Entre Nós

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Bora para mais um pouco de ação?Antes, um agradecimento especial para a Leitora Dani Toledo que recomentou lindamente a Fic. Obrigada Dani!!E um super obrigada a todas vocês que comentam, elogiam, me xingam quando demoro para postar capítulos...rsIsso motiva muito!Amo vcs :D

“Bianca”

Acordei sozinha e muito descansada. Sentei no colchão e procurei pelo moreno misterioso, mas nem sinal. Levantei ainda um pouco dolorida, mas melhor que ontem. Fui ao banheiro escovar os dentes e tudo mais. Estava terminando de arrumar o cabelo num coque mal feito quando ouvi vários passos escada a baixo. Saí e dei de cara com meu pesadelo em forma de velho casal.

– Mas o que é isso? – Exclamou Carmem, olhando-me de cima a baixo. – Por um acaso acha que está de visita na casa de alguém? – O medo tomou conta de todo o meu corpo. Vi-me congelada feito uma estátua, de olhos arregalados.

José veio até mim, com cara de ódio e repulsa. Agarrou meu cabelo e começou a me arrastar.

– Ah, sua vadia! Eu sabia que era uma vaca! Está enganando meu filho, aquele merda! Foi ele quem te trouxe tudo isso, não foi?

Ele me jogou com força no colchão e minhas costelas machucadas estalaram. Onde está o Leo?

– Carmem, precisamos tirar ela daqui. Essa noite aquele bastardo vai mandar nosso dinheiro. Quero-a bem podre pra ele ver com quem está lidando.

– Tudo bem querido. Bater nela é a melhor parte. – Ela olhou para mim de cima, com ar superior. – Mas precisamos acertar a entrega do dinheiro. E também não temos onde deixar essa vadia.

– Eu já pensei meu bem. Vamos aproveitar que aquele imbecil do Leonardo não está aqui e levá-la conosco. Assim também não corremos o risco dele querer nosso dinheiro.

– Você é idiota José? O Leo é podre de rico!

Ambos subiram rapidamente e ainda discutindo. Então o Cadú vai pagar pelo meu resgate? O que eles vão fazer comigo? Levantei do colchão para tentar chegar até a mesa, mas um murro forte acertou meu rim e eu caí de joelhos. Outro murro acertou ao lado da minha orelha, jogando-me no chão. Acertaram pontapés na minha costela e eu comecei a gritar de dor. Um pontapé acertou no rosto e minha boca encheu-se de sangue. Comecei a sentir uma imensa fraqueza e parei de sentir os golpes. Tudo parecia um borrão.

Quando acordei estava sendo carregada de volta para o colchão. Encontrei um par de olhos cor de ônix chorando e um rosto retorcido. Ele beijou minha testa e tudo apagou de novo.

Ouvi barulhos que começaram baixos e depois ficaram mais altos... Acho que são vozes. Tentei abrir os olhos, mas doeu muito abrir o olho direito. Consegui ver apenas por uma fina abertura das pálpebras.

– Esse é meu ultimato. Peguem a porra do dinheiro e sumam. Avisem-me quando estiverem longe e eu a devolverei em segurança.

– Claro que não imbecil! – É a voz de José. – Vamos levá-la hoje e deixá-la num caixão para devolvê-la. Quero ver a cara dele.

– EU JÁ FALEI QUE NÃO! PORRA!

– Filho, coopere com a gente. – É a voz de Carmem.

– Filho é o caralho. Não sou seu filho nem porra nenhum sua.

Uma briga entre os três começou e Leonardo jogou José longe. Carmem veio para cima dele e ele estava saindo dela quando ouvi um estalido e vi um imenso corpo cair no chão... Tentei chamar por ele, mas a voz não saiu. Senti lágrimas caírem dos meus olhos e até isso doeu. José me viu chorando e veio para me dar uma coronhada. Apaguei.

Voltei aos poucos à lucidez. Tentei me mexer e não tive muito sucesso. Tateei e percebi que era um lugar muito pequeno, como um caixote. Mas estava com estofado em volta de mim. O tecido parece cetim. Oh não... Eu estou no caixão...