Entre O Céu E O Inferno

25 Capítulo 25 Aqui se faz, aqui se paga...


Notas iniciais
Meninas, podem acreditar, eu não morri, estou apenas me recuperando demoradamente...

Sinto tanto por não estar postando da maneira que seria correta, mas eu juro, estou fazendo o que posso, da maneira que posso, perdoem-me pela falha...

Quero agradecer pelo apoio de todas vocês, pelo carinho e por todos os pedidos para que eu não deletasse a fic ou a abandonasse, vou fazer um compromisso com vocês que enquanto eu não escrever no final da última página "FIM"... "Entre o céu e o inferno" não acabou.
Até conseguir me por em ordem infelizmente não vou conseguir cumprir a promessa de postar todas as semanas, mas não deixarei de postar mesmo que a fic demore mais alguns anos para ser finalizada, mas eu não a abandonarei...

Mais uma vez, meu muito, muito, muito obrigada mesmo a todas vocês inclusive as fantasminhas por ainda lerem e aguardarem ansiosamente pelas atualizações, eu não tenho nem palavras para agradece-las pelo carinho...

Um imenso beijo a todas e finalmente...

Boa leitura...

25- Aqui se faz, aqui se paga...

No Capítulo anterior...

- Emmett, meu pai está chegando, tente entrar em contato com ele e veja se chega ainda hoje, diga a ele tudo o que está acontecendo, diga que estarei esperando por instruções, e antes de qualquer coisa, diga que minha mãe fez questão de estar junto nessa missão.

- Rosalie e eu cuidaremos das meninas, se precisar de qualquer coisa, não hesite em ligar, estaremos todos esperando por informações.

Esme e eu deixamos todos na sala e seguimos rumo ao endereço do Motel que foi dado a Tânia.

Agora era a hora do acerto de contas finais. Tânia acabara de cair na própria armadilha.

Esme estava quieta e pensativa, com toda certeza deveria estar planejando algo, aquela cara não me enganava.

Tínhamos alguns minutos para o encontro marcado e mais surpreendente ainda foi minha mãe querer passar no supermercado, essa mulher só podia estar perturbada, disse que precisava urgentemente de alguns itens e que não se demoraria.

Esperei por minha mãe trinta minutos e quando essa saiu do supermercado, trazia um brilho nos olhos e um sorriso que daria medo em qualquer psicopata, no mesmo instante sabia que as horas de Tânia estavam contadas.

- Encontrou o que queria? — Perguntei somente para confirmar minhas suspeitas.

- Encontrei até mais do que procurava. — Disse uma Esme com um sorriso para iluminar toda Seattle. — Agora podemos ir, não quero que me vejam entrando num motel, mesmo que seja com meu filho.

Quando chegamos, minha mãe se escondeu para passarmos pela portaria, liguei para Emmett para confirmar a reserva e pegar o número do quarto, entramos e preparamos o quarto como se realmente fosse para um encontro amoroso, como se realmente eu quisesse conquistar Tânia.

Tânia chegou por volta das 22h15min, quando desceu de seu carro podia sentir o cheiro de seu perfume de dentro do quarto, teria que fazer um esforço sub-humano para não vomitar nela e não matá-la no momento em que cruzasse a porta, Esme se escondeu no banheiro, disse que queria ser “uma surpresinha” para Tânia.

Sentei-me numa poltrona próxima a porta do banheiro o corpo levemente reclinado para frente com as pernas ligeiramente abertas, uma mão apoiada no braço do sofá e a outra no queixo me perguntando se seria forte o suficiente para pelo menos deixar que Tânia acabasse de entrar no quarto, a cabeça pendia para frente, como se realmente a aguardasse para uma noite de amor, desliguei as luzes principais do quarto e mantive somente a de um abajur do lado oposto em que eu estava, o clima dentro do quarto, lembrava-se uma cena do Poderoso Chefão, com a diferença que eu abominava qualquer forma de tabagismo.

“Foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco, foco...” Era o mantra que eu entoava para não por tudo a perder, antes de qualquer coisa precisávamos de um depoimento dela, dizendo que era a informante dos sequestradores, depois sairia do quarto e a deixaria por conta da minha mãe, que Deus me perdoe, por chegar nesse ponto, mas o que sinto por essa mulher é o mais puro asco, nem um pedaço de carne em putrefação me causa tanto nojo.

A porta se abriu lentamente, vi sua cabeça loura aparecer, como se confirmasse que o quarto era esse mesmo, foi colocando o corpo com se estivesse com medo, ela vestia um sobretudo de couro preto, botas de cano alto e salto fino e meias pretas, como diria Emmett, “Vestida para matar”, ela ainda não tinha percebido minha presença no canto escuro, passou a mão pelos lençóis, observou a decoração do quarto e pude perceber que seus olhos estavam marejados, seu rosto com uma expressão de delírio, como se finalmente tivesse ganho o presente mais esperado de natal.

- Você está atrasada quinze minutos. — Disse para chamar sua atenção.

Tânia ofegou e olhou em minha direção, quando percebeu que não estava só.

- Edward... — Disse num sussurro tão baixo, que se tivesse algum barulho dentro do quarto não seria possível ouvir. — Você realmente veio meu amor... Eu esperei por tanto tempo pra ter você... — Disse levando as mãos a boca, não acreditando no que via.

-Gostou da surpresa? — Perguntei olhando bem a mulher na minha frente sentindo meu ácido gástrico subindo a garganta me segurando o máximo pra não vomitar.

- Eu sonhei tanto com isso... Eu sempre soube que ficaríamos juntos...

- Acabou Tânia, acabou a espera...

- Eu rezei tanto para ouvir um dia essas palavras de sua boca, que você veria o quanto te amo e ficaria comigo...

- Não Tânia, você não entendeu, acabou a farsa.

- Eu sei que você estar com aquela aleijada era uma farsa meu amor, eu sempre soube, com certeza o que tinha pela rejeitadinha infeliz era pena, dó... Eu posso compreender...

Meu sangue ferveu quando Tânia falou daquela maneira de Bella, segurei com toda a força que possui nos braços da poltrona, para não voar na garganta daquela vagabunda.

Levantei-me lentamente, caminhei ao redor de Tânia sentindo meu sangue fervendo, olhando fundo nos olhos da mulher que quase matou minha razão de viver, tenho certeza que nem o diabo merecia uma peste dessas no inferno.

Ela levantou a mão para tocar meu rosto e me esquivei dando um passo em direção à cama me afastando de seu toque.

- Precisamos conversar Tânia. — Disse passando a mão sobre a cama a convidando para se sentar ao meu lado.

- Temos muito tempo para conversarmos, Edward, agora tudo o que quero é você, bla, bla, bla, pode ficar pra depois. — Disse Tânia se sentando em meu colo com as pernas uma de cada lado passando as mãos em meus cabelos, mantive as duas mãos espalmadas sobre a cama enquanto Tânia tentava me seduzir.

Levantei da cama com Tânia no colo enquanto ela beija meu pescoço e minha orelha, a jogando sobre a cama sem nem um tipo de cuidado.

- Menino mal, gosto quando me trata com força. — Ela disse ficando de joelhos sobre a cama e fazendo caras e bocas.

No momento em que ela disse isso, Esme abriu a porta do banheiro e saiu rindo.

A cara de Tânia foi impagável, seus olhos se estatalaram, sua boca abria e fechava e nada saía, ela tentou se levantar, mas fui mais rápido a pegando pelo braço e a jogando novamente sobre a cama.

- Onde pensa que vai tão rápido? — Disse a segurando na cama. — Você não disse que gostava de meninos maus?

- ME SOLTA!!!! — Tânia gritava desesperada.

- Shiii... Quietinha, é bom ficar com a boquinha bem fechada, se não vai ser muito pior. — Disse isso segurando seu rosto com força, enquanto meu braço pressionava sua garganta.

- Tânia, queria, quanto tempo... — Esme disse com deboche. — Edward, solte-a, a conversa dessa vagabunda é comigo, eu não criei um filho tão honrado pra se sujar com esse tipo de podridão.

- Se tentar qualquer gracinha com minha mãe, eu te mato, então mantenha-se bem quietinha.

- Edward... Eu... Não... Estou entendendo... Nada... O que... Fiz...Para me tratar assim...?

Nem vi de onde Esme surgiu, só ouvi o tapa que vez com que a cabeça de Tânia se chocasse contra a cabeceira da cama.

- Cale a sua boca vagabunda, aqui você só tem o direito de responder as perguntas que eu fizer, se eu ouvir sua voz mais uma vez eu quebro o seu pescoço sua puta de quinta.

Um filete fino de sangue escorria da boca de Tânia, e sabia que aquilo era só o começo.

- Agora sua vadia sem classe, comece a falar tudo desde o começo se não quiser ser encontrada com a garganta retalhada em algum lago no Canadá.

- Esme... Eu não sei... Do que estão falando... Eu estou perdida aqui... Por favor...

- E o Oscar vai para... Tânia Denali!!! — Esme disse batendo palmas ironicamente. — Ou você me acha muito burra ou muito ingênua? Acha mesmo que vou cair nesse seu teatrinho barato de não saber o que está acontecendo?

- Edward... Porque sua mãe está aqui me ameaçando? Eu não consigo entender, Alice me disse... — Pude ouvir a ficha caindo dentro da cabeça de Tânia no exato momento em que ela disse o nome de Alice. — Alice... Aquela vaca... — Tânia disse num sussurro baixo, mas alto o suficiente para que minha mãe e eu ouvíssemos.

Esme agarrou Tânia pelos cabelos puxando sua cabeça para trás e quando dei por mim, minha mãe segura uma faca de cozinha do tamanho necessário para se matar um boi.

- Ouse usar mais uma vez as palavras vaca e Alice na mesma frase e juro por tudo que é mais sagrado a mim que você nunca mais vai falar uma única palavra, sua puta barata, vou abrir sua traqueia. Pensou que iria chantagear minha filha até quando? Acha mesmo que algum dia meu filho pousaria os olhos dele sobre você se não fosse para te usar como depósito de esperma?

- Eu não tenho tempo a perder, abre logo a porra dessa boca e vou pensar se vou deixar você sair daqui andando.

Eu não sei quem era essa entidade que estava usando o corpo de minha mãe, a única coisa que sabia era que queria me manter o mais longe possível, percebia-se que tudo o que aquele espírito mal queria era sangue.

Esme tirou a faca do pescoço de Tânia e mais rápido que os olhos poderiam acompanhar passou a mesma por seus cabelos arrancando o rabo de cavalo que segurava em suas mãos jogando-os na cara de Tânia.

Tânia gritou ao ver o que Esme tinha lhe feito, segurando as madeixas que caíram sobre a cama.

- Eu deveria ter matado as duas quando tive oportunidade... — Tânia disse em voz baixa e fria. — Duas cadelas que acabaram com meus sonhos, a coitadinha e a patricinha. Deveria saber que confiar em uma Cullen seria o mesmo que penhorar a alma ao Diabo, mas mesmo assim eu tentei arriscar, deveria ter feito o que meus instintos diziam há muito tempo, “mate as vagabundas e seja feliz...”, mas não, em vez disso quis fazer da minha maneira, é nisso que dá...

Esme perdeu totalmente o controle quando ouviu tais palavras e antes que minha mãe a atacasse novamente a segurei pela cintura, precisávamos de uma confissão maior de seus crimes.

Tânia começou a rir com os olhos vidrados, sua risada foi ficando cada vez mais alta, seu rosto era de uma pessoa louca, uma verdadeira psicopata.

- Quando encontrei O’connell, não deveria ter confiado a ele essa tarefa, deveria ter eliminado elas eu mesma, aquela amador dos infernos, ficou admirado com a “bonequinha de porcelana” e com “a fadinha”, imbecil... Elas não eram para o seu deleite, eram pra ser exterminadas e o idiota as tratando com peças de um colecionador.

- Ele dizia que conseguiria seus pesos em ouro, por tanto formosura, arg... Nojo... Elas não passam de duas ninfetas tentando ser mulheres e o pior de tudo isso, é saber que você, Edward, caiu nessa... Uma fedelha cheirando a leite de peito, consegui pôr um homem, um homem como você no chinelo, será que não percebe que mulher pra você sou eu... Não vê?

Tânia dizia isso com os olhos arregalados e marejados de lágrimas, era a visão de uma verdadeira pessoa louca.

- A única coisa que vejo é uma mulher infeliz e perturbada que tentou matar duas pessoas inocentes. Acha mesmo que alguma vez na minha vida nutri algo por você? Você só serviu para esquentar minha cama quando não tinha outra opção, não consigo acreditar que foi tão fácil te persuadir a vir nesse encontro, acha mesmo que abandonaria Bella num momento como esse para ficar com você? Você só pode ter perdido totalmente o juízo.

Tânia se ajoelhou no meio da cama com as mãos sobre a boca negando com a cabeça.

- Edward... Presta atenção no que está me dizendo, aquela sonsa conseguiu te cegar meu amor. Se tem alguém aqui que arquitetou alguma coisa foi ela, ela tentou desde o começo me tirar você. Ela com aquela carinha de coitada conseguiu te enrolar, mas eu estou aqui, meu amor, eu te esperei por todos esses anos, eu sou mulher pra você, se você ficar comigo, eu perdoo o que sua irmã me fez e recomeçamos do zero.

Tânia tentou se aproximar, enquanto Esme se debatia golpeando a faca no ar e gritava a plenos pulmões em meus braços, a faca passava muito próxima ao rosto de Tânia e eu já não tinha muitas forças para contê-la.

- O que Alice te fez, Tânia?

- Que pergunta mais idiota Edward, ela me traiu!!!

- Você só pode estar doente, você quase as matou, como pode dizer que vai perdoar alguém? Louca!!! Acha que vou permitir que se aproxime de uma delas?

- Edward, me solta!!! Eu vou matar essa vaca!!!

Esme gritava com toda a força que possuía, quando menos esperava, minha mãe me golpeou dando uma cabeçada em meu nariz, não tive mais como segurá-la e quando vi minha mãe esbofeteava Tânia a segurando firme sobre a cama, Esme bateu pelo menos umas duas vezes sua cabeça na cabeceira da cama, a faca estava no chão e a chutei para baixo da cama, Tânia tentava de todas as maneiras golpear minha mãe, mas nunca acertava, até que Esme consegui imobilizar Tânia com o braço forçando seu pescoço.

- Edward, pegue minha bolsa, vamos ensinar um passarinho cantar as músicas que precisamos.

Esme jogou o conteúdo de sua bolsa no chão, nunca duvide quando te disserem que dentro da bolsa de uma mulher pode haver de tudo, pois, há.

Fora a carteira que seria o objeto certo a se encontrar dentro de uma bolsa, havia: Fora a faca... Cordas de varal, limões, uma caixa de alfinetes, um saleiro, um tipo de óleo escuro, uma corda de fibra natural e quero eu acreditar que o resto era maquiagem.

Minha mãe amarrou as mãos de Tânia à cabeceira da cama com as cordas de varal e também os pés, deixando-a toda aberta sobre a cama, como um porco pronto para o abate.

- Agora, querida, quero a história completa. De onde você tiro aquele monstro? — Esme perguntou passando a faca que tinha pego de baixo da cama pela pele do pescoço de Tânia.

- VAI PARA O INFERNO, VELHA LOUCA!!!!!

- Não querida, quem irá para o inferno para se encontrar com aquele demônio se não abrir a boquinha, será você.

- AQUELA BISCATE DA SUA FILHA MENTIU, É ELA QUEM TINHA O CONTATO DO CARA QUE MACHUCOU ELA E A ISABELLA, ELA MENTIU!!!

- Acha mesmo que vamos acreditar em uma única palavra que sai da sua boca, todos estávamos ouvindo quando ameaçou Alice, dizendo que me mataria. Achou mesmo que me pegaria desprevenida?

Esme pegou um estojo de veludo preto que se encontrava junto com as outras coisas espalhadas pelo chão e de dentro tirou uma Glock cromada.

- Acha mesmo que você é a primeira vadia a ameaçar minha paz? Então deixa eu te contar um segredinho meu bem, quando eu era uma mocinha com meus quatorze anos meu pai — que Deus o tenha — me ensinou como a brincar com uma dessas, dizendo que não sabíamos qual seria os monstros que encontraríamos pelo caminho, acho que ele adivinhou meu futuro, já que nunca em minha vida precisei usá-la contra alguém somente no clube de tiros que frequento desde então. Mas, como já diz o velho ditado, sempre existirá uma primeira vez para tudo, e não pense você que hesitarei em usá-la agora. Então, antes que eu abra um pequeno furo, mas letal em sua cabeça, acho bom começar a falar.

- Vá em frente e me mate, ou acha que meus pais vão deixar minha morte barata, vocês podem ser Cullen, mas não se esqueçam de que sou uma Denali. Se vocês se sentem superiores, então tentem algo contra minha vida e aguentem as consequências, eu iria amar ver seus filhos apodrecendo na cadeia, meus planos podem não dar certo como eu queria, mas já que Edward não é meu, também não será de Isabella, faça isso Esme, e assistiremos juntas o tão poderoso Capitão Cullen mofar no fundo de uma penitenciaria.

Esme simplesmente levantou o pulso e bateu com toda força a coronha da arma no rosto de Tânia, lhe arrancado um dente.

- Sabe, pensando melhor, pra que eu a mataria não é mesmo, sabendo que posso lhe humilhar de maneiras muito melhor. Você tem razão, você não irá morrer, mesmo que me implore por isso.

Esme pegou a faca que estava sobre o criado mudo e rasgou a roupas de Tânia de cima a baixo, deixando-a nua.

- Vamos fazer uma brincadeirinha, eu pergunto... Você responde... E quando a resposta não me agradar... Você terá um castigo, se me agradar se dê por satisfeita. Vamos a primeira pergunta. Onde conheceu David O’connell?

- Vá para o inferno!!! — Tânia disse trincando os dentes.

- Resposta errada. Você escolhe a direita ou à esquerda? — Esme segurava dois estojos fechados nas mãos, Tânia nada disse. — Vamos, estou te dando opções, ou quer que eu escolha?

- Quando eu sair daqui eu vou fazer sua vida virar um inferno, eu juro que vou matar um por um de vocês, vocês estão brincando com uma Denali!!!

- Acho que terei de escolher por você. Eu escolho a mão esquerda. E o que temos aqui... Vamos ver... Laminas de bisturis em vários tamanhos, que bom, às opções estão me dando opções, deixe-me ver onde vou usar essa.

Esme pegou a lamina menor e se aproximou de Tânia lhe fazendo pequenos cortes pelo corpo, nas pernas, nos braços, barriga, as do rosto ela fez questão de aprofundar um pouco mais o bisturi.

- Edward, pegue para mamãe aquele óleo.

Peguei o óleo escuro com aparência estranha e o entreguei a minha mãe, quando ela abriu o frasco um forte cheiro de pimenta invadiu o quarto, sem prévio aviso, Esme jogou aquele espeço óleo sobre os cortes do rosto de Tânia, cortou os limões com a faca que ameaçava Tânia e depois passou pelos cortes e para finalizar, fez montinhos de sal sobre os ferimentos.

- Vamos temperar a galinha!!!

Nunca ouvi alguém gritar tão alto, e também nunca imaginei que uma mulher pudesse conhecer palavras de tão baixo calão.

- Agora, vai cooperar ou vamos para a próxima prenda?

Eu realmente não conhecia aquela mulher que estava comigo naquele quarto.

Tânia, apesar da dor começou a rir, olhando com cara de louca para minha mãe, percebia-se que aquela reação era de puro nervosismo, seus olhos eram frios, se ela se soltasse a vida de minha mãe correria perigo.

- Comece a contar os dias de vida da vadiazinha da sua filha e a próxima a ir pro inferno será aquela aleijada da Isabella.

- Tânia, você não está cooperando, terei que te dar mais uma prenda.

Esme pegou a caixa de alfinetes do chão, colocou alguns embaixo das unhas dos pés de Tânia e com o estojo que ainda estava em sua mão direita, bateu para que os alfinetes se enterrassem embaixo de suas unhas, houve mais uma enxurrada de palavrões de baixo calão, mas Esme não parou por ai, ela pegou novamente o óleo de pimenta e jogou sobre os dedos de Tânia.

- Sua ultima chance, se não vou deixar de brincar e a coisa vai ficar séria, vamos passarinho, eu quero saber se você sabe cantar a música que eu quero ouvir.

Esme enlaçou o pescoço de Tânia com a corda de fibra natural, quando me levantei para impedi-la, pois precisávamos de seu depoimento, ela me parou com a mão estendida.

- Eu sei que precisamos do depoimento dessa cadela, não vou enforcá-la por mais que seja a minha vontade, quero apenas brincar um pouquinho.

Sem dizer mais nada, Esme puxou a corda no pescoço de Tânia a fazendo correr, a corda corroeu a pele de seu pescoço e junto com mais essa “prenda” junto outra enxurrada de impropérios.

Nesse momento meu celular tocou e era Emmett.

- Diz McCarty ...

- Sinto muito em te decepcionar, mas não é o McCarty, é o General.

- Pai... Precisamos conversar, mamãe está a ponto de esquartejar Tânia, não que ela não tenha razão, mas como você sabe, os pais de Tânia também são influentes.

- Edward me ouça, traga Tânia para casa de Emmett, não questione, apenas faça o que estou mandando.

- Acho que deveria falar com a mamãe, ela está caindo na pilha de Tânia.

- Me deixe falar com a sua mãe.

- Carlisle quer falar com você, pode dar um tempinho nas torturas dela?

- Pra falar com seu pai sim. Carl...

Esme escutou por alguns instantes e logo me devolveu o celular indo se sentar na poltrona olhando Tânia amarrada na cama.

- Carlisle pediu para que eu mantesse a cabeça fria, é pra levarmos essa vaca para a casa do Emmett.

Enquanto planejávamos como levaríamos Tânia até a casa de McCarty, a mesma não calava a boca nem por um instante. Esme sentada no braço da poltrona observava Tânia gritando, quando me levantei para calá-la, minha mãe me segurou pelo o braço me impediu de continuar, ela mesma se levantou pegou o resto do sutiã cortado de Tânia que estava jogado no chão e enfiou em sua boca, sem piedade.

- Apreciamos o silêncio, por favor, mantenha-se com a boca fechada enquanto pensamos em como te tirar daqui vadia.

Sem que nem mesmo eu esperasse, Esme se levantou da poltrona pegou a corda de fibra natural que estava jogada no chão.

- Essa vaca vai falar tudo ou não me chamo Esme Anne Platt Cullen.

- No que está pensando mãe? — Perguntei.

- Infelizmente demoraríamos demais se fossemos arrastando essa vaca daqui até a casa de Emmett, mas não fará diferença se eu a arrastar até o carro não é mesmo?

Esme, amarrou os pés e as mãos de Tânia utilizando às cordas que a seguravam a cama a puxou sem dó a jogando no chão, utilizou a corda de fibra natural para garantir que ela não se soltasse e sem que dissesse nada saiu arrastando Tânia pelo quarto do Motel, abriu a porta e continuou a arrastando pelas pedras do estacionamento e quando imaginei que ela havia se dado por satisfeita ela retornou no mesmo caminho esfregando o rosto de Tânia nas pedras soltas do caminho.

- Está disposta a abrir o pico agora passarinho, se quiser eu posso amará-la ao para choque do carro e quando chegarmos à casa de Emmett quem sabe o que restar de você possa ter vontade de falar, não é?

- Carlisle me falou que Smith nos aguarda para participar também do interrogatório, por isso, iremos a tirar daqui, ele nos espera com mais algumas pessoas.

- Que pena que tenhamos que manter essa cadela viva, queria tanto me divertir um pouco mais... — Disse minha mãe com cara sonhadora.

Tânia estava chorando ao lado do pneu do carro com o corpo todo ferido, seu rosto com novos arranhões, não lembrava em nada a bela mulher que chegou ao motel há poucas horas.

- Olha filho... Você não fica comovido pelas lágrimas de crocodilo dessa aí? Será que ela acha que ainda pode nos enganar, se fazendo de coitadinha?

- Presta bem a atenção velha louca... Se eu sair viva dessa, se esconda no inferno, porque eu vou te caçar e te matar com minhas próprias mãos, se você pensa que irá me degradar e eu vou engolir toda essa afronta quieta, está redondamente enganada... Vou começar com você, depois a vadiazinha da sua filha, e depois dela aquela cadela viciada e graças a mim aleija Isabella, e por final e mesmo que eu morra será você Edward, por me deixar passar por todo esse inferno.

- Então comece arquitetar seu plano muito bem cadela, pois se você terminar essa noite viva, já será um imenso milagre, espero que você acredite em Deus, pois só ele mesmo que terá alguma misericórdia sobre você.

Esme deu uma pesada no rosto de Tânia a fazendo desmaiar enquanto seu nariz jorrava sangue.

A colocamos no banco de traz e jogamos um lençol sobre seu corpo nu, tínhamos pouco tempo até que ela recobrasse a consciência.

Quando chegamos, Emmett nos ajudou a tirá-la do carro e entramos na sala, minha surpresa foi ver a quantidade de pessoas na sala, fora os moradores da casa tinha pelo menos mais umas vinte pessoas, qualquer um acreditaria que estávamos fazendo uma festa se não fosse pelo silencio macabro que reinava dentro da casa.

Minha mãe correu para os braços de meu pai, enquanto Emmett e eu sentávamos Tânia em uma cadeira.

Quanto saí da frente de seu corpo, ouvi uma pessoa ofegar e para minha total surpresa tratava-se do pai de Tânia em seu terno elegantemente cortado.

- O que está acontecendo aqui? — Ouvi Christopher Denali perguntar em um sussurro.

- Tânia Denali está sendo acusada por ser cumplice e coautora dos sequestros de Alice Cullen e Isabella Swan. As duas foram mantidas em cárcere privado e torturadas. Ambas se encontrando em tratamento clínico pelos machucados provocados pelos sequestradores. — Smith falou no meio da sala.

- Tânia... — Meu pai chamou próximo a seu rosto.

Emmett se aproximou trazendo um vidro com álcool para que despertássemos Tânia.

Ela foi abrindo as pálpebras tremulamente até que seus olhos se abriram estatalados por ver quantas pessoas a cercavam, na sua maioria agentes do FBI.

- Onde estou? — Perguntou olhando todos. Quando seus olhos encontraram seu pai, a mesma caiu em um choro frenético, seu pai correu a seu encontro a abraçando enquanto Tânia tremia em seus braços.

- O que está acontecendo aqui Carlisle, porque fizeram isso com minha filha? — Christopher perguntou com os dentes travados.

- Porque não nos conta o que está acontecendo aqui senhorita Denali? — Meu pai se pronunciou.

- Eu não tenho culpa de nada disso senhor Cullen, sua filha está me acusando por que deve estar com algum tipo de mania de perseguição e invocou comigo, ela é louca assim como sua esposa...

Nesse momento alguns agentes federais que estavam na sala entregaram uma caixa lacrada a Smith, deveria ser algo muito importante, pois os mesmos somente menearam a cabeça para Smith e o mesmo confirmou.

- Os agentes acabaram de chegar com seu notebook, se realmente estiver nos falando à verdade, acredito eu que não encontraremos nenhum vestígio de contato com o senhor O’connell.

- Não!!! Vocês não podem fazer isso, esse notebook é particular, isso é invasão de privacidade, não!!!

- Achei.. — Um agente falou entediado. — Olhe General, temos conversas aqui que datam de três meses atrás e na ultima eles falam de “novas peças” que como essas serão pagas no ato da entrega de seus clientes.

- Acho bom a Srta ter um bom advogado de defesa, pois isso chama-se tráfico de pessoas, a Srta. poderá ficar presa por quinze anos mais multa. — Smith a instruía. — A Srta. Tem o direito de ficar calada, pois tudo que disser poderá e será usado contra a Srta. no tribunal.

- Pai... — Tânia disse em desesperando olhando para o pai.

Todos sabíamos que o pai de Tânia era um advogado renomado, também sabíamos que era implacável, e não admitia nenhum tipo de injustiça, com certeza ela achava que seu pai ficaria de seu lado, mas todos naquela sala tinham suas duvidas.

- Pai... Socorro... — Ela tentou persuadi-lo a ajuda-la, mas via-se em seu rosto a guerra de se fazer o certo e deixar Tânia pagar por seus erros ou defender a filha apesar de tudo que ela havia feito-nos passar.

- Estão mentindo pai, não foi nada disso que aconteceu, eu nem sei o que essas pessoas estão falando... — Disse Tânia toda chorosa.

- Conte-me senhor Cullen o que os levaram a fazer tal brutalidade com minha filha, porque eu estou me sentindo totalmente fora de lugar, o que minha filha fez exatamente?

- Sua filha está envolvida com tráfico de pessoas, ela estava mandando minhas filhas para o Oriente Médio através de um homem chamado David O’connell, meu filho e eu descobrimos o esquema se não nesse momento minhas filhas estariam sendo escravas sexuais.

- Tânia... Explique-se...

- É mentira papai, o senhor precisa acreditar em mim. — Tânia estava com os olhos estatalados tentando convencer o pai.

- Acho melhor sua filha se calar, temos provas de que quem enviou fotos de minhas filhas a esse homem foi ela, capturamos seu notebook e toda a conversa está registrada.

- Tânia...

- Pai... Por favor...

- Me diz que toda essa história é mentira... Pelo o amor de Deus...

- Minhas filhas, uma está com o tornozelo quebrado e a outra, está em uma cama, se recuperando do esmagamento de três vértebras, devido à agressão, as duas são bailarinas, e devido às loucuras da sua filha as minhas quase morreram.

- Não se esqueça senhor Cullen, que sua filha Alice também é uma cúmplice do ocorrido, ela também queria Isabella longe. — Tânia disse tentando se defender.

- Não pense você Srta Denali que minha filha não será punida, porque mesmo por todo trauma que ela passou, ela também vai pagar pelo que fez, em momento nenhum eu disse que Alice era inocente.

- Porque uma irmã quer a outra longe? — O pai de Tânia perguntou tentando entender toda a história.

- Na verdade Sr Denali, Isabella está sobre minha custódia por ser menor e o pai estar desaparecido, ela não tem parentes próximos, os motivos que levaram sua filha a fazer tal ato é que meu filho namora Isabella e sua filha e meu filho se envolveram no passado.

- É mentira papai... Edward me ama, e essa aleijada ficou no nosso caminho... Não é meu amor, diz a ele Edward, diz pro meu pai o quanto me ama...

- Tânia, filha, Carlisle está me dizendo que seu filho namora outra pessoa, como você pode pensar que ele tenha algum sentimento por você?

- Porque eu sei que tem... Nós éramos felizes até essa biscate atravessar nosso caminho... Lembra papai, você sempre dizia que eu entrava em casa cantando todos os dias e... E eu sempre te dizia... Que estava feliz... Porque o meu amor estava voltando, Edward... Ele é o meu amor e só meu... Se não for meu também... Não será daquela infeliz.

Todos na sala olhávamos para o descontrole de Tânia, era a figura da própria loucura. Smith se aproximou e analisou Tânia calado, puxou meu pai a um canto, se falaram por alguns instantes enquanto Tânia tentava de todas as maneiras fazer o pai acreditar que eu a amava.

- Sr. Denali, acredito que possamos ajudar sua filha... — Smith disse, chamando a atenção do pai de Tânia que estava ajoelhado a sua frente.

- O que o senhor sugere... — Pela maneira como essas palavras soaram percebemos que ele sabia que sua filha não teria alternativa, aceitaria qualquer negociação.

- Eu sugiro o manicômio judicial, sua filha precisa de tratamento psiquiátrico, como agora ela é uma prisioneira federal, podemos mantê-la no manicômio, seria de melhor acesso a família, pois percebesse que sua filha não está fazendo uso total de suas faculdades mentais, percebesse que esse é um caso clássico de esclerose...

- Está dizendo que minha filha é louca senhor?

- Por um acaso o senhor acha outra coisa depois de todos os crimes que cometeu. Ela mesmo confessou que queria Isabella longe de Edward e faria qualquer coisa, e podemos ver que realmente sua filha foi capaz, uma pessoa por mais apaixonada que se encontra não tenta ferir o ser amado, tenta proteger, sua filha está propicia a assassinar as pessoas. Digo e repito... Ela necessita de tratamento psiquiátrico.

- Aquele lugar não cura os detentos, os deixam mais loucos do que entrou, por favor... Por pior que minha filha tenha se comportado, como pai, eu peço... O manicômio judicial não, sei que minha filha tem que pagar por tudo que fez a essas meninas, mas aquele lugar é o próprio inferno, vamos, diga, deve haver outra solução...

- Ou o manicômio... Ou o presídio... Estou lhe dando a opção do manicômio porque sei que sua filha está doente, pois eu vim pra leva-la para a cadeia.

- Minha filha tem ensino superior...

- Não completo Sr. Denali. — Smith o interrompeu. — Enquanto Carlisle e eu voltávamos de uma missão de resgate, estudamos o caso de sua filha, ela não terá nenhum privilégio, e por isso eu torno a repetir o manic...

- O senhor mandaria uma filha sua para aquele lugar Sr...? — Christopher interrompeu Smith, seu rosto mostrando toda a dor da surpresa por saber que sua filha estaria condenada por melhor que fossem as condições.

- Smith, me chamo Brian Smith, se eu não tivesse opções e visse a situação caótica que se encontra minha filha, talvez...

- Minha mulher não irá aquentar, Tânia é tudo pra ela...

Não vimos exatamente o momento somente que Christopher foi arremessado longe e que Tânia corria ao encontro de algo não se preocupando com sua nudez.

- EU VOU TE MATAR CADELA IMUNDA, VOU MANDAR VOCÊ PRA JUNTO DA MAMÃEZINHA QUERIDA SUA VAGABUNDA, A CULPA DE TUDO ISSO É SUA, É SUA!!!!!

Tânia agarrou Isabella pelo pescoço tentando a estrangular, no momento que Rosalie a trazia para sala.

Da maneira que conseguia Isabella tentava se defender, mas sentada em uma cadeira não conseguia muita coisa, Rosalie puxava Tânia com toda a força que possuía de cima de Isabella, mas não a movia nem mesmo um único centímetro, Emmett correu em seu auxilio, enquanto Tânia se mantinha agarrada aos cabelos de Isabella a derrubando da cadeira de rodas.

Christopher tentava fazer a filha se controlar a chamando a razão, mas não obteve nenhum êxito, um agente se aproximou de Tânia a imobilizando no chão enquanto a mesma continuava a gritar e ofender Isabella.

Corri para o auxilio de Isabella a pegando do chão e a mantendo em meus braços.

Assustada ela colocou a cabeça em meu ombro e chorava copiosamente, solução tentando entender o que lhe havia acontecido.

Minha raiva por essa mulher estava alcançado as raias da loucura e me agarrava cada vez mais a Isabella para não correr de encontro a Tânia e a executar ali mesmo na frente de seu pai, mais uma vez ela havia causado sofrimento a Isabella pela agressão física e verbal.

- Chame os médicos... Sr. Smith... Tenho certeza que Agnes nunca me perdoará pelo que estou prestes a fazer, mas essa mulher não é a menina que amo... Ela precisa de cuidados...

- Quer que falemos com sua esposa Sr. Denali, explicaremos a ela exatamente o que está ocorrendo... Faremos de tudo para que ela compreenda que sua filha necessita de acompanhamento...

- Hei!!!

Esme interrompeu a conversa.

- Vocês dois a estão tratando como se ela fosse apenas uma pessoa doente se esquecendo que novamente ela tentou matar Isabella bem em frente a nossos olhos. Ela não tem que ter tratamento nenhum, ela deveria ser encaminhada para uma penitenciaria de segurança máxima, sem nenhum tipo de beneficio, por mim nem aqui ela estaria.

- Sra. Cullen, não estamos aqui para ouvirmos opiniões de terceiros, temos que fazer o que nos permite a lei, porque se não, o Sr. Denali poderia estar abrindo um processo nesse momento contra a senhora por agressão física, então acho melhor a senhora se manter calada e longe de Tânia Denali, para não complica-la ainda mais. — Smith disse em seu tom profissional, se esquecendo da antiga amizade entre ele e minha mãe.

- Mas quem disse ao senhor que esse senhora, não será processada? Antes de agredir minha filha ela deveria ter nos procurado para dizer o que estava acontecendo e não ter tomado esse tipo de medida. Por um acaso sua filha ou a outra garota foram curadas devido aos ferimentos da minha filha, minha filha é uma pessoa doente e com seus atos tudo me leva a crer que a senhora também precisa de tratamento psiquiátrico, agredir uma pessoa porque ela fez algum mal a alguém não a tornar melhor, mas a iguala.

- Se fosse ao contrario senhor Denali, se minha filha estivesse mandando a sua para sabe onde Deus para que ela fosse uma escrava sexual, o que o senhor faria. Não precisa responder. O senhor pegaria sua diplomacia assim como eu e enfiaria no cú, porque quando alguém fere um dos nossos, não há certo ou errado, eu sou uma mãe que posso cometer erros, mas jamais, nunca, em momento algum, feririam um dos meus e eu cruzaria os braços por diplomacia, quero que seu bla bla bla furado vá a merda. Tirem logo essa louca daqui, antes que eu perca o resto de sanidade que existe em mim e termine o que meu marido e meu filho não permitiram que eu fizesse no motel.

Notas finais
Comentem...