Entre O Céu E A Terra

7 Capítulo 6: Complicações


Notas iniciais
Eu sei que demorei um pouco, mas aí está mais um capítulo para os meus queridos leitores.

Mary correu para a casa de Luna, aproveitando que a chuva tinha dado uma pausa. Mal chegou e a chuva voltou a cair. As duas garotas começaram a rir da sorte que tiveram.

– Tudo pronto para a nossa sessão gorda encalhada?

– Claro, até o brigadeiro já está pronto. Apesar de que, pelo andam dizendo, você não está mais encalhada. Tá rolando algo entre você e o Ray?

– Não! Somos só amigos, nada mais! Não, não, não temos nada demais!

– Tudo bem, se acalma. Você sabe por que ele não está indo para a escola?

– Não... – Mary abaixou a cabeça, pensativa. Depois de terça-feira, ela não havia tido notícias do garoto. Algo dentro dela lhe dizia que estava relacionado à terapia, mas não entendia o porquê. – Não acho o número do celular dele, você tem? Estou preocupada com ele, ele não dá sinal de vida!

– Acho que tenho sim, minha garota apaixonada. Pronto, pode ligar. – ela ligou, mas só caia na caixa postal. Após três tentativas, ela deixou uma mensagem e desligou. Um mau pressentimento tomou conta dela. Foi quando o celular tocou.

– Ray? – ela nem esperou a resposta e continuou. – O que aconteceu com você?

– Mary, por favor, preciso que você me escute e mantenha a calma. – do outro lado da linha, ele estava se controlando para esconder sua preocupação.

– O que aconteceu? Está tudo bem?

– Mais ou menos, vou precisar me manter longe por um tempinho. Se perguntarem, diga que eu estou viajando. E não me procure mais desse jeito. Me desculpe por isso. Eu vou ter que desligar agora.

– Espere! Onde você está? Por favor, me explique!

– Me desculpe. Quando eu voltar, se eu voltar, eu te explico. Agora, por favor, não insista. eu tenho que ir. Se cuida. E não conte isso a ninguém, mas tenha cuidado com a sua enfermeira. Ela não é o que...

Mary jogou o celular no chão e levou as mãos à cabeça. O telefone espatifou-se, encerrando a chamada. Luna correu até ela, porém a outra se afastou. Uma sensação de medo invadiu a garota, que não sabia o que fazer.

Ela começou a gritar. Tampava os ouvidos, como se alguém estivesse lhe dizendo algo que a atormentava. Caiu com força no chão. Tremia e seus olhos reviravam. Parecia estar sentindo uma dor muito grande.

Luna tentou ligar para alguém para pedir ajuda, mas os telefones estavam mudos. Mais uma vez tentou se aproximar, mas levou um pequeno choque ao tocá-la e se afastou. Sem saber o que fazer, ficou apenas olhando. Até que seu olhar foi para o celular da garota caído no chão.

Foi até ele e pegou-o do chão. Estava anormalmente quente. Colocou de volta a bateria e terminou de montar. Tentou ligá-lo, sem sucesso. Após três tentativas, desmontou-o, foi olhar o chip e teve uma surpresa. Ele estava queimado. Assim que conseguisse, ligaria para o garoto e pediria explicações.

Tão de repente como começou, Mary parou. Temerosa, Luna se aproximou dela. Estava suada e gelada. Não reagia aos toques e chamados da outra garota, que correu até o telefone e ligou para a mãe dela, que a levou a um hospital assim que chegou. Luna ficou sem saber o que tinha acontecido.

Lembrou-se que tinha que ligar para o Ray para pedir explicações. Ela tentou durante cerca de 10 minutos, sem sucesso. Deixou uma mensagem de voz e outra de texto, dizendo apenas que Mary estava mal novamente. E ele retornou a ligação, dessa vez de um número diferente.

– Luna? Aqui é o Ray. Não tenho muito tempo. Me conte o que aconteceu com a Mary, por favor.

– Tudo bem, se você me disser o porquê disso ter acontecido.

– Se der tempo... E se eu souber responder também... – ao ouvir isto, Luna hesitou. Mas cedeu e contou com poucas palavras o que havia acontecido. Ray ficou sem reação. – Não acredito nisso...

– Agora me conta o que aconteceu...

– Não dá tempo. Eu... Tenho que ir. Desculpe.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Não se esqueçam de comentar e divulgar para seus amigos leitores. Muito obrigada ^^