Entre Revoluções
3 A jovem Catelyn
Lyanna ainda estava na velha casa de sua infância, auxiliando Ned a cuidar do pequeno Jon. Ela ficava cada vez mais maravilhada com o sobrinho, que crescia belo e forte. As pequenas descobertas do filho em seu crescimento traziam o sorriso e, consequentemente, a alegria de novo a Eddard. Alegria essa que foi interrompida por uma tensão surgida por cartas.
Em sua busca por uma noiva para Eddard, Rickard Stark enviou cartas a todos os lordes mais próximos, propondo a união de seu filho com uma das suas filhas. Rickard recebeu a resposta dos Tully de Correrio, na região do Tridente. A prometida deveria ser Catelyn, filha de Hoster e Minisa Tully.
Catelyn já havia se encontrado com Brandon anteriormente, e achado o rapaz bravo, bonito e intrigante. Já que casaria com um Stark, por um instante pensou que poderia ser com Brandon. No entanto, seu pai já tinha escolhido e ela não tinha direito de opinar. Só lhe restava aceitar e procurar ter um bom casamento, o que necessariamente não significava que seria feliz. Se Eddard a tratasse bem e lhe desse o que precisava, Catelyn estaria disposta a aceitar essa condição, além disso precisava honrar a promessa que seu pai já tinha feito a Rickard Stark.
No entanto, havia uma informação que deixava Catelyn mais preocupada. Eddard era um viúvo que mesmo depois de um ano ainda não tinha superado a morte da esposa. Isso era compreensível, mas na situação dela, era um dos piores cenários. Tinha medo da rejeição, de ser um fardo, uma estranha na casa de um estranho. Sabia o quanto Eddard amou Ashara e se perguntava se um dia seria capaz de amá-lo e ele amá-la nessa mesma intensidade.
Quem realmente não estava feliz com essa história era Petyr Baelish, o ajudante de seu pai, que a amava desde que a conhecera. O irmão Edmure desejou-lhe sorte e tentar ver o lado positivo dessa união. Lysa tentou disfarçar a felicidade, mas Catelyn sabia que a irmã pensava que finalmente teria chances com Petyr Baelish, quem ela amava desde que o conhecera.
Cat despediu-se da mãe por último e então foi para a carruagem, onde o pai já a aguardava. Já em movimento, tentava manter a esperança de que coisas boas lhe esperavam em Winterfell.
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