Entre Sangue e Feitiços

14 Capítulo 14 - Blood, Sex And Booze


Notas iniciais
Criatividade zero pra escrever esse capitulo, então saiu isso ai :/
Boa leitura!

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Música tema e Trilha sonora: Green Day — Blood, Sex And Brooze


POV — Damon Salvatore


– Estou com fome. – Elena disse quando parei o carro.


– Vou pedir pizza. – Ric disse enquanto todos descíamos e andávamos até a casa. Ele estava ali, mas parecia pensativo e sua mente parecia em outro lugar, assim como Bonnie que não havia dito nada desde que saímos do High Park.


– Hm... Eu cozinho se vocês tiverem afim de comer algo que não seja feito pelas mãos de estranhos. – sugeri.


Elena e Stefan que eram os únicos ali que pareciam estar atentos, me olharam confusos e surpresos.


– Sério? – perguntou Stefan.


– Não. – respondi rindo, como se fosse uma piadinha. Não sei o que deu em mim pra me oferecer pra cozinhar. Como se eu fosse mesmo usar avental e ficar à beira de um fogão mexendo uma panela. Acho que eu estava tão aéreo quanto Bonnie e Ric.


Stefan abriu a porta e entramos todos. Bonnie e Elena subiram pro segundo andar da casa e Ric foi pra cozinha, segui ele e ouvi os passos de Stefan vindo atrás de nós. Ric remexeu em um armário e tirou de lá uma garrafa de tequila, ele respirou fundo antes de derramar o conteúdo em um copo e tomar um gole em seguida. Eu sabia o que se passava tanto na mente dele quanto na de Bonnie. Eu me sentia do mesmo jeito. Impotente. Inútil. Eu tinha plena consciência de que não podíamos fazer nada quanto a Klaus, mesmo que não gostasse de admitir. Na verdade só estávamos adiando o inevitável. Estávamos em um beco sem saída.


Respirei pesadamente pegando a garrafa e colocando um pouco de tequila em um copo pra mim.


– É. Então acho que sou eu quem vou ligar pra pizzaria. – Stefan disse tirando o celular do bolso.


Após alguns minutos Bonnie e Elena entraram na cozinha caladas, Bonnie foi direto a geladeira, abriu e olhou mas não tirou nada de dentro, ela fechou a porta da geladeira e se meteu entre eu Alaric, pegou a garrafa de bebida da minha mão e saiu em direção a sala. Ric e eu a olhamos, ele estava receoso e eu, preocupado. Elena tentou ir atrás de Bonnie, mas eu disse a ela pra não ir. Eu fui. Sabia que a minha presença podia não agradá-la, mas eu queria que ela se sentisse melhor e queria que fosse eu a fazê-la se sentir bem, mesmo eu não entendendo porque disso.


– Precisa de ajuda? – perguntei entrando na sala.


Bonnie estava sentada no sofá, a bebida posada em sua pernas e sua mão direita em volta do gargalo, fitava a parede com um olhar distante.


– Se souber como matar um hibrido. – respondeu em um quase sussurro e levou a bebida até a boca dando uma golada.


– Não quis dizer com isso e sim, com... – apontei a garrafa em suas mãos. Ela deu uma rápida olhada entre a garrafa e eu.


– Alguém tentou me matar – ela encolheu os ombros –, e um outro alguém quer que eu basicamente mate a minha melhor amiga, então, deixe essa apenas para mim, ok?!


Me aproximei com um mecânico sorriso no canto da boca e sentei-me ao seu lado.


– E eu deveria ter pena de você e te deixar beber o quanto quiser, certo?


– Sim, deveria. – ela disse e virou a garrafa na boca dando tantos goles que esvaziou o liquido pela metade, no final ela fez uma careta, possivelmente sentindo o ardor se prolongar de sua garganta até seu estômago e seu paladar ser dominado pelo sabor amargo da tequila.


– Isso vai te matar. – falei tirando a garrafa dela, Bonnie tentou pegar de volta, mas ergui minha mão pro alto deixando a bebida fora de seu alcance – Diferente de mim, você tem sua vida diminuída por qualquer banalidade.


– Eu arranjo uma estaca e te mostro como posso diminuir sua vida se não me devolver isso. – ela ameaçou, mas eu apenas ri.


Com minha mão livre eu segurei um de seus braços e forcei ela a se ajeitar no sofá e parar de tentar me tomar a garrafa. Ela parou de tentar e ficou quieta, eu ouvia sua respiração pesada e irritada. A campainha tocou e Stefan passou por nós pra atender, ele pagou as pizzas e as levou pra cozinha.


– Damon você já ouviu falar em curtir a vida? – perguntou me olhando e eu assenti – É isso que eu to tentando fazer. – falou em um tom alto, quase gritando.


– Ah, então você curte a vida se matando?!


Ela estreitou os olhos pra mim e eu pensei que ela fosse gritar comigo ou me bater pela forma que sua respiração mudou, mas então notei que ela só estava aborrecida porque eu tinha lhe tirado a tequila. Bem, se tem uma coisa que posso afirmar é que não dá pra afogar os problemas debaixo de um porre porque quando o efeito passa, de alguma forma no dia seguinte eles parecem ainda maiores. Bonnie fechou os olhos e os apertou, só aí eu percebi o quanto ela era fraca pra álcool, porque já estava bêbada.


– Eu vou te contar um segredo. – sussurrou com a voz levemente enrolada e se inclinou em direção ao meu ouvido – Nunca contei pra ninguém, nem mesmo pra Elena.


Eu a olhei e fiz menção pra ela continuar, levei a garrafa a minha boca dando um gole sobre o olhar atento de Bonnie, os olhos dela cintilaram olhando a bebida, mas eu repousei minha mão que segurava a tequila no braço do sofá mantendo longe de Bonnie. Ela mordeu o canto do lábio inferior e ficou de joelhos no sofá, ela colocou as mãos no meu ombro e se inclinou novamente pra falar no meu ouvido.


– Eu quero algum dia sair pelada na rua. – sussurrou em meu ouvido de modo sedutor, eu não pude evitar um sorriso malicioso quando a sua imagem nua veio a minha mente.


– Seria uma visão maravilhosa. – sussurrei de volta em seu ouvido e senti ela se arrepiar.


– Mas eu não tenho coragem. – ela disse voltando a se sentar, e voltou a fala como uma pessoa sóbria – Você sabe, Adão e Eva andavam nus porque tinham liberdade no jardim do Éden, então eu acho que se eu tiver coragem pra andar como eles, encontrarei a suprema liberdade de modo que ninguém vai poder me dizer o que fazer como se eu fosse obedecer, eu vou poder fazer o que eu quiser.


Tentei não deixar transparecer o quanto aquilo me pareceu poético e filosófico pra uma pessoa bêbada.


– Mas todo mundo tem a liberdade. Você só precisa se apoderar dela.


Bonnie me olhou com os olhos ainda cintilantes, seus lábios esboçavam um sorriso que eu não conseguia identificar ser de carência ou sarcasmo. Ela segurou a gola da minha jaqueta com as mãos e me puxou juntando nossas bocas suavemente. Seus lábios quentes envolveram e sugaram os meus e sua língua adentrou minha boca se encontrando com a minha. Permiti minha mão livre envolver sua cintura e a senti tremer sob meu toque. Uma de suas mãos envolveram minha nuca e se enroscou em meus cabelos e a outra desceu por meu tronco acariciando cada parte por cima do tecido de minha roupa.


Sua mão se arrastou por debaixo da minha camisa entrando em contato direto com minha pele, suas unhas arranharam minha barriga suavemente causando-me desejo. Eu transei com Bonnie duas vezes e foi o possível pra eu saber o quanto ela gosta de usar as unhas durante o ato sexual, eu ficava louco de excitação com a dor que sentia quando ela cravava as unhas nas minhas costas, podem me chamar de masoquista, mas essa dor só me dava vontade de ir mais fundo dentro dela, e ouvi-la gemer meu nome só melhorava a situação.


Bonnie mordeu forte meu lábio inferior, separou nossos lábios alguns centímetros pra que pudesse respirar e logo voltou a me beijar novamente, só que de um jeito mais agoniado e feroz que da vez anterior, ela começou a apertar meu braço e desceu seus lábios por meu pescoço, mordendo e sugando de uma forma que vários arrepios percorriam minha espinha. Eu estava gostando da iniciativa. Meu membro começou a pedir um pouco de atenção e o espaço na minha calça estava começando a parecer pequeno, pois uma pequena tenda começava a se formar naquela região. Mas antes que eu pudesse impedir, Bonnie puxou a garrafa da minha mão e pulou do sofá correndo pra fora da casa. Eu fiquei estático e frustrado demais para ir atrás dela. Bonnie Bennett tinha acabado de me seduzir e me enganar por meia garrafa de tequila? E eu cai? É isso mesmo produção?


– Bonnie! – eu gritei pisando firme pra fora da casa, eu aceitava que ela tinha jogado sujo, mas meu amigo lá embaixo não ficou nada feliz e ela ia ter que me aliviar – Bonnie! – gritei outra vez.


– Oi. – sua voz respondeu. Ela estava sentada no gramado em frente a casa e a garrafa estava jogada ao seu lado, vazia, ela provavelmente tomou tudo de uma vez pra que eu não tentasse pegar dela de novo.


Eu bufei vendo o estado critico que ela estava agora. Nem que ela quisesse não ia ter jeito de fazer sexo comigo daquela maneira, provavelmente ela dormiria até em pé. E pra minha desolação, meu amigo lá debaixo só queria saber de se aliviar. Ela tentou levantar, mas acabou tropeçando nos próprios pés e caiu em cima de um vaso de flores. Eu ouvi um estalo e me joguei em cima dela imediatamente imaginado se ela tinha quebrado algum osso, mas felizmente só havia quebrado o vaso.


– Viu, eu disse que não devia beber tanto. – reclamei ajudando-a se levantar.


Ela se segurou zonza no meu braço e começou a gargalhar. Revirei os olhos, humanos não sabem mesmo beber. Mas então eu senti o cheiro inconfundível de sangue. Eu olhei e vi um corte razoável em seu braço, entre o pulso e o cotovelo. Minhas presas doeram e minha garganta queimou, implorando por um gole mesmo pequeno. De repente tudo que eu conseguia ouvir era o barulho de seu coração bombeando o sangue por suas veias, e o único cheiro que eu sentia era o do sangue de Bonnie que parecia tão convidativo quando se pode imaginar.


De alguma forma eu não conseguia desvencilhar meu olhar do liquido vermelho que escorria pelo seu braço, ele parecia mais vermelho que qualquer outro que eu já tenha bebido, e sua essência era tão mais embriagadora ao entorpecerem minhas narinas que eu me sentia perdendo o controle sobre minha sede. Bonnie seguiu meu olhar e encarou o ferimento em sua pele, ela me olhou e esticou o braço na minha direção.


– Quer? – Ofereceu. Um sorriso curioso tomando conta de seu rosto.


Eu fechei os olhos atrás de controle, mas isso não ajudou. Respirei fundo, mas no mesmo momento tive certeza de que não deveria tê-lo feito pois o cheiro forte de seu sangue invadiu minhas narinas, queimando ainda mais minha garganta. O meu corpo ansiava por aquilo, então eu fiz. Cravei minhas presas em sua pele. Eu sentia seu sangue descer pela minha garganta fazendo todos os músculos do meu corpo relaxarem. Sentia também o sabor que com certeza era diferente e melhor do que qualquer um outro que eu já tomei, um sabor entre o pudor e a paixão terrena, porém não tão doce, era algo inexplicável.


Afastei-me quando me senti satisfeito, bom, na verdade eu não estava satisfeito, acho que só me sentiria assim quando secasse todo o sangue do corpo de Bonnie, porém seria uma falsa satisfação, pois ela morreria e eu com certeza não a queria morta. Eu fiz um corte na minha mão e derramei um pouco do meu sangue em seu ferimento e ele logo cicatrizou.


– Vamos entrar. – falei segurando-a pra que não caísse. Ela assentiu e se virou pra entrar na casa junto comigo.


Olhei em volta e vi uma pessoa caminhando na rua, um homem que andava calmamente com as mãos no bolso da calça. Com um pouco mais de atenção eu reconheci ser o homem do parque que Bonnie disse que conhecia, como era mesmo o nome dele? Elasta? Eu passei o braço ao redor da cintura de Bonnie, unindo mais o corpo dela ao meu a puxando pra dentro. Por algum motivo eu acreditava que ela não devia acreditar em Elasta nem em qualquer coisa que ele dissesse.


Notas finais
Bom, foi isso o que deu pra escrever :/
Beeeeeeiiiijooos pra todas as minhas leitoras divas que continuam lendo essa bagaça mesmo com a minha demora :*
AMO VOCÊS ♥