Entre Pais E Filhos
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Entre pais e filhos
Capítulo VIII:
-Sara,vamos entre!
Era isso que Grissom fazia com ela.Antes de bater a porta dele Sara estava confiante,já que iria resolver esse assunto com ele,de uma vez por todas.Mas foi só o homem abrir a porta para ela perder toda a calma.Sara só podia rezar agora para não estar fazendo um papelão na frente dele,como uma boba apaixonada.
Ao julgar pelo rosto de Grissom quando ela cruzou a porta,porém,ele não via nada de anormal nela.Muito ao contrário,Grissom estava encantado com a mulher a sua frente.Assim como ele,Sara se arrumou de maneira simples,mas de um jeito que a deixasse feminina,como se quisesse seduzi-lo mas sem deixar isso escancarado. Usava uma blusa lilás de mangas curtas e um pequeno decote em V.O pingente do cordão que usava se escondia por dentro da blusa,o que chamava mais ainda a atenção de Grissom para aquela área.Usava uma bermuda de um jeans lavado,cobrindo metade das pernas e uma sandália rasteira da cor da blusa.Gil teve que se controlar para olhar para o rosto da mulher e se perguntou se ela queria deixá-lo louco com aquelas lindas pernas. “Droga,eu vou acabar passando por tarado se continuar a olhar para ela assim!”
Sara sentiu-se bem com o olhar de desejo lançado por Grissom sobre ela,mas que ele a desejava,isso ela já sabia.Agora ela queria era entender o porquê de ele a tratá-la tão friamente quando mantinha tanta paixão guardada dentro de si.O único motivo achado para explicar tamanha desconsideração era dizer que Grissom só tinha tesão por ela,nada mais.Era plausível e por isso mesmo machucava ainda mais do que chamá-lo de covarde.Pois ele sendo covarde poderia, ainda sim,amá-la secretamente.
Ai,ai,ai quanta dúvida morava no coração da CSI!E logo agora que Grissom permitiu a ela resolver essas dúvidas,ela travava!Resolveu então deixar ele falar já que ela mesma parecia ter perdido essa capacidade.E também,não era isso o que ele queria,falar com ela?
A garota entrou na sala e,vendo a mesa cheia para o café da manhã,resolveu tentar dar uma cortada no clima tenso.Super necessário pois o olhar de Grissom estava chamando a garota para atacá-lo ali mesmo,e talvez Grissom não iria impedir!
-Uau,Griss...esse é o seu jeito de me dizer que estou magra demais?- e fez questão de usar um tom de brincadeira na sua frase.
Isso pareceu despertar o homem de seu devaneio.
-Ah,longe de mim Sara- longe de mim querer mudar o que já é perfeito – Ao que parece meu olho é bem maior que a minha barriga.
Dizendo isso o homem se dirigiu até a cozinha e antes de entrar falou.
-Eu vou pegar o café.Sinta-se a vontade para sentar e começar sem mim,ok?
Quando Gil voltou a mesa Sara já estava sentada,mas não tocara em nada.
-Não precisa fazer cerimônia,Sara.Aqui está o café.
-Obrigada,mas não é cerimônia...tudo parece tão gostoso e eu não sei por onde começar!
Gil sorriu satisfeito.Parecia que Sara estava confortável e era tudo o que ele precisava hoje.
-Bom,eu aconselho as torradas,enquanto ainda estão quentes.
-Vou ir na tua então.
E nessa onda de descontração os csi’s provaram quase que todos os pratos da mesa.Sara declarou o bolo de Grissom o melhor.
-Eu tive muita prática em fazê-lo com a minha mãe.
-Então é por isso que o senhor é um cozinheiro de mão cheia?
-É.Aprendi com a melhor...
-Que fofo,Griss...bajulando a mamãe.
O rosto de Grissom corou e ele olhou para baixo.
-Só digo o que penso,Sara.
-Tá...sei.
O que era para ser a continuação de uma brincadeira para mexer com Grissom soou mais para o homem como uma verdade.Sara percebeu isso e já ia pensando em uma maneira de concertar o que disse,mas parou no meio do caminho.Talvez essa seja a brecha necessária para Griss começar a dizer a verdade.
Grissom,dessa vez,não a desapontou.
-Eu sei,Sara.E é por isso que nós estamos aqui.
Grissom parou por um momento,querendo ver a reação de Sara.Não era uma de grande surpresa,afinal Griss tinha feito suas intenções claras quando fez o convite.Parecia satisfeita de ele ter tocado no assunto sem muitas delongas.
-Acho melhor nós mudarmos para o sofá e levar o café... Como você deve imaginar eu tenho muita coisa acumulada para lhe dizer.
-Griss,você não precisa...-
-Não,Sara.Eu preciso e você merece ouvir.Sabe muito bem disso.
Sara balançou a cabeça afirmativamente e seguiu o chefe até o sofá.Os dois sentaram cada um em um canto,mas de forma a ainda se encararem.Gil colocou sua xícara de café na mesinha de centro, e suas mãos logo se uniram em seu colo em um gesto de nervosismo.Sara segurava a sua xícara nas mãos,sabendo que se soltasse Griss poderia vê-las tremendo.
-Acho que não dá pra ficar mais confortável que isso.
Sara falou,já que não queria suportar mais um minuto de silêncio.Mas assim que terminou sua frase pensou em outro lugar na casa que seria mil vezes mais confortável “Tipo, a cama dele!”.E pelo rosto de Grissom ele pensou a mesma coisa.Os dois enrubeceram,mas Grissom além de tudo levou uma almofadada na cara.
-Que mente poluída,Gil Grissom!
-Sara!Isso é agressão física!
- Para de choramingar!Parece até criança...
-Ah, e você jogando uma almofada na minha cara não é considerado coisa de criança?!
-Não no meu livro.
A almofada voou para Sara,com muito menos força do que antes, e a garota consegui pegar.Ela ia mandar de volta para Grissom,mas este começou a rir incontrolavelmente, e logo Sara se juntou a ele.
Gil foi o primeiro a conter a crise de risos, então ficou observando a morena.Quando Sara,enfim,conseguiu ficar séria e reparou no que o chefe fazia foi logo dizendo:
-Que foi,nunca viu ninguém ter uma crise de riso na vida?-ela falou isso enquanto limpava uma lágrima escorrida do rosto.
-Não,mas fazia muito tempo que você não ria assim na minha frente...eu... Senti falta sabe...
Sara perdeu a vontade de rir na hora, e decidiu então que Grissom estava decidido a reparar a amizade deles...no mínimo,Sara pensou esperançosa.
-Ok.Então me explica o porquê de a gente ter se afastado esse tempo todo.Eu,por minha vez,não queria isso.
-Nem eu, Sara. Mas as coisas não são sempre como a gente quer.
-E você não acha que eu já não sei disso Griss?
A garota já estava nervosa,então pegou uma almofada do chão e a abraçou,tentando se acalmar.
-Então você entende que eu nunca quis te magoar?Entende que assim como você eu não queria me afastar,nunca?
-E mesmo assim você o fez,Griss.Você me magoou quando, de repente, não estava mais lá para mim como um amigo.Como pode me pedir para entender isso?
A voz de Sara saiu muito fraca,como se lutasse com força para passar pela sua garganta,obstruída pela vontade louca de chorar.
-Então não tente entender agora.Só ouça o que tenho a dizer.E eu não peço para você me entender,nem ao menos perdoar.Faça o que você achar certo,Sara,mas tome a decisão baseada não só em meia verdade,ou seja,sua parte da história.Escute a minha e faça o que quiser com o resto.
Gil não tinha certeza de onde surgiu a força que sentia agora para despejar suas emoções.Talvez tenha sido a visão de Sara ao seu lado agora.Não era a Sara de sempre a mulher que entrou em sua casa aquela manhã.Ela lembrava a Grissom a jovem de São Francisco pelas roupas casuais.Mas na maneira de se portar...Gil percebia que hoje a garota não usava nenhuma máscara para esconder seus sentimentos.Mostrava-se insegura com aquela situação.E agora uma grande tristeza emanava dela.Gil nunca gostou de vê-la triste.Isso só o fazia lembrar de todas as vezes que ele a deixou assim,desde que a perita veio a trabalhar com ele.Ele não se permitiria mais deixá-la assim. Diria tudo agora,de uma só vez.Seria como tirar um curativo da pele.De uma só vez,acabando com o sofrimento mais rápido
-Parando para pensar agora talvez eu não precise te explicar minhas ações quando nos conhecemos.Tenho certeza de que deixei bem claro naquela época.
Gil falava sempre olhando para Sara, enquanto ela só encarava o chão.Mas ao terminar aquela frase Gil viu a garota acenar com a cabeça,como se concordasse com o que ele disse.Um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela,mas tão rápido quanto surgiu desapareceu.
-E talvez esse seja o motivo de você estar tão confusa...de você ter vindo a Las Vegas esperando por uma coisa e encontrando outra...
-Eu não vim aqui pensando em reatar o que tivemos no passado Griss...não primeiramente.Eu vim para te ajudar e depois... e depois você foi tão maravilhoso comigo,você estava ali,tão perto...e ai você me convida para ficar aqui...e eu ingênua achei que algo a mais pudesse acontecer...
-Ironicamente,quando te convidei foi exatamente o que pensei.Mas depois de te deixar no aeroporto e ir para casa,foi aí que me veio a cabeça.Eu seria seu chefe,Sara.E seria extremamente injusto entrar em um relacionamento quando fui eu quem te convidou para trabalhar aqui.E eu não podia simplesmente te dizer,Olha, sabe quando eu te convidei para trabalhar comigo?Sinta-se desconvidada.Seria extremamente rude.Só porque eu queria uma coisa que você não necessariamente queria.
-Com certeza seria rude e extremamente deselegante...- mais um sorriso saiu da boca dela.
-E para coroar aquele dia achei uma foto minha contigo (achou nada,você tem ela guardada na sua mesa de cabeceira!).Deus,como havia envelhecido de uns tempos para cá.Eu me senti totalmente desqualificado para você,Sara.Ainda me sinto assim.
Gil agora não mais olhava para Sara.Era muito difícil encará-la. O que iria contar agora era considerado por Gil como o golpe mais baixo que desferira sobre Sara. A parte a qual havia machucado tanto a morena, e a qual Gil sabia e não fez nada para evitar.
-Mesmo sabendo que nada poderia ser como havia imaginado,você estava ali.E eu ainda estava feliz por te ter por perto.Só teria que me convencer de que isso seria suficiente.
Gil inspirou profundamente e se forçou a olhar nos olhos de Sara.Não queria mais tomar para si o caminho dos fracos.Ele tinha que encará-la de frente.Era isso que Sara merecia.
-Então começamos a trabalhar juntos, e eu era o único amigo que você tinha na cidade.Era natural para mim te ajudar a se acomodar aqui.E era mais natural ainda continuar a flertar contigo.Eu não pude evitar,não, eu não queria evitar.Aqueles momentos,quando você me pediu para te amarrar, faziam-me sentir vivo,feliz.E fiquei ávido por mais.Mas sempre na minha cabeça eu carregava os motivos pelos quais não podíamos ser mais do que amigos.E quando o tempo passou e você já havia se instalado,foi quando comecei a ouvir os rumores pelo lab...de que você só estava ali porque estava dormindo comigo...que você era a queridinha do chefe...essas coisas.Isso foi mais alguma coisa a pesar sobre o nosso não envolvimento.Iria afetar a nossa imagem no laboratório.E você estava começando ali,não queria a sua carreira manchada logo de inicio por causa de mim.O pior de tudo Sara, é que ainda assim continuei a alimentar sua esperança de que,talvez,pudéssemos entrar em um relacionamento.E na época eu já tinha toda a convicção de que não daria certo.
Os olhos de Sara,marejados de lágrimas,provenientes da dor que Gil causou,fitavam o copo de café como se fosse a coisa mais interessante do mundo.Gil não sabia o que passava na cabeça dela,somente que não era nada bom.Como parecia que a garota ainda não tinha nada a dizer,Gil continuou.
- E continuamos nesse jogo ingrato,até que algo aconteceu que me fez parar e reavaliar minhas ações.Porque se antes eu achava que não era certo estar com você,naquele momento o mundo e o meu corpo me gritavam que isso era impossível.
Essa fala tirou a atenção de Sara do copo de café.Pela primeira vez desde que Grissom começara seu monologo,os dois se encararam.
-Acontece que eu...é...droga,isso é difícil.
As mãos de Grissom estavam então cerradas,fria e firme em seu colo foram pegas de surpresa por um par menor e quente de mãos.Sara abriu os dedos de Grissom suas mãos com as dele.
-Você está indo tão bem Griss...continua.Nada que você me contar vai sair daqui.
-Eu estava perdendo...minha audição.Já era esperado,na verdade...é uma doença hereditária...a Osteosclerose...minha mãe perdeu a audição mais cedo por causa dela.Mas o real problema Sara...era que por causa disso eu poderia perder meu trabalho...e o meu trabalho...eu dei a minha vida por esse trabalho.Eu sinto como se ele fosse a única coisa que me define...a única coisa no qual eu sou bom.-Gil apertou a mão de Sara mais forte agora — Foi pelo trabalho que te conheci ,Sara.Eu fecho os olhos e me lembro do seu olhar,cheio de admiração por mim,pelo perito que eu era.Se não fosse o trabalho eu não teria te conhecido,não teria a luz do seu sorriso nos meus dias.E com isso,eu via toda a minha vida se esvaindo para longe de mim.Eu,que já não me considerava bom o bastante para você,Sara,percebi ali que não era para ser.E tive que realmente me afastar de você.Porque não iria me colocar na sua vida,não agora como um peso morto.
-Gil...oh...eu nunca imaginei...ah me desculpa...
-Não tem porque pedir desculpas Sara.Já está tudo resolvido.
-Essas sua férias de um mês foram para resolver esse problema?
-Sim,eu fiz uma cirurgia.Lembra no dia em que o laboratório explodiu?
-Ah...claro.
-Foi o dia em que eu resolvi fazer a cirurgia para reparar os danos da Osteosclerose.Eu tinha tanta coisa na cabeça naquele dia,Sara.
-Acho que contribui para isso.-Sara lembrou do que andara aprontando naqueles dias.Nossa como ela fora imprudente,achando que era invencível!E ainda por cima colocando o chefe contra a parede o chamando para sair.
-Eu não deveria ter dito não daquele jeito,sabe?-Gil começou a acariciar a mão da garota,ainda em posse dele.-Fui totalmente grosso.Mas você me pegou desprevenido.Era a última coisa que me passara na cabeça naquele momento.Além do óbvio, eu não sabia se a cirurgia funcionaria.A minha vida estava para escanteio enquanto não passasse a cirurgia.Eu não poderia aceitar seu convite enquanto estava naquela situação.E lembre-se Sara.Tudo o que eu te falei agora contribuiu para minha resposta naquele dia.Nunca pense que é porque eu não te quero.Porque isso está longe da verdade.- levou então a mão de Sara até a boca e deu um leve beijo,antes de soltá-la e se levantar.
Sara ainda estava parada,absorvendo tudo que Gil lhe disse.A garota agora entendia o porquê do comportamento do homem antes de ter viajado.Entendia,mas ainda assim sentiu-se com raiva,sabendo que ele gostava dela nesse tempo todo mas não fez nada a respeito.Ele tinha razão ao dizer que fora completamente egoísta.Agora que essa parte estava explicada,Sara queria saber aonde eles iriam daqui para frente.
Levantando-se do sofá viu Grissom na cozinha bebendo um copo de água.Chegando perto dele Gil a ofereceu um pouco,mas ela recusou.Reparando que as mãos do homem tremiam,percebeu que não tinha falado nada desde que Gil terminara de se explicar.Conhecendo o homem,Sara tratou de confortá-lo logo.
-Griss,eu entendo de onde você vem com toda essa estória.Você provavelmente não teve boas experiências no quesito relacionamento, e tem razão de ter todos esses medos.E fico muito feliz por ter escolhido compartilhar isso comigo,de se abrir para mim...mas tudo o que me disse,exceto a sua audição,continua na mesma de antes.O que mudou agora,para você se abrir comigo assim?
Gil,que estava encostado no balcão da cozinha,suspirou novamente e disse.
-Foi enquanto me recuperava.Estava aqui em casa,sem fazer nada. Não podia escutar nada depois da cirurgia.A audição voltava com o tempo.Fiquei imerso nos meus pensamentos.Pensando nos sons que mais me fariam falta se,por acaso,a cirurgia me falhasse.A voz de meu filho foi a primeira coisa que me veio a cabeça.Ouvir ele falar comigo,dar risadas...e a sua voz também...tão doce,tão diferente para mim...e só de pensar em não poder ouvir vocês...como fiquei deprimido...ainda mais quando me vi com a possibilidade de perder o emprego como csi.O mais engraçado foi que não me doeu pensar no emprego em si.Foi pensar em perder vocês,meus amigos que me doeu mais.E pensar que eu te perderia em dobro,Sara,quase me matou.A única coisa que me dava conforto era pensar em como concertar nossa amizade,seja qual fosse o resultado.Porque eu descobri que viver sem você ,para mim,não seria viver...eu percebi que você estava tão dentro de mim,que ao te negar,estava negando uma parte importante de mim...e não podia mais viver sem meu coração.
Ali,naquela cozinha,com Grissom quase proclamando que a amava,Sara não agüentou mais.Com lágrimas escorrendo em seu rosto pegou o braço de Gil e o trouxe para si,abraçando-o fortemente.
-Meu Deus,Gil...eu não sei o que te dizer.
-Não diga nada,querida.Só me abrace forte....para sempre
-Sempre.
Se Sara ainda tinha alguma dúvida sobre as intenções de Gil,naquele momento todas desapareceram.O casal sentiu-se leve,como se o peso que carregavam nas costas tivesse desaparecido.Era uma sensação maravilhosa,estar naquele abraço,depois de todas as emoções revividas naquela sala.Para Gil,só faltava uma coisa para deixar aquela manhã,melhor.
-Sara...-ele sussurrou
-Hum?-A garota estava tão confortável com sua cabeça repousando no pescoço do amado que nem respondeu direito.
-Posso te beijar?
A cabeça de Sara levantou tão rapidamente que Gil pensou que ela poderia quebrar o pescoço com um movimento tão brusco.A perita,com um sorriso de orelha a orelha,envolveu a cabeça do chefe em suas mãos e chegando pertinho da boca dele falou baixinho.
-O que está esperando?-e deu um beijo suave no canto da boca de Gil.
Gil não perdeu a chance e,antes que ela pudesse se afastar,envolveu os lábios da garota em um beijo doce.Os lábios dela eram tão suaves que Gil não se conteve com um só beijo.Uma de suas mãos,antes na cintura dela,foi para a nuca e Gil deu uma mordida de leve no lábio inferior,passando depois a língua como em uma caricia.Sara logo abriu a boca e Gil aproveitou o momento para esquentar ainda mais o beijo.Para ele que passara tanto tempo somente com fantasias da mulher em seus braços,era impossível resistir agora.Sara também achava difícil resistir ao beijo apaixonado, e logo estava explorando a boca de Gil,como sempre sonhara em fazer.
E foi com muita dificuldade que os dois se separaram,mas não completamente.Ainda nos braços um do outro,o casal tentava tomar fôlego novamente.Ambos sabiam que não dava para levar as coisas mais para frente.Não que eles não estivessem prontos.As coisas progrediram muito mais rápidas no passado para eles.Mas estavam conversando havia horas.Mathew logo chegaria em casa e Gil precisaria estar disponível para o garoto.E descansado também.
Foi com a promessa de um encontro futuro,com mais tempo para eles que se despediram.Um beijo ardente e um te vejo mais tarde depois,Sara voltou para casa e deixou Gil em sua casa.Lembrando de chamar Hank para dentro e colocar o despertador para acordá-lo meia hora mais tarde,Gil adormeceu com um sorriso no rosto.Pois é,Gil Grissom...você é um sortudo filho da mãe!
Notas finais
Até logo!
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