Cecília: se o Arthur não foi desejado pelo papai — suspira triste — eu e o Alejandro também não.

Damian: não é assim meus filhos — tudo que escutou lhe deixava dilacerado por dentro — nos entenda por favor.

Alejandro: vocês têm que nos entender também pai — sua voz estava carregada de tristeza — tenta se colocar no nosso lugar.

Victória: meu primeiro filho nasceu prematuro — olhou Arthur — eu não queria engravidar depois do Arthur porque pensava que se ele tava daquele jeito eu não seria uma boa mãe.

Damian: mais quando ela soube que vocês estavam a caminho — olha os gêmeos com amor — foi a mulher mais feliz do mundo.

Victória: entenda que vocês são bens preciosos na nossa vida.

Manu: eu não sei no que acredito — olha os dois duramente — porque continuaram casados depois do contrato, porque não se separou da mamãe quando ela foi presa?

Damian: filha é assunto de casal.

Arthur: então vão até seus quartos e peguem suas malas — olha Cecília — pegue as minhas e as de Laurinha — olha os irmãos indo fazer o que ele pediu — a minha conversa é com os dois agora — foi firme — eu e meus irmãos estamos voltando para a casa, mas não com vocês.

Damian: porque está fazendo isso?

Arthur: vão me agradecer — olha os irmãos se aproximando, levanta e vai até eles — que ótimo, vamos pro carro que temos que ir para casa.

Victória: vamos juntos.

Arthur: olha os pais — vocês ficam e se resolvem como casal ou ex casal, não sei o que vão fazer, mas voltem pra casa resolvidos — sai com os irmãos da casa.

Damian e Victória se olham cansados não queriam brigar nem discutir o que já tinha passado entre os dois até aquele momento, queriam esquecer as duras palavras dos filhos e das duras palavras ditas por eles para ferir uma ao outro durante os últimos dias.

Damian: você precisa dormir Victória.

Victória: não é preciso -ela se levanta e segue em direção a praia.

Damian: a observa andar por alguns segundos e vai atrás dela — e se começamos do zero? Aceitaria viver comigo?

Victória: para e não olha o marido — começa do zero? Sem os fantasmas do passado aparecendo nas discussões?

Damian: começar do zero — se aproxima dela e coloca a mão em seu ombro — será esquecer toda amargura que tivemos que passar nesse tempo, mas relembrar cada alegria.

Victória: Damian — seus olhos encheram de lagrimas — eu quero te falar que aceito — vira e o abraça — eu aceito começa nossa história de amor.

Damian: já começamos meu amor — a beija calmo — no dia que você se entregou pra mim é me fez um homem completo.

Victória: você me ama?

Damian: mais que a minha própria vida Victória — com uma mão ergue o rosto dela pelo queixo — já arrisquei a minha vida pra te salvar meu amor.

Victória: promete que não vai me deixar — passava a mão pelo pescoço dele — que vai me amar todos os dias — fala manhosa — e que nosso amor vai ser tranquilo.

Damian: por você transformo a tempestade em calmaria — a suspende e começa beijando seu pescoço.

Victória: te amo Lascurain — tira a blusa dele com pressa — me faça sua como vez em nosso lua de mel — ajuda ele a tirar a calça ficando de cueca box — agora vem me pegar.

Victória correu até o píer e Damian foi atrás dela e a abraçou por trás e os dois olhando pro horizonte sorriam e já não tinham mas aquela expressão tensa nos rostos.

Damian: um amor calmo — beija o pescoço dela e morde a pontinha da orelha.

Victória: você está a fim de levar adiante?

Damian: estou totalmente à fim minha bela — a pega em seus braços — e agora vamos — vai andando até o final do píer — vamos limpar tudo de ruim que ainda exista entre nós dois.

Victória: e como que seria meu fera? — passa os braços no pescoço dele e fica mais junto a Damian.

Damian: um banho de mar meu amor — pula com ela na água — e então?

Victória: eu quero viver com você a vida toda — estava agarrada ao corpo dele — te amo Damian Lascurain.

A tensão que ainda existia foi dissipada naquelas águas tranquilas e naquele momento só importava os dois.

Damian: te amo desde a nossa primeira vez — tira o vestido dela e joga no píer — amo cada parte do seu corpo — inicia um beijo calmo, acariciando o corpo dela com paixão — você sempre foi minha e eu sempre fui seu.


Ele estava ali...perto...desejando cada parte do corpo dela. Com o amor fogoso que tinham, ele a despiu e se despiu também. Sorrindo, jogando as peças de roupa no pier como comprovação daquele encontro e da felicidade sentida ali.
Damian beijou Victória com loucura, apertando seu corpo contra o dela, sentindo o sol, sorvendo o sal da pele um do outro a cada beijo.

Victória: Não demore, meu fera. — ela gemeu pedindo aquele membro pulsante por ela.

Damian: Você disse amor calmo, Victória — ele riu do desespero ela puxando o corpo dele e se roçando desejosa daquela penetração.

Victória: Não tão calmo, Damian...Eu não sou uma boneca... sou sua mulher... vai... me pega, meu fera!

Damian a segurou de modo imediato nas pernas, suspendendo e encaixando os corpos de modo delicioso e brusco.
Ela gemeu ao senti lo dentro

Gemeu querendo mais, querendo estocadas fortes que a água não permitia dar ali.

Damian sorriu mais uma vez e virando a cabeça para trás, aproveitou o mover do corpo dela, preso ao seu por suas mãos fortes e braços peludos.

Victória: Eu te amo — ela gemeu com lágrimas nos olhos.- Fica comigo para sempre. Eu quero você dentro de mim porque eu não sei ser a mulher de mais ninguém. — olhou dentro dos olhos dele, emocionada. — Eu não quero ser de mais ninguém...

Damian: Meu amor, Victória, você me ama tanto assim? — ele gemeu sentindo os olhos pesarem e quase chorar.- Eu sempre achei que só eu me sentisse assim... Eu só sei ser seu... E não posso imaginar uma vida em que você não seja minha. Eu te amo...tanto...tanto...para sempre.

Ele foi beijado por ela com loucura e naquela emoção os dois gozaram os corpos, os sentidos, gozaram tudo e tudo ficou lindo porque decidiam seguir, enfim, o caminho do amor.

[...]

Horas depois os quatro
irmãos já estavam em casa e Mateus chamou Arthur para conversar no escritório.

Arthur: do que quer falar tio?

Mateus: pensei que você fosse responsável, mas você acha que fugir é o melhor e sai sem avisar e ainda leva os irmãos juntos.

Arthur: descobrir que meus pais se casaram por contrato e o pior é saber que eles poderiam ter se separado mas ficaram presos num casamento por causa dos filhos.

Mateus: tinha escutado com atenção tudo que o sobrinho tinha falado e resolve falar — eles falaram algo a mais?

Arthur: meus pais nunca foram felizes juntos — fala triste.

Mateus: eu conheço os dois há muito tempo e sei que entre tapas e beijos vivem se amando e isso vem bem antes da Valentina nascer.

Arthur: mas eles tem que se resolverem e viver em paz os dois juntos ou separados.

Mateus: separados? — deixa um sorriso escapar.

Arthur: deixei eles na praia e falei que só podiam voltar se aquela situação se resolvesse.

Mateus: deixou seus pais sozinhos naquela casa? — começa a rir — Você quer ganhar mais um irmãozinho.

Mateus: ou vou ficar órfão junto com meus irmãos — revira os olhos — porque eles provavelmente vão se Matar.

Mateus: realmente não conhece seus pais.

Arthur: tio realmente eu não os conheço.

Mateus: eles precisam desse tempo sozinhos pra acertarem as coisas e assim ser um casal novamente e verdadeiros pais pra vocês.

Cecília entra no escritório com um rosto tenso é bastante preocupado.

Cecília: precisamos ir até a praia buscar nossos pais.

Arthur: o que aconteceu Ceci?

Mateus: vocês não vão tirar os dois de lá — fala firme — quem não vai deixar sou eu.

Arthur: o que aconteceu Cecília?

Cecília: aconteceu que o papai ligou falando que ia ficar um mês sozinho com a nossa mãe.

Mateus: vão ficar em casa e deixar eles curtirem a lua de mel.

Arthur: e se acontecer algo?

Cecília: vamos buscar eles.

Mateus: não vai ninguém é vão deixar seus pais em paz — encarou os sobrinhos — essa é minha última palavra, escutaram?

Na praia Damian que estava deitado no sofá e observava Victória vindo em sua direção abre os braços e ela deita por cima dele.

Victória: vai ficar sem roupa meu amor? — deposita um beijo molhado na boca dele — não trouxe roupa pra você?

Damian: não to com vontade — segura ela pela cintura e colam mais seus corpos — e você não vai colocar uma roupa?

Victória: você não pegou uma roupa minha.

Damian: não peguei? Pensei que tinha pegado.

Victória: se eu for vestir as suas roupas fico nua o mês inteiro.

Damian: hum... gostei da ideia minha bela.

Victória: o que vamos fazer esse tempo juntos?

Damian: outro filho — da uma gargalhada.

Victória: acho que depois da nossa briga na casa anexa — coloca a mão no ventre — se eu já não tivesse fechado a fábrica.

Damian: queria outro filho? — pensa um pouco — tem certeza que a fábrica fechou?

Victória: calma meu amor — passa as mãos nos cabelos dele — não posso mais ter filhos porque eu fiz laqueadura depois que a Manu nasceu.

Damian: sabia que um filho me fazia o homem mais feliz do mundo,mas é uma pena que não possa mais engravidar — senta e a ajeitando em seu colo — fala — apesar de já ser avô pela segunda vez do Arthur.

Victória: você e eu já temos cinco filhos.

Damian: quatro meu amor.

Victória: cinco, porque Diana se tornou minha filha desde que chegou em nossa casa.

Damian: como não amar uma mulher tão maravilhosa como você?

Victória: já somos pais de cinco e avôs de dois, temos que curti a vida a dois.

Damian: quer casar comigo senhora Reyes Mondragón?

Victória: casar novamente com o Lascurain mais maravilhoso do mundo?

Damian: então vamos casar em poucos dias ali — aponta para o píer — vou falar com um juiz de paz e quero você linda como sempre e de branco.

Victória: casar com você de novo é bastante tentador.

Damian: então vamos casar em poucos dias e vai ser de novo minha.

Victória: eu sempre fui sua meu fera — o beija com amor.