Entre a Bela e a Fera o amor surgira
33 Reencontro...
Notas iniciais
Um pouco constrangida Victória se afasta e vai ate a porta.
Victória: vou ver meus filhos
Damian: eu vou ficar Victória
Victória: mas por quê?
Damian: o momento é seu e dos meninos
Victória: então eu já vou – vai saindo do escritório.
Damian: o que eu to fazendo deixando ela ir assim tão fácil? – corre ate ela que já estava no meio da sala e a agarra – eu não posso negar que ainda gosto de você Victória – a olha nos olhos – me desculpe – a beija com desespero e saudade a segura tão forte que não há espaço entre os dois.
Victória: se separa lentamente dele – sabe que não podemos fazer isso.
Damian: eu estou passando por cima de tudo e falando que te amo.
Victória: eu tenho que ver meus filhos
Damian: não vou desistir, mas também não vou mais forçar.
Victória: espero que seja assim.
Damian acompanha Victória ate o jardim.
Victória: para no meio do caminho – acho que não posso.
Damian: como assim não pode?
Victória: eles estão na minha frente.
Damian: olha Victória nos olhos com segurança e pega na mão dela – eu vou estar com você minha bela.
Eles vão andando lentamente ate um banquinho no jardim onde estava seus quatros filhos.
Damian: meninos quero apresentar uma pessoa muito especial.
Victória: meus filhos – o seu olhar ao cruzar com o de seus filhos ela sente a vista escurecer e cai lentamente nos braços de Damian.
Arthur: correndo ate os pais – o que ela teve pai?
Cecília: leva ela pra dentro de casa pai
Alejandro: quem é ela pai?
Damian: com Victória em seus braços – ela é Victória Reyes a mãe de vocês
Alejandro: mãe?
Cecília: nossa mãe seu bobão.
Damian leva Victória ate o antigo quarto do casal e vai ate o banheiro pegar álcool e algodão, quando volta esbarra com Valentina.
Damian: seus primos onde estão?
Valentina: perto da mãe
Damian: eu vou tentar acordar ela.
Valentina: porque trouxe ela pro seu quarto?
Damian: é um local confortável
Valentina: sei tio
Damian: eu vou ajudar sua tia – vai ate a cama e senta ao lado de Victória.
Arthur: terminando de examinar a mãe — foi uma queda de pressão não vai demorar muito para ela acordar.
Cecília: a emoção foi muito forte.
Manu: agora é esperar ela desperta
Damian: pode ser mais rápido — passa o álcool no nariz dela.
Victória: abre lentamente os olhos e de cara vê o rosto de Damian — onde eu estou?
Damian: na nossa cama — sorri — espero que esteja bem.
Victória: nossos filhos onde estão?
Todos os quatros ficam ao lado da cama e Victória observa cada um em silêncio.
Damian: nossos filhos Victória.
Arthur: oi mãe
Cecília e Alejandro: olá mamãe
Manu: ta tudo bem com a senhora?
Victória: você está enorme Manuela
Alejandro: você nos assustou
Victória: vocês chamaram um médico?
Arthur: eu que sou o médico.
Victória: Arthur médico?
Cecília: o melhor da turma dele.
Arthur: não é pra tanto Cecília.
Victória: eu tenho um filho médico — abre um grande sorriso — eu estou tão feliz em ver vocês que até parece que foi ontem que deixei vocês.
Alejandro: o importante é o presente mãe
Cecília: somos seu presente passado e futuro.
Arthur: meus irmãos estão certos mamãe
Damian: vocês já podem descer que eu vou ajudar a mãe de vocês
Arthur: posso ajudar pai
Cecília: vamos meninos e menina — leva os irmãos para fora e deixa os pais sozinhos.
Damian: deita ao lado dela — o que achou?
Victória: eles estão lindos Damian.
Damian: esse lugar te traz lembranças?
Victória: os melhores anos da minha vida passei nesse lugar.
Damian: eu digo a mesma coisa
Victória: se levanta da cama — não vem?
Damian: se levanta da cama e vai até ela — eu não sei se vou conseguir ficar tão perto de você e resistir o desejo de te beijar — passa o braço por trás da cintura dela.
Victória: eu estou noiva Damian — senti ele se aproximar — as coisas nem sempre é como queremos.
Damian: eu sei Victória — aproxima o rosto do dela — mas eu nunca te esqueci -beija o pescoço dela — eu fui tão injusto ontem com você.
Victória: foi injusto no passado também — se afasta dele é sai do quarto.
Damian: eu vou te reconquistar bonita.
Depois do jantar Victória e os filhos foram para o escritório terem uma conversa séria.
Victória: o pai de vocês me falou que já sabem a verdade e estou aqui para qualquer dúvida.
Arthur: o que realmente aconteceu naquele dia?
Victória:ligaram para mim e falaram que o Damian estava passando mau e que foi levado para esse hotel no centro da cidade eu estava em casa e não pensei duas vezes e fui atrás do pai de vocês.
Cecília: e onde entra o tal Pedro Pérez na história?
Victória: ele estava no quarto de hotel quando eu cheguei e me falou alguma coisa que não lembro mais e quando eu tentei sair ele me atacou e existiu a faca mais não cravei no peito dele.
Alejandro: você não matou ele mãe
Victória: mais paguei por quase quinze anos.
Manu: eu tenho que ir dormir
Victória: deixa eu te dar um beijo de boa noite Manuela
Manu: se quiser pode me chamar de Manu
Victória: e você pode me chamar de mãe
Manu: ta bom — sai do escritório.
Victória: o que fiz de errado?
Alejandro: ela vai te chamar de mãe algum dia, é porque a Manu é meio estranha assim mesmo.
Cecília: não chama Manu assim
Arthur: ela acha que é adotada por isso te chama de Victória.
Victória: e porque?
Cecília: a culpa é do Alejandro que disse que ela era diferente porque foi adotada.
Arthur: desde esse dia o papai tenta fazer ela te chamar de mãe e não consegue
Victória: não é o caso de levar ela em um psicólogo?
Alejandro: pode ser um psiquiatra também
Arthur: por favor se contenha Alejandro
Alejandro: está bem lorde da família
Cecília: como você é infantil Alejandro
Alejandro: eu vou ter que sair e amanhã eu prometo passar na construtora pra te ver mãe — vai na mãe da um beijo nela e vai embora.
Victória: o pai de vocês cuidou muito bem de todos pelo que pude notar
Cecília: ele fazia o que podia
Arthur: e também o que não podia pra ver a gente feliz.
[...]
Damian: os seus irmãos me falaram como foi o jantar e você passou o dia calada. Aconteceu algo Manu?
Manu: eu não sou filha dela e ontem eu vi pai.
Damian: você é minha filha e da Victória também meu amor
Manu: a Cecília é a cara dela e eu não me pareço em nada com ela
Damian: você tem os olhos da sua mãe
Manu: muita gente tem olho verde pai
Damian: você puxou o lado meigo da sua mãe — sorri — esse olhar doce o jeito delicado e insegura da sua mãe é lindo em você meu anjo.
Manu: e porque a Cecília se parece mais fisicamente com ela?
Damian: a genética pode explicar eu não sei minha pequena.
No orfanato estava Eduardo a espera de Ana que seria a nova médica do local. Quando ela chegou foi conhecer o prédio e as crianças junto ao diretor, conversaram sobre muitas coisas até que ele precisou sair e a deixou com Eduardo eles andavam pelo pátio e conversaram sobre a vida de ambos.
Ana: você trabalha aqui a muito tempo?
Eduardo: há quase dez anos
Ana: eu vim substituir o antigo clínico geral.
Eduardo: eu fico feliz que você tenha aceitado ficar por aqui – sorri um pouco triste – são poucos os profissionais que ajudam.
Ana: o diretor falou muito de você.
Eduardo: coisas boas ou ruins?
Ana: estranho – ela para de andar – falaram que você é um ex padre.
Eduardo: parou de andar também – e não mentiram – olha para ela – sou um ex padre.
Ana: e porque trabalha em um orfanato?
Eduardo: porque eu gosto, posso exercer o que aprendi no seminário.
Ana: é estranho
Eduardo: que agora eu lhe olhe como homem?
Ana: as outras pessoas estranharam?
Eduardo: acho que sim.
Ana: acha que sim?
Eduardo: tive meus motivos de deixar a batina. Sou um homem íntegro com princípios e ética.
Ana: já é casado? Porque tanto tempo solteiro o homem não aguenta.
Eduardo: e a senhora aguentaria tanto tempo sem uma pessoa?
Ana: sou viúva há muito tempo e nem por isso tenho a necessidade de estar com alguém.
Eduardo: antes de entrar no seminário tive muitas namoradas – tenta achar a palavra certa – nunca precisei procurar.
Ana: hum... Sei – falou um pouco incrédula – você é um homem bonito deve ter recebido muitas propostas quando foi sacerdote.
Eduardo: propostas? Se recebi eu não lembro.
Ana: você só pode está de brincadeira – solta uma gargalhada mas vê o olhar sério dele – você não está mentindo?
Eduardo: muitas coisas aconteceram na minha vida que culminou na minha desistência do sacerdócio.
Ana: você ficou chateado pelo que falei?
Eduardo: digamos que ninguém fez tantos comentários da minha vida como você fez agora.
Ana: me perdoa Eduardo – coloca a mão encima do braço dele.
Eduardo: olha nos olhos dela – não tenho o que perdoa Ana, você pelo menos matou a curiosidade.
Ana: sorri aliviada – então está tudo certo?
Eduardo: está sim.
Eles se entreolhavam quando uma criança chegou perto e fez uma pergunta um tanto indiscreta.
Criança: ela é sua esposa tio Eduardo?
Eduardo: não é minha esposa João. Ana é a nova médica do orfanato.
Ana: sou eu que vou cuidar de vocês daqui pra frente.
João: vocês formam um bonito casal que pena que não são namorados.
Eduardo e Ana se olham um pouco constrangidos.
Ana: preciso ir embora Eduardo.
Eduardo: foi um prazer te conhecer e espero que goste de trabalhar aqui – se despede dela com um abraço.
João: me leva lá pra dentro tio Edu?
Eduardo: levo sim, vamos lá campeão.
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