Entre Nós
20 Capítulo 20
Passei apenas mais 02 dias no hospital. Já estava de saco cheio de ficar numa cama! Graças a Deus, estou indo para casa. Minha casa nova, comprada com tanto carinho pelo meu marido lindo.
Ao entrar, percebo que está bastante vazia.
– Você quase não trouxe nada do apartamento Cadú?
– Não, amor. Quero que fique tudo com a sua cara.
Ele está me apoiando, como se eu fosse quebrar. Eu disse que já estou bem, mas ele não acreditou nem por um segundo. Na verdade ainda sinto muitas dores de cabeça e minhas costelas estão melhorando, mas ainda doem.
– Venha, minha garota. Vou preparar um banho para você.
Vamos ao segundo andar e espero sentada em nossa cama enquanto ele prepara a imensa banheira. Levanto-me e vou até as portas duplas que dão para a sacada do quarto. As abro e é uma vista linda. Estou tão feliz de estar aqui. Tive tanto medo de não ver uma última vez todos os que eu amo. Silenciosamente, lágrimas começam a cair pelo meu rosto. São lágrimas de limpeza. Lágrimas que estão tirando a dor que senti nos últimos dias.
Sinto seus braços me envolverem e me preencho com seu calor. Ele beija minha cabeça e me leva no colo para o banheiro. Coloca-me devagar no chão e me encosta na pia. Olha para mim. Está com um sorriso leve no rosto. Aos poucos, vai tirando minhas roupas. Sempre deixando rastros de carinho e beijos. Tudo muito doce. Fecho os olhos e aproveito cada toque. Quando ele termina, beija-me de forma molhada e suave. Romântica. Tira as próprias roupas e me acompanha na banheira. Deito em seu peito de costas e ele pega um delicioso óleo de pimenta rosa. Começa a passar suavemente por mim, fazendo uma massagem relaxante.
– Senti tanta falta de tocar sua pele, minha garota. – Ele fala baixo e no meu ouvido.
– Hum... – É só o que consigo dizer e me remexo um pouco. Sinto seu sorriso em meu pescoço.
– Isso está bom, é?
– Huhum...
Ele solta uma pequena risada divertida.
– Eu vou terminar de cuidar de você.
Ele trabalha todo meu corpo com uma deliciosa massagem seguida de um banho de espuma delicado. Lava meus cabelos e passa o condicionador idolatrando-os. Ele ama meus cabelos. Enxágua com cuidado. Depois, me coloca como uma criança deitada em seu colo, com o rosto apoiado em seu peito. Acaricia meu rosto com seus dedos longos e fortes. Abro os olhos. Ele é lindo. Assim de perto, chega a me tirar o fôlego. É incrível. Tão másculo. Ergo-me em seu colo e o beijo. Não é um beijo doce, é um beijo forte, necessitado e quente. Sinto sua ereção se formar embaixo de mim. Levanto devagar e coloco uma perna de cada lado de seu quadril. Sinto ele ficar tenso e preocupado. Ele abre os olhos e me encara com as sobrancelhas juntas. Olho para ele e desço devagar sobre sua ereção e ele aperta meu quadril, como quem dá uma advertência. Ele tenta falar, mas coloco o dedo em sua boca e faço sinal de negativa com a cabeça. Vou descendo devagar por todo seu comprimento e ele fecha os olhos aproveitando a sensação. Eu precisava tanto disso. Fecho meus olhos e coloco minha testa na sua.
– Eu preciso de você... — Sussurro.
– Você ainda está quebrada... Eu não posso. – Ele ergue a cabeça e nos olhamos. Chocolate derretido contra mel fervente. Fecho os olhos, jogo a cabeça para trás, subo e desço novamente bem devagar. Escuto seu gemido leve. Olho para ele. Ele suspira e passo o braço na minha cintura, nos levando mais para o meio da banheira, onde ele se firma melhor. Apoiando a mão esquerda na borda, ele usa seu braço direito para me mover. Sorrio perversamente para ele com os olhos entreabertos.
– Você é terrível garota. – Sua voz é rouca.
Fecho novamente os olhos e me deleito. É tudo devagar e com cuidado. Estou quase num transe. Meu corpo todo relaxa e aproveita cada sensação. Sua boca beija, lambe e morde meu pescoço, clavícula e topo dos seios. Não sei quanto tempo durou, mas chego num orgasmo lento e libertador. Silencioso e íntimo. Não grito. Apenas abro os olhos e mergulho no mel do seu olhar enquanto tremo em seu colo. Olhando-me, como se fosse a cena mais erótica que já viu, a boca entreaberta e os olhos em chamas, ele goza... Mordendo o lábio inferior e apertando a borda da banheira. Eu sorrio e ele balança a cabeça em negativa.
– Ah minha garota... Você tira todo o meu bom senso. – Ele deita na banheira, encostando a cabeça na borda e me levando com ele, sobre o seu peito.
– Eu não gosto muito do seu bom senso.
–Eu também não. E gosto de você depravada.
Ergo o rosto e o olho com cara feia.
– Depravada? Eu sou depravada marido?
Seu sorriso se alarga como de uma criança recebendo seu presente de natal.
– Marido... – Ele repete.
– Sim. Ou quer cancelar o casamento? – Ergo as sobrancelhas na direção da raiz do cabelo.
– Nem pensar! – Ele solta, rápido demais. – Você é para sempre minha, minha garota. Para sempre.
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