Entre a Bela e a Fera o amor surgira
41 O Acidente
Uma semana depois de sair de casa Mateus ainda não tinha falado com a família e não estava disposto a fazer isso, todas as noites descia até o bar do hotel que estava hospedado para encher a cara e depois voltava para o quarto e sempre que acordava pensava em falar com Isadora e os filhos mas o orgulho era maior e desistia de fazer.
Mateus: andava pelos corredores cambaleando muito bêbado, até esbarrar em alguém – me perdoe garoto.
X: segura o homem que não se aguentava em pé — você está bêbado? – fala incomodado pelo cheiro de álcool – você devia parar com isso. Isso pode te matar.
Mateus: o que você sabe sobre a minha vida? – fala bravo – nem me conhece.
X: eu sei que se continuar assim pode morrer.
Mateus: quem é você?
X: Maurício Toledo e estou hospedado aqui.
Mateus: meu nome é Mateus Lascurain.
Maurício: quer ajuda? – sustentando Mateus pelo braço — Seu quarto fica nesse andar?
Mateus: eu não sei garoto – não consegue se manter em pé e acaba desmaiando.
Mateus não falou o numero do quarto e estava totalmente apagado. Acabou sendo levado para o quarto de Maurício que decidi cuidar do desconhecido.
***
Nos corredores do hospital Damian tem um encontro nem um pouco agradável com uma pessoa do passado.
Damian: o que faz aqui Débora? – encarando a mulher na sua frente.
Débora: é você mesmo Damian? – não reconheceu ele de primeira, já que ele estava bem diferente de quando o viu há mais de vinte anos – quase não te reconheci.
Damian: o que faz aqui depois de tanto tempo? Voltou por mim?
Débora: eu não voltei por você Damian – fala debochada – se é isso que você está achando gostosão.
Damian: sem esses comentários Débora – fala incomodado pelo comentário dela – faz tempo que não te vejo e sei que você não tem família.
Débora: ainda lembra dessas coisas sobre mim?
Damian: isso já é passado e hoje estou em uma nova vida.
Débora: ainda vai se arrepender amargamente de ter me deixado.
Damian: me falou a mesma frase de ameaça há anos atrás e estou casado e com quatros filhos e nunca me arrependi de ter minha família.
Débora: eu sei onde fica seu calcanhar de Aquiles – sorri sínica – e eu juro que vai doer mais em você do que em mim.
Diana que observava de longe vai até Damian cumprimentar.
Diana: o que faz aqui Damian – o abraçando – o Arthur está atendendo, mas posso avisar que você está aqui.
Débora: não vai me cumprimentar Diana – fala e ver o olhar fuzilante de Diana.
Damian: vocês se conhecem? — surpreso pela coincidência.
Diana: sim – fala secamente – infelizmente.
Débora: Diana é minha filhota – fala falsamente e se aproxima dela – sangue do meu sangue Damian.
Damian: fala sério e olha Diana – você é filha dessa mulher?
Débora: eu estava tão perto de você meu amor.
Diana: porque chamou ele de amor? — pergunta confusa.
Damian: fomos noivos e ela acabou o nosso relacionamento com um bilhete.
Débora: e você correu para os braços daquela mulherzinha e se casou com ela.
Diana: que história é essa Débora?
Damian: Victória vai ser a única mulher que vou amar e ainda é a mãe dos meus filhos.
Débora: poderia ter um filho seu.
Damian: eu nunca ia ter um filho criado por uma louca como você Débora – falou exaltado – meus filhos são tudo para mim não ia permiti que você a criasse junto a sua loucura.
Diana: já chega de brigas dentro do hospital – puxa Débora pelo braço e leva ela até o carro – vai me falar tudo Débora – liga o carro é começa a dirigir – quem foi Damian na sua vida?
Débora: o que pensa que eu sou garota? Sua filha por acaso? Eu não vou falar nada.
Diana: acelera ainda mais – vai me falar Débora.
Débora: o que quer saber?
Diana: o Damian é meu pai verdadeiro?
Débora: pode ser ele também.
Diana: pode ser sua vadia? – pega a mãe pelos cabelos – diz quem é meu pai vagabunda.
Débora: você foi uma gravidez indesejada e quando você nasceu eu nunca quis ser mãe e criei você da mesma forma.
Diana: solta os cabelos de Débora com violência – você me deixou ser criadas por babás e nunca foi uma mãe presente na minha vida Débora.
Débora: você quer saber quem é seu pai?
Diana: você me tirou esse direito desde que eu nasci.
Débora: o nome dele é Damian Lascurain.
Diana: o que você falou Débora? – olha para mãe e por distração acaba passando pelo sinal vermelho.
Débora: PRA ME VINGAR DO SEU PAI EU ESCONDI A VERDADE – falava nervosa – VOCÊ NASCEU E NÃO TINHA NINGUEM COMIGO NEM SEU PAI, QUERIA QUE VOCÊ MORRESE NO PARTO – olha para o lado da filha e vê o clarão do farol do carro vindo na direção delas.
[...]
Na mansão Victória vai até o escritório preocupada por não ter visto o marido desde que chegou do hospital e resolve o procurar no lugar em que ele fica sozinho para pensar.
Victória: entrando no escritório – algum problema Damian?
Damian: nada de grave meu amor – com o olhar perdido.
Victória: o que aconteceu no hospital pra você chegar assim? Saiu tão bem e quando voltou chegou estranho.
Damian: o motivo foi o meu reencontro com Débora Guerrero em carne e osso – fala serio – ela é mãe da Diana.
Victória: Diana filha da Débora? – acha estranho – o Arthur tem vinte quatro anos essa menina deve ser uns dois anos mais velha mais ou menos.
Damian: o que tem haver isso com o fato de ela ser filha daquela louca? Não devia ter colocado a Diana dentro dessa casa nunca.
Victória: eu não me arrependo de ter colocado a Diana dentro da minha casa ou ela ter uma relação boa com meus filhos.
Damian: a Débora falou que eu ia me arrepender amargamente e se Diana for o objeto de vingança e está ajudando a mãe?
Victória: ela falou que um dia você ia se arrepender de ter negado voltar com ela não foi?
Damian: isso mesmo
Victória: e ela fez isso mesmo.
Damian: do que você esta falando?
Victória: do fato que a Diana é sua filha e a Débora escondeu de você todos esses anos.
Damian: ela não faria isso Victória?
Victória: ela fez isso Damian e fez para te ver sofrer quando descobrisse
Damian: porque fez isso? – coloca as mãos na cabeça desesperado – a Diana deve ter sofrido todos esses anos com aquela mulher.
Victória: você tem que falar com Débora e com Diana, colocar aquela mulher contra a parede.
Damian: como vou achar ela?
Victória: Diana vai poder ajudar.
Damian: eu vou procurar ela no hospital.
Victória: como uma mãe tem coragem de fazer isso?
Damian: ela fez eu me arrepender amargamente – pega a chave do carro – não posso permitir que Débora continue mentindo para ela.
Ana: eu dirijo você não tem condições.
Damian: eu vou sozinho já perdi tempo de mais.
Ana: pega as chaves da mão dele – eu dirijo e você se acalma pra sua pressão não subir e você passar mal.
No hospital Arthur tentava convencer Valentina de viajar com ele para praia.
Arthur: pensei que você não viria
Valentina: tive que trabalhar ate mais tarde no escritório e você me falou que era urgente e não podia sair do hospital.
Arthur: quero te levar para praia esse fim de semana.
Valentina: eu não estou com vontade de ir para uma viajem familiar para o litoral.
Arthur: só eu e você Vale
Valentina: você so pode estar de brincadeira Arthur
Arthur: então você quer viajar comigo?
Valentina: eu não vou com você Arthur, não adianta discuti.
Arthur: e porque não? Já te falei que só nos dois vamos para a praia.
Valentina: minha resposta continua sendo a mesma.
Arthur: o que pensa que eu vou fazer com você?
Valentina: eu quero que você se afaste de mim – ficando distante dele – é melhor.
Arthur: melhor pra quem? Vou cansar de falar que meus sentimentos por você são sinceros, ate você acreditar.
Valentina: e os meus são confusos – fala seria – Arthur entenda que agora eu não consigo te corresponder.
Arthur: porque somos primos? – pergunta confuso.
Valentina: porque você não me passa a segurança em uma relação que eu procuro Arthur – sai andando sem esperar a resposta de Arthur.
Ana andava desesperada pelo corredor ate encontrar Arthur.
Arthur: o que houve Ana?
Ana: a Diana sofreu um grave acidente de carro e esta na sala de operação nesse exato momento.
Arthur: mas como isso aconteceu? Ela estava de plantão hoje. Não poderia ter saído.
Ana: ela estava com a mãe no carro.
Arthur: você acha que ela foi à culpada?
Ana: a Diana ultrapassou o sinal vermelho e levou uma batida forte do lado dela.
Arthur: e a mãe dela?
Ana: a mãe morreu no meio da cirurgia por causa de uma hemorragia interna grave.
Arthur: tem chances de Diana ter alguma sequela?
Ana: só podemos saber depois da cirurgia Arthur.
Arthur: a Diana tem alguém além da mãe?
Ana: ela buscava o pai, mas sem a mãe ela não vai ter muitas chances de encontrar ele.
Arthur: ela agora está sozinha?
Ana: ela sempre vai ter a mim que a considero como uma filha.
Arthur: e a mim também que a considero uma irmã mais velha.
Os dois se abraçam muito preocupados, mas esperançosos para que tudo desse certo com Diana.
As horas passam e Damian esperava o filho na recepção para falar com ele já que ninguém soube informar onde estava Diana.
Arthur: entrega alguns prontuários na recepção e acha estranho a presença do pai aquela hora no hospital – o que faz aqui a essa hora pai?
Damian: sua mãe veio me trazer e pedir que ela voltasse, porque queria falar com a Diana com urgência.
Arthur: o que quer falar com ela? – acha estranho.
Damian: eu encontrei o pai dela.
Arthur: como assim encontrou? – sorri surpreso – me explica isso pai.
Damian: esse pai que ela tanto procura está mais perto que ela imagina.
Arthur: onde você encontrou ele?
Damian: eu falo com ela primeiro e depois eu te falo.
Arthur: ela não pode agora pai, Diana está na sala de cirurgia.
Damian: eu espero ela terminar de fazer a cirurgia filho.
Arthur: ela não está trabalhando pai — respira fundo — a Diana sofreu um acidente de carro e agora está lutando pela vida.
Damian: acidente? De carro? — ele senta em uma cadeira sentido seu mundo ruir em cima da cabeça — ela estava sozinha?
Arthur: não estava – senta ao lado do pai – a mãe dela que estava com ela no carro morreu na cirurgia.
Damian: ela não pode morrer Arthur – fala desesperado – isso não pode acontecer.
Arthur: e não vai papai – vendo o desespero do pai – ela vai ficar bem.
Damian: quando ela vai sair da cirurgia?
Arthur: a doutora Ana vai avisar papai.
Damian: tomara que não aconteça nada com ela e que de tudo certo meu filho.
Arthur: ela é forte não vai se entregar tão fácil – abraça o pai tentando acalmar ele.
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