Entre O Amor E A Guerra - Season III

8 Capítulo 8 - Dias de dor e revolta...


Notas iniciais
Boa noite amores!!! Quero que leiam com atenção antes de passar para o capítulo...peço desculpas pela demora, mas confesso que estava sem vontade alguma de escrever. Nos últimos dias reli os comentários e reli...e reli!! Algumas leitoras satisfeitas, outras nem tanto, outras revoltadas, fiquei meio em choque com alguns comentários e comecei a repensar se valia a pena continuar...eu não estou me sentindo à vontade para escrever e algumas leitoras não estão se sentindo à vontade para ler. Pensei o seguinte e resolvi propor para vocês que estão acompanhando a história..desde a primeira temporada a proposta era diversão e contato com uma realidade diferente das fics daqui...me propus a falar de algo que ninguém aqui havia falado antes...misturar Glee e favela, Glee e problemas sociais, Glee e sofrimento real. Acho que em todas as temporadas fiz minha parte, leitores acompanharam, leitores novos chegaram, alguns se foram, mas sentia prazer em escrever, mas infelizmente não estou me sentindo à vontade para dar o rumo que desejo à história. Não, não quero escrever uma fiction quinntana, aqui é brittana e faberry ,embora nunca tenha negado para vocês que curto quinntana; não, não quero irritar mais vocês, por isso tenho uma proposta:
A sequência da fic teria um término complexo dos relacionamentos faberry e brittana, desconfianças, cada uma seguindo seu caminho por um tempo (sem dramas como a Joana pediu!!kkkk), guerra, paz, guerra...mas o universo também começaria a conspirar a favor...como em todas as temporadas, tiraria sangue e lágrimas de vocês, mas daria também prazer na leitura, como sempre fiz. Porém sinto que estamos em vibes diferentes...vocês querem paz e amor, e eu ainda não sei escrever sobre isso na fic, não sinto que é a hora..estou no momento de escrever sobre crise, desconfiança, sofrimento, para sim depois pensar em paz, paz...e amor. Como ninguém ta feliz aqui (eu e vocês) e respeito demais vocês (poderia simplesmente abandonar a fic ou excluí-la, como algumas pessoas fazem por aqui, mas não sou moleque...) proponho duas possibilidades:

1) Britt perdoa San no cemitério mesmo, em uma cena linda e romântica, apesar do sofrimento, a guerra acaba e a fic termina por aqui...cheia de paz e amor, como vocês desejam;

2) Sofram, chorem, esperneiem, xinguem Quinn, mas deixem eu fazer o que sei fazer de melhor...detonar vocês e depois trazê-las de volta ao prazer da leitura, deixem-me escrever como sei, como sinto que devo seguir. Comentem, me xinguem, mas deixem-me seguir meus instintos.

Deixo agora a escolha com vocês...

Parece que quando o sofrimento toma conta do seu corpo, horas, minutos, dias...nada faz diferença, você apenas deixa que a vida siga seu curso, simplesmente deixa que o tempo se encarregue de fazer você seguir. Foi assim com Brittany nas horas que se seguiram ao reconhecimento do corpo de Rodrigo...IML, Delegacia, casa, banho rápido, carinho rápido nos filhos, casa dos familiares de Rodrigo...IML, liberação do corpo do quase pai...o dia voara de tal forma que ela sequer teve tempo de relembrar que não havia falado com Santana, mas imaginava que a notícia, que passava em todos os noticiários de TV, já tivesse chegado a ela, e tentara ligar várias vezes em vão, o telefone da latina estava sempre desligado.


No fim do dia, quando já esgotada decidiu passar em casa e pegar as crianças para ficarem na casa de Rachel aquela noite, Britt recebeu apenas a informação que Santana havia passado na residência à sua procura, mas ficado tempo suficiente apenas para arrumar algumas coisas na mochila das crianças e saído sem deixar o destino para onde se dirigia, apenas avisara que já sabia da morte de Rodrigo e que estava à procura de Britt...de fato fora à residência, à casa de Rachel, à delegacia...percorrera todos os lugares que poderia encontrar a esposa, mas a obra do destino é irrefutável, constrói e destrói sonhos como em um passe bizarro de mágica dos mais baratos, dos mais previsíveis, mas destrói...desesperada, sem os filhos e desamparada, Britt seguiu em prantos para a casa da única pessoa que ainda estava ao seu lado...Rachel. Mais algum tempo ali e seguiram para o velório, que duraria a noite toda...mais uma vez, capricho dos deuses, Santana fora atrás da esposa, mas não conseguiu encontrá-la na casa de Rachel, que estava vazia. Restava-lhe descobrir onde seria o sepultamento e correr para lá, assim que o dia amanhecesse, queria explicar para Britt tudo que estava acontecendo, as desconfianças da ligação da invasão do morro com a morte de Rodrigo, a retirada às pressas das crianças de casa, pois sentia que elas corriam risco...queria acima de tudo abraçá-la, estar com ela naquele momento tão difícil....agora era levar Rocksanny e Carlinhos para um lugar seguro e esperar, em claro, que o dia recomeçasse.


Clareava quando Quinn pulou da cama, só naquele momento percebera que Santana não havia sequer ido dormir...o barulho da TV que vinha da sala demonstrava que a morena não pregara o olho a noite toda, e a visão do rosto inchado e doso lhos vermelhos demonstravam que não só não dormira, mas que também havia chorado durante toda a noite...

– Calma, San, vou fazer um café enquanto você acorda os meninos, assim que o dia terminar de nascer descobrimos onde será o sepultamento e corremos pra lá...sei que passou a noite em claro chorando, mas logo poderá se despedir de Rodrigo, ter notícias de Brittany...pelo menos conseguiu tirar as crianças de casa e levar para um lugar que sabemos que nada acontecerá com elas...agora é esperar só mais um pouco que poderá acalmar um pouco seu coração. Disse Quinn, abraçando a amiga com ternura. Sabia que no fundo, Santana queria que quem estivesse ali ao seu lado fosse Brittany, mas preferia não pensar nisso e só acalentá-la, se tinha uma coisa que não suportava desde adolescente era vê-la chorar, sofrer.


— Ok, você tem razão...logo teremos notícias de Britt, Rachel e de Marcos...essa história toda ainda não faz muito sentido para mim, invasão, a morte do Rodrigo, tudo. Sei que Britt está com raiva da nossa última discussão, mas quero conversar com ela e explicar toda a verdade, dizer que ela corre perigo, as crianças...todos nós; ela não atende as ligações do seu celular porque está com raiva das coisas que disse a ela e Rachel, mas você poderia pelo menos tentar falar com Rachel, saber como elas estão Quinn. Pediu Santana. Quinn pensou em fazer o que Santana pedia, mas a cabeça estava confusa, não queria ligar e criar falsas esperanças em Rachel, queria se distanciar, deixar Rachel ser feliz distante dela, tentar seguir talvez outros caminhos, tentar de fato estar ao lado de alguém como ela...pensando assim pegou o celular, fingiu discar e logo respondeu à latina...


— Só dá fora de área San, melhor a gente se organizar para não ser pego em nenhuma emboscada quando sair, comer alguma coisa e depois descer, lá você poderá conversar com Brittany e explicar tudo, calma. Disse Quinn, mesmo sabendo que se Santana descobrisse a mentira poderia nunca perdoá-la. A latina se convenceu e foi acordar Blaine, Puck e alguns meninos que foram ao encontro deles para o confronto na favela. Passavam das 8;30 quando finalmente sentiram-se seguros para sair, misturados ao resto da população do bairro, que circulava com temor, mas precisava seguir rumo ao trabalho, aos compromissos da vida. Blaine assim que acordou fez contato com Kurt, que seguia para o cemitério com Mercedes, soubera da morte de Rodrigo apenas pela manhã e seguira imediatamente para junto das amigas...parecia que nos momentos de maior desespero e pressão que o bonde se reunia, se unia novamente. Logo o garoto informou ao namorado onde seria o enterro, e o bonde do São Jorge também seguiu para lá...


No cemitério o clima de dor e sofrimento era avassalador...muitos amigos de Rodrigo e Marcos choravam não só pela morte de um amigo, mas pela ausência de notícias do outro...era um silêncio assustador, quase insuportável. Britt permanecia ao lado dos familiares do rapaz, que choravam não só pela perda, mas pelo arrependimento de nunca ter aceito a sua escolha pela vida ao lado do companheiro...o pai de Rodrigo chorava um pouco afastado, o filho brilhante nunca fora suficiente para ele, mas agora daria sua vida para tê-lo de volta, gay ou não daria tudo para ter mais uma chance de amá-lo; a mãe, destruída, era amparada pelas filhas mais novas, que pareciam ainda não acreditar na morte do irmão mais velho, advogado brilhante, menino risonho e brincalhão...era uma perda lastimável para todos que o conheceram.


Na entrada da capela, alguém com um vestido sóbrio, mas bem alinhado chegava...chapéu negro e elegante, a mulher de belos olhos e pele clara atravessou a sala da capela com pesar no andar e algumas lágrimas nos olhos...era Natalie, que fora direto ao caixão, acariciara levemente a face serena de Rodrigo, derramou algumas lágrimas a mais e depois seguiu em direção a Britt, que sentada, viu quando a menina chegou...


— Desculpa ter vindo sem ligar Britt, assim que vi a notícia em um dos muitos jornais não pude deixar de vir dar meu último adeus a Rodrigo...sei que ele tinha diferenças comigo, que assim como você, não confiava em mim, mas no tempo em que namoramos ele foi como um pai para mim. Queria só dar um último adeus, disse Natalie, abraçando Brittany antes mesmo que a menina esboçasse qualquer reação.


— Tudo bem Natalie, não tenho forças nesse momento para pensar me mais nada, se veio de coração aberto e quer mesmo deixar as diferenças de lado de prestar sua última homenagem à Rodrigo, não vejo porque colocar empecilho...esse não é o momento. Disse Britt, desvencilhando-se do abraço e se dirigindo a porta de entrada da capela, queria passar por aquele momento com pessoas que confiasse, não era com Natalie ou qualquer outra...quando lembra-se que Santana simplesmente a abandonara e sumira com as crianças as lágrimas vinham mais fortes, se pudesse arrancaria ela de seu coração para sempre, mas antes buscaria seus filhos até no inferno se fosse preciso...


Pensava em coisas aleatórias quando viu um carro conhecido se aproximar...primeiro viu quando Blaine desceu e em seguida, Quinn, logo depois Puck e Santana...ela ousara aparecer ali depois de simplesmente seqüestrar seus filhos e quem sabe até estar envolvida na morte de Rodrigo e sequestro de Marcos, afinal ela havia preparado tudo para a viagem dos dois...a medida que a latina se aproximava algo crescia dentro de Britt, uma luta interna entre amor e ódio, desejo de proximidade de acalanto, de amor...mas uma vontade indizível de socá-la e simplesmente pegar seus filhos de volta e esquecê-la...ver Quinn ao lado dela irritava mais ainda, fora filha da p... o suficiente para ir ao cemitério com aquela ridícula, aquela que ela começava a achar que era um calo na sua vida, que era talvez responsável pela morte de Rodrigo, aquela que parecia brincar com os sentimentos de sua melhor e mais valiosa amiga...Rachel. Agora a vontade não era só de socar Santana, mas de matar Quinn de tanto bater em seu nariz irritantemente perfeito...queria que ela sofresse metade do que estava sofrendo...era a garota que se dizia sua amiga, uma amiga dessas mandaria facilmente para a Síria (In Sarah!!kkkkk)...mas o que fazer, como agir no auge das emoções à flor da pele?! Era isso que Britt precisava decidir em fração de segundos...

Notas finais
A vida é estranha, vocês surtam, esperneiam...mas em nenhuma outra temporada tive tantas leitoras tão rápido...quase 100 comentários com apenas sete capítulos...agradeço de coração à quem está acompanhando!! Bjs Lu

PS: A parte de Natalie ficou meio Paola Bracho...não resisti!! :)