Entre a Bela e a Fera o amor surgira
47 Uma Família para Diana
Já era domingo quando Isadora e Mateus então na mansão de mãos dadas e muito felizes, mas encontram um Damian abatido e triste deitado no sofá.
Mateus: tio? – vai até o tio preocupado – o que houve?
Damian: ela me rejeitou Mateus – fala triste.
Isadora: a minha irmã?
Damian: ela não Isadora – respira pesado.
Mateus: então quem foi?
Damian: Diana não me aceitou como pai
Mateus: então ela já acordou do coma?
Damian: ela já acordou
Isadora: e porque ela não quis saber de você? Contou pra Diana que a louca da mãe dela escondeu ela de você?
Damian: ela deve estar confusa com tudo que aconteceu.
Mateus: não é um motivo forte pra rejeição.
Isadora: ela tem que perceber que agora tem um pai e irmãos
Isadora: ela tem uma família – se aproxima de Damian – ela vai ter todo o apoio dentro dessa casa.
No hospital: quarto de Diana.
Diana: o que vou fazer? – olha a porta com algumas lágrimas nos olhos – como ele está?
Lembrança on
Diana: você nunca trabalhou no sábado
X: eu não vim trabalhar Diana – puxa uma cadeira e senta perto dela – vim conversa com você.
Diana: o que quer falar Arthur?
Arthur: porque rejeitou nosso pai?
Diana: porque ele já tem uma vida e que eu não faço parte e nem vou fazer nunca.
Mateus: fica um tempo pensativo – mas ele é seu pai e vou falar o porque de você aceitar ele como tal lhe corresponde.
Diana: pois não quero saber – vira de costas pra ele – pode ir embora agora.
Arthur: orgulhosa? Pois saiba que se minha ex namorada não tivesse entregado a Laurinha pra mim eu tinha ficado sem ela igual o papai ficou sem você durante mais de vinte anos – levanta da cadeira – minha filha é meu tudo e no futuro eu quero ter mais filhos, mas Laura inda será minha primogênita o maior presente que Deus e está no meu coração desde a primeira vez que a vi na minha frente.
Fim da lembrança.
Diana: pra ela que é um bebê é fácil Arthur – fecha os olhos mais se assusta ao escutar a porta abrindo – o que faz no meu quarto senhora Victória.
Victória que trazia consigo um ramalhete de flores do campo deixa em cima da mesinha e senta na beira da cama de Diana.
Victória: eu vim visitar você filha
Diana: o que quer falar do seu marido – revira os olhos impaciente – primeiro veio o Arthur e a Ana e agora você que não tem nada haver comigo.
Victória: você ainda não conhece seu pai e por isso pensa que está fazendo bem de estar afastada, mas eu vim porque Damian está tão triste e com o coração tão desgarrado por seu comportamento.
Diana: eu quero escutar a versão dele de tudo o que aconteceu e apenas vou escutar Damian Lascurain falando.
Victória: se esse é seu desejo vou pedir que Damian venha ver você
Diana: que falar algo mais? – fala indiferente.
Victória: se levanta e abraça Diana – mesmo que você diga que não – se separa limpando as lagrimas – você será tratada como meus filhos – olha ela com carinho – eu vou amar você como um filho.
Diana: você pode ir embora agora Victória
Victória: eu vou avisar a seu pai que você quer falar com ele – sorri entre algumas lagrimas – ele vai ficar tão feliz.
Victória volta para casa mais rápido que o normal e reúne os filhos e o marido no escritório:
Alejandro: qual o motivo da reunião extraordinária?
Cecília: deve ser bronca com certeza
Manu: se você não calão a boca não vão saber.
Victória: eu e seu pai nós conhecemos há mais de vinte anos atrás na construtora que pertencia aos nossos pais e foi ai que começou nossa historia de ódio no inicio mais depois de muitas discussões o amor surgiu – sorrir ao lembrar do passado – e quando me casei com ele através de um contrato de um ano, mas engravidei do Arthur faltando poucos meses pra o termino e fugi do pai de vocês – olha Damian – ele foi me buscar me fez a mais linda declaração de amor que recebi na vida.
Alejandro: nossa reunião é muito sentimental mais eu não tenho paciência pra melancolia – se levanta do sofá e se prepara para sair.
Damian: VOCÊ FICA E ESCUTA ALEJANDRO LASCURAIN – volta olhar Victória depois que o filho senta – continua Victória.
Victória: antes de me conhecer o pai de vocês foi noivo de uma mulher chamada Débora que engravidou e escondeu que esse bebe era dele.
Manu: então temos um irmão mais velho? – fala eufórica
Damian: se levanta e fica na frente dos filhos – uma irmã que esteve perto de vocês e não desconfie.
Cecília: e quem é pai?
Victória: doutora Diana Guerrero
Alejandro: então o papai te traiu?
Cecília: não foi isso seu tapado
Manu: a Diana nasceu antes do casamento e a Débora escondeu do papai a nossa irmã.
Alejandro: e porque ainda estamos aqui? Vamos ate o hospital dar o apoio que ela precisa.
Manu: se abraça com o pai – eu sonhei com o acidente da minha irmã – começa a chorar – eu quero ver ela papai.
Damian: eu preciso falar com ela primeiro e depois vamos ver o que vai acontecer
Victória: você esta bem? Parece pálido e abatido meu bem.
Damian: eu estou bem – olha o relógio – vamos agora pra não atrasar.
[...]
Ana: não acho prudente você conversar com ela novamente
Arthur: o problema que ela é muito cabeça dura e orgulhosa
Ana: o grande problema dela é que já sofreu de mais e não acredita nas pessoas
Arthur: então ela vai descontar na família e principalmente no meu pai?
Ana: ela vai mudar de ideia e aceitar o que a vida está lhe dando que é a oportunidade de ser feliz com uma família de verdade.
Arthur: o que está me preocupando agora é o fato da saúde do meu pai.
Ana: ele sabe que tem que tomar os remédios de pressão e se alimentar bem pra que não passe mal.
Arthur: eu acho que ele não anda se alimentando direito Ana.
Ana: posso examinar ele amanhã
Arthur: vou pedir que lê venha.
Alguém abre a porta e entra.
Arthur: o que estão fazendo aqui? — vendo os irmãos entra na sala — vieram sozinhos?
Manu: o papai veio falar com a Diana.
Alejandro: e todo mundo queria conhecer ela
Cecília: você deixou de ser o irmão mais velho Arthur.
No quarto de Diana:
Damian entrou em silêncio e pensativo olhava Diana com encanto e com um pouco de culpa no olhar.
Diana: pensei que não vinha — vendo ele encostado na parede — não posso ir até aí então é melhor que você se aproxime.
Damian: eu estou bem aqui — ele respirava com dificuldade — só queria deixar claro que eu não sabia da sua existência até a Débora aparecer novamente na minha frente.
Diana: ela não devia ter guardado por mais de vinte anos esse segredo.
Damian: só quero que saiba que não vou forçar você a nada e principalmente a me aceitar como pai.
Diana: eu pensei muito e vou dar uma chance de conhecer você e meus irmãos.
Damian: se aproxima — é sério Diana?
Diana: sim senhor — olha a palidez e o rosto abatido dele — você está doente?
Na sala que estava Arthur e os irmãos:
Cecília: não sei vocês, mas eu vou ver a Diana.
Alejandro: também vou Ceci.
Arthur: antes de vocês irem quero perguntar algo.
Alejandro: pode falar
Arthur: vocês viram o papai tomar o remédio da pressão nesses dias?
Alejandro: não sei te responder mano.
Cecília: eu quase não parei em casa esses dias.
Arthur: olha pra irmã mais nova — e você sabe algo pequena?
Manu: o papai não tem comido e eu vi que não tomou os remédios já faz alguns dias desde que ele soube que a Diana sofreu o acidente.
Arthur: então vamos encontrar o papai antes que ele passe mau — sai da sala junto aos irmãos e vão em direção ao quarto.
No quarto de Diana:
Damian: só que eu não tive fome o dia inteiro e por isso não comi.
Diana: ta tomando os remédios de pressão?
Damian: claro que sim — coloca a mão em cima do peito — não está acontecendo nada filha — se escora na cama.
Diana: devia tentar enganar um leigo e não uma médica formada — tentando se aproximar dele, mas tinha dificuldades porque estava sem movimento nas pernas — senta aqui e respira que eu vou chamar um médico — o pai deita abraçado a ela que já não tinha mais aparelhos ligados ao corpo.
No corredor os filhos esbarram na mãe que esperava perto da porta do quarto de Diana.
Victória: pra onde vão?
Arthur: o papai onde está?
Victória: ainda está falando com Diana.
Arthur: preciso falar com ele — abre a porta do quarto e olha pra Diana.
Diana: precisa ajudar ele poque ele tá tendo uma crise.
Arthur: vão chamar a doutora Ana agora — se aproxima do pai — o que está sentindo papai?
Damian: estou tonto e meu peito dói muito — tentando falar, mas com dificuldade — e muita falta de ar.
Arthur: você vai me ajudar Diana — tira a blusa do pai.
Victória estava assutada e abraçada as duas filhas observava o marido sendo amparado pelos filhos.
Arthur: papai você tem que se acalmar e espera o médico.
Damian: não posso morrer sem conviver com meus filhos.
Diana: você não vai morrer
Damian: eu amo vocês meus filhos — termina a frase é fecha os olhos ficando inconsciente.
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