Estelar ainda estava a procura de Slade. Não descansaria até achá-lo. Ela não podia desistir, ou Slade mataria seu amado! Ela nunca deixaria isso acontecer. Cumpriria a promessa de sempre estar ao lado dele.

Estava no covil de Slade e aquele perfume familiar a fez ver que eles estavam ali mesmo.

— Robin! – Gritou a menina, enquanto percorria os cantos daquele lugar horrível.

Sem respostas. Isso a preocupou ainda mais. Ela continuou flutuando até encontrar...

— NÃO! – Gritou Estelar, horrorizada.

Era um daqueles ácidos que desintegra a pessoa no ato. Robin estava preso numa cordinhas, prestes a entrar naquilo.

— Querida, que visita boa. – Falou Slade, irônica. – Se importa em voltar mais tarde? Estou meio ocupado.

Estelar se enfureceu ao ver o arquiinimigo do amado tentando destruí-lo. Tinha que fazer alguma coisa.

— Bunglorf! – Berrou Estelar. – Liberte o Robin e me destrua no lugar dele! Por favor!

— Mas é ele que eu quero, querida... Na verdade, não sei porquê não fiz isso antes.

— Por favor... sr. Slade. – Ela se ajoelhou na frente do maligno. – Eu imploro. Solte o Robin. Eu o amo demais...

— Estelar! Não! Me deixe aqui! É uma missão minha! – Robin ouviu tudo e é claro que enlouqueceu. Nunca se perdoaria se algo acontecesse a ela.

— E é minha missão te salvar. Só eu posso te salvar. – Ela argumentou. – Por você, eu faço de tudo, Robin. Não perdoaria se algo te acontecesse. Prefiro que você fique livre do que te ver sofrendo. – Uma lágrima escorreu pelo rosto delicado da jovem.

Slade ficou pasmo com tamanha sinceridade. Robin estava chorando, por baixo da máscara.

— Me solta, Slade! Não faça nada com ela! Vai se arrepender se tentar! – Robin se debateu e com isso, Slade baixou mais o garoto para o ácido.

— Mas é um jogo tão divertido... – Suspirou Slade, irônico.

— Eu dou minha alma pelo Robin. Será que é difícil de entender que eu amo ele mais do que mil snoktas me fazendo cócegas? – Estelar estava fungando e olhava Robin com um rosto sereno, calmo. Ele a deixava assim e por isso, tinha tanta força de vontade. Talvez não fosse fraca afinal. Só precisava de um empurrãozinho.

— Estelar... – Robin disse, com uma voz calma.

— Robin... Eu te amo. E sempre vou ficar ao seu lado. – Ela derramou mais algumas lágrimas.

— Ora, Titãs... Que coisa linda! Robin, não me contou que a alienígena era sua namorada. – Slade bateu palmas, sarcástico.

— Você não merece saber! – Robin rosnou e Slade baixou mais a cordinha.

— Por favor! – Implorou a ruiva. – Robin é minha esperança, é um anjo que apareceu na minha vida. SOLTE-O AGORA!

— Insolente! – Gritou Slade, soltando Robin na lava.

— AHHHHH! – O menino prodígio gritou.

Mas estava segurou, pois Estelar havia pego-o.

— Acho que o anjo aqui é você... – Sussurrou Robin para Estelar, que ficou toda encabulada.

— Ah... – Ela fez como um gatinho faria, agradando seu dono.

— Ainda não acabei. Esse laser que tenho aqui é capaz de desintegrar quase tudo. – Slade mostrou um laser de alta potência, bem ao lado dele, pronto para atirar em Robin e quem sabe, em Estelar.

— Atire em mim! – Gritou Estelar, ficando na frente de Robin.

— Não, Estelar! – Robin advertiu.

— Ora ora... Isso vai ser divertido... – Slade sorriu por baixo da máscara.

— Tenho que acabar com ele. Há anos tento isso. Nada pode acontecer com você. E-eu... – Robin começou a soluçar. – E-eu te amo...

Os olhos de Estelar brilhavam intensamente. Ela também começou a chorar. Logo, abraçou o líder.

— Ah, Robin... – Disse ela, sentindo o calor e o perfume que tanto gostava. – Eu te amo muito! E mesmo que algo aconteça comigo, eu sempre estarei ao seu lado, de alguma forma.

Robin tentou sorrir, mas estava muito triste. Não queria que Estelar se sacrificasse por ele.

— Você ainda tem tanto pra viver...

— Você também. Não é justo você partir agora. – Estelar respondeu, fungando.

— Está pronta, garota? – Slade perguntou.

— Prontíssima. Apenas solte o Robin primeiro.

— Quero que ele fique para ver sua namorada... uma última vez.

— NÃO! – Gritou Robin, puxando-a para perto de si.

— Robin... – Ela se assustou, mas logo se aconchegou nele. Ela gostava tanto disso.

— Quer saber de uma coisa? – Slade tinha esgotado sua paciência e deu um empurrão em Estelar, fazendo-a cair sentada. Ele iria atirar em Robin.

— Agora sim...

— Robin... – Murmurou ela, com o coração quase parando ao ver que seu namorado poderia morrer ali, agora.

— Estelar... Merece ver meu rosto pela última vez. – Robin soluçou e tirou a máscara, revelando seus olhos azuis marejado de lágrimas.

Ela sorriu, mas estava chorando.

— Adeus, Robin. Foi um prazer te conhecer. – Slade falou, irônico, pronto para atirar.

Ele apertou o botão.

— NÃÃÃÃO! – Estelar foi mais rápida e se jogou na frente do raio, empurrando Robin para o lado.

— NÃO! ESTELAR! – Berrou ele, desesperado. Foi tão alto que fez eco.

Estelar caiu desacordada. Ela ainda tinha lágrimas nos olhos, mas sua missão estava cumprida.

— E-Estelar... – Robin chorava como um bebê que queria sua mãe. Ele segurou a cabeça dela com firmeza, mas sem machucar. – Fala comigo! Por favor!

Depois se virou furioso para Slade.

— MALDITO! MALDITO QUE ACABA COM TUDO QUE AMO! – Robin berrou e isso iniciou um terremoto. Uma autodestruição tinha sido programada.

— Robin... Eu sou mau. Pessoas más fazem isso.

— Sem coração... – Robin socou a parede. – Estelar... – As lágrimas dele caíram nela, fazendo-a se mexer lentamente.

— Ela que se meteu na frente, Robin.

— Ela fez para me salvar! Você não entende isso porquê ninguém te ama de verdade! – Berrava Robin, enquanto continua chorando por Estelar.

“Pensando bem, não tenho mais dúvidas. Estelar se sacrificou para me salvar. Ela com certeza me ama para valer.”

O terremoto continuava e Slade iria fugir.

— Mas não vai mesmo! – Rosnou o líder, apertando no botão de atirar, que consequentemente foi encima de Slade. Bem feito!

— AHHHHH! – Gritou o vilão. Mas era pouca coisa perto do que ele já fez.

— Isso acaba hoje, Slade. – Robin segurou Estelar firme nos braços e saiu correndo. Pegou sua máscara e foi para o centro de Jump City antes que a explosão acontecesse.

No meio do caminho, algumas lágrimas dele ainda caíam nela. Ela só resmungava algumas coisas, mas nada de acordar. Isso deixou o garoto prodígio muito preocupado.

Slade estava soterrado pelas pedras de seu covil, ferido graças ao raio e além de tudo, o local explodiu.

Slade já era. Sua máscara ficou mas a polícia tratou de levá-la em cana (pois é, haha).

O local pegou fogo, mas com aquela chuva, já estava apagando tudo.

Robin corria como se sua vida dependesse disso. Continuava com lágrimas nos olhos.

Encontrou os amigos, todos esperando embaixo de um toldo.

— Como está a garota? – Perguntou Ciborgue, sério, ao vê-la desacordada.

Robin fez um breve silêncio e todos estavam entendendo (ou quase).

— Ela não resistiu. – Dito isso, Robin começou a chorar, soluçar e tudo mais.

Os Titãs abaixaram a cabeça e se abraçaram (deitaram Estelar num banco ali perto).

— Sentimos muito. – Ravena falou.

O dia não tinha como ficar pior. Para piorar, estava chovendo, o céu parecia que tinha chamas, apesar de estar escuro e chuvoso. Era um pesadelo. Robin não aguentava mais tantos pesadelos. A alma dele chorava, seu coração gritava por Estelar. Ele precisava dela. Podia ter (aparentemente) derrotado Slade, mas ele levou a coisa mais preciosa para ele. Sua princesa, seu amor, seu anjo... Sua Estelar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.