Uma semana depois de sair de casa Mateus ainda não tinha falado com a família e não estava disposto a fazer isso, todas as noites descia até o bar do hotel que estava hospedado para encher a cara e depois voltava para o quarto e sempre que acordava pensava em falar com Isadora e os filhos mas o orgulho era maior e desistia de fazer.

Mateus: andava pelos corredores cambaleando muito bêbado, até esbarrar em alguém – me perdoe garoto.

X: segura o homem que não se aguentava em pé — você está bêbado? – fala incomodado pelo cheiro de álcool – você devia parar com isso. Isso pode te matar.

Mateus: o que você sabe sobre a minha vida? – fala bravo – nem me conhece.

X: eu sei que se continuar assim pode morrer.

Mateus: quem é você?

X: Maurício Toledo e estou hospedado aqui.

Mateus: meu nome é Mateus Lascurain.

Maurício: quer ajuda? – sustentando Mateus pelo braço — Seu quarto fica nesse andar?

Mateus: eu não sei garoto – não consegue se manter em pé e acaba desmaiando.

Mateus não falou o numero do quarto e estava totalmente apagado. Acabou sendo levado para o quarto de Maurício que decidi cuidar do desconhecido.

***

Nos corredores do hospital Damian tem um encontro nem um pouco agradável com uma pessoa do passado.

Damian: o que faz aqui Débora? – encarando a mulher na sua frente.

Débora: é você mesmo Damian? – não reconheceu ele de primeira, já que ele estava bem diferente de quando o viu há mais de vinte anos – quase não te reconheci.

Damian: o que faz aqui depois de tanto tempo? Voltou por mim?

Débora: eu não voltei por você Damian – fala debochada – se é isso que você está achando gostosão.

Damian: sem esses comentários Débora – fala incomodado pelo comentário dela – faz tempo que não te vejo e sei que você não tem família.

Débora: ainda lembra dessas coisas sobre mim?

Damian: isso já é passado e hoje estou em uma nova vida.

Débora: ainda vai se arrepender amargamente de ter me deixado.

Damian: me falou a mesma frase de ameaça há anos atrás e estou casado e com quatros filhos e nunca me arrependi de ter minha família.

Débora: eu sei onde fica seu calcanhar de Aquiles – sorri sínica – e eu juro que vai doer mais em você do que em mim.

Diana que observava de longe vai até Damian cumprimentar.

Diana: o que faz aqui Damian – o abraçando – o Arthur está atendendo, mas posso avisar que você está aqui.

Débora: não vai me cumprimentar Diana – fala e ver o olhar fuzilante de Diana.

Damian: vocês se conhecem? — surpreso pela coincidência.

Diana: sim – fala secamente – infelizmente.

Débora: Diana é minha filhota – fala falsamente e se aproxima dela – sangue do meu sangue Damian.

Damian: fala sério e olha Diana – você é filha dessa mulher?

Débora: eu estava tão perto de você meu amor.

Diana: porque chamou ele de amor? — pergunta confusa.

Damian: fomos noivos e ela acabou o nosso relacionamento com um bilhete.

Débora: e você correu para os braços daquela mulherzinha e se casou com ela.

Diana: que história é essa Débora?

Damian: Victória vai ser a única mulher que vou amar e ainda é a mãe dos meus filhos.

Débora: poderia ter um filho seu.

Damian: eu nunca ia ter um filho criado por uma louca como você Débora – falou exaltado – meus filhos são tudo para mim não ia permiti que você a criasse junto a sua loucura.

Diana: já chega de brigas dentro do hospital – puxa Débora pelo braço e leva ela até o carro – vai me falar tudo Débora – liga o carro é começa a dirigir – quem foi Damian na sua vida?

Débora: o que pensa que eu sou garota? Sua filha por acaso? Eu não vou falar nada.

Diana: acelera ainda mais – vai me falar Débora.

Débora: o que quer saber?

Diana: o Damian é meu pai verdadeiro?

Débora: pode ser ele também.

Diana: pode ser sua vadia? – pega a mãe pelos cabelos – diz quem é meu pai vagabunda.

Débora: você foi uma gravidez indesejada e quando você nasceu eu nunca quis ser mãe e criei você da mesma forma.

Diana: solta os cabelos de Débora com violência – você me deixou ser criadas por babás e nunca foi uma mãe presente na minha vida Débora.

Débora: você quer saber quem é seu pai?

Diana: você me tirou esse direito desde que eu nasci.

Débora: o nome dele é Damian Lascurain.

Diana: o que você falou Débora? – olha para mãe e por distração acaba passando pelo sinal vermelho.

Débora: PRA ME VINGAR DO SEU PAI EU ESCONDI A VERDADE – falava nervosa – VOCÊ NASCEU E NÃO TINHA NINGUEM COMIGO NEM SEU PAI, QUERIA QUE VOCÊ MORRESE NO PARTO – olha para o lado da filha e vê o clarão do farol do carro vindo na direção delas.

[...]

Na mansão Victória vai até o escritório preocupada por não ter visto o marido desde que chegou do hospital e resolve o procurar no lugar em que ele fica sozinho para pensar.

Victória: entrando no escritório – algum problema Damian?

Damian: nada de grave meu amor – com o olhar perdido.

Victória: o que aconteceu no hospital pra você chegar assim? Saiu tão bem e quando voltou chegou estranho.

Damian: o motivo foi o meu reencontro com Débora Guerrero em carne e osso – fala serio – ela é mãe da Diana.

Victória: Diana filha da Débora? – acha estranho – o Arthur tem vinte quatro anos essa menina deve ser uns dois anos mais velha mais ou menos.

Damian: o que tem haver isso com o fato de ela ser filha daquela louca? Não devia ter colocado a Diana dentro dessa casa nunca.

Victória: eu não me arrependo de ter colocado a Diana dentro da minha casa ou ela ter uma relação boa com meus filhos.

Damian: a Débora falou que eu ia me arrepender amargamente e se Diana for o objeto de vingança e está ajudando a mãe?

Victória: ela falou que um dia você ia se arrepender de ter negado voltar com ela não foi?

Damian: isso mesmo

Victória: e ela fez isso mesmo.

Damian: do que você esta falando?

Victória: do fato que a Diana é sua filha e a Débora escondeu de você todos esses anos.

Damian: ela não faria isso Victória?

Victória: ela fez isso Damian e fez para te ver sofrer quando descobrisse

Damian: porque fez isso? – coloca as mãos na cabeça desesperado – a Diana deve ter sofrido todos esses anos com aquela mulher.

Victória: você tem que falar com Débora e com Diana, colocar aquela mulher contra a parede.

Damian: como vou achar ela?

Victória: Diana vai poder ajudar.

Damian: eu vou procurar ela no hospital.

Victória: como uma mãe tem coragem de fazer isso?

Damian: ela fez eu me arrepender amargamente – pega a chave do carro – não posso permitir que Débora continue mentindo para ela.

Ana: eu dirijo você não tem condições.

Damian: eu vou sozinho já perdi tempo de mais.

Ana: pega as chaves da mão dele – eu dirijo e você se acalma pra sua pressão não subir e você passar mal.

No hospital Arthur tentava convencer Valentina de viajar com ele para praia.

Arthur: pensei que você não viria

Valentina: tive que trabalhar ate mais tarde no escritório e você me falou que era urgente e não podia sair do hospital.

Arthur: quero te levar para praia esse fim de semana.

Valentina: eu não estou com vontade de ir para uma viajem familiar para o litoral.

Arthur: só eu e você Vale

Valentina: você so pode estar de brincadeira Arthur

Arthur: então você quer viajar comigo?

Valentina: eu não vou com você Arthur, não adianta discuti.

Arthur: e porque não? Já te falei que só nos dois vamos para a praia.

Valentina: minha resposta continua sendo a mesma.

Arthur: o que pensa que eu vou fazer com você?

Valentina: eu quero que você se afaste de mim – ficando distante dele – é melhor.

Arthur: melhor pra quem? Vou cansar de falar que meus sentimentos por você são sinceros, ate você acreditar.

Valentina: e os meus são confusos – fala seria – Arthur entenda que agora eu não consigo te corresponder.

Arthur: porque somos primos? – pergunta confuso.

Valentina: porque você não me passa a segurança em uma relação que eu procuro Arthur – sai andando sem esperar a resposta de Arthur.

Ana andava desesperada pelo corredor ate encontrar Arthur.

Arthur: o que houve Ana?

Ana: a Diana sofreu um grave acidente de carro e esta na sala de operação nesse exato momento.

Arthur: mas como isso aconteceu? Ela estava de plantão hoje. Não poderia ter saído.

Ana: ela estava com a mãe no carro.

Arthur: você acha que ela foi à culpada?

Ana: a Diana ultrapassou o sinal vermelho e levou uma batida forte do lado dela.

Arthur: e a mãe dela?

Ana: a mãe morreu no meio da cirurgia por causa de uma hemorragia interna grave.

Arthur: tem chances de Diana ter alguma sequela?

Ana: só podemos saber depois da cirurgia Arthur.

Arthur: a Diana tem alguém além da mãe?

Ana: ela buscava o pai, mas sem a mãe ela não vai ter muitas chances de encontrar ele.

Arthur: ela agora está sozinha?

Ana: ela sempre vai ter a mim que a considero como uma filha.

Arthur: e a mim também que a considero uma irmã mais velha.

Os dois se abraçam muito preocupados, mas esperançosos para que tudo desse certo com Diana.

As horas passam e Damian esperava o filho na recepção para falar com ele já que ninguém soube informar onde estava Diana.

Arthur: entrega alguns prontuários na recepção e acha estranho a presença do pai aquela hora no hospital – o que faz aqui a essa hora pai?

Damian: sua mãe veio me trazer e pedir que ela voltasse, porque queria falar com a Diana com urgência.

Arthur: o que quer falar com ela? – acha estranho.

Damian: eu encontrei o pai dela.

Arthur: como assim encontrou? – sorri surpreso – me explica isso pai.

Damian: esse pai que ela tanto procura está mais perto que ela imagina.

Arthur: onde você encontrou ele?

Damian: eu falo com ela primeiro e depois eu te falo.

Arthur: ela não pode agora pai, Diana está na sala de cirurgia.

Damian: eu espero ela terminar de fazer a cirurgia filho.

Arthur: ela não está trabalhando pai — respira fundo — a Diana sofreu um acidente de carro e agora está lutando pela vida.

Damian: acidente? De carro? — ele senta em uma cadeira sentido seu mundo ruir em cima da cabeça — ela estava sozinha?

Arthur: não estava – senta ao lado do pai – a mãe dela que estava com ela no carro morreu na cirurgia.

Damian: ela não pode morrer Arthur – fala desesperado – isso não pode acontecer.

Arthur: e não vai papai – vendo o desespero do pai – ela vai ficar bem.

Damian: quando ela vai sair da cirurgia?

Arthur: a doutora Ana vai avisar papai.

Damian: tomara que não aconteça nada com ela e que de tudo certo meu filho.

Arthur: ela é forte não vai se entregar tão fácil – abraça o pai tentando acalmar ele.

Notas finais
Lindinhas mais um capitulo e muitas emoções estão vindo por ai e um capitulo especial tbm espero que tenham gostado do cap de hj.