no meio do peito e sem um braço, sangue ainda escorria pelo corpo do vampiro que não demonstrava nem um tipo de fraqueza, o que ele demonstrava ela felicidade e um grande sorriso que irritava mais Beovara, o vampiro partia para cima sem deixa-lo tomar folego, o vampiro tentou dar um gancho de direita nele porem esquivou se abaixando, aproveito para dar um giro e acerta uma cotovelada na cabeça do vampiro, de costa para o vampiro usou o outro braço acertou outra cotovelada na barriga do vampiro, se virou para frente do vampiro que agora sim demonstrava fraqueza e seu sorriso tinha sumido, a espada em seu peito caiu e mais sangue saia pela sua ferida, sua morte era inevitável mais Beovara queria finalizar ele com suas próprias mãos. Segurou a cabeça do vampiro com as duas mão, deu um cabeçada no nariz do vampiro, fazendo seu nariz quebrar e soltar sangue, Beovara ouviu o som da cartilagem quebrando, o vampiro caiu no chão enquanto respirava de forma lenta, Beovara montou em seu peito e socava seu rosto sem parar, um soco atrás do outro, só parou quando Holsan chegou ao seu lado e puxou ele, notando que o rosto do vampiro era irreconhecível, e sua mão estava banhada em sangue sentindo um pouco de dor, a resistência do vampiro deixava seus ossos mais fortes, talvez tivesse quebrado alguns ossos da sua própria mão no processo mais a adrenalina estava atuando como morfina, sua única ação era aproveitar o tempo que tinha para matar mais vampiros antes que a dor dominasse seu corpo.

Sera corria junto de Anna, Laela pelos corredores dentro do castelo, Claud tinha ficado no portão principal monitorando os soldados da Guilda, enquanto Laela dava ordem para os que estavam dentro do castelo. Elas três corriam junto com um batalhão de soldados, alguns ficavam para trás para enfrentar vampiros ou se dividiam em algum corredor, seu objetivo era achar os vampiros reais e eliminar, não sabiam qual deles era o líder. Entretanto tiveram que parar pois haviam uma grande quantidade de vampiros bloqueando o caminho, Laela gritou para Sera continuar, que ela cuidaria daqueles vampiros. Sera e Anna abriam caminho pelos vampiros usando ondas de choque eliminando apenas alguns, estavam poupando energia ao máximo que podia, mas no meio do caminho Anna foi atingida por um objeto em alta velocidade fazendo ela colar na parede, Sera virou e viu Lucius segurando ela pelo pescoço empurrando ela na parede enquanto ria de forma descontrolada, balançando a cabeça para todos os lados, quando Sera se virou para ajudar, Anna atingiu Lucius com uma rajada de raios no peito fazendo recuar e gritar de dor, Anna apenas disse “Pode ir”. As duas se entre olharam e antes de ir Sera sorriu para Anna, fazendo seu coração pulsar mais forte, agora estava motivada.

Lucius berrava de pulava de animação, mais de repente ele parou e ficou estático, com uma expressão séria, ergueu uma mão soltou uma bola de fogo em direção de Anna, que cruzou os braços sendo atingida pelo ataque, uma enorme explosão atingiu ela, como estava na parede não se mexeu porem a dor que sentia nos braços era inevitável, outro ataque veio em seguida contudo dessa vez ela conseguiu saltar para o lado desviar de maior parte do ataque, uma parte da explosão tinha atingido sua perna esquerda. Anna agora não podia perde tempo, seu corpo ficou envolto de eletricidade seus olhos brilhavam em cor azul escura, contraiu os braços depois esticou eles e de suas mãos saíram uma enorme rajada de eletricidade, atingindo Lucius que tremia de dor, depois que o ataque parou ele caiu de joelhos rindo descontrolado, como antes, juntou as mãos preparando uma bola de fogo, dessa vez Anna sentia a energia emanada por Lucius. Anna estava começando a se mover para esquivar do ataque, sua perna estava ferida não conseguiria ir para muito longe, se fosse pega por esse ataque seria seu fim, mas ela viu Laela bater violentamente o escudo em Lucius que jogou a bola de fogo longe, o ataque fez um explosão gigante, abrindo um buraco na parede do castelo, Anna viu que Lucius tinha sido jogado também com o ataque de Laela, ele se levantou e gritou.

—Dois contra um é covardia- Ele ria com tom sádico- Covardia.

Laela apenas ignorou suas palavras e jogou sua espada no ombro do vampiro que sentiu a dor da prata penetrando seu corpo, estava de joelhos com a espada presa no ombro tentando se levantar, mas Laela não permitira correu até ele e chutou o seu peito fazendo cair novamente. O vampiro rastejou para trás e com um salto ficou de pé, seu sorriso era enorme e assustador, mas Laela tinha apenas que ignorar bateu com o seu escudo no peito enquanto puxava a espada do peito vampiro. Ela achou que o vampiro tinha sido abalado com seu golpe, porem ele apenas encenava, pois com sua mão ele segura uma bola de fogo, levantou seu escudo e conseguiu defender a explosão, porem aquilo tinha jogado de joelhos e seu escudo tinha sido destruído sobrando só a parte que segurava, ela pode ver o olhar do vampiro, olhar assassino, que estava gostando do sofrimento tanto que estava sofrendo quanto o que causava, ele levantou uma das mão para atacar ela, mas Laela viu uma enorme estaca de gelo passar por sua perna arrancando fora, o impacto fez o vampiro cair para frente, batendo a cabeça logo a frende de Laela. Estava assustada com o tipo de monstro que ele era, mas a criatura não morria, levantou a cabeça e via sangue sair pela boca enquanto gritava e ria ao mesmo tempo, Laela estava horrorizada com tal vampiro, porem o grito foi parado com outra estaca de gelo que perfurou a cabeça do vampiro. Logo os vampiros a sua volta eram derrotados pelos soldados restantes, os restantes começaram a correr, Anna foi mancando até o lado de Laela que estava com uma expressão séria.

Sera tirou a lâmina negra das costas quando viu a porta, ela sentiu que o vampiro que tinha causado isso a ela estava ali dentro, a mancha em seu rosto estava doendo, doía cada vez mais que ela se aproximava desse local. Com muita raiva ela chutou a porta, com mais força que deveria fazendo a porta voar pelo meio da sala, ao centro da sala um trono e nele um vampiro de máscara, aquela mascara era familiar para Sera, fazia parte de um culto antigo, onde ela possuía quatros delas em seu cofre, que havia achado em suas expedições. Ela sem hesitar ela caminhou até o vampiro.