Entre O Céu E O Inferno
22 Capítulo 22 Família ê, Família á...
Notas iniciais
E querendo ou não... Com tudo que aconteceu eu perdi um pouco a inspiração...
Então me desculpe se o capitulo não saiu tão bom, mas dei o melhor de mim...
Beijos a todas vocês e obrigada por não me abandonarem, não respondi os coments, mas assim que tudo se normalizar eu responderei um por um...
Agora, ótima leitura!!!!
22 – Família ê, Família á...
No capitulo anterior...
- Não se deixe levar por Alice, Whitlock, ela sabe muito bem manipular as pessoas quando quer alguma coisa, como ela sabe que você é um dos meus homens, deve estar tentando te usar para me convencer que ela está arrependida, aquela menina não é mais minha irmã, a menina que eu amava seria incapaz de tamanha crueldade. Dentro de nossa casa sempre foi pregado o respeito e a fidelidade entre todos, ela se esqueceu de suas origens.
- Eu não quero me intrometer... Mas... Ouça a menina...
- Ok. Ok. Eu vou ouvi-la, mas não será hoje, nem amanhã.
- Pelo menos eu consegui... — Disse isso sorrindo, Jasper sempre foi muito convincente quando lhe convinha.
Entramos no Studio e seguimos direto para área das piscinas, eu nunca tinha estado ali, era bem reservado.
Havia duas piscinas, uma de tamanho olímpico com 50m de comprimento 22,8 de largura com profundidade de 2,5 e uma menor que provavelmente seria para iniciantes, ou como Bella havia dito aulas de hidroginástica para pessoas idosas essa tinha 8m de comprimento por 4m de largura e profundidade de 1,30.
Rosalie já estava dentro da maior com um maio e alguns objetos que flutuavam na agua.
- Acho bom você ter trazido roupa de banho, algo me diz que irá nadar. — Comentei com Jasper que se assustou dando um salto da cadeira.
- Como assim Charlotte não me disse nada, ela simplesmente disse que hoje seria a primeira sessão de muitas de fisioterapia.
- Hei! Rapazes, vocês estão com medo da água, está aquecida, não vão passar frio. — Rose chamou nossa atenção de dentro da piscina.
- Cullen, como ela é?
- Deve ter 1,75 de altura, pesar uns 70 kg, loira, olhos azuis, durona, fala manso, mas não se engane ela gosta de mandar e agora a melhor parte é noiva de McCarty.
- Entendi, me manter calado é salvar minha vida.
- Menino esperto, agora seja um bom garoto que preciso buscar Bella, agora comportisse.
- Hã... Cullen... Como é a menina Alice?
- Ela tem 1,50 de altura, pesa 38 kg, tem os cabelos negros curtos e espetados para todos os lados, olhos azuis, hiperativa, sempre conseguiu tudo o que quer, e vou te dar uma diga... Fique longe dela, pois apesar de se parecer com uma fada nos últimos tempos vem se comportando como um demônio.
- E... Como é Isabella?
- Bella tem 1,62 de altura, pesa 50 kg, tem cabelos castanhos avermelhados, os olhos verdes como o mar em dia de tempestade, mas se fizer qualquer gracinha eu me esqueço que está convalescendo.
- Já entendi, manter distancia também. Você me disse que ela tem 17 anos, como teve coragem, ela é só uma menina.
- A coragem foi toda dela, eu me acuei com esse sentimento, foi ela quem se doou, ela quem se entregou, tudo o que fiz foi ser espectador e quando percebi me tornei dependente dessa menina, é inexplicável o que sinto por ela...
- Hei!!!! Vão continuar fofocando como duas velhas ou vão entrar logo nessa piscina, tenho outra paciente para atender, e diga-se de passagem, Sr. Cullen, o senhor está atrasado. — Rosalie era rígida com seus pacientes, algo me dizia que Jasper iria sofrer.
- Já estou indo doutora.
- Antes de sair, ajude Charlotte por Jasper na agua. Coloque isso em volta de sua cintura.
Rosalie jogou um tipo de cinturão de espuma de polietileno, o mesmo material do espaguete que se usa em piscinas, mas a diferença era a espessura, aquilo faria até mesmo um elefante boiar imagine Jasper.
Charlotte se aproximou de nós já informando que Jasper usava um calção de banho por baixo da calça, que ele estava pronto, seria necessário somente despi-lo.
- O que é isso? — Jasper perguntou quando sentiu meus braços a seu redor lhe amarrando algo na cintura.
- Digamos que é uma fralda pra você não mijar na piscina.
- O que?
Comecei a rir como um idiota, a cara dele foi demais.
- Brincadeira Whitlock, é algo para que não afunde, para que consiga boiar.
- Não tem graça, Cullen!
- Ah! Qual é, até a Rose está rindo.
- Estou nada. — Rose disse segurando o riso. — Vai ou não com isso, Cullen?
Ajudei Jasper a entrar na agua e logo Rosalie veio pegá-lo, levou-o até o meio da piscina o deitou de costa na agua pediu para que ele abrisse os braços e relaxasse.
Quando sai de lá Jasper e Rosalie conversavam animadamente.
No caminho fui pensando no que Jasper havia me dito sobre Alice, eu não queria ser enganado novamente por ela, eu me negava a cair novamente nas armações de Alice.
Cheguei em casa para pegar Bella e a mesma estava sozinha, onde Emmett havia se enfiado?
- Cadê o grandão? — Perguntei quando a encontrei no quarto sozinha.
- Acabou de sair, a mãe dele ligou, disse que tinha acontecido algo com seu pai e ele saiu igual a um louco, não faz muito tempo, na verdade estou até preocupada.
- Depois ligaremos para saber o que aconteceu, ok? Está pronta pra primeira sessão de fisioterapia?
- Na verdade... Ansiosa... — Bella disse torcendo os dedos.
- É somente a primeira, Amor...
- É... Mas... Com o passar dos dias, logo começarei a andar... E... Se tudo der certo...
- Logo estará no palco de novo, minha menininha. — Conclui por Bella.
- Eu sonho todas as noites que estou lá, a audição que participaria é daqui alguns dias, eu ensaie tanto, eu queria tanto estar lá, poder participar... — Bella disse com lágrimas nos olhos.
- Lembra... É somente mais um inverno, a primavera está logo à frente, eu até já sinto o cheiro das flores... — Disse suspirando alto.
Bella solto uma sonora gargalhada esticando os braços em minha direção.
- Só você pra me tirar dessa tristeza.
- Se você quiser, podemos ir ver a audição.
- Não... Seria sofrer mais... Me deixe sonhar com o dia que estarei lá...
- Então sonhe... Porque logo será sua realidade, Minha Vida.
- Eu tenho esperança...
- Compartilhamos do mesmo sentimento.
Disse pegando Bella em meus braços. Ela estava emagrecendo e não era por seu corpo que via isso, era pelo peso que carregava, ela estava cada vez mais leve, falaria disso com Rosalie mais tarde, provavelmente seus músculos estavam ficando fracos.
Coloquei Bella no banco do passageiro e durante todo o caminho ela foi olhando as ruas, as vitrines, me mostrava pessoas andando pelas calçadas e comentava algo.
- Jasper, pediu para que eu falasse com Alice. — Falei num momento nosso de silencio.
- Eu também acho que você deveria ir falar com ela, mas desarmado, escutá-la, depois tire suas conclusões, uma coisa não podemos negar... Ela sempre te amou muito.
- Achei que você seria contra.
- Seria contra se você pedisse para eu falar com ela, ainda não tenho psicológico para enfrentá-la, sei que um dia vou ouvi-la, mas dentro de mim, me diz que agora não é a hora.
- Desde que todo esse inferno começou eu quis explicações, e tudo o que tive foi uma menina mimada e prepotente te acusando de coisas que foram culpa dela.
- Então chegou sua hora... Vá falar com ela... Você conhece a verdade, você sabe o que quer ouvir, se ela te falar algo que não convêm, não a agrida, simplesmente levante e saia, não precisa gritar, simplesmente saia, você terá dado a ela a chance de se explicar, se ela desperdiçar... Você pelo menos fez sua parte.
- Acho que você está certa... Nos últimos dias tudo o que tenho feito é gritar e esbravejar, posso estar muito puto da vida com Alice, mas ela me deve uma explicação, mesmo que minha vontade seja lhe dar uns belos tapas naquela cara deslavada.
- Se você for falar com ela assim... Nem precisa ir... Porque na hora que ela abrir a boca, você vai perder a cabeça e tenho certeza que vai lhe enfiar a mão na cara...
- Como você mesmo disse, eu não tenho psicológico para falar com ela ainda.
- Então quando se sentir pronto, não hesite em procurá-la.
- Eu pensei que você me diria que não, que ela não merecia toda essa consideração.
- Ela é sua irmã, mesmo errando, fazendo algo que jamais imaginei, ela faz parte de você, eu estava aqui quando chegou a noticia que você estava ferido, eu a recebi na minha casa chorando desesperada, porque você talvez não resistiria, foi comigo que ela soluçou uma noite toda dizendo que se algo acontecesse a você ela não agüentaria, que você era o seu herói, eu me pergunto todos os instantes o que aconteceu para que isso mudasse, a menina tão amorosa, se transformar no meu pior pesadelo.
Chegamos ao Studio e senti Bella se retesar em meus braços, quando procurei seus olhos, sua cabeça estava escorada em meu ombro, escondendo-me seus olhos, sua mão segurava com força minha camisa, senti quando seu corpo começou a tremer e não conseguia entender até ela pronunciar em uma voz chorosa:
- Estão ensaiando minha musica... Ouça... Eu ia dançar essa música na minha apresentação...
- Eu não a reconheço, Amor...
- O Quebra nozes...
- A musica é linda, Amor...
- Eu a escolhi pra você... É nossa história... Mas ao contrario, na história o soldadinho se apaixona pela bailarina, no nosso caso, a bailarina que se apaixonou por um grande soldado...
-Essa era a surpresa de meses atrás, da qual você ganhou uma viagem para Paris da qual ainda não fomos?
- Era... A minha maneira de dizer “Te Amo”...
- E como será a minha maneira de dizer Te amo?
- Quando você retornar para sua missão... Volte para mim, Capitão... Volte vivo... Essa será sua maneira de dizer que me ama...
- Eu vou voltar Minha Vida, e você dançara para mim o Quebra nozes, isso será nosso trato, eu volto... Você dança...
Bella levantou a cabeça do meu ombro, o rosto todo molhado pelas lágrimas beijou minha bochecha, nesse momento fechei os olhos e fiquei somente sentindo o carinho do meu amor, eu não me permitiria morrer naquela guerra, eu voltaria para ver minha menininha executando minha dança. Virei meu rosto e nossos lábios se tocaram em um selinho demorado que logo se tornou um beijo cheio de sentimentos, não precisávamos de palavras para selar nosso trato, nossas almas já tinham feito isso. Fomos interrompidos por limpar de garganta e quando separamos nossos lábios uma Rosalie com cara de poucos amigos batia o pé próximo a nós.
- Eu estou esperando há mais de trinta minutos, achei que tinha acontecido algo com os bonitinhos e quando chego... Os dois estão de chamego aqui fora achando que eu tenho todo o tempo do mundo. Prá piscina... Agora!!! — Rose mandou apontando para dentro. — Cullen, por que Isabella está chorando?
- Prometo que depois te conto, General... — Bella e eu rimos disfarçadamente enquanto encaminhava Bella para piscina.
Jasper ainda estava dentro da piscina e Charlotte o ajudava com alguns exercícios, prendemos a cintura de Bella um molde parecido ao de Jasper e Rosalie pediu que eu também ajudasse...
Passado mais de uma hora, estávamos todos executando exercícios quando a porta foi aberta e por ela entra Alice em uma cadeira de rodas sendo empurrada por Esme, todos paramos o que estávamos fazendo para ver aquelas duas criaturas invadir a sessão de fisioterapia de Jasper e Bella, será que elas não dariam uma trégua nunca?
Quando fiz menção de sair da piscina Rosalie me segurou pelo braço.
- Desculpe-me, Carlisle pediu para que eu ajudasse Alice também, como preciso do dinheiro para montar a clínica, não pude dizer não, Edward, foi por isso minha pressa, não queria que os horários de vocês batessem por isso deixei uma hora vaga para que não se encontrasse, mas acho que não deu certo...
- Rosalie, por favor, é claro que entendemos seus motivos, não há porque se preocupar e se desculpar, e minha sessão também está acabada, retorno amanhã, no mesmo horário, mas dessa vez seremos pontual. Não é, Amor? — Bella disse segurando meu rosto com as duas mãos para que eu a olhasse, pois meus olhos não se desviavam das duas mulheres a minha frente.
- É Rosalie, não há problema algum, amanhã continuaremos, sem problemas.
- Conversamos em casa? — Rose perguntou toda preocupada.
- Claro. — Respondemos Bella e eu ao mesmo tempo.
- Será o primeiro jantar de Bella conosco na mesa, acha que perderemos essa oportunidade?
- Bella está sentando? — Esme perguntou com uma voz de surpresa.
- Estou. Por enquanto por poucas horas, mas se tudo der certo, logo também estarei andando. — Bella respondeu sem se intimidar. — Como andam as coisas Esme?
- Agora entrando no lugar. Estou muito feliz por você Bella, é realmente a guerreira que sempre mostrou ser.
- A senhora tinha certeza que eu ficaria entrevada sobre uma cadeira de rodas, achou até mesmo que uma clínica seria mais recomendada porque atrasaria a vida de Edward, acho que tenho realmente que ser uma grande guerreira e quebrar pré-conceitos*, mesmo que não fosse Rosalie, acha mesmo que iria me conformar com o que aquele homenzinho disse?
- Eu... Só estava... Pensando no melhor... Para você...
- E o melhor seria me afastar de Edward? Não se esforce Esme, há uma guerra para isso, você não precisa se preocupar, quando for à hora de Edward embarca, ele irá, por momento algum eu pensei em lhe prender aqui. Ele é um homem livre, se continua comigo foi por escolha e não por pena como posso ver em seus olhos, eu não preciso da piedade de ninguém muito menos a sua.
- Eu não quis que pensasse...
- Tem razão, eu não pensei, eu ouvi, vi, era eu naquele quarto de hospital ouvindo suas discussões sem fim com Edward, não era uma boneca sem vida, era uma pessoa lutando para vencer. E aqui estou eu, lutando e... Vencendo.
- Bella, por favor, uma trégua...
- Nós que lhe pedimos uma trégua mãe, porque fez questão de vir fora de seu horário, porque quis nos enfrentar? Estamos cansados... Esgotados para ser mais exato, por favor... Respeito nossa privacidade...
- Eu queria vê-la, saber se está se recuperando...
- Pois já viu. Jasper usarei sua cadeira para trocar Bella, tudo bem?
- Claro...
- Vocês podem usar a minha, logo eu também estarei na piscina... — Disse uma Alice com a cabeça e a voz baixa.
- Usaremos a de Jasper. — Disse curto e grosso, minha mãe assentiu calada e o clima que já estava pesado ficou pior ainda.
- Quando Carlisle chega? — Perguntei, tinha muitos assuntos para resolver com ele.
- Ele ligou há pouco, disse que chegarão em dois dias, encontrarão a menina, mas algo nos planos mudou...
- Certo... Falo com ele depois. Amor temos que ir, o engenheiro irá nos procurar em poucas horas na “toca”...
Bella sorriu e assentiu, Esme empurrou a cadeira de Jasper até a beira da piscina para me ajudar a tirar Bella da água, a sentei, ela se enxugou, Esme ajudou que eu a vestisse o que me surpreendeu e disse algo a Bella, pois a mesma apenas assentiu, mas eu não ouvi o que era, a mantive sentada em outra cadeira ao lado enquanto ajudava Charlotte com Jasper, fazendo o mesmo processo, os levei para casa depois Bella e eu seguimos para casa.
- O que Esme lhe disse? — Perguntei depois que ficamos ela e eu no carro.
- Nada, Amor, apenas que ela torcia por minha recuperação.
- Discutimos na casa dela na hora que fui pegar Jasper, e agora ela chega toda mansa, me lembrando a mulher que realmente era minha mãe.
- Talvez Alice tenha lhe dito algo... Sei lá... Talvez está cansada de brigar...
- Eu queria tanto que ela pudesse nos entender... Sinto falta da minha mãe, mas da minha mãe e não dessa mulher...
- Quem sabe agora com as coisas andando, tudo não mude de figura. Ela sempre foi uma mulher maravilhosa, também estava com a faca no pescoço assim como todos nós, talvez tenha agido por impulso de proteger suas crias, instinto natural de mãe...
- Quem a ouve dizendo assim dona Isabella, até pensa que a senhora teve filhos.
- Imagina que coisa mais linda, um mini Edward correndo atrás de mim chamando, mamãe, mamãe, eu iria enlouquecer.
- E porque não uma mini Isabella?
- Achei que preferia menino.
- Quando tivermos filhos, eu vou preferir que sejam saudáveis, se for menino, menina que venham perfeitos e com saúde.
- Você já se imaginou pai?
- Até a pouco tempo não... Mas depois que nos encontramos eu já imaginei você varias vezes grávida, com barrigão, gerando nosso bebê.
- E... Quando pensa em mim... De barrigão... Eu estou bonita?
- Linda... Como você é Meu Amor, como tenho certeza que nunca deixará de ser.
Bella sorriu pegando minha mão e a beijando, segurando entrelaçada com a sua sobre o seu colo, quando chegamos em casa tudo o que deu tempo foi ajudar Bella com seu banho rápido, a colocar na cama e logo a campainha soou, com certeza era o engenheiro que aguardava.
Fui até a porta e qual minha surpresa ao encontrar um homem vestido com um terno cinza, óculos escuros, cabelos escuros primorosamente penteados e com gel, e em uma cadeira de rodas com uma pasta de couro sobre as pernas que me esticou a mão e perguntou simpático:
- O senhor é o senhor Cullen?
- Sim e o senhor?
- Sou Dean Winchester, eu sei, vai fazer a mesma piadinha de todos, que na sua casa não há espíritos malignos, mas fique tranqüilo, estou aqui para fazer a avaliação do imóvel que precisa de instalações especiais.
- Então entre por favor, vamos falar na sala.
Dean entrou com sua cadeira motorizada, se colocou ao lado da cadeira da mesa de jantar, se levantou e se sentou, como uma pessoa que não tivesse que utilizar uma cadeira para se locomover.
- Bem, pelo que a empresa me passou a casa não é essa.
- Não. Essa casa é de um casal de amigos meus.
- A casa pelo que a empresa me passou fica sobre o Studio de Ballet, e porque esse local e não uma casa térrea?
- O Studio é de Isabella, minha namorada.
- Compreendo...
- O que vocês tem em mente para casa? Barras, suportes, banheiras, uma nova disposição de móveis para melhor movimentação?
- Tudo isso e o que mais vocês puderem fazer.
- Tem a planta da casa?
- Tenho, só um minuto que vou buscar.
Quando entrei no quarto, Bella dormia e ressonava baixinho, com certeza devido ao cansaço da movimentação do dia, peguei a planta que tinha pegado quando estava com Bella da fisioterapia e me encaminhei à sala novamente.
- Aceita um café, chá, uma bebida?
-Aceito água.
- Claro, só um instante. — Me dirigi à cozinha e quando retornei, Winchester estava com a planta do Studio aberta sobre a mesa avaliando e fazendo anotações em sua agenda.
- Acha que é possível?
- A casa é perfeita, cômodos amplos, instalações impecáveis, o Studio também me parece riquíssimo, quem os construiu, fez algo muito resistente. Podemos instalar o elevador aqui, escondido quando se entra para a área das piscinas, ele abriria diretamente na sala, poderíamos fazer um corredor de passagem próximo à parede, em vez de passar por entre os móveis passaria por trás, os cômodos nos permitem isso pelo tamanho. Os banheiros colocaríamos barras para auxiliar o banho, a casa não possui degraus, a casa é excelente.
- Abrigaremos também um amigo que está cego no momento e também faz uso da cadeira de rodas.
- O guiaremos pelos corredores de acesso, podemos por placas em alto relevo nas portas e paredes para que ele posso se localizar melhor quando estiver dentro de casa para que ele se sinta mais independente.
- Seria perfeito, ele tem uma enfermeira, mas ela não pode ficar com ele vinte e quatro horas.
- Faremos o seguinte... Mandarei um auxiliar meu até o imóvel, ele fotografará todos os cômodos, e posso então fazer um melhor projeto, quando instalarmos o elevador, eu mesmo faço uma visita e veremos os detalhes de perto, o que me diz?
- Fechado.
Dean passou mais algumas informações e disse que seu assistente viria pela manhã do outro dia para que eu o levasse até o Studio, falei também sobre a clínica de Rosalie e ele disse que seria um prazer poder falar com ela, que ele poderia ter dicas riquíssimas a ela de como montar um ambiente profissional e funcional, nos veríamos novamente em dois dias para que ele apresentasse o projeto completo da obra, não economizaria um único centavo.
Pouco tempo depois que Dean havia se despedido, Emmett entrou todo nervoso pela casa, se bem o conhecia, ele queria matar alguém.
- O que foi grandão? — Perguntei, quando vi que ele não sentaria.
- Eu preciso de um saco de areia, será que Rosalie trouxe o meu pra cá? — Disse não prestando muito a atenção em mim.
- Seria bom ter algo para socar. — Quando disse isso, ele despertou de seus devaneios e me olhou como se eu fosse um ET.
- Faz tempo que está ai? — Perguntou sem graça.
- Tempo suficiente para lhe perguntar o que está acontecendo e você dizer que precisa de um saco de areia.
- Desculpa cara, eu... Eu... Puta velho, estou tão irritado... Porque eles não podem ser pessoas normais por uma única vez que estou aqui? Porque sempre as mesmas idiotices, as mesmas brigas?
- Aconteceu de novo? — Perguntei já sabendo o motivo de tanta raiva.
- Acontece sempre... Eles não conseguem entender... Eles acham que é rebeldia da minha parte, mas cara... A verdade é que eu não agüento mais...
A família de Emmett para quem olhasse de fora era uma família normal, com pai, mãe e irmãos, mas a verdade é que todos eram meios desmiolados, inclusive Emmett, como ele mesmo me disse certa vez, quem lhe colocou rédea, foi Rosalie.
- O que fizeram dessa vez?
- Eles acham que podem me convencer a largar o exército com ameaças e chantagens baratas, minha mãe ligou a pouco desesperada que a pressão de meu pai havia súbito e que ele estava enfartando, sai feito um louco daqui, não disse nada a ninguém eu tinha certeza que era só teatro do coroa e quando chego lá ele ainda disse que só morrendo para que eu fosse visitá-los. Ele descobriu que é hipertenso e agora disse que se ele morrer a culpa é minha. A culpa realmente deve ser minha por ele ter fumado e bebido mais da metade da vida dele, eu deveria ter enfiado a mão na cara dele quando cresci e dizia para que ele parasse com aquilo que um dia lhe faria mal. Eu deveria...
Emmett estava tão irritado que as veias de seu pescoço pulsavam... Aquele homem daquele tamanho ameaçando alguém, realmente era de dar medo, ele sempre foi muito próximo aos pais, mas quando os mesmo começavam a falar sobre sua profissão ele perdia as estribeiras, se havia algo nesse mundo que tirava todo a razão do grandão era Rosalie e sua família, e sua profissão, quando uma dessas eram criticadas, Emmett virava um monstro.
- Hei... Que tal um joguinho rápido de basquete? Não é um saco de areia, mas ajuda. — Disse tentando convencê-lo.
- Se eu te derrubar vai chorar igual mulherzinha? — Perguntou-me de canto de olho.
- Se eu ganhar promete que não descarrega sua arma na minha cabeça? — Ele achava que eu não sabia que ele andava armado, me olhou com os olhos arregalados de espanto. -Tire sua ponto quarenta debaixo do banco do seu carro e dê para Rosalie guarda.
Emmett tinha uma tabela de basquete no fundo de casa e enquanto jogávamos falávamos de nossas famílias.
Ele dizia que não agüentava mais a pressão dos pais, que todas as vezes que voltava era o mesmo inferno deles fazendo chantagens emocionais e dizendo que se algo o acontecesse ele seria responsável pela morte dos dois, Eloy seu irmão ficava sempre do seu lado, mas era um inferno, porque aí a briga familiar se generalizava e o barraco estava armada, com gente gritando, chorando, ameaçando, xingando.
Eu por contra partida falava das reviravoltas da minha família, o quanto também estava cansado com o modo como Bella e eu vínhamos sendo tratados, Emmett disse que faria o mesmo, que jamais abandonaria Rosalie e que teria feito pior com os caras.
Não vimos à hora passar até Rosalie aparecer na porta da cozinha e dizer que o jantar estava pronto, não a ouvimos nem chegar quem dirá fazer a janta, ela descalçou os saltos e se juntou a nós por alguns minutos, percebia-se que ela também estava precisando extravasar um pouco, sua fisionomia era de alguém que estava à beira do limite.
- O que aquelas duas loucas fizeram depois que saímos, Rosalie?
- Elas não pararam de perguntar por Bella e você, sua mãe chegou a me oferecer dinheiro e para falar a verdade, muito dinheiro por estar hospedando vocês, pediu para que eu o convencesse a ouvir sua irmã, e Edward, sua irmã não está sendo melhor tratada que você, Esme a trata com tanta severidade que em pouco tempo Alice vai preferir ter morrido a ter que encarar sua mãe.
- Eu não tenho nem um pico de pena, ela procurou por isso Rosalie, ela sabia muito bem onde estava se metendo ao se envolver com Tânia.
- Essa tal de Tânia tem ligado para casa de seus pais querendo falar com Alice, e claro que Esme veta todas as ligações, ela é bem insistente pelo que Esme estava falando.
- Essa é outra que preciso conversar em particular, tenho muita coisa ainda entalada na minha garganta pra dizer a essa aí.
Já havíamos parado de jogar a algum tempo e estávamos sentados no chão, Rosalie entre as pernas de Emmett encostada a seu peito, enquanto o grandão lhe fazia um carinho nos cabelos.
- Achei que quando chegasse em casa, Bella e você estariam de malas prontas para irem embora. — Rosalie disse quebrando o silencio de minutos atrás.
- Eu entendo sua posição Rose, e para dizer a verdade, quem sou eu pra lhe dizer quem deve ou não atender? Carlisle também é seu chefe, não posso em momento algum te julgar, que tipo de pessoa seria eu?
- Obrigada por compreender... Estava me sentindo uma traidora...
- Se Edward fizesse qualquer coisa, Ursinha, ele iria sentir minha ira. — Emmett disse se levantando com Rosalie nos braços a girando enquanto a mesma soltava gritinhos e gargalhadas pela surpresa.
Entramos em casa e fui acordar Bella para o jantar, ela estava acordada assistindo algum programa desinteressante na TV, pois fitava o teto.
- Acordada há muito tempo? — Perguntei a tirando de seus devaneios.
- Não sei, faz quanto tempo que começaram a jogar?
- Eu também não sei... Talvez algumas horas...
- Então... Algumas horas...
- Janta?
- Claro...
- Vou tomar um banho e já vamos.
- Edward...
- Oi Amor.
Bella bateu ao lado da cama chamando-me para que me aproximasse, quando sentei, ela puxou-me pela camiseta suada para que me deitasse a seu lado, passou as mãos por meu rosto, enfiou seus dedos entre meus cabelos e procurou minha boca com a sua, não conseguiria jamais resistir aquele carinho gostoso, Bella aprofundou o beijo e a acompanhei, eu sentia tanta falta de amá-la, tanta saudade, minha mão desceu pela lateral de seu corpo subindo a camisola que ela usava tocando a pele macia e branquinha deixando-me com a boca cheia d’agua, ela levantou os braços para que tirasse sua camisola a deixando somente de lingerie, eu precisava sentir seu seios em minha boca e não me fiz de rogado tirando lentamente seu sutiã e beijando com veneração seus seios, lambendo seus bicos intumescidos começando sugá-los com delicadeza, ouvi um gemido abafado contra minha pele e mãos pequenas abrindo meu zíper e procurando por meu membro.
- Vamos nos atrasar para o jantar, Amor... — Disse sôfrego porque perderia aquela caricia.
- Emmett e Rosalie devem estar fazendo o mesmo, não atrasaremos o jantar dessa vez...
Busquei sua boca novamente enquanto suas mãos massageavam meu membro, eu estava a ponto de enlouquecer com aquela atitude.
Afastei suas pernas com delicadeza e procurei por seu clitóris quando o toquei Bella retesou o corpo e no mesmo momento me afastei, a olhando por ter ido longe de mais, Bella tinha em seu rosto uma careta de dor, respirando fundo abriu os olhos e ficou me encarando sem dizer uma única palavra até que a expressão de dor de seu rosto sumisse.
Uma de suas mãos começou a massagear meu membro novamente enquanto a outra segurou minha mão que estava sobre sua barriga a levando novamente a seu clitóris novamente, Bella fechou os olhos apreciando o carinho, coloquei dois dedos dentro dela enquanto massageava seu clitóris com o dedão sua mão massageando meu membro no mesmo ritmo dos meus dedos dentro dela, beijávamos com loucura, saudade, queríamos nos sentir, desejava estar dentro dela, mesmo sabendo que ainda não era o momento.
- Eu queria estar dentro de você, sentindo sua macies, sentindo você me apertar... – Sussurrava em seu ouvido.
- Eu também, Amor... Queria te sentir me preenchendo, sentir cada centímetro seu me invadindo, não sabe o quanto estou com saudade...
- Deve ser a mesma que a minha...
Senti quando Bella contraio suas paredes em meus dedos mostrando que estava quase gozando, intensifiquei a pressão em seus clitóris enquanto ela aumentava a velocidade de suas caricias em meu membro e quando menos esperava explodimos juntos em um orgasmo maravilhoso, o rosto de Bella estava vermelho e estávamos ofegantes, por mais gostoso que tenha sido, não se comparava a delicia de estar dentro dela, ser abrigado por ela, ficamos nos olhando enquanto nossas respirações voltavam ao normal.
- Agora mocinha, preciso realmente de um banho... — Disse acariciando seu rosto e lhe dando pequenos beijos. — Precisa de algo?
- Participar do seu banho...
- Logo amor... Eu sei que está difícil segurar nosso desejo, mas logo...
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