Já era madruga na mansão Lascurain e as irmãs conversavam na cozinha.

Isadora: ta sem sono mana?

Victória: não consegui para de pensar no Eduardo — fica pensativa — que estranho.

Isadora: o Edu deve ta curtindo a Ana — fala sorrindo — deixa ele namorar em paz Victória.

Victória: não é isso Isadora.

Isadora: queria te perguntar uma coisa pode?

Victória: claro que pode Isadora

Isadora: você se lembra do dia que você foi presa?

Victória: lembro de entrar no quarto e brigar com o Pedro e depois só me lembro sendo presa

Isadora: não lembra de mais nada — pergunta curiosa — isso é estranho.

Victória: a Diana falou a mesma coisa, mas não posso provar minha inocência.

Isadora: você lembra se viu alguém conhecido naquele hotel?

Victória: espera um pouco — fala tentando recordar algo — o segurança

Isadora: de quem esta falando?

Victória: o segurança do Henrique estava no hotel e ele é a sobra do Santander.

Isadora: ele pode ter algo haver? — fala desconfiada.

Victória: o Henrique pode ter armado toda aquela armadilha com o Pedro.

Isadora: se for verdade isso é muito serio Victória.

Victória: se o Damian descobrir ele mata o Henrique.

Isadora: seu marido não seria capaz minha irmã — fala com desdém — nunca vi o Damian matar uma barata.

Victória: não se engane com ele

Isadora: porque você acha isso?

Victória: porque quando me casei com Damian e fomos à praia Henrique tentou ficar comigo a força e Damian me salvou batendo feio nele e dai em diante o Henrique nutre um ódio mortal pelo meu marido.

Isadora: acha que ele seria capaz de te fazer mal de novo?

Victória: de Henrique eu espero tudo Isadora — fala temerosa — que ele fique longe dos meus filhos.

Dia seguinte no meio da manha Damian recebe uma ligação de Arthur para que fosse para o hospital com urgência e ele vai de encontro ao filho de imediato.

Damian: o que aconteceu pra ligar e pedir tanta urgência? — olha o filho com uma feição preocupada.

Arthur: acabei de sair de uma operação muito complicada — tenta procurar a melhor forma de falar — a Ana sofreu uma tentativa de assassinato e foi operada as pressas.

Damian: ela estava sozinha?

Arthur: pelo jeito sim pai

Damian: porque, pelo jeito?

Arthur: ela foi encontrada a o lado do carro do tio Eduardo — fica com o olhar preocupado.

Damian: como assim seu tio não estava?

Arthur: não foi encontrado nenhum rastro dele pela região

Damian: então onde esta ele? — passa as mãos pelo cabelo em sinal de desespero — a sua mãe e sua tia?

Arthur: por isso que te chamei pai, eu usei a influencia da doutora pra proibir o boletim medico e policial.

Damian: só quero saber agora onde está Eduardo.

Arthur: isso só o delegado pode responder pai.

Damian: e como Ana esta?

Arthur: a situação de saúde dela ainda é grave.

Damian: mais tem chance de sobreviver?

Arthur: sempre existe essa possibilidade pai.

Damian volta pra casa pensando em como dar a noticia para a esposa e a cunhada, mas recebe uma mensagem no celular e abri sem demora.

**Eduardo esta bem salvo e vivo.**

Damian: onde ele esta? — tentava ligar para o numero que enviou a mensagem, mas não consegui — se não foi ele que mandou essa mensagem? — recebe outra mensagem.

**ele esta bem longe daqueles que tentaram matar**

Damian sentiu seu sangue gelar e o mundo girar quando leu a ultima mensagem, em sua mente pensava que a família também estava correndo perigo e ele estava com essa dúvida na mente quando tem seu pensamento interrompido por Diana.

Diana: o Arthur ligou pra mim pai.

Damian: acabei de receber uma mensagem do Eduardo — mostra a mensagem a filha — agora estou preocupado com a segurança de vocês.

Diana: esse não é o grande problema agora pai — aponta Isadora e Victória que desciam as escadas.

Damian: olha a filha com nervosismo — o que eu digo Diana? — passa a mão nos cabelos e olha a esposa se juntar a eles.

Diana: acho que a verdade pai — sorri encorajadora — eu ajudo.

Damian: Isadora e Victória, preciso falar algo para vocês e peço muita calma e que me escutem com atenção.

Elas sentam no sofá

Diana: a Ana está no hospital porque nessa madrugada sofreu uma tentativa de assassinato.

Damian: mas o Eduardo está bem e já se comunicou por mensagem e me falou que está sendo ameaçado de morte e não quer nos colocar em perigo.

Isadora: então ele está bem? — estava calma.

Victória: ele falou onde estava?

Damian: ele não falou onde estava.

Diana: mas sabemos que ele está bem.

Isadora: vou subir porque eu não me sinto bem — se levanta mas sente uma tontura e cai no sofá.

Victória: o que houve Isadora?

Damian: se aproxima da cunhada — o que está sentindo?

Isadora: estou tonta — tenta puxar o ar e se manter acordada, mas desmaia.

Diana: se aproxima com a cadeira de rodas — coloca ela mas pra cá e pega minha maleta no quarto pai.

Damian faz tudo o que ela pedi e Isadora acorda poucos minutos depois ainda tonta mais depois melhorou e Diana decidiu conversa.

Isadora: o que eu tenho?

Diana: dona Isadora eu não sou ginecologista ou obstetra.

Isadora: me chama de tia — sorri terna — mas você não sabe mesmo o que tenho?

Diana: olha o pai depois Victória e volta o olhar para Isadora — ta bem tia — sorri e fala — pelo pouco que eu sei, acho que em breve vou ganhar um priminho ou priminha, mas primeiro faça o exame para confirmar.

Isadora: abraça Diana — me deu a melhor notícia do dia — se solta e vai abraçar a irmã — vou ter mais um filho.

Damian: parabéns cunhada — a abraça parabenizando.

Uma semana depois Isadora conseguiu ir ao ginecologista e o sair encontra sua filha Valentina esperando.

Isadora: veio me buscar meu amor?

Valentina: um pouco surpresa de ver a mãe — a senhora veio se consultar mamãe?

Isadora: tenho que saber como está seu irmão ou irmã — passa a mão pelo ventre — o médico falou que está tudo bem.

Valentina: não sabe o quanto me deixa feliz mamãe — a abraça — eu preciso ir pra minha consulta de rotina.

Isadora: quer que eu lhe espere pequena?

Valentina: não precisa, eu vou pra construtora depois que acabar aqui.

Isadora: então eu vou embora meu amor — da um beijo na bochecha dela e vai embora.

Valentina entra no consultório.

Valentina: doutor eu vim pra minha consulta de rotina.

Médico: sua mãe acabou de sair daqui, sebe me alegra que possa atender mãe como um obstetra e filha como ginecologista, isso só mostra que a família não descuida da saúde.

Valentina: ela tá super animada com o bebê.

Médico: vamos ao exame?

Valentina: claro doutor — ela é examinada e depois volta a falar com o médico.

Médico: Valentina Lascurain veja bem — olha Valentina — tenho algumas suspeitas mas, primeiro quero que faça esses exames e volte daqui a alguns dias.

Valentina: pega o papel é sorri nervosa — isso só pode ser engano doutor.

Médico: primeiro tenho que ter os exames em mãos depois posso confirmar.

Valentina: e agora meu Deus? — sai do consultório pensativa.

Os dias passam e no hospital Ana continuava em coma e Eduardo não tinha mas entrado em contato, Isadora estava curtindo sua maternidade e Valentina andava muito pensativa com a consulta e os possíveis resultados dos exames que fez e vai conversar com o pai.

Mateus: você anda meio triste meu amor — estava sentado ao lado dela.

Valentina: você já sentiu que as coisas estão fugindo do seu controle de uma hora pra outra sua vida pode tomar um rumo não planejado.

Mateus: quando sua mãe descobriu que estava grávida de você devo ter me sentindo dessa forma.

Valentina: você queria ter filhos?

Mateus: se eu queria ter filhos? — coloca a cabeça da filha no seu colo — você foi o maior presente que ganhei da sua mãe.

#Lembrança Mateus on

Isadora: e como você se sente futuro papai?

Mateus: você me deu mais uma razão de ser feliz

Isadora: deita aqui por favor — se afasta um pouco pra abrir um espaço na cama.

Mateus: deitando e sendo abraçado por ela — eu sempre quis uma família e você me deu a melhor que um homem pode desejar.

Isadora: você também foi a melhor coisa que aconteceu comigo.

Lembrança Mateus off.

Mateus: você é seu irmão me ensinaram muito nessa vida.

Valentina: estava enxugando as lágrimas que ainda insistia cair — que lindo pai.

Mateus: meu anjo?! — abraça ela protetor — você está bem?

Valentina: eu to com medo papai — chorando.

Mateus: de que minha menina?

Valentina: me abraça papai.

Mateus: sempre meu amor.

Victória estava com Arthur em seu quarto o ajudando a cuidar da neta.

Arthur: terminava de vestir a filha — porque crescem tão rápido mãe?

Victória: pega a neta nos braços — vocês crescem no tempo certo, nos pais é que não queremos que passe.

Arthur: a Laura foi o maior presente que já ganhei — olha a filha — quando ela abriu os olhos pra mim foi como se o céu inteiro tivesse me abençoado naquele instante.

Victória: imagina o que eu e seu pai sentimos quando pegamos você é seus irmãos no braço.

Arthur: mesmo com tantas coisas você é meu pai ainda continuaram se amando e voltaram a ser um casal.

Victória: acontece que, eu amo seu pai e ele me ama e não há nada que acabe com nosso amor.

Arthur: quero que a minha história com a Valentina também seja assim é que possamos ficar juntos até o fim.

Victória: você e Valentina é um amor cultivado desde a infância e que agora depois de adultos já estavam prontos para florescer e pertencerem uma ao outro sem reservas.

Arthur: eu sei que só temos um mês de namoro mas vou pedir ela em noivado e casar o mais breve possível.

Victória: a Laurinha ta merecendo um irmãozinho meu filho — fala sorrindo — e Valentina vai ficar tão linda grávida.

Arthur: a Laura não vai ficar sem irmão por falta de tentativa.

Victória: Arthur que deselegante — o repreende — deve respeitar a sua mulher e guardar esses comentários da vida íntima do casal e não sai falando.

Arthur: por mim me casaria com ela agora e eu, Laurinha e ela íamos viver como família de verdade.

Victória: primeiro ela tem que aceitar casar doutor Arthur — vê a neta dormindo e a coloca no berço — ou vai casar a menina a força.

Arthur: só se for a força do amor que vai mover nossos corações ao altar — abraça a mãe e a gira no ar — vou casar com Valentina e fazer ela feliz a cada segundo.