Entre O Céu E O Inferno
10 Capítulo 10 Missão Resgate
Notas iniciais
Eu estou cada vez mais apaixonada pela história que sai dessa minha cabeça louca e o motivo... São vocês!!!!
Eu sempre achei que minhas histórias nunca teriam quem as lessem e me pego todos os sabados respondendo varios coments, vocês tem noção do quão feliz me deixam???
Obrigada é pouco pelo meu ego mais que massageado...
Ah... E sobre vocês fantasminhas, obrigada também, vocês só assombram, mas também leem minha história...
A todas vocês... MEU IMENSO CARINHO!!!
Agora vamos lá Missão Resgate.
10-Missão resgate
Carlisle ficou conosco alguns minutos mais e logo se retirou, Bella e eu deitamos e... Dormimos como a muito não fazíamos, estávamos mortos pelo dia exaustivo.
Pela manhã todos fizemos o que era de nossa rotina, as meninas foram para o colégio, depois que resgatássemos Elóra elas iriam para o ballet, e seguiria tudo normal, até que Jacob e ela embarcassem para New York as 23h00min vôo direto, Seattle, New York, como isso? Basta usar sua influencia aqui e ali e pronto.
O relógio começou a correr as 08h00min, levei as meninas para o colégio, pedi que estivessem pronta às 13h30min, o combina foi que o carro de Bella estivesse no estacionamento da escola, assim que retornei encontrei um Jake suando em bicas sentado no meu sofá, seu pai tinha ido com o meu para o hospital.
- Eu não dormi a noite toda, minha ansiedade é tanta que comi um pote de sorvete da minha mãe, estou suando feito um porco e Deus me ajude se terei forças para chegar até o fim do dia sem ter uma sincope.
- Ei, vai dar tudo certo, lembra dos doces da cozinha, esse só é um pouco maior.
- Lembra que sempre pegavam alguém na cozinha, e se pegarem de novo.
- Não vão pegar, dessa vez ela está com nós, temos que ser confiantes.
- Está tudo certo, o carro, o apartamento, a viagem, não falta nada?
- Falta. Falta Elóra. Mantenha a calma homem de Deus, desse jeito quem vai ter um filho é você, não Elóra.
- Tudo que eu preciso é vê-la, saber se ela está bem.
- Você já pensou no caso dela não querer ir com você?
- Pensei nisso a noite toda, se ela não quiser ir comigo, significa que o que ela sente não é nem metade do que sinto por ela, eu estou arriscando tudo, estou arriscando sua carreira, estou arriscando a idoneidade das meninas, meu futuro, eu não posso nem pensar o que vai acontecer comigo se os pais dela conseguir me encontrar antes que meu filho nasça.
- Eu não te perguntei, mas é realmente um menino ou você não sabe?
- Susan me disse que vão confirmar o sexo do bebe hoje, mas que ela acha que é um menino.
- Você disse a Susan que ela não vai mais voltar para casa?
- Sim. Susan me disse que ela não sai do quarto para nada, eles não permitem, a não ser para ir ao médico como hoje, ela me implorou que fizesse alguma coisa, que Elóra está cada vez mais fraca, que sua mãe não permite que seja dadas as vitaminas que ela precisa, tem noção que aquela cobra quer matar meu filho de qualquer jeito?
- Que Deus me perdoe, mas se fosse comigo, quem não poluiria mais o ar com seu gás carbônico seria ela.
- Eu não sabia o que fazer para salva-la, não conseguia raciocinar direito, minha dor não deixava, para mim eu estava sozinho, nunca imaginei que você estaria lá...
Tirei a camisa, mostrando meu ferimento para Jacob.
- Vê isso? Eu levei três tiros de fuzil, se meus companheiros não estivessem lá, eu estaria morto do outro lado do mundo, você consegue entender que Deus me deu uma nova chance, que eu preciso ajudar quem quer que seja? Mas, o mais fantástico foi saber que quem precisava de ajuda era você, o cara que me ensinou a surfar e cantar as gatinhas porque eu era tímido demais para fazer isso, meu irmão de vida.
- Cara se tudo der certo, eu não sei nem o que fazer para te agradecer.
- Se tudo der certo não, vai dar certo, e para me agradecer me mande uma foto com sua família, para eu saber que se vocês estão juntos, fui eu que ajudei.
As horas se arrastaram aquela manhã, parecia que tudo estava contra nós, olhávamos o relógio de meia em meia hora, Carlisle e Billy retornaram por volta das 12h30min, estávamos ansiosos.
Para quebrar o clima pesado Carlisle começou a falar sobre os exames de Billy, disse que com fisioterapia Billy com calma poderia abandonar a cadeira, que os músculos de suas pernas voltariam aos poucos a sustentá-lo e isso deixou todos muito animados, Billy disse que poderia empurrar o carinho das meninas como fazia com Jake, que para ele seria maravilhoso.
Era 13h15min quando saímos de casa para buscar as meninas, Jake quase quicava no banco do carro, teríamos que ser precisos se não o plano iria por agua a baixo.
Quando chegamos ao colégio às garotas nos esperavam no carro de Bella, fui caminhando até elas, dando um leve beijo nos lábios de dela, sem dizer mais nada comecei a por o plano em pratica.
- Alice, eu entrarei com Jacob e Bella na consulta que está marcada para as 14h00min, quero que vá com meu carro e nos aguarde, estaremos com o carro de Bella.
- Onde eu espero vocês?
- Na lateral da clinica há uma entrada para emergência, quero que aguarde do lado, assim que conseguirmos encontrar Elóra, Jacob a levará até você, quando estiver com ela, quero que a leve para o hotel Persy em Tacoma, as reservas estão feitas em meu nome, aguarde que logo chegaremos, alguma pergunta?
- Não.
- Alice... A brincadeira começa agora.
Dei um beijo na testa de Alice e voltei caminhando calmamente para o carro de Bella, logo Alice já tinha saído com meu carro ido em direção a clinica, senti meu celular vibrar e quando olhei era Carlisle.
- Fala pai.
- Onde vocês estão?
- Saindo da frente do colégio.
- Billy quer falar com Jacob.
- Ok. Só me dê alguns minutos para que possa chegar até ele.
Entrei no carro de Bella estendendo o telefone para Jacob e já pronto para ir rumo à clínica.
- Billy quer falar com você.
Jacob pegou o celular de minha mão colocando-o no viva voz.
- Pai?
- Filho, eu não vou te persuadir a não fazer isso, quero que saiba que você sempre será o meu orgulho, todos nós erramos indiozinho, todos nós precisamos um dia bater de frente com a vida se não ela nos sufoca, chegou a sua hora. Quero que você saiba que sua mãe e eu te amamos muito, que enquanto estiver fora cuidarei com muito carinho delas, mas não fique muito longe menino, a distancia cria a saudade, mas não mata o amor. Estaremos sempre aqui por você.
- O senhor sabe que também amo vocês não sabe? Mas o senhor entende que tenho que salvar meu filho, que tenho que cuidar de Elóra não entende? Cuide delas por mim, vocês são os melhores pais do mundo, e quando aquelas princesas nascerem, não se esqueçam desse filho fujão.
- Claro filho, não importa quantos vocês são, nosso amor por vocês são iguais, se fossem cem, amaríamos todos vocês do mesmo jeito.
- Eu vou voltar, é só até a poeira abaixar, eu juro que o mais rápido que puder estarei em casa com vocês novamente.
- Vou ficar esperando, e traga meu neto para que eu possa conhecer logo.
-Vou levar seu neto e minha mulher.
- Se cuida criança, estaremos rezando por vocês. Boa sorte.
- Obrigado por tudo pai. Eu amo vocês.
Jacob desligou o celular fechando os olhos e fazendo uma prece silenciosa, pedindo para que tudo desse certo, já estávamos na frente da clínica, esperando por nosso alvo, liguei para Alice que me atendeu no primeiro toque.
- Achei que teria que descobrir sozinha quem é Elóra.
- Sem brincadeira Alice.
- Ok. Então diga!
- Está em posição?
- Claro, somente aguardando o momento certo.
- Ok. Quero que preste atenção na movimentação da rua, provavelmente Elóra estará com o motorista e um segurança,então sem falhas ou todos vamos parar na cadeia.
- Quanto tempo acha que vão demorar?
- Assim que Bella for chamada no máximo 20 minutos.
- Então é a hora de roubar o doce, ou melhor os doces...
Entramos na clinica Bella, Jacob e eu, em menos de 5 minutos fomos chamados, quando entramos no consultório, doutor Sherman se espantou.
- Quem é o pai?
- Nenhum dos dois, doutor, estamos aqui por causa de outra paciente.
- Não posso dar informação de ninguém, é contra a ética médica e totalmente fora de cogitação.
- Sou Edward Cullen, filho de... — Mas antes mesmo que eu acabasse de me apresentar ele completou.
- Carlisle, claro, agora sim, mas ele marcou uma consulta comigo em nome de Isabella Swan, disse que era urgente, acredito que Isabella seja você? Perguntou ele olhando para Bella.
- Sim doutor sou eu, mas precisamos saber da senhorita Dier.
- Senhora Dier, Meredith Dier.
- Tem certeza doutor que o verdadeiro nome de sua paciente é Meredith e não Elóra?
- Do que estão falando? A senhora Dier está grávida de aproximadamente vinte e duas semanas, ela é uma senhora bem casada, o filho que espera tenho certeza é de seu marido o senhor John Dier.
- O senhor já viu essa paciente, doutor?
- Não, é a primeira consulta, está vindo de outro consultório, o que me parece que uma gravidez de risco e a mãe pode morrer.
- Morrer! — Disse Jacob se levantando, começou a andar pelo consultório repetindo varias vezes.
- Morrer, morrer, ela pode morrer, não, não, isso está cada vez pior.
- Edward, não estou entendendo nada, você poderia me explicar? O que esse homem tem haver com a gravidez da senhora Dier?
- Pelo o que estamos sabendo, quem está grávida não é bem a senhora Dier e sim sua filha, Elóra. E o que esse homem tem haver é que o filho é dele, mas a senhora Dier está ameaçando de morte uma criança que ainda não veio ao mundo, tenho certeza que a paciente é uma jovem menina de quinze anos, doutor.
- Não posso acreditar, isso é absurdo...
- Absurdo é o que essa louca está fazendo com minha mulher e meu filho! — Jacob disse já desesperado em lágrimas — Por favor doutor, ajude-nos, ajude-me a salvar a vida de duas crianças por tudo que o senhor mais ama.
- Olhe meu jovem o que posso fazer é chamá-la e resolveremos esse engano, quando a senhora Dier entrar na sala podemos fingir que estamos acabando com a consulta da senhorita Swan, assim você poderá ver com seus próprios olhos de quem se trata se é mãe ou filha.
- Se for à mãe dela eu teria que me esconder, ela sabe quem sou. — Disse um Jacob em meio ao desespero, tentando encontrar uma saída.
- Vá para trás do biombo e aguarde até a entrada dela, se for à menina, a consultarei e permitirei que converse com ela por alguns minutos, nada mais, mas se for a mãe você terá que sair pela janela, fazendo o mínimo barulho possível, estamos entendidos?
- Perfeitamente doutor.
- Vou mandar chamá-la, senhorita Swan sente-se e vamos então fingir uma consulta.
Minutos depois entrava na mesma sala uma menina exatamente com Jacob havia descrito, cabelos loiros e olhos castanhos, mas em vezes de mistério havia dor, muita dor.
- Senhora Dier por favor poderia aguardar alguns segundos, estamos acabando.
- Sem nenhum problema doutor.
- Lóra? — Foi o que bastou para Jacob sair de trás do biombo e ficar cara a cara com a mãe de seu filho.
Elóra olhava incrédula para tudo o que estava havendo, petrificada com o que acontecia a sua volta, apenas lágrimas silenciosas que escorriam por sua face, com as mãos na boca ela sacudia a cabeça em sinal de negação como se o que estivesse vendo fosse um tipo de alucinação.
- Deus, por favor que não seja mais um sonho, por favor. — Ela disse por fim olhando um Jacob estarrecido.
- Lóra! — Jacob correu para abraçá-la, mas ela tampou sua boca com as duas mãos e um olhar desesperado.
- Shiii, pelo amor de Deus, não fala, não fala!!!
- O que está acontecendo? — Não conseguia entender nada, nos olhos de Elóra estava estampado o medo, o terror.
Elóra disse aos sussurros:
- Na porta está um dos seguranças que minha mãe colocou colado a mim, se ele te ouvir, — disse fazendo um carinho suave no rosto de Jacob — Ele vai te matar, ela o mandou atirar em qualquer pessoa que se aproxime de mim e perguntar o nome depois, pelo amor de Deus, não fala nada!
- Sou Edward Cullen e estamos aqui para te resgatar, preciso saber quantos seguranças estão lá fora.
- Dois, um aguardando na porta, outra na recepção e também tem o motorista, que está lá fora.
- Qual o carro?
- Um BMW M5 preto.
- Algum segurança com ele?
- Não.
- Jacob, consegue finalizar o motorista?
- Com certeza.
- Não precisa agir com violência, Vincent também é contra o que minha mãe faz comigo, ela só cumpri suas ordens porque precisa sustentar sua família.
- O senhor tem Éter doutor?
- Meu Deus o que farão com o homem?
- Somente o apagaremos por poucas horas até conseguir tira Elóra do estado.
- Edward, se não der certo?
- Eu já salvei muitos homens Jacob, é impossível que não vou conseguir sair de dentro de um consultório com apenas uma pessoa.
- Antes de saírem quero examiná-la, a doutora Mary disse que sua gravidez era de risco.
- Obrigada doutor, eu venho passando por muitas coisas, meu bebê pode estar correndo risco.
- Eu quero assistir, posso doutor? – Jacob perguntou ansioso.
- Se realmente é o pai, não vejo o porquê não, mas, antes quero fazer algumas perguntas para senhorita Dier. Conte-me do começo o que está acontecendo.
O doutor pediu para que Elóra se trocasse na sala ao lado e conforme foi examinando-a ele ouviu seu relato.
- Jacob era meu professor, começamos a namorar e logo descobrimos minha gravidez, minha mãe me obrigou a me afastar dizendo que se não fizesse o que ela mandava, ela mataria Jacob e meu bebê.
- Ela o processou e com sua influência o jogou na cadeia, eu não tinha o direito nem de visitá-lo, de saber como ele estava, tudo para ela era motivo para ameaçar a Jacob e o bebê.
- Ela queria me obrigar a casar com um velho que há muito tempo foi um de seus amantes, queria que me deitasse com ele, mas minha barriga já estava aparecendo e foi quando me obrigou a começar usar a cinta, me fazia usar isso todos os dias, o dia todo, dizia que sentia nojo de mim, mas que jamais deixaria Jacob se aproximar “desse bastardo”. — Elóra fez aspas no ar. — Ela não entende que não é fruto de um abuso, mas do meu amor, sei que posso acabar com a vida de Jake levando essa gravidez adiante, mas como deixaria que me tirassem à única coisa dele que eu tinha e mais importante ainda, que vive em mim?
- Calma neném, agora vai ficar tudo bem ok? — Jacob dizia passando a mão em seus cabelos.
- Ela colocava remédios abortíferos na minha comida, quem me alimentava as escondidas era Susan, com mingaus e vitaminas quando as encontrava antes de irem para o lixo.
- Estou há quase dois meses sem uma comida descente, sem dormir por medo... Ela queria envenenar meu filho, meu pequeno príncipe.
Senti meu sangue ferver se fosse um homem estaria morto no minuto seguinte, ordinária, desgraçada.
Bella percebeu meu estado de espírito e segurou minha mão como se me pedisse calma.
- Elóra, e seu pai? Ele não se pronunciava? — Perguntou doutor Sherman.
- Ele nos deixou uma semana depois que Jake saiu da cadeia, foi quando as coisas se tornaram muito pior, ela dizia que a culpa dela ter perdido o marido era minha, que ele não suportou a vergonha.
- Agora ficará tudo bem Elóra, vocês vão para outro lugar, ela não terá acesso a vocês. Seu filho está seguro.
Nessa hora meu celular vibrou e quando olhei era Alice.
- O que está acontecendo?Porque essa demora?
- Mudança de plano na última hora Alice, Elóra precisou passar pela consulta médica porque sua gestação é de risco, quando Jacob sair, ele contará como vamos proceder, por enquanto fique onde está e continue observando.
- Olha te liguei para avisar que tem duas figuras bizarras aqui fora encostados em um BMW, eles não param de olhar o relógio, achei estranho porque o cara chegou com uma mulher e saiu sozinho da clinica.
- Pode ser o motorista e um dos seguranças de Elóra, continue de olho e qualquer movimento suspeito me ligue novamente.
Sem dizer mais nada Alice desligou o celular e voltei a prestar atenção no que Elóra contava ao médico estarrecido a nossa frente.
Doutor Sherman examinou Elóra demoradamente, disse que o bebê não estava se desenvolvendo e que a qualquer momento ela poderia o perder.
Ninguém conseguia dizer nada, somente olhávamos para um Jacob desesperado e uma Elóra vencida, cansada.
- Ela não pode vencer no final... — Disse Jacob em meio ás lágrimas. – Ela não pode fazer o mal que fez a mim e minha neném e sair impune, ela tem que pagar de alguma maneira. – Jacob era a figura do desespero, Elóra não conseguia soltar sua mão em momento algum, como se ele fosse se desmaterializar na sua frente.
- Olha meu jovem, se está pensando em uma longa viagem com essa menina, lhe aconselho a abandonar essa idéia.
- Mas doutor o que posso fazer? Se a mãe dela nos descobre, provavelmente estarei na cadeia em menos de 24 horas, eu não tenho para onde ir, se eu voltar para casa dos meus pais provavelmente lá é o primeiro lugar que ela nos procurara, minha mãe também está grávida e não quero que ela se aborreça.
- Eu não posso fazer uma denuncia sobre essa mulher, preciso que alguém dê a queixa. — Doutor Sherman estava enraivecido com tudo o que Elóra lhe contava.
- Doutor, ela é uma pessoa influente. — Disse Elóra em pânico. — Não quero que ninguém se prejudique por mim.
- Acho que não deixei claro sua situação, essa criança que cresce dentro de você pode nascer com retardo metal por falta hormônio, por falta de vitaminas, essa criança com toda a certeza ficará com alguma seqüela, seja ela motora ou intelectual, seu filho está quase morrendo e não é por sua culpa minha jovem, sei muito bem com quem estou mexendo, e posso te dizer com todas as letras que essa mulher irá para a cadeia.
- Doutor, podemos salvar meu filho?
- Eu teria que interna a menina...
- NÃO! — Gritaram Jacob e Elóra juntos.
- Não vou mais me separar dela, nem por um segundo, eu já me afastei demais, fui um fraco e aquela louca quase matou as razões da minha vida, eu não vou deixá-la nesse clinica onde aquela insana possa ter acesso a ela, não vou.
- Jake... Shiii. Por favor, amor, é pra salvar nosso bebê...
- E quem vai me salvar de enlouquecer Lóra, quem vai?
- Eu estarei segura aqui.
- Não... — A voz de Jacob não era mais que um sussurro.
- Eu preciso examinar a menina e fazer exames todos os dias, assim que tudo estiver estabelecido, pode levá-la para onde quiser.
- Não faz isso comigo, Lóra... Não faz... – Jacob se ajoelhou aos pés de Elóra segurando suas mãos e implorou com lágrimas correndo por sua face.
- Doutor, não podemos cuidar dela em casa? – Perguntei tentando uma solução.
O doutor ponderou por alguns instantes caminhou pela sala nos observando, analisando toda aquela bagunça em seu consultório e nos respondeu:
- Se vocês permanecerem na cidade e ela começar a tomar todos os medicamentos corretamente, creio que sim, mas preste bem a atenção, terá que ter um regime rigoroso.
- Você quer salvar seu filho, Elóra? — Doutor Sherman a perguntou seriamente.
- É por isso que estou lutando desde o momento que descobri sua existência.
- E você meu jovem?
- Se não os quisesse doutor, eu teria abandonado Elóra a própria sorte, não teria passado pelo que passei, porque a louca da mãe dela conseguiu me vetar em todo o país com essa história que sou pedófilo, que abusei de Lóra... O que limpou um pouco minha barra foi o depoimento de Lóra perante o juiz.
- Se alguém descobrir que estou acobertando vocês, corro o risco de perder meu diploma, mas se lhe ajudam, em nome de minha velha amizade com Carlisle, posso lhes ceder uma cabana que tenho nas montanhas, ela é pequena, pois só a uso quando estou de folga, o que é muito raro, quando Elóra estiver em condições vocês poderão ir para onde quiserem, mas agora ponderem.
- Não é somente o diploma do senhor que este em jogo, também está o de Carlisle, a patente de Edward no Exército, o meu eu já nem sei mais se um dia poderei usar depois e todo esse escândalo, mas não sou apenas biólogo sei fazer outras coisas que pode sustentar uma família, o futuro de Elóra e de meu filho são muito mais importantes doutor, pode ter certeza que ninguém dirá nada, nem sei como agradecer.
Era isso que precisávamos, um lugar onde ninguém pudesse encontrá-los, antes de conseguirmos que eles saíssem do estado.
- Vocês ficam num hotel essa noite — Disse já arquitetando o plano em minha mente — Enquanto arrumamos à cabana, lavaremos, limparemos e abasteceremos, enquanto isso Elóra pode passar por exames mais rigorosos para saber como está o bebê.
- O que iremos fazer com os seguranças e o motorista?
- Vamos dopá-los e os levaremos para o outro lado da floresta, o soltaremos lá, se eles forem bons escoteiros conseguiram achar a saída em vinte e quatro horas, tempo suficiente para levar você e Elóra para a cabana.
- O que farão com o carro? — Perguntou Jacob.
- Vamos abandoná-lo na estrada, precisaremos ser rápidos.
- Como iremos fazer com o segurança que está na porta?
- Bella e eu iremos sair, depois de alguns minutos o doutor o chama dizendo que Elóra ficará internada, você o dopará com isso, colocando em seu nariz e boca, depois aplique isso. — Retirei do bolso de minha calça um remédio que eu e meus companheiros apelidamos de “Morpheus”, o sujeito só acordaria no dia seguinte. — Não deixe que ele perceba sua presença, prestou bem atenção Jacob?
- E o que vocês farão com os dois lá de fora?
- Eles são meus, faça sua parte que eu faço a minha, Elóra, não machucaremos Vincent, pode confiar, e quando terminar aqui dentro ligue direto para esse numero. — Passei meu numero privado. — Vou te informar como vai tirar o corpo dele daqui de dentro sem que levante nenhuma suspeita.
- Elóra, eu vou acompanhar um policial até a cabana amanhã, quero que denuncie sua mãe, você terá a minha proteção, ninguém seria louco de questionar uma decisão minha. Bella, vamos temos que cumprir nossa parte e vou precisar de você amor.
Sai daquela sala levando Bella pela mão, o segurança estava em pé na porta com cara de poucos amigos, era pouca coisa maior que eu, era nessas horas que sentia falta de Emmett.
Quando chegamos do lado de fora da clinica, Alice aguardava dentro do carro onde havia lhe tido, quando nos viu veio ao nosso encontro com os olhos estatelados.
- O que houve, quem viria não era o Jacob com Elóra?
- Mudamos um pouco os planos, os homens onde estão?
- Ali. — Alice apontou para o estacionamento da clinica, como estamos escondidos por uma parede verde, eles não poderiam nos ver.
- Quero que você e Bella vá até eles e diga que o pneu de seu carro furou, peça a chave de rodas e o macaco, lógico que irão oferecer ajuda, não dispense nem que venha os dois, deixe-os vir.
Continuei escondido atrás da parede verde enquanto Alice e Bella fazia exatamente o que havia lhes pedido, logo o motorista do carro abriu o porta-malas para pegar as ferramentas e o segurança acompanhou Bella até meu carro, quando ele se abaixou para verificar o pneu, lhe tampei a boca e o nariz também lhe aplicando em seguida o “Morpheus”, um já era faltava o outro.
Quando levantei a cabeça vi a oportunidade perfeita o motorista estava procurando as ferramentas, o surpreendi por trás fazendo o mesmo que havia feito com o segurança, só restava saber se o de dentro também já estava no chão.
Aguardamos por alguns instantes e logo meu celular tocou:
- O cara está no chão, pode recolher.
- Então faça o seguinte, peça para Elóra deitar em uma maca, traga as roupas de Elóra para Bella e traga a do segurança para mim, coloque o cara deitado embaixo da maca e jogue um lençol cumprido o suficiente para cobrir tudo, vou levar os três e o carro a 159, Bella irá comigo e Alice irá me seguindo, quando Elóra estiver liberada, coloque minhas roupas e as de Bella e sigam para o hotel Persy em Tacoma, não façam nenhuma parada, o carro de Bella vai continuar no estacionamento, vejo vocês em Tacoma.
- Afirmativo Capitão.
Busquei o carro de Elóra e quando estacionei Jacob já estava com o cara na porta me aguardando, colocamos um deles sentado no banco de trás ao lado de Bella, um no passageiro no meu lado e o motorista no porta-malas, segui para a 159, tenho certeza que eles teriam uma longa noite para conseguir encontrar o caminho de volta.
Quando estávamos a mais de 60 quilômetros de Seattle, paramos o carro e Bella me ajudou a levá-los para o meio da floresta, tiramos carteiras, celulares e tudo e qualquer coisa que os facilitasse encontrar a saída ou chegar a Forks mais rápido, o carro abandonei numa Praça de Olympia.
Seguimos direto para Tacoma, aguardaríamos Jacob e Elóra para saber qual seria o plano dali em diante.
Explicamos o ocorrido a Alice e a mesma ficou em choque.
Elóra e Jacob chegaram ao hotel por volta de umas 20h00min e com a noticia de que teriam uma linda menina, que se chamaria Claire.
- Amanhã pela manhã, a cabana estará organizada e abastecida para vocês, o apartamento de New York pode esperar.
- Eu nem sei como agradecer... — Disse Elóra emocionada. — Finalmente vou poder encostar minha cabeça no travesseiro e dormir, o inferno acabou...
- Elóra poderia ficar com seu celular?
- Claro Edward, mas por qual motivo?
- Alguns celulares contam com serviço de GPS, o que ajuda a localizar seus usuários pelo sinal de satélite.
- Tome é todo seu, se precisar viver em baixo da terra por anos para proteger minha filha de daquela mulher, eu mesma cavo o buraco.
- Jacob, se precisar, meu carro ficará na vaga do apartamento, se precisar fazer algum tipo de ligação, use o celular de Bella, o identificador está bloqueado e há uma pequena distorção na voz.
- Tenho certeza que não precisaremos de nada, tudo o que mais preciso agora é que meus bebês comam alguma coisa saudável e sem nenhum tipo de veneno. — Elóra se aconchegou no colo de Jake e estava quase dormindo quando saímos de lá.
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