Entre Sangue e Feitiços

15 Capítulo 15 - Drunk On Love


Notas iniciais
Hello babies :) Boa leitura.



POV — Damon Salvatore



– Se Klaus já sabe onde estamos, porque ainda não veio nos pegar? – indagou Elena, apoiando os cotovelos em cima da mesa da cozinha e apoiando o queixo nas mãos.



– Nem imagino. – disse Ric pensativo e sombrio – Mas não vamos falar como se estivéssemos apenas esperando ele vir buscar vocês, os ingredientes preciosos para o ritual macabro.

Elena se mexeu desconfortável na cadeira em que estava sentada, ela colocou as mãos no colo e olhou a manhã nublada através da janela da cozinha parecendo pensar sobre "os ingredientes preciosos para o ritual macabro", que Ric havia mencionado. Só então Alaric pareceu perceber o modo como havia falado aquilo e seu rosto tomou uma leve expressão culpada.



– Ric, você não disse que Isobel era meio obcecada por vampiros antes de se tornar uma, e fazia todo tipo de pesquisas? – Stefan perguntou.

– Sim, por quê? – Ric franziu o cenho.



– Será que essas pesquisas não tem nada que possa nos ajudar?

– Talvez. – Ric respondeu e pensou por alguns segundos – O escritório dela fica na Virginia, mas durante algum tempo ela conseguiu alguns seguidores que também eram obcecados pela "vampiraria literária", e um outro escritório foi montado em Washington, todas as cópias do que há na Virginia estão em Washington.



– A gente não perderia nada dando uma olhada. – sugeriu Stefan.

– Podemos ir de carro a Washington, mas se formos hoje só voltamos amanhã. – Ric calculou – Ou de avião, mas só voltaríamos amanhã de qualquer jeito. Deve haver bastante coisa pra olhar.



Stefan assentiu e olhou Elena carinhoso, como se disse que nada de ruim aconteceria com ela se dependesse dele, que ele faria tudo que estivesse ao seu alcance pra salvar a vida dela, mesmo que ele tivesse que morrer pra ela continuar viva.

Nossa, acho que estou ficando bom em ler olhares!



– Algum de vocês vai querer me acompanhar? – Ric perguntou.

– Eu vou. – Stefan se apressou em dizer.



– Eu também quero ir. – falou Elena.

Eu sabia que Stefan concordaria que Elena fosse porque ele sempre dizia "sim" às vontades dela, ele dizia que queria dar a ela possibilidades de escolha, mas eu ainda achava que ele tinha medo de ela não gostar de ele dizer "não". E como previsto, ele concordou.



– Vou arrumar algumas coisas pra levar. – Elena disse e se retirou.

– Então, acho que vou ter que ficar e cuidar da nossa bruxa. – falei sério, mas minha mente não deixou de lembrar-me que em cada vez que eu e Bonnie ficamos sozinhos dentro de algum comodo, as coisas terminaram em... caricias avançadas.



– Nossa! Que chato hein, Damon?! – Ric pareceu notar minha hiperventilação e Stefan quis rir, mas se conteve, o que deixou seu rosto com uma expressão engraçada.

– É. Mas o que eu não faço pra ajudar?! – disse rindo sem humor – Ah, Stefan, o Coelhinho da Páscoa mandou lembranças.



Sai da cozinha deixando os dois sozinhos e caminhei até as escadas indo para o andar de cima com as mãos no bolso da calça. Dei passos leves pelo estreito corredor claro e parei em frente a porta branca com maçaneta prateada de metal. Antes de entrar eu tentei ouvir algo lá dentro e ouvi a respiração calma de Bonnie, ela parecia estar dormindo mas quando abri a porta ela estava apenas sentada lendo um daqueles livros de bruxa. Ela notou minha presença, mas não tirou os olhos das páginas amareladas do livro. Caminhei até ela e joguei meu corpo na cama fazendo o colchão subir e descer de um jeito irritante.

– Suas botas estão sujando meus lençóis limpos. – ela disse ainda sem me olhar.



Eu passei meus braços ao redor dos ombros dela.

– Sabia que Elena, Stefan e Rick vão viajar?



Ela não mostrou interesse e virou uma página.

– Pra Disney?



– Não. – eu puxei o livro da mão dela e o deixei de lado – Agora, adivinha a melhor parte.

Ela riu do meu cinismo.



– Você finalmente vai tirar os sapatos sujos dos meus lençóis?

Fingi impaciência. Joguei minha cabeça no travesseiro puxando ela junto comigo de modo que ela foi parar em cima de mim. Eu sorri maliciosamente e deslizei minha mão pela sua cintura até suas nádegas.



– Tenta de novo.

Ela colocou a mão direita no meu peito distanciando o rosto do meu.



– Tá falando sério?

– Claro, vou até te dar uma dica, não é nada descente.



Ela rolou os olhos.

– Digo, eles vão mesmo viajar?



– Ah, sim. Isso também é sério.

Antes que ela pensasse em dizer algo mais, pus minha mão em seu pescoço e selei nossos lábios, mas ela colocou a mão no meu peito outra vez, me empurrando lentamente e afastando o rosto do meu.



– Pra onde? E por quê?

– Não devemos nos preocupar. – eu passei a mão no cabelo dela e aproximei meu rosto novamente e outra vez ela afastou, só que agora me olhando com reprovação porque queria que eu falasse de uma vez – É bom eu ganhar um prêmio justo. – resmunguei – Eles vão olhar a pesquisa de Isobel. Voltam amanhã mesmo, pela noite talvez.



– Não vão precisar da nossa ajuda?

– Eles não. Mas eu vou precisar da sua. – sorri perverso.



– Pra quê? – ela arqueou as sobrancelhas.

– Você sabe. – meneei a cabeça indicando a parte de baixo do meu corpo – Pra me aliviar.



– Damon! – ela abriu a boca chocada.

– Que foi? – perguntei sem entender.



– Isso é jeito de falar com uma prostituta. – espetou o indicador no meu peito – Não comigo!

Eu abri um sorriso.



– E quanto você cobra por uma noite? Eu quero um serviço completo.

Se possível, a boca dela abriu ainda mais. Mas então ela começou a sorri maliciosamente de volta pra mim.



– Depende... Se valer a pena...

– Deixa eu dar uma demonstração.



Eu a segurei pela nuca e levantei um pouco a cabeça inclinando na direção dela enquanto trazia o rosto dela perto do meu. Nossos lábios se tocaram e eu suguei o inferior dela e pedi passagem com minha língua pra sua boca. Minhas mãos arrastaram por suas costas indo até sua bunda. Eu separei nossos lábios.

– Isso é tudo que sabe fazer? – ela riu.



Passei a língua pelos lábios.

– Porque não mostra o que você sabe fazer? – sugeri.



Ela sorriu provocante e sentou propositalmente em meu cima do meu membro. Ela passou a mover o quadril lentamente e eu mordi o lábio inferior reprimindo um gemido.

– O que acha? – sussurrou.



– Isso é bom. – murmurei.

Bonnie abriu alguns botões da minha camisa, se inclinou e beijou minha barriga. Eu tremi. Fechei meus olhos sentindo ela lamber e morder minha virilha. Sua mão deslizou por cima da minha calça e acariciou meu pênis, eu senti ele latejar. Voltou a sentar e se mover em cima dele e passou a beijar e sugar meu pescoço, eu coloquei as minhas mãos na bunda dela e apertei. Ela arranhou minha barriga com força, beijou minha boca e sugou minha língua.



Estava tudo muito bem até que nos ouvimos dois rápidos baques na porta e em seguida Elena entrou. Bonnie pulou de cima de mim e sentou ao meu lado como se nada estivesse acontecendo antes de Elena entrar, mas ela já tinha visto. E mesmo que não tivesse, minha camisa aberta, o volume na minha calça, os lábios vermelhos de Bonnie ou o cabelo bagunçado dela falariam por si só. Elena ficou envergonhada, ela olhou o chão se desculpou e saiu. Bonnie suspirou e se levantou. Eu afundei minha cabeça no travesseiro sabendo que não conseguiria mais nada ali.

POV — Bonnie Bennett



Eu arrumei minha roupa, meu cabelo e desci as escadas. Elena estava na sala tentando colocar seu diário dentro de uma bolsa grande que já estava cheia.

– Já estão indo? – perguntei fazendo-a me notar.



– Sim. De carro demoraria mais então vamos direto de avião. Voltamos amanhã. – ela sorriu – Acho que você vai ficar bem sem mim.

Eu sabia que Elena é minha amiga e que ela não ia me julgar, mas de qualquer forma eu me senti levemente envergonhada porque não estava acostumada a ser pega no flagra em cima de Damon daquela maneira, e eu sabia que tinha algo acontecendo entre ele e ela antes de eu cair de paraquedas no meio dos dois. Pelo menos da parte de Damon eu sei que tinha.



Ric desceu as escadas e sentou no sofá, depois apareceu Stefan e por último, Damon. Eu dei uma olhada pra parte debaixo do corpo dele e notei que agora ele estava em estado "inativo".

Todos nos despedimos e eles foram embora. Eu cruzei meus braços olhando pra porta de entrada que estava fechada. Agora estávamos apenas Damon e eu na casa. Nós dois, sozinhos. Estranho, eu acho que deveria sentir medo, mas minha barriga apenas se revirou nervosa.



– Que tal um banho? – ele disse me olhando.

Então, mais rápido do que eu pude acompanhar, ele me pegou em seu colo e correu comigo até o banheiro no andar de cima e me colocou de volta no chão quando estávamos lá.Um quase imperceptível sorriso repuxava os cantos dos lábios avermelhados de Damon, avermelhados por causa dos beijos entre nós dois durante nosso jogo de provocação que Elena interrompeu. Minha mente ainda vagava nisso. Eu olhei pros lados, ele havia dito "banho". Claro! Obviamente era um banho a dois.



– Você está me propondo o que eu acho que está propondo? – falei estreitando os olhos com um pequeno sorriso.

Ele levantou os braços em forma de rendimento com uma cara muito ingênua. Eu ri. Coloquei meus braços em volta do pescoço dele e nos beijamos pra começar de onde não queríamos ter parado. Ele apertou minha cintura e me puxou chocando os nossos corpos, nos deixando bem colados. Levantou a barra da minha camisa e puxou pra cima tirando-a de mim. Damon passou a língua por meus beiços, eu mordi levemente o lábio inferior dele e apertei um pouco mais puxando com força sem soltar.



– Ai. – ele reclamou – Isso dói.

Eu ri.



– Eu não senti nenhuma dor.

– Ah, é? – ele passou o indicador onde eu mordi e sorriu sedutoramente – Você vai se arrepender de ter dito isso.



Damon me segurou com força e me beijou euforicamente, a língua dele invadiu a minha boca travando com a minha uma batalha, que ele venceu tomando o controle do beijo enquanto suas mãos eram ágeis explorando cada centímetro do meu corpo. Eu acho que ele tinha uma tara grande pela minha bunda porque sempre que tinha uma oportunidade, como agora, ele apertava ela.

Ainda me beijando, ele me empurrou até uma parede e percebi que estávamos dentro do box. Ele arrastou os beijos pela minha bochecha até meu pescoço, eu arfei sentindo-o sugar minha pele. Fechei meus olhos com força tentando respirar melhor, porque todo ar que meus pulmões possuíam, não parecia suficiente. Com ajuda dos meu próprios pés, eu chutei as sapatilhas que calçava pra fora do box. Coloquei as mãos na barra da camisa de Damon e puxei com força, estourei todos os botões de cima abaixo e joguei a camisa no chão. Ele me olhou com desejo.



– Gatinha selvagem?! Uau.

Damon voltou a me beijar no pescoço, ele desceu os lábios por meus ombros e não sei de que forma, arrancou meu sutiã com os dentes, eu quase fiquei impressionada com a facilidade que ele teve. O vampiro afastou um pouco de mim e fitou meus seios.



– Deliciosa. – ele murmurou rouco.

Eu podia ver o volume absurdo debaixo de sua calça. Ele tirou o resto de sua roupa em segundos e eu fiz o mesmo. Damon colou os lábios nos meus e juntou nossos corpos, agora sem roupa alguma. Passei minha mão por seu abdômen definido sentindo sua ereção ser pressionada em minha virilha enquanto sua boca devorava a minha.



A água quente caiu por nossos corpos quando Damon ligou o chuveiro. Passou um braço por minha cintura me dando impulso pra subir em seu colo e o fiz, entrelaçando minhas pernas em seu quadril chocando nossas intimidades. Fui pressionada brutalmente contra a parede, minhas costas teriam doido contra o concreto duro se eu não estivesse tão concentrada no que estávamos fazendo. Ele apertou minha cocha com força e se moveu como se estivesse investindo dentro de mim, mas estava apenas friccionando seu sexo em minha intimidade.

Um gemido rouco cortou minha garganta em meio aos beijos que ele me dava. A água deslizando entre nossos corpos parecia dar mais prazer tornando nossa pele escorregadia. A mão direita de Damon alcançou meu seio esquerdo. Eu apertei meus olhos. Ele rodeou meu mamilo em movimentos circulares e logo após pôs a boca nele, sugando lentamente e pressionando sua ereção em mim. Eu não suportava mais.



– Damon... – Gemi. – Vai logo.

– Ah, mas... – A voz dele estava um fiapo – Está tão bom assim.



– Bastardo. – Praguejei – Você está quase explodindo. Eu posso sentir. – E era verdade. Eu sentia o pênis dele duro como roxa já que ele fazia questão de pressioná-lo em mim.

Ele riu.



– Me desculpe se doer. – sussurrou.

Posicionou seu membro em minha intimidade e em seguida me penetrou de uma vez só. Eu tremi, apertei minhas unhas em seus ombros e o comodo foi preenchido por um sonoro e prazeroso "aaww" vindo de mim. Damon apertava minha cintura e estocava dentro de mim com força soltando um alto gemido a cada vez que seu sexo entrava e saia de mim. Eu estava extasiada, meus olhos estava fechados e tudo que eu sentia eram as sensações que Damon me causava, meu corpo se contraia, calafrios percorriam meus ossos, eu sentia como se fosse entrar em erupção.



Apertei minhas pernas ao redor do quadril de Damon e joguei minha cabeça pra trás mordendo os lábios. Abri meus olhos examinando as expressões do vampiro. Os olhos dele estava fechados com força, seu rosto estava rosado, ele gemia baixo. As gotas de água descia pela sua pele contornando cada centímetro do seu abdômen com perfeição.

Puta. Que. Pariu.

Esse cara é muito gostoso.

Ele abriu os olhos e me viu o olhando. Beijou minha boca e sugou meus lábios com volúpia aumentando a velocidade e intensidade de seus movimentos em mim. Eu gemi alto. Minhas pernas bambearam e cravei minhas unhas em seus ombros. Eu não podia ser tão fraca e chegar ao ápice tão rápido. Tentei me segurar mas não suportei, tive um orgasmo no mesmo instante. Damon diminuiu suas estocadas até sair de dentro de mim. Eu deitei minha cabeça em seu ombro com quase nenhuma força. A água quente ainda caia sobre nós e agora eu queria uma ducha gelada.

– Tão fraca Bonnie. – Ele passou a mão por minhas costas – Gozando tão rápido.



– Espere só até eu estar bem alimentada. – murmurei.

Ele riu.



– Uh, mal posso esperar.

Notas finais
Não foi hooooooooooooooooooooot, mas acho que deu pro gasto né? kk Um zilhão de beijos :*