Notas iniciais
depois de algum tempo sem postar vou atualizar a fic...

Um pouco constrangida Victória se afasta e vai ate a porta.

Victória: vou ver meus filhos

Damian: eu vou ficar Victória

Victória: mas por quê?

Damian: o momento é seu e dos meninos

Victória: então eu já vou – vai saindo do escritório.

Damian: o que eu to fazendo deixando ela ir assim tão fácil? – corre ate ela que já estava no meio da sala e a agarra – eu não posso negar que ainda gosto de você Victória – a olha nos olhos – me desculpe – a beija com desespero e saudade a segura tão forte que não há espaço entre os dois.

Victória: se separa lentamente dele – sabe que não podemos fazer isso.

Damian: eu estou passando por cima de tudo e falando que te amo.

Victória: eu tenho que ver meus filhos

Damian: não vou desistir, mas também não vou mais forçar.

Victória: espero que seja assim.

Damian acompanha Victória ate o jardim.

Victória: para no meio do caminho – acho que não posso.

Damian: como assim não pode?

Victória: eles estão na minha frente.

Damian: olha Victória nos olhos com segurança e pega na mão dela – eu vou estar com você minha bela.

Eles vão andando lentamente ate um banquinho no jardim onde estava seus quatros filhos.

Damian: meninos quero apresentar uma pessoa muito especial.

Victória: meus filhos – o seu olhar ao cruzar com o de seus filhos ela sente a vista escurecer e cai lentamente nos braços de Damian.

Arthur: correndo ate os pais – o que ela teve pai?

Cecília: leva ela pra dentro de casa pai

Alejandro: quem é ela pai?

Damian: com Victória em seus braços – ela é Victória Reyes a mãe de vocês

Alejandro: mãe?

Cecília: nossa mãe seu bobão.

Damian leva Victória ate o antigo quarto do casal e vai ate o banheiro pegar álcool e algodão, quando volta esbarra com Valentina.

Damian: seus primos onde estão?

Valentina: perto da mãe

Damian: eu vou tentar acordar ela.

Valentina: porque trouxe ela pro seu quarto?

Damian: é um local confortável

Valentina: sei tio

Damian: eu vou ajudar sua tia – vai ate a cama e senta ao lado de Victória.

Arthur: terminando de examinar a mãe — foi uma queda de pressão não vai demorar muito para ela acordar.

Cecília: a emoção foi muito forte.

Manu: agora é esperar ela desperta

Damian: pode ser mais rápido — passa o álcool no nariz dela.

Victória: abre lentamente os olhos e de cara vê o rosto de Damian — onde eu estou?

Damian: na nossa cama — sorri — espero que esteja bem.

Victória: nossos filhos onde estão?

Todos os quatros ficam ao lado da cama e Victória observa cada um em silêncio.

Damian: nossos filhos Victória.

Arthur: oi mãe

Cecília e Alejandro: olá mamãe

Manu: ta tudo bem com a senhora?

Victória: você está enorme Manuela

Alejandro: você nos assustou

Victória: vocês chamaram um médico?

Arthur: eu que sou o médico.

Victória: Arthur médico?

Cecília: o melhor da turma dele.

Arthur: não é pra tanto Cecília.

Victória: eu tenho um filho médico — abre um grande sorriso — eu estou tão feliz em ver vocês que até parece que foi ontem que deixei vocês.

Alejandro: o importante é o presente mãe

Cecília: somos seu presente passado e futuro.

Arthur: meus irmãos estão certos mamãe

Damian: vocês já podem descer que eu vou ajudar a mãe de vocês

Arthur: posso ajudar pai

Cecília: vamos meninos e menina — leva os irmãos para fora e deixa os pais sozinhos.

Damian: deita ao lado dela — o que achou?

Victória: eles estão lindos Damian.

Damian: esse lugar te traz lembranças?

Victória: os melhores anos da minha vida passei nesse lugar.

Damian: eu digo a mesma coisa

Victória: se levanta da cama — não vem?

Damian: se levanta da cama e vai até ela — eu não sei se vou conseguir ficar tão perto de você e resistir o desejo de te beijar — passa o braço por trás da cintura dela.

Victória: eu estou noiva Damian — senti ele se aproximar — as coisas nem sempre é como queremos.

Damian: eu sei Victória — aproxima o rosto do dela — mas eu nunca te esqueci -beija o pescoço dela — eu fui tão injusto ontem com você.

Victória: foi injusto no passado também — se afasta dele é sai do quarto.

Damian: eu vou te reconquistar bonita.

Depois do jantar Victória e os filhos foram para o escritório terem uma conversa séria.

Victória: o pai de vocês me falou que já sabem a verdade e estou aqui para qualquer dúvida.

Arthur: o que realmente aconteceu naquele dia?

Victória:ligaram para mim e falaram que o Damian estava passando mau e que foi levado para esse hotel no centro da cidade eu estava em casa e não pensei duas vezes e fui atrás do pai de vocês.

Cecília: e onde entra o tal Pedro Pérez na história?

Victória: ele estava no quarto de hotel quando eu cheguei e me falou alguma coisa que não lembro mais e quando eu tentei sair ele me atacou e existiu a faca mais não cravei no peito dele.

Alejandro: você não matou ele mãe

Victória: mais paguei por quase quinze anos.

Manu: eu tenho que ir dormir

Victória: deixa eu te dar um beijo de boa noite Manuela

Manu: se quiser pode me chamar de Manu

Victória: e você pode me chamar de mãe

Manu: ta bom — sai do escritório.

Victória: o que fiz de errado?

Alejandro: ela vai te chamar de mãe algum dia, é porque a Manu é meio estranha assim mesmo.

Cecília: não chama Manu assim

Arthur: ela acha que é adotada por isso te chama de Victória.

Victória: e porque?

Cecília: a culpa é do Alejandro que disse que ela era diferente porque foi adotada.

Arthur: desde esse dia o papai tenta fazer ela te chamar de mãe e não consegue

Victória: não é o caso de levar ela em um psicólogo?

Alejandro: pode ser um psiquiatra também

Arthur: por favor se contenha Alejandro

Alejandro: está bem lorde da família

Cecília: como você é infantil Alejandro

Alejandro: eu vou ter que sair e amanhã eu prometo passar na construtora pra te ver mãe — vai na mãe da um beijo nela e vai embora.

Victória: o pai de vocês cuidou muito bem de todos pelo que pude notar

Cecília: ele fazia o que podia

Arthur: e também o que não podia pra ver a gente feliz.

[...]

Damian: os seus irmãos me falaram como foi o jantar e você passou o dia calada. Aconteceu algo Manu?

Manu: eu não sou filha dela e ontem eu vi pai.

Damian: você é minha filha e da Victória também meu amor

Manu: a Cecília é a cara dela e eu não me pareço em nada com ela

Damian: você tem os olhos da sua mãe

Manu: muita gente tem olho verde pai

Damian: você puxou o lado meigo da sua mãe — sorri — esse olhar doce o jeito delicado e insegura da sua mãe é lindo em você meu anjo.

Manu: e porque a Cecília se parece mais fisicamente com ela?

Damian: a genética pode explicar eu não sei minha pequena.

No orfanato estava Eduardo a espera de Ana que seria a nova médica do local. Quando ela chegou foi conhecer o prédio e as crianças junto ao diretor, conversaram sobre muitas coisas até que ele precisou sair e a deixou com Eduardo eles andavam pelo pátio e conversaram sobre a vida de ambos.

Ana: você trabalha aqui a muito tempo?

Eduardo: há quase dez anos

Ana: eu vim substituir o antigo clínico geral.

Eduardo: eu fico feliz que você tenha aceitado ficar por aqui – sorri um pouco triste – são poucos os profissionais que ajudam.

Ana: o diretor falou muito de você.

Eduardo: coisas boas ou ruins?

Ana: estranho – ela para de andar – falaram que você é um ex padre.

Eduardo: parou de andar também – e não mentiram – olha para ela – sou um ex padre.

Ana: e porque trabalha em um orfanato?

Eduardo: porque eu gosto, posso exercer o que aprendi no seminário.

Ana: é estranho

Eduardo: que agora eu lhe olhe como homem?

Ana: as outras pessoas estranharam?

Eduardo: acho que sim.

Ana: acha que sim?

Eduardo: tive meus motivos de deixar a batina. Sou um homem íntegro com princípios e ética.

Ana: já é casado? Porque tanto tempo solteiro o homem não aguenta.

Eduardo: e a senhora aguentaria tanto tempo sem uma pessoa?

Ana: sou viúva há muito tempo e nem por isso tenho a necessidade de estar com alguém.

Eduardo: antes de entrar no seminário tive muitas namoradas – tenta achar a palavra certa – nunca precisei procurar.

Ana: hum... Sei – falou um pouco incrédula – você é um homem bonito deve ter recebido muitas propostas quando foi sacerdote.

Eduardo: propostas? Se recebi eu não lembro.

Ana: você só pode está de brincadeira – solta uma gargalhada mas vê o olhar sério dele – você não está mentindo?

Eduardo: muitas coisas aconteceram na minha vida que culminou na minha desistência do sacerdócio.

Ana: você ficou chateado pelo que falei?

Eduardo: digamos que ninguém fez tantos comentários da minha vida como você fez agora.

Ana: me perdoa Eduardo – coloca a mão encima do braço dele.

Eduardo: olha nos olhos dela – não tenho o que perdoa Ana, você pelo menos matou a curiosidade.

Ana: sorri aliviada – então está tudo certo?

Eduardo: está sim.

Eles se entreolhavam quando uma criança chegou perto e fez uma pergunta um tanto indiscreta.

Criança: ela é sua esposa tio Eduardo?

Eduardo: não é minha esposa João. Ana é a nova médica do orfanato.

Ana: sou eu que vou cuidar de vocês daqui pra frente.

João: vocês formam um bonito casal que pena que não são namorados.

Eduardo e Ana se olham um pouco constrangidos.

Ana: preciso ir embora Eduardo.

Eduardo: foi um prazer te conhecer e espero que goste de trabalhar aqui – se despede dela com um abraço.

João: me leva lá pra dentro tio Edu?

Eduardo: levo sim, vamos lá campeão.