Entre Tapas E Beijos

11 Capítulo 10 - Do obscuro para o revelado


Notas iniciais
Meeeu amores 1235345345 desculpas por ter demorado, mas eu estava em provas e complicou tudo, e queria fazer uma coisa bem feita para você né! ♥
Espero que gostem...

POV Fatinha

A noite ia caindo e algumas pessoas iam dormir, outras ficaram conversando ali mesmo. O Gui e a Alice estavam em uma conversa com a Kika e o Pedro, (pelo visto estava rendendo o assunto) e a Juh estava empolgada com o namorado dela, e agora é o momento que eu estava sobrando ótimo!

Não estava a fim de dormir, tinha o Baianinho, mas eu não queria passar minha noite conversando com ele né, tá certo que ele me fazia dar muitas risadas, mas estava mesmo era preocupada com o Bruno, ele ficou muito estranho desde que o pai dele voltou e eu queria saber o que deixava ele tão triste, queria falar com ele mais não sei se era a hora certa, aah que se dane também, eu fui. Ele estava sentado na areia de frente do mar, um pouco afastado de onde nós estávamos:

Fatinha: Posso saber por que você está tão distante? –disse sentando ao seu lado.

Bruno: Distante é? Você acha mesmo? –ele disse beijando os meus cabelos.

Fatinha: O que eu vou achar? Você não falou muito essa noite, seu olhar está mais vago, triste, e agora você está aqui, quando poderia estar lá com todos os seus amigos.

Bruno: Estou impressionado com a sua capacidade de percepção. –ele riu.

Fatinha: Obrigada! –dei um sorriso para ele. –Mas agora dá para falar o que está acontecendo? Desde que seu pai chegou você está assim... –o assunto ficou no ar, pensei que ele nem fosse mais responder quando começou.

Bruno: Eu nunca fui de me abrir com ninguém...

Fatinha: Pode confiar grandão, sou uma boa ouvinte. –ele deu um longo suspiro, como se estivesse se preparando.

Bruno: Bem convencida, mais tá legal você venceu...

“Minha família parecia ser a família mais linda e perfeita do mundo, sabe? Tínhamos tudo, tudo o que muita gente quer hoje em dia, dinheiro, e na minha inocência de menino tínhamos até a felicidade, e eu passei muitos anos imaginando quando que minha mãe voltaria, eu passava todos os meus aniversários esperando pela minha mãe, e fazendo pedidos para eu ver ela, morávamos apenas eu minha irmã e meu pai.

Ela tinha nos deixado quando eu tinha 10 anos e a Julia com 6 anos, meu pai sempre inventou o porque minha mãe tinha ido embora, mas eu cheguei a uma certa idade em que não acreditei mais, e ele não tinha mais escapatória ou ele falava ou ele falava.

Foi quando, em certo dia ele começou a me contar o que realmente havia acontecido...

Minha mãe tinha se formado em tudo, não tinha mais nem o que estudar, era especialização, pós-graduação, tudo tudo o que você imaginar, ela se tornou uma excelente médica, e foi escolhida por representantes mundiais da medicina para ir até parte mais pobre da África cuidar das pessoas que tinham adquirido um vírus muito forte, por causa de um surto de doenças que deu no país, esse sempre foi o sonho dela: Cuidar de pessoas pobres e não da sua família, que ela em plena consciência formou, mas que nunca aceitou.

Ela tinha 2 filhos e 1 marido, e ainda assim não estava bom, ela teve que nos abandonar...Eu nunca vou ser capaz de perdoar ela por ter feito isso com nós, depois que eu fiquei sabendo de tudo eu não queria falar mais com ela, eu não via uma razão para ela ter nos abandonado, mas minha irmã era toda derretida pela mãe, e ela sempre conversava com ela e perguntava sobre mim, até que quando eu fiz 20 anos ela resolveu voltar para acabar de estragar de vez a minha vida, eu não podia conviver com ela, meu pai não merecia mais eu não podia continuar lá, e o meu falso motivo era que eu queria cursar a minha faculdade aqui, e como ele sempre e quis ver formado aceitou de imediato, a Julia era muito grudada a mim, mesmo a mãe tendo voltado ela quis vir comigo, e ela sempre teve sonho de morar aqui, meu pai continuou morando lá, ele a perdoou, alias ele e a Julia. Eu tinha o amor do meu pai, mais ele trabalhava dia e noite, tentando esquecer o que minha mãe tinha feito, e a pessoa que eu mais passava meu tempo era a minha irmã, por isso o nosso vinculo tão forte, eu não vivo sem ela, e ela não vive sem mim, eu não consigo perdoar a mulher que nos abandonou , quando eu disse que ia me mudar de Brasília, ela fez da minha vida a pior possível, ela ficava no meu pé, dizendo que nunca ia me deixar ir embora de lá, que ela era minha mãe, que ela se arrependia do que tinha feito, e cada dia mais eu ia pegando raiva dela, ela me obrigava a aceitá-la de volta e sempre dizia que eu estava errado em relação a ela.

Essa mulher me fez tornar uma pessoa fria, rancorosa, e isso foi difícil para mim, pois eu desacreditei que algum dia eu encontraria alguém que me fizesse realmente feliz, e por muitas vezes fui rude com quem não merecia, quando cheguei aqui no Rio conheci o Tony e o Marcos, meus únicos amigos de verdade que eu já tive na minha vida, eles são meus amigos, mas mesmo assim, nunca puderam dar a mim o amor que minha mãe não me deu.

Eu não sabia o que fazer, não sabia o que falar para ele, ver ele assim me cortava o coração, escutar essas palavras foi como tapas em minha cara, eu sempre tive o amor da minha mãe e do meu pai, e não sei como eu viveria sem a minha mãe, ele estava errado em dizer que não poderia perdoar a mãe, eu sei que ele poderia, sei que dentro dele existe um coração capaz disso.

Fatinha: Não fica assim não, você é bom, você tem a capacidade de perdoar sim sua mãe, e eu sei que você vai viver muito melhor se isso acontecer. –ele olhou em meus olhos.

Bruno: Não, eu não sou eu tenho raiva dentro de mim, amor? Eu nem sei o que é isso, a não ser pela minha irmã e meu pai. –sim eu entendia, mas aquilo foi como facadas no meu coração, será que ele era tão burro assim de não ver como eu amava ele? Como eu podia ajudar ele? Claro que não. AAh e porque mesmo que eu estou aqui? Ah sim porque sou uma idiota.

Fatinha: Ninguém é feito de raiva Bruno. –eu estava com raiva dele agora, idiota.

Bruno: Pode ser, mais você não sabe o que é ser abandonado.

Fatinha: Olha Bruno, realmente eu não sei, mas posso imaginar e se você desse chance as pessoas que te amam te ajudar, eu tenho certeza que sua vida ia mudar.

Bruno: Eu falo da minha vida e você que fica brava? E que pessoas são essas?

Fatinha: Eu não estou brava, só acho que você devia rever seus conceitos, e essas pessoas estão mais perto do que você imagina. Bom agora eu vou dormir tudo bem? Boa noite para você, qualquer coisa é só me chamar. –eu disse dando um beijo em sua face, e ele me puxou pelo braço.

Bruno: Pensei que você ia ficar aqui comigo.

Fatinha: Se eu não estivesse com sono eu ficava. –o sono a melhor desculpa mundial, mas a verdade era que eu estava com um enorme nó na garganta.

Bruno: Ok! Se prepare para amanhã, vamos à cachoeira que você queria.

Fatinha: AAAh demais, até que enfim. –disse dando um sorriso falso.

Levantei correndo dali, eu já estava chorando, não podia entrar na barraca senão as meninas ficariam preocupadas, e perguntariam por que eu estava daquele jeito e o que eu responderia? A Julia minha querida estou chorando porque seu irmão é um imbecil!

Será mesmo que tudo aquilo que ele fez por mim, nossos beijos não significaram nada? Que idiota, eu nunca mais eu deixaria que ele relasse a mão em mim.

Quando dei por mim eu estava no meio da floresta, perdida, aaah que demais não adiantava nada, mas eu estava desesperada e agora? Não sabia onde eu estava, e ninguém ia me escutar, comecei a ficar com medo, e chorar, chorar muito, por eu estar ali sem ninguém, e com uma dor tão grande que eu nunca havia sentido, de tanto chorar, eu acabei dormindo.

Estava em um sonho muito bom, quando escutei uma voz que dizia: Acorda princesa, até que enfim te achei...

Depois de tanta insistência da voz, eu deduzi que não era no meu sonho, abri meus olhos com dificuldade por causa do sol, e não, não podia ser ele... Como ele tinha me achado?

Notas finais
hmmmmm, e ai? gostaram? Me deixem comentarios meus amores... ♥