PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA

Maria foi levada até a cela onde ficaria por quinze anos sua família seus filhos estavam fora daquele lugar e o que mais queria era se manter viva e sã até o final a pena. Entrou na sela e logo viu uma de suas companheiras de prisão.

X: você matou o amante verdade?

Victória: ele não era nada meu.

X: deixa pra lá. Vamos ter tempo de você falar.

Victória: eu me defendi.

X: acharam a faca cravada no peito dele.

Victória: não cravei aquela faca no peito dele.

X: tanto faz – da de ombro – agora você tá presa.

Victória: quinze anos de pena.

X: meu nome é Nina e vou ser sua colega por um bom tempo.

Victória: porque está aqui?

Nina: digamos que na teoria eu fui mentora de um assalto a um banco que deu super certo, mas que confiei nas pessoas erradas.

Victória: e onde está o dinheiro?

Nina: um dia te conto novata.

O dia amanheci e Victória vai para seu primeiro banho de sol onde encontra pela primeira vez aquela que seria seu desafeto na cadeia.

X: olha a novata

Nina: aparece e tenta interver – deixa ela em paz Leona.

Victória: não quero problemas para o meu lado.

Leona: tarde de mais – arqueia a sobrancelha.

Nina: não faz isso – ela tenta tirar Victória de perto mas é impedida por duas mulheres.

Victória: isso o que?

Leona desfere o primeiro soco na boca de Victória e sem deixa ela reagir a empurra e chuta forte sua barriga, vendo que a mesma não se levantaria chuta três vezes o rosto dela. Victória é levada pra enfermaria com sérias lesões e fica dois meses internada se recuperando. Recebia apenas as visitas de Nina.

# cela

Nina: bem vinda.

Victória: eu pensei que morrer seria uma boa forma de mim livrar da Leona.

Nina: e que horas você pensou nisso?

Victória: nesses dois meses desfigurada.

Nina: você vai sair daqui viva.

Victória: você acredita?

Nina: sim Victória.

Victória: o que vou fazer quando sair?

Nina: seus filhos vão esta te esperando lá fora

Victória: acho difícil Nina.

Nina: mas não desanima

Victória: vai ser difícil.

Nina: mas não vai ser impossível

#Clínica psiquiátrica#

Y: esta tudo bem?

X: não esta

Y: posso ajudar?

X: não

Y: e porque se internou?

X: com medo de fazer uma besteira.

Y: uma besteira?

X: tirar minha vida.

Y: e como é seu nome?

X: Damian Lascurain infelizmente.

Alguém se aproxima e toca o seu ombro e ele se vira curioso para olhar.

Damian: Mateus?

Mateus: porque está aqui tio?

Damian: precisava me isolar Mateus

Mateus: e tinha que ser nesse lugar?

Damian: precisava esquecer ela.

Mateus: dois meses se passaram tio.

Damian: só isso? Não vou sair.

Mateus: vai vim comigo porque seus filhos precisam de você.

Damian: meus filhos?

Mateus: vamos tio – estende a mão – você tem que recomeçar com eles.

Damian: será que consigo?

Mateus: você pode sim tio.

Damian: eu posso? – segura na mão de Mateus e levanta do banco – vou conseguir?

Mateus: abraça o tio – vamos conseguir tio.

Damian: vamos sim

Mateus morava com a família no apartamento que antigamente morava com o tio.

Mateus: está tudo aqui tio.

Damian: tudo voltou ao que era antes dela.

Mateus: nem tudo – observando Arthur entrar na sala.

Arthur: papai?

Damian nesse momento acorda do transe que vivia e olha o filho.

Cecília: papa chegou?

Alejandro: papa chegou... chegou.

Manuela começa a chorar e Damian cai de joelho chorando como uma criança e nesse momento é abraçado pelos filhos maiores.

Damian: desculpa ter ficado tanto tempo sem vocês meus amores minhas pedras preciosas.

Arthur: cadê a mamãe?

Damian: ela não vai mais morar conosco.

Arthur: e porque papai?

Damian: um dia vocês vão saber.

Arthur: tá certo papai – fala triste.

Damian não queria viver no país e resolveu se mudar para Portugal com os filhos e criar eles sozinho sem a presença da mãe.

O dia da viagem chega e Mateus e Isadora se despedem deles no aeroporto.

Mateus: vamos visitar o senhor sempre que der.

Isadora: eu vou sentir falta dos pequenos.

Damian: o apartamento vai está sempre de portas abertas.

Mateus: e quando o senhor quiser voltar é falar com a gente.

Damian: só mais uma coisa

Isadora: esqueceu algo?

Damian: eu vou deixar uma coisa e vocês joguem fora para mim.

Mateus: o que seria tio?

Damian: com um sorriso tímido – isso aqui – tira o tapa olho – agora tenho um par de olhos verdes.

Mateus: como tio?

Isadora: quando foi isso?

Damian: eu fiz a cirurgia

Mateus: e porque não falou tio?

Damian: ainda estava tentando me acostumar.

Mateus: você ainda vai ser muito feliz meu tio.

Damian: eu espero que sim

[...]

Damian tinha acabado de colocar as crianças para dormir e vai ate a varanda com uma xícara de café com leite e senta olhando a cidade e lembrando de momentos do passado com o radio ligado em uma estação local uma musica começou a tocar:

escutar essa musica — https://www.youtube.com/watch?v=ec_Jzn0bW8w

# lembrança

Victória: senta na cama e abraça seu marido – esta tão longe daqui – beija a bochecha dele – onde você esta?

Damian: eu estou sempre aqui Victória – se vira e fica de frente a ela – nunca vou sair daqui mesmo que você saia eu sempre vou estar aqui te esperando – com uma das mãos pega o queixo e delicadamente a beija.

Victória: eu não vou sair do seu lado Damian – senti um frio na espinha e o abraça – não vou te deixar por nada.

Damian: eu encontrei em você o que me faltava em outros relacionamentos é você quem eu amo cegamente, sou um louco apaixonado por você Victória Reyes.

Victória: um dia eu quero te amar como você me ama Damian

Damian: para mim me basta como você me ama hoje

Victória: e se um dia eu te perder eu não vou poder ser feliz com mais ninguém que não seja você.

Damian: eu não sei como seria viver sem você

Victoria: e você acha que eu saberia?

Damian: vamos fazer um pacto?

Victória: que tipo de pacto Damian?

Damian: de nunca se apaixonar por outra pessoa.

Victória: vamos ser um do outro.

Estava os dois ajoelhados na cama e um de frente pro outro com as mãos dadas e sem desviar os olhares que se concentravam um no outro.

Damian: você sempre vai precisar do meu amor

Victória: e você nunca vai deixar de me amar

Do lado de fora caia uma terrível tempestade e se escutava o barulho dos trovoes e a claridade dos raios.

Damian: temos esse quarto de testemunha

Victória: nossa cama e cada móvel desse lugar

Damian: eu te amo Victória

Victória: te amo Damian.

Damian: a beija – pacto feito.

Victória: só um beijo?

Damian: se você quiser algo mais – a deita na cama e deita do lado – é só pedir Victória.

Victória: pensando bem eu acho que tenho mais um pedido Damian.

Damian: eu apenas te escuto e obedeço minha rainha

Victória: você tem certeza?

Damian: eu tenho toda certeza bonita.

Victória: por isso que gosto tanto de você Lascurain.

# fim da lembrança

Damian: como eu ainda te amo – suspira profundamente – só de pensar em você meu peito dói sou metade de um coração, um homem sem rumo e ainda apaixonado.

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.