Entre Sangue e Feitiços
1 Capítulo 1 - Put Your Arms Around Someone
Notas iniciais
Escrevi com muuuito carinho e espero que gostem :)
Música tema desse capitulo: Put Your Arms Around Someone — Jennette McCurdy
Trilha sonora do capitulo: Every Teardrop Is a Waterfall — Coldplay
POV — Damon Salvatore
Acho que aquele foi de longe um dos piores dias da minha existência e grande parte disso eu devo aquela bruxinha de 5º. Sinceramente, não sei como pude acreditar que ela tiraria o feitiço do dispositivo Gilbert. Logo ela que odeia vampiros. Ainda conseguia sentir a dor como de mil facas e agulhas no meu cérebro. A verbena que me injetaram ainda tinha efeito no meu corpo, fazendo-me sentir um pouco mal. Eu já estava fora do lugar onde queimaram os vampiros da tumba, graças ao Stefan e a Elena.
No entanto duas coisas que aconteceram lá dentro me ocupavam a mente: 1º, como o prefeito Lockwood foi parar lá dentro? Ele não era vampiro. A verbena não surtiu efeito nele, mas o dispositivo sim. Eu trataria esse assunto mais tarde.
A segunda coisa era Anna. Ela estava fraca e indefesa lá dentro. Todos estávamos. Mas John Gilbert foi frio o bastante pra cravar uma estaca no peito dela, eu quis ajudar, quis fazer algo, mas a verbena na minha corrente sanguínea me deixava tão fraco que eu mal conseguia me mover ou manter os olhos abertos. Mesmo assim pude ver sua pele se tornar mais pálida, ela parou de tossir, parou de se mover, parou de respirar. Ela morreu. John lançou sobre todos um olhar indiferente e saiu sem se importar com o fato de que morreríamos carbonizados ali.
Talvez deixar que a humanidade fizesse parte de mim novamente foi uma das piores coisas que já fiz. Eu odiava sentir essas coisas, detestava me importar, mas no fundo eu sabia que não dava pra evitar. Essa história de que há um jeito de desligar os sentimentos de um vampiro não existe. No fundo todos sabemos que nos importamos. Porém somos bons atores e conseguimos fingir que certas coisas não nos afetam.
Falei com Jeremy depois daquilo, claro que não contei que o próprio tio havia matado a namorada dele, mas nós conversamos e eu contei que gostaria de ter feito algo para ajudá-la, se eu pudesse. Como um bônus eu encontrei Elena enquanto saia da casa. Eu gostaria de agradecer pelo que fez, eu sabia que se Bonnie ajudou a me salvar foi por causa de Elena, em algum momento ela achou que eu merecia ser salvo.
Não sabia exatamente de que forma agradecer, então resolvi fazer isso do meu jeito. Eu a Beijei. E fiquei feliz porque ela correspondeu, mas como felicidade pra mim dura pouco, Jenna nós interrompeu, ela olhou Elena com reprovação ao que estávamos fazendo e mandou que Elena entrasse.
[...]
Recebi uma ligação da xerife Forbes me pedindo que fosse urgentemente ao hospital de Mystic Falls, me dirigi para lá imediatamente, eu estava sempre disposto ao que ela me pedisse, pricipalmente agora que tinha a confiança dos membros do conselho — com exceção de John Gilbert, mas dele eu trataria depois. Elizabeth estava um pouco desesperada, ela chorava me dizendo que Carol Lockwood estava pressionando-a por causa da morte de Richard e Caroline tinha sofrido um acidente enquanto estava com Matt no carro de Tyler. Tyler era filho de Richard que também caiu quando o dispositivo foi acionado. Mais um fato para eu ter certeza que há algo diferente com essa família.
Convenci Elizabeth a não se preocupar tanto pois eu acharia uma forma de ajudá-la, então ela ficou mais calma. Quando me dirigia a saída do hospital andando pelos corredores um pouco movimentados pude ver Bonnie parada com uma expressão preocupada. Parei de andar quando vi Elena se aproximar dela e passei a observar.
– Bonnie. – Elena chamou – E a Caroline?
– Muito fraca. – Bonnie respondeu com pesar – Não sabem se ela vai sobreviver.
– O que?! – Elena pareceu desesperada – Você pode fazer alguma coisa? Um feitiço, qualquer coisa?!
Bonnie era nova demais no ramo da bruxaria e não saberia como fazer algo do tipo. Mas eu sabia como ajudar e queria ajudar, são poucas as vezes que me lembro de ter ajudado alguém por vontade própria, e, bem, eu já tinha feito mal a Caroline, nada mais justo que ajudá-la agora.
– Eu não sei como. – me aproximei interrompendo algo que Bonnie iria falar — E Você?
– Não, não sei. – ela respondeu.
– Não, não sabe. – minha voz como se eu estivesse zombando, e talvez estivesse – Porque Emily levou anos pra aprender um feitiço assim.
– Posso derrubar um vampiro. – ela revidou desafiadora – Esse feitiço foi fácil de aprender.
– Posso dar sangue pra ela. – me dirigi à Elena ignorando Bonnie.
– Não, não mesmo. – Elena recusou na hora.
– Só o bastante pra curá-la. – insisti – Ela vai estar segura no hospital, sai dor organismo em um dia.
– É muito arriscado. – Elena negou novamente – Não posso concordar.
Continuei encarando-a enquanto ela negava com a cabeça, então Bonnie fez algo que me deixou espantado.
– Faz! — ela disse firmemente enquanto Elena e eu a olhávamos surpresos. Vampiros são as criaturas que essa bruxa mais odeia, ela jamais deixaria a amiga correr o risco de se tornar igual a mim – É a Caroline! – olhou Elena com o rosto suplicante – A gente não pode deixar ela morrer. – me olhou autoritária e disse novamente – Faz!
– Se eu fizer isso... – tentei iniciar um acordo – Você e eu teremos trégua?
– Não. – me respondeu firme – Mas você vai fazer mesmo assim... Pela Elena.
Olhamos ao mesmo tempo para ver se ela concordava, Elena fez sim com a cabeça assentindo que eu fizesse aquilo, então Bonnie nos deixou. A bruxinha tinha razão, Elena era o principal motivo pelo qual eu estava me tornando mais humano. A maioria das coisas "boas" que tenho feito ultimamente foi para impressioná-la. E bem, ela correspondeu ao beijo que dei nela, o que significa que todo esse papo de vampiro bonzinho está funcionando.
– Olha, eu sei que esse não é o melhor momento, mas temos que conversar sobre o que houve mais cedo. – tentei não soar desesperado antes de questioná-la sobre o que tinha significado pra ela me beijar, mas ela pareceu não entender então tive que ser mais especifico – Estou falando do que aconteceu na sua casa mais cedo.
– Você foi na minha casa? – ela pareceu confusa.
– Qual é, vai dizer que não se lembra? Você eu eu. Na varanda. Nos beijamos Elena! – não dava pra ser mais especifico que isso.
– Olha, eu não tenho tempo pra isso. – respondeu impaciente como se eu fosse maluco.
Tentei interrogá-la novamente mas ela sempre negava como se nada daquilo tivesse acontecido entre nós e de repente Jenna nos interrompeu outra vez. Ela me olhou meio desconfiada e eu virei de costa pras duas, mas mesmo assim consegui ouvir a conversa, já que estava perto e tenho minha super audição ao meu favor.
– Onde você estava? – ouvi Elena perguntar.
– Falando com os bombeiros, eu tive que preencher um relatório, Elena, eu te falei!
– Não falou não. – afirmou Elena.
– Falei sim!
– Jenna, não falou!
Elena não lembrava do que Jenna dizia e nem de ter me beijado. Só podia significar uma coisa: Katherine!
– Só pode ser brincadeira. – murmurei incrédulo.
[...]
Fato comprovado! Katherine estava de volta. Elena e eu chegamos em sua casa e vimos Stefan levantando do chão. Ele confirmou que Katherine esteve ali e interrompemos a briga de boas vindas que eles estavam tendo. Depois disso quase tivemos outra briga quando ele me perguntou o que eu tinha feito quando achei que Katherine era Elena, e eu disse com a maior cara sínica que sempre tenho que a beijei. Ele teve aquele ataque de ciúmes, partiu pra cima de mim e eu não me importaria em revidar, afinal era rotina discutirmos ou brigarmos, mas Elena nos separou. As palavras que ela usou ficaram na minha mente se repetindo diversas vezes e me formando um pequeno bolo na garganta.
– Para Stefan. Ele beijou a Katherine e não eu. – então ela virou o rosto em minha direção me olhando nos olhos e falou – Eu não faria isso.
Foi o jeito como ela falou, convicto e frio ao mesmo tempo, doeu. Principalmente porque eu estava mais que gostando dela. Porém não iria deixar transparecer que fiquei abalado. Fiquei indiferente aos dois ali e naquela hora eu só conseguia sentir ódio de Katherine.
[...]
Voltei ao hospital mais tarde para dar meu sangue a Caroline. Eu poderia desistir de fazer aquilo e mandar tudo aos ares, até porque, como Bonnie disse eu só estava fazendo aquilo pela Elena e depois daquilo... Bom, digamos que Elena não estava merecendo. Entretanto eu quis fazer porque realmente queria ajudar. Desci do meu carro e entrei, logo constatando que aquela movimentação de mais cedo havia passado. Apenas alguns funcionários faziam a limpeza do local e uns médicos e enfermeiros passavam.
O pouco fluxo de pessoas era bom, caminhei até onde Caroline estava internada e encontrei Matt, disse a ele que Elizabeth havia me pedido para passar ali e ver se ouve alguma melhora no estado da filha e depois o "convenci" que era melhor ele ir pra casa. Foi fácil hipnotizar a enfermeira para que me deixasse entrar no quarto.
Caroline realmente estava mal. Fitei seu rosto pálido e lembrei das inúmeras vezes que abusava de sua fraqueza humana para fazer o que eu queria. Tudo que ela queria e precisava era um cara legal e carinhoso com ela, e ela encontrou Matt. Era quase minha obrigação salvá-la, eu devia isso a ela. Dei a quantidade de sangue necessária tendo certeza que pela manhã ela estaria bem melhor.
Sai de lá e segui pro meu carro, coloquei o cinto de segurança e fitei o nada. Liguei o rádio afim de sair um pouco do tédio, esperando uma música boa.
♪ Você pode sentir isso no ar
Você pode dizer algo que está faltando
Pode ser um sussurro, mas se você ouvir
Nossos corações estão chorando alto e claramente
Então por que não parar por aqui? ♫
Tocava uma música em estilo bem country que não me agradava, olhei o rádio e vi o nome da música e da cantora: Put You Arms Around Someone — Jennette McCurdy. Eu estava pronto pra trocar de estação quando a próxima estrofe da música me chamou atenção.
♪ Você nunca sabe quem está esperando por um pouco de amor
Não é um desperdício de tempo, temos o suficiente
Então coloque seus braços em volta de alguém
Há um monte de dor por aí
Se você tem um sorriso, não acabe com ele
Isso vai significar tanto
Então vá em frente, vá em frente e coloque seus braços em volta de alguém ♫
É essa história de que fazer o bem à outras pessoas também é benéfico à você.
Suspirei alto, ajeitei o retrovisor e dirigi um pouco até chegar ao Mystic Grill. Sentei em frente o balcão e esperei que alguém viesse me atender, pedi um uísque, o rapaz de cabelos grisalhos que me atendeu despejou o conteúdo da garrafa até metade do copo estar completada, segurei a garrafa de sua mão e ele entendeu que eu ia me embebedar, depois saiu para atender outros fregueses.
Levei o copo até a boca tomando um gole da bebida e senti um ardor que eu já estava acostumado e até gostava. A bebida além de afugentar um pouco a minha sede de sangue fazia doer menos todas as mágoas que eu acumulava. Eu bebia simplesmente por hobby.
Tomei o último gole do meu copo e olhei em volta por não ter nada melhor pra fazer. Vi a Bennett sentada na última mesa perto da entrada com uma garrafa de cerveja em sua frente, ela fitava a garrafa pensativa, talvez quisesse tomar um porre mas estivesse com dúvida. Não. Isso não era do perfil dessa bruxinha. Eu não conseguia imaginar a Bennett enchendo a cara. Ela parecia tão séria e sensata, quer dizer, pelo menos comigo. Falando nisso, nós temos que entrar num acordo. Sério, eu tinha que fazer algo em relação à ela. Por culpa dela e somente dela é que eu vi a morte de tão perto hoje mais cedo. Ou a matava — assim ela parava de tentar me matar -, ou fazíamos um acordo de paz.
Peguei a garrafa de uísque e meu copo de cima do balcão indo até onde ela estava, cheguei perto e pude perceber que a garrafa de cerveja que ela olhava estava vazia, sentei em frente à ela na mesa, Bonnie levantou o olhar da garrafa e me encarou confusa.
– Como vai Bennett? – cumprimentei com meu tom conhecido de sempre.
– O que você quer Damon? – ela perguntou em guarda, como sempre quando se tratava de mim.
– Não posso querer ficar amigo da bruxa que está sempre disposta a ajudar? – perguntei sarcástico.
Ela estreitou os olhos pra mim e de repente seu olhar pareceu meio culpado, mas ela logo se recompôs e voltou a me encarar desconfiada. Derramei um pouco do uísque no copo e empurrei na direção dela, ela olhava cada ato meu em alerta caso eu fosse fazer algo. Bem, eu já tentei matá-la uma vez, nunca nos demos bem, eu me aproveitava de Caroline e sou um vampiro, sim, ela tem razões para estar desconfiada.
Sem falar que eu poderia muito bem estar armando uma agora pra me vingar por ela não ter desativado o dispositivo Gilbert. Mas não estava naquele momento. Toquei o gargalo da garrafa de uísque na boca do copo que ofereci à ela e murmurei um "tintim" , em seguida tomando um gole da bebida direto da garrafa. Ela pegou o copo devagar e levou a boca tomando um gole sem tirar os olhos de mim, acho que ela estava pronta pra me fazer ter vários aneurismas caso eu tentasse algo.
Mas eu estava apenas a encarando em seus olhos negros, ela parecia estar em uma guerra dentro de si e finalmente pareceu baixar a guarda. Pousou o copo na mesa e espremeu os lábios.
– Sabe Bonnie, o que você fez não foi legal. – comecei a tocar no assunto de mais cedo – Eu sei que pra você a minha vida não tem o menor valor, mas poxa, o Stefan é um vampiro bonzinho. – fiz um biquinho que sempre usava quando estava sendo sarcástico, mas com sarcasmo ou não, eu sabia que faria ela se sentir culpada – E a Elena então? Putz.... Ela confiou em você. – fiz uma voz indignada olhando ela apertar o copo de whisky nas mãos e morder o canto esquerdo da boca.
Arrastei minha mão até a sua que apertava o copo de uísque agora vazio, minha pele se encontrou com a sua e senti uma leve vibração me percorrer, ela estava atenta a tudo que eu fazia e com certeza estava de guada o que explica a vibração, provavelmente como um aviso vindo dela. Isso me lembrou Katherine, elas eram parecidas no modo como sempre tentavam estar um passo à frente. Mas distintas em relação a sentimentos. Na verdade Katherine não tinha sentimentos, já Bonnie fazia tudo ao seu alcance por quem ela amava. Bonnie deixava clara sua opinião e a quê veio. Katherine sempre vinha com jogos. Katherine só pensava nela mesma e Bonnie se importava com todos.
– Pode ficar tranquila. – eu sorri de canto para tranquilizá-la – Não vou tentar te matar. – tomei o copo de sua mão, enchi e devolvi pra ela.
– É dificil acreditar... quando vem de você. – disse contornando o copo com os dedos.
– Falando assim até parece que eu sou uma pessoa ruim. – fingi ofensa.
– Você não é uma pessoa ruim Damon, até porque você não é uma pessoa.
Respirei alto e tomei um gole do uísque outra vez.
– Já recebi xingamentos piores. – dei de ombros.
– Mas você sabe que não é do que ou como te xingam que te faz mal. É em como te afeta.
Revirei os olhos – Certo. Isso não me afetou. – dei de ombros novamente – Vamos esquecer essa história de que você me detesta e eu não te suporto por uns minutinhos tá?!
Em um movimento rápido levei a garrafa a boca e tomei um gole, levantei do lugar onde estava e sentei ao lado de Bonnie, ela abriu a boca pra dizer algo, mas eu coloquei o indicador em seus lábios calando-a e percebi que ela ficou nervosa.
– Vamos esquecer tá. – afastei a minha mão de seu rosto e coloquei mais uísque em seu copo.
Ela ficou quieta e pareceu relaxar um pouco o que eu tomei como um voto de confiança, voto esse que eu gostaria de prolongar, então tentei não fazer nenhuma besteira.
– Como é que você come e bebe? – ela olhou curiosa eu entornar a garrafa na boca – Quer dizer, você não deveria tomar apenas... sangue? – pareceu desconfortável ao dizer isso e mordeu o canto esquerdo do lábio olhando em volta.
Eu parei o que estava fazendo observando sua expressão, de certa forma era engraçado. Elena me fez essa pergunta uma vez quando eu a levei pra Georgia e também foi bom e engraçado lembrar daquela vez.
– Hm, se eu me alimentar direito, meus sentidos e meu organismo funcionam normalmente.
– E com se "alimentar direito", você quer dizer... – ela não terminou a frase mas eu entendi o que quis dizer.
– Sim. – confirmei – Ah, mas se eu beber ou comer a comida que vocês comem, isso ajuda um pouco a controlar a minha vontade de beber sangue de pessoas inocentes. – ela fazia uma careta engraçada em ouvir a naturalidade com que eu falava tudo – Também não podemos ter filhos. – lhe lancei um olhar sugestivo como quando expliquei isso à Elena – Mas adoramos tentar.
[...]
Eu não fazia ideia da hora, Bonnie e eu fomos os últimos fregueses a sair do Grill e só saímos porque eles iriam fechar, eu bebi um pouquinho mais que ela, ela estava meio grogue, só isso. Nós conversamos muito enquanto estávamos lá dentro e agora estávamos na praça que tinha em frente, eu gargalhava enquanto ela me olhava.
– Não tem graça Damon. – falou tentando ficar séria – Qual é, você já sabia disso.
– Não. – falei parando de rir – Não sabia dessa parte.
– Me mostra onde tá a graça. – cruzou os braços em frente o peito.
– Tá. – respirei pegando o folego que tinha perdido rindo dela – Sabe, na verdade o engraçado foi o jeito como você contou. Eu sabia que esse vampiro tinha sequestrado você e a Elena... – parei um pouco pois a vontade de rir voltou – Não sabia é que você tinha convidado ele pra sair. – abafei a risada.
– Idiota. – murmurou revirando os olhos – Ainda não achei a graça.
– Ai, você devia tentar ser menos séria. Rir faz bem.
– Quando é de algo engraçado sim, mas isso não foi engraçado. – Ela soltou os braços balançando a cabeça, virou de costas e saiu andando.
– Ei pra onde você vai? – perguntei a seguindo – Foi alguma coisa que eu disse? Tá, desculpa não foi engraçado.
Ela parou na frente de um carro que eu identifiquei ser o dela, virou pra mim e sorriu docemente.
– Obrigada.
– Pelo quê? – perguntei sem saber o motivo de ela gradecer.
– Pela Caroline, por te ajudado ela.
– Foi pela Elena, como você disse. – dei de ombros pondo as mãos no bolso da calça.
Ela espremeu os lábios e me analisou por alguns segundos, o que me fez pensar se ela estava usando algum feitiço pra ler a minha mente, se ela estivesse lendo saberia que também fiz aquilo porque me importo.
– Certo. – ela disse por fim com o mesmo sorriso de antes – Mas obrigada de qualquer forma.
Então ela colocou a mão na porta do carro para abri-la, mas eu segurei seu braço antes que ela conseguisse. Bonnie me olhou esperando oque eu dissesse o motivo de estar impedindo-a de ir embora. E com minha impulsividade, eu que quase sempre ajo por impulso, não agi diferente dessa vez. A vontade de beijá-la veio e eu simplesmente fiz. Grudei meus lábios aos seus, enquanto minha mão ainda segurava seu braço firme a outra foi até sua nuca calmamente.
Bonnie demorou um pouco, acho que ainda estava tentando entender que eu estava beijando-a, mas enfim correspondeu. Sua mão livre veio até meu pescoço e passeou pelos meus cabelos, ela sugou meus lábios pedindo passagem entre eles com sua língua. O beijo se tornou calmo e urgente ao mesmo tempo. Soltei sua mão e levei meus braços até sua cintura, apertando seu corpo levemente contra o meu, nossas línguas ainda brincavam juntas em sincronia até eu partir o beijo. Permaneci com meus braços em volta de sua cintura e nossos rostos não estavam a mais de 5cm de distancia.
– Fica comigo hoje. – pedi colando minha testa na dela.
– Damon, eu... – interrompi seja lá o que ela fosse dizer com um beijo, não um beijo como o anterior, mas um selinho demorado.
– Por favor. – sussurrei perto do seu ouvido e pude senti-la arrepiar, também ouvia os batimentos cardíacos nervosos e acelerados dela. Bonnie mordeu o lábio inferior um pouco apreensiva, não desviei meu olhar do dela nem por um segundo, ela assentiu que sim com a cabeça e eu sorriu antes de beijá-la outra vez. Eu odiava a solidão, detestava ficar sozinho e fiquei alegre por ter companhia essa noite.
CONTINUA...
Notas finais
Beijos e até o próximo :***
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