Entre a Bela e a Fera o amor surgira
56 Eu Sempre te Amei
Cecília: se o Arthur não foi desejado pelo papai — suspira triste — eu e o Alejandro também não.
Damian: não é assim meus filhos — tudo que escutou lhe deixava dilacerado por dentro — nos entenda por favor.
Alejandro: vocês têm que nos entender também pai — sua voz estava carregada de tristeza — tenta se colocar no nosso lugar.
Victória: meu primeiro filho nasceu prematuro — olhou Arthur — eu não queria engravidar depois do Arthur porque pensava que se ele tava daquele jeito eu não seria uma boa mãe.
Damian: mais quando ela soube que vocês estavam a caminho — olha os gêmeos com amor — foi a mulher mais feliz do mundo.
Victória: entenda que vocês são bens preciosos na nossa vida.
Manu: eu não sei no que acredito — olha os dois duramente — porque continuaram casados depois do contrato, porque não se separou da mamãe quando ela foi presa?
Damian: filha é assunto de casal.
Arthur: então vão até seus quartos e peguem suas malas — olha Cecília — pegue as minhas e as de Laurinha — olha os irmãos indo fazer o que ele pediu — a minha conversa é com os dois agora — foi firme — eu e meus irmãos estamos voltando para a casa, mas não com vocês.
Damian: porque está fazendo isso?
Arthur: vão me agradecer — olha os irmãos se aproximando, levanta e vai até eles — que ótimo, vamos pro carro que temos que ir para casa.
Victória: vamos juntos.
Arthur: olha os pais — vocês ficam e se resolvem como casal ou ex casal, não sei o que vão fazer, mas voltem pra casa resolvidos — sai com os irmãos da casa.
Damian e Victória se olham cansados não queriam brigar nem discutir o que já tinha passado entre os dois até aquele momento, queriam esquecer as duras palavras dos filhos e das duras palavras ditas por eles para ferir uma ao outro durante os últimos dias.
Damian: você precisa dormir Victória.
Victória: não é preciso -ela se levanta e segue em direção a praia.
Damian: a observa andar por alguns segundos e vai atrás dela — e se começamos do zero? Aceitaria viver comigo?
Victória: para e não olha o marido — começa do zero? Sem os fantasmas do passado aparecendo nas discussões?
Damian: começar do zero — se aproxima dela e coloca a mão em seu ombro — será esquecer toda amargura que tivemos que passar nesse tempo, mas relembrar cada alegria.
Victória: Damian — seus olhos encheram de lagrimas — eu quero te falar que aceito — vira e o abraça — eu aceito começa nossa história de amor.
Damian: já começamos meu amor — a beija calmo — no dia que você se entregou pra mim é me fez um homem completo.
Victória: você me ama?
Damian: mais que a minha própria vida Victória — com uma mão ergue o rosto dela pelo queixo — já arrisquei a minha vida pra te salvar meu amor.
Victória: promete que não vai me deixar — passava a mão pelo pescoço dele — que vai me amar todos os dias — fala manhosa — e que nosso amor vai ser tranquilo.
Damian: por você transformo a tempestade em calmaria — a suspende e começa beijando seu pescoço.
Victória: te amo Lascurain — tira a blusa dele com pressa — me faça sua como vez em nosso lua de mel — ajuda ele a tirar a calça ficando de cueca box — agora vem me pegar.
Victória correu até o píer e Damian foi atrás dela e a abraçou por trás e os dois olhando pro horizonte sorriam e já não tinham mas aquela expressão tensa nos rostos.
Damian: um amor calmo — beija o pescoço dela e morde a pontinha da orelha.
Victória: você está a fim de levar adiante?
Damian: estou totalmente à fim minha bela — a pega em seus braços — e agora vamos — vai andando até o final do píer — vamos limpar tudo de ruim que ainda exista entre nós dois.
Victória: e como que seria meu fera? — passa os braços no pescoço dele e fica mais junto a Damian.
Damian: um banho de mar meu amor — pula com ela na água — e então?
Victória: eu quero viver com você a vida toda — estava agarrada ao corpo dele — te amo Damian Lascurain.
A tensão que ainda existia foi dissipada naquelas águas tranquilas e naquele momento só importava os dois.
Damian: te amo desde a nossa primeira vez — tira o vestido dela e joga no píer — amo cada parte do seu corpo — inicia um beijo calmo, acariciando o corpo dela com paixão — você sempre foi minha e eu sempre fui seu.
Ele estava ali...perto...desejando cada parte do corpo dela. Com o amor fogoso que tinham, ele a despiu e se despiu também. Sorrindo, jogando as peças de roupa no pier como comprovação daquele encontro e da felicidade sentida ali.
Damian beijou Victória com loucura, apertando seu corpo contra o dela, sentindo o sol, sorvendo o sal da pele um do outro a cada beijo.
Victória: Não demore, meu fera. — ela gemeu pedindo aquele membro pulsante por ela.
Damian: Você disse amor calmo, Victória — ele riu do desespero ela puxando o corpo dele e se roçando desejosa daquela penetração.
Victória: Não tão calmo, Damian...Eu não sou uma boneca... sou sua mulher... vai... me pega, meu fera!
Damian a segurou de modo imediato nas pernas, suspendendo e encaixando os corpos de modo delicioso e brusco.
Ela gemeu ao senti lo dentro
Gemeu querendo mais, querendo estocadas fortes que a água não permitia dar ali.
Damian sorriu mais uma vez e virando a cabeça para trás, aproveitou o mover do corpo dela, preso ao seu por suas mãos fortes e braços peludos.
Victória: Eu te amo — ela gemeu com lágrimas nos olhos.- Fica comigo para sempre. Eu quero você dentro de mim porque eu não sei ser a mulher de mais ninguém. — olhou dentro dos olhos dele, emocionada. — Eu não quero ser de mais ninguém...
Damian: Meu amor, Victória, você me ama tanto assim? — ele gemeu sentindo os olhos pesarem e quase chorar.- Eu sempre achei que só eu me sentisse assim... Eu só sei ser seu... E não posso imaginar uma vida em que você não seja minha. Eu te amo...tanto...tanto...para sempre.
Ele foi beijado por ela com loucura e naquela emoção os dois gozaram os corpos, os sentidos, gozaram tudo e tudo ficou lindo porque decidiam seguir, enfim, o caminho do amor.
[...]
Horas depois os quatro
irmãos já estavam em casa e Mateus chamou Arthur para conversar no escritório.
Arthur: do que quer falar tio?
Mateus: pensei que você fosse responsável, mas você acha que fugir é o melhor e sai sem avisar e ainda leva os irmãos juntos.
Arthur: descobrir que meus pais se casaram por contrato e o pior é saber que eles poderiam ter se separado mas ficaram presos num casamento por causa dos filhos.
Mateus: tinha escutado com atenção tudo que o sobrinho tinha falado e resolve falar — eles falaram algo a mais?
Arthur: meus pais nunca foram felizes juntos — fala triste.
Mateus: eu conheço os dois há muito tempo e sei que entre tapas e beijos vivem se amando e isso vem bem antes da Valentina nascer.
Arthur: mas eles tem que se resolverem e viver em paz os dois juntos ou separados.
Mateus: separados? — deixa um sorriso escapar.
Arthur: deixei eles na praia e falei que só podiam voltar se aquela situação se resolvesse.
Mateus: deixou seus pais sozinhos naquela casa? — começa a rir — Você quer ganhar mais um irmãozinho.
Mateus: ou vou ficar órfão junto com meus irmãos — revira os olhos — porque eles provavelmente vão se Matar.
Mateus: realmente não conhece seus pais.
Arthur: tio realmente eu não os conheço.
Mateus: eles precisam desse tempo sozinhos pra acertarem as coisas e assim ser um casal novamente e verdadeiros pais pra vocês.
Cecília entra no escritório com um rosto tenso é bastante preocupado.
Cecília: precisamos ir até a praia buscar nossos pais.
Arthur: o que aconteceu Ceci?
Mateus: vocês não vão tirar os dois de lá — fala firme — quem não vai deixar sou eu.
Arthur: o que aconteceu Cecília?
Cecília: aconteceu que o papai ligou falando que ia ficar um mês sozinho com a nossa mãe.
Mateus: vão ficar em casa e deixar eles curtirem a lua de mel.
Arthur: e se acontecer algo?
Cecília: vamos buscar eles.
Mateus: não vai ninguém é vão deixar seus pais em paz — encarou os sobrinhos — essa é minha última palavra, escutaram?
Na praia Damian que estava deitado no sofá e observava Victória vindo em sua direção abre os braços e ela deita por cima dele.
Victória: vai ficar sem roupa meu amor? — deposita um beijo molhado na boca dele — não trouxe roupa pra você?
Damian: não to com vontade — segura ela pela cintura e colam mais seus corpos — e você não vai colocar uma roupa?
Victória: você não pegou uma roupa minha.
Damian: não peguei? Pensei que tinha pegado.
Victória: se eu for vestir as suas roupas fico nua o mês inteiro.
Damian: hum... gostei da ideia minha bela.
Victória: o que vamos fazer esse tempo juntos?
Damian: outro filho — da uma gargalhada.
Victória: acho que depois da nossa briga na casa anexa — coloca a mão no ventre — se eu já não tivesse fechado a fábrica.
Damian: queria outro filho? — pensa um pouco — tem certeza que a fábrica fechou?
Victória: calma meu amor — passa as mãos nos cabelos dele — não posso mais ter filhos porque eu fiz laqueadura depois que a Manu nasceu.
Damian: sabia que um filho me fazia o homem mais feliz do mundo,mas é uma pena que não possa mais engravidar — senta e a ajeitando em seu colo — fala — apesar de já ser avô pela segunda vez do Arthur.
Victória: você e eu já temos cinco filhos.
Damian: quatro meu amor.
Victória: cinco, porque Diana se tornou minha filha desde que chegou em nossa casa.
Damian: como não amar uma mulher tão maravilhosa como você?
Victória: já somos pais de cinco e avôs de dois, temos que curti a vida a dois.
Damian: quer casar comigo senhora Reyes Mondragón?
Victória: casar novamente com o Lascurain mais maravilhoso do mundo?
Damian: então vamos casar em poucos dias ali — aponta para o píer — vou falar com um juiz de paz e quero você linda como sempre e de branco.
Victória: casar com você de novo é bastante tentador.
Damian: então vamos casar em poucos dias e vai ser de novo minha.
Victória: eu sempre fui sua meu fera — o beija com amor.
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