Entre Romances e Mistérios
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu sei que estou em dívida com vocês, afinal as outras fics estão meio... paradas. Mas isso não vai acontecer com essa, afinal estou escrevendo com a minha best e digamos que ela adora puxar a minha orelha... hehehe
Mas enfim... essa fic é uma das minhas preferidas e espero, sinceramente, que vocês a aprovem.
O sinal tocou na escola Amberwood anunciando o início do dia. Em um dos diversos dormitórios, para ser mais específico, na ala feminina, as amigas Belly e Elle lutavam contra o sono que insistia em não deixa-las. Como sempre o quarto das duas revelava uma grande bagunça, o que dificultava a tentativa das duas de não se atrasarem.
A primeira a acordar foi Elle que logo tratou de acordar sua colega de quarto, o que se mostrou uma tarefa difícil, fora preciso que ela puxasse o pé da amiga, literalmente.
Depois de reclamar sobre o horário, Belly por fim acordou e cambaleando foi tomar uma ducha. Em contra partida, Elle procurava por todo o quarto os seus cadernos e livros que se encontravam debaixo da cama de Belly.
Não muito longe dali, Luiza e Paula já se encontravam acordadas. Luiza mais do que ninguém estava animada pelo começo das aulas. Enquanto que Paula terminava de colocar seu uniforme, Luiza já estava pronta há horas e com tédio...
Na mesma ala leste, as gêmeas já estavam prontas e andavam em direção ao refeitório, trocando figurinhas e espalhando veneno.
Em contra partida, na ala masculina, os gritos de Ralf ecoavam por toda a escola, o que assustara todos os colegas que passavam por ali. O motivo? Desconhecido. Quer dizer, até o garoto aparecer no refeitório com uma falha em seu cabelo. E é claro que o responsável por isso, todos já sabiam, era Mason, o aluno mais bagunceiro de toda a escola.
Logo a noticia se espalhou e, já que todos riam da situação, não podia faltar Erick e Ed para debochar do pobre garoto. Embora tenha sido Keith quem mais se aproveitou da história e, com a ajuda de seu colega de quarto, perturbou Ralf pelo resto do dia.
Era mais um dia normal na escola Amberwood.
Quando por fim Belly e Elle chegaram ao refeitório, não acreditaram no que acontecera em suas ausências. Enquanto esperavam na imensa fila do café da manhã, Luiza e Paula se aproximaram e, meio que furando fila, se juntaram as meninas.
- Você não vai acreditar! – disse Paula empolgada – A escola inteira está comentando.
- O que? – perguntou Belly
- Parece que tem um garoto na nossa sala que está apaixonado... – falou Paula fazendo suspense
Como assim? – indagou Elle
- Pois é, parece que encontraram uma cartinha no lixo do banheiro masculino. Aquele que fica ao lado da nossa sala. – respondeu Paula
- Mas como você pode ter certeza que é alguém que a gente conhece? – perguntou Belly
- Eu estava justamente perguntando isso a ela. – disse Luiza
- A cartinha foi escrita numa das nossas provas antigas. E o pior é que ela estava em branco, nem ao menos um nome. – falou Paula decepcionada
- Kuat?! – exclamou Belly
- Fanta! – falou Elle – Não, sério. Como assim?
- É sério, amiga. Você não acredita em mim? – falou Paula se fazendo de ofendida
- Acreditar, eu acredito. – respondeu Belly – Mas sabe os garotos da nossa sala são uns bocós!
- Eu sei – rio Paula – Eu estudo na mesma sala, Lembra?
- Verdade – rio Elle
A conversa rolou solta até o fim do café-da-manhã, quando o sinal tocou novamente chamando os alunos para a sala de aula. As meninas seguiam para sua sala, quando Erick correu e pulou nas costas de Belly, fazendo a garota gritar de susto e da um belo tapa no braço do amigo.
- Ai seu bocó! – disse a menina estapeando Erick
- Vocês souberam? – disse o menino esquivando dos tapas
- Do que? – falou Paula entusiasmada com uma nova fofoca, opa, noticia interessante.
- Dizem por ai que o cupido andou passando pela nossa sala.
- Aff, era isso? – indagou Belly – A gente já sabe disso cabeção!
- Mas Já? – disse Erick surpreso, para logo depois descobrir o que acontecera – Paula! Eu já te disse pra me esperar
- Mas eu não podia – retrucou Paula – Elas precisavam, não... Necessitavam saber!
Nesse momento a turma entrou na sala de aula e encontrou Jet e Ed já conversando sobre o “acidente” com o Ralf.
- Eu não acredito que ele fez isso. – falou Ed – É um idiota mesmo
- É claro que é um idiota. Estamos falando do Mason – retrucou Jet
Foi nessa hora que Mason, o culpado por toda essa bagunça, e outras ainda não descobertas, entrou na sala com o Ralf logo atrás estapeando a cabeça do pobre coitado.
- Aff moleque, supera! – falou Mason – Foi só uma brincadeirinha
- Olha o meu cabelo, seu retardado! – gritou Ralf, enquanto se sentava em sua mesa, logo ao lado de Mason.
- Só pra te falar, pior do que já era não ficou. – brincou Mason no momento que as gêmeas entravam na sala, rindo demasiadamente alto, fazendo com que todos lhe dessem atenção.
- Eu não acredito! – falou pausadamente Tasha
- Pois pode acreditar. – disse Tatiana – Parece que a carta foi escrita para uma daquelas meninas – apontou com a cabeça na direção de Belly e Elle
- Como pode? Com tantas garotas mais interessantes e vão logo se interessar justo por elas... – falou Tasha num tom alto demais para que todos pudessem ouvir
Enquanto as gêmeas conversavam distraídas, Belly foi possuída por toda a sua raiva sem pensar, enquanto ninguém olhava, passou cola nas cadeiras das gêmeas.
A garota conseguiu voltar a tempo ao seu lugar, antes que qualquer um percebe-se e, fingindo não saber de nada, cumprimentou Alex e Keith que entravam na sala.
Erick, que percebera a falta de Belly ia justamente perguntar o que ela estivera fazendo, mas foi interrompido pela chegada de Tânia, a professora de português. Enquanto a professora cumprimentava os alunos, Belly se virou pra Elle e fez cara de enjoo.
Depois das dobradinhas de português e uma tediosa aula de inglês, todos seguiram para o refeitório, o que era um alivio, principalmente para Belly que recebeu várias e incontáveis reclamações da professora de português.
- Eu estou morta! – exclamou Belly enquanto se apoiava preguiçosamente em Paula
- De fome ou de sono? – perguntou Luiza
- Dos dois – disse Belly sonolenta, fazendo os amigos rirem.
Enquanto a turma seguia para a enorme fila, ouviu-se outro grito, dessa vez das gêmeas que acabavam de descobrir uma pequena surpresa em seus uniformes. No mesmo instante, Belly saiu correndo com o Erick enquanto gargalhava de satisfação.
- Você entendeu alguma coisa? – perguntou Elle
- Nadinha. – respondeu Luiza – Ela deve ter aprontado alguma coisa
- De novo. – completou Paul
- Vamos comer que eu estou faminta! – exclamou Elle e as garotas seguiram para a sua mesa, onde Mason, Ralf e Ed já se encontravam.
- E ai cambada! – gritou Belly que trazia uma bandeja enorme de comida
- Orra, da um teco? – disse o guloso do Mason, já parecendo que iria começar a babar naquele instante.
- Moleque isso é e graça! – exclamou Elle, já começando a sua briga matinal com Mason – É só você deixar de ser preguiçoso e entrar na fila.
- Eu não me lembro de ter falado com você. – disse Mason irritado – Então... – nessa hora Belly o interrompeu, com seu jeito delicado, jogando um bolinho na cabeça dele.
- Chega! – gritou ela – Será que eu n posso comer em paz sem ter que ouvir vocês brigando? – a turma seguiu conversando e rindo, até que as gêmeas se juntaram a eles, para o desgosto de Belly e ele.
- Se eu pego quem fez isso com a gente... – falou Tatiana irada, tentando limpar inutilmente a sua saia.
- Olha o meu uniforme! – exclamou Tasha num tom exagerado de desespero
- Parece que colocaram na cadeira delas – rio Ralf
- Eu se fosse você não ria sua situação ta ruim demais – falou Mason
- O que é isso? Vomitaram no uniforme de vocês? – falou Jet que se aproximava
- Do jeito que elas são enojantes... – sussurrou Belly num tom quase inaudível
- Ora, seu... – grunhiu Tasha já tacando batatas fritas na direção de Jet, que logo tratou de desviar.
- É guerra que você quer? – falou irônico – Pois é guerra que você vai ter!
E assim se iniciou a primeira guerra mundial de comida deste ano, porque conhecendo essa turma, muitas outras ainda estão por vir.
Notas finais
Por favor, comentem. Critiquem. Elogiem. Sua palavra aqui vale muito mais que a nossa.
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