Notas iniciais
Oi minhas meninas!!!Sim... infelizmente hoje encerramos nossa história e espero do fundo do coração que tenham gostado.Ainda teremos alguns Bônus, então não vou finalizar totalmente ela aki no site, ok.Para quem amou as duas fics, agora poderá se entregar a uma nova história: Debaixo do Pôr do Sol.Espero vocês lá!!Obrigada por tudo... cada comentário, recomendação...Amo vcs!

“Bianca”

– Alô, mãe?

– Oi filha! O que está acontecendo?

Ela sempre será vidente. Sempre. Isso é tão irritante!

– Mãe, você pode vir aqui em casa?

– Até vou filha, mas hoje já é sábado. Amanhã, estaremos todos almoçando aí com vocês. Não pode esperar?

– Não mãe! Se pudesse não te ligaria!

– Tá, menina. Tô indo...

“Cadú”

– Ei, caras. É bom ver vocês!

– E aí mano? A mana te liberou em pleno sábado?

Armando e Henrique vieram cumprimentar e todos sentamos em uma mesa no bar.

– Júnior do céu! Ela me colocou praticamente pra correr!

– Como assim cara? – Perguntou Armando. – Chegava a ser tosco o tanto que vocês viviam grudados.

– Pois é. A Bianca está muito esquisita faz mais ou menos um mês. Está irritada. Sem paciência. Não quer conversar e tem bebido muito vinho. Ela se tranca no escritório dela, ouvindo rock e cantando muito alto, feito uma doida! – Apoiei os cotovelos na mesa enfiando os dedos no cabelo.

– Nossa, parece quando ela era adolescente. Mas na época era excesso de hormônios mano.

– Talvez ela precise ir num médico. – Falou Armando. – Mas eu juro que queria ver ela chutando sua bunda.

– E você não faz nada? – Perguntou Henrique.

– Eu tentei conversar, mas ela disse que eu estava um chato. Tentei brigar e ela rolou no tapete da sala, rindo da minha cara. – Os caras soltaram bebida pelo nariz rindo de mim. – Vocês riem é? Isso é porque não foi com nenhum de vocês! Passei a só ignorar e agora ela chora pelos cantos da casa. Eu to perdido...

– Fica calmo. As mulheres têm fases estranhas. Parece uma TPM prolongada. Isso vai passar, vai por mim. – Falou Armando.

– Posso fazer uma pergunta mais, ãhn, íntima? – Disse Júnior.

– Manda.

– E o sexo?

– Rá, o sexo? Ela está insaciável cara. Descontrolada. Se eu não a freio, ela é capaz de me agarrar em público.

– E VOCÊ TÁ RECLAMANDO?! – Os três gritaram praticamente juntos.

– Claro que não! Ela sempre gostou da coisa, mas está descontrolado. Se eu não dou conta da 10ª rodada da noite, ela sai emburrada e diz que vai procurar um negão com mais fôlego.

Todos morrem de rir e eu também não contenho a gargalhada. Ela sempre teve um humor ácido, e esses dias estava pior.

– Bom, então acho que é melhor você tomar umas hoje e deixar tudo pra lá. – Armando disse, oferecendo o copo.

Bebemos e falamos sobre mil assuntos. Quando começa a anoitecer eu volto para casa morrendo de medo de encontrar a fera descabelada quem tem habitado o local. Entro devagar, procurando por algum sinal. Nada. Começo a caminhar para o escritório, mas sou paralisado por uma silhueta em meio à escuridão da sala no meio do caminho. A silhueta estranha diz numa voz assombrosa:

– Isso são horas Carlos Eduardo?

Eu fico congelado. Eu estou bêbado e morrendo de medo.

– Bia? – Eu arrisco da forma mais doce que posso, mas sai meio enrolado.

– Eu fiz uma pergunta. – Seu tom é frio e medido.

– Você quem pediu para que eu saísse. – E foi mesmo!

– Mas você podia ter sido mais decente e ter chegado um pouco mais cedo. E se eu quisesse sair na noite de sábado? – O tom continua o mesmo. Odeio quando ela está calma demais.

– São só 19h! Ainda podemos fazer o que você quiser. – Eu caminho em sua direção, mas vejo-a esticar uma mão fazendo sinal para eu parar. Eu congelo no lugar.

– Você está bêbado. Como podemos sair com você assim? – Ela entorta a cabeça olhando para mim. Minha vista começa a melhorar. Enxergo o seu rosto e seus olhos cor de chocolate estão grandes e brilhantes. Ela andou chorando?

– Amor, você estava chorando?

– Não se aproxime. Faz horas que estou te esperando. – Ela fecha os olhos e abaixa a cabeça.

Isso me irrita.

– Poxa Bia! Foi você quem me mandou sair! Poderia ter me ligado! Sabe que eu voltaria correndo para a casa!

– Ah tá! – Agora ela levanta a voz. – E ser a esposa chata que fica mandando o marido voltar pra casa? NUNCA! – Ela levanta brava, e começa a sair da sala. Eu vou atrás.

– Ei, pode parando aí! – Eu grito. Ela para no lugar de costas para mim. Acho que a bebida está me dando coragem. – Você está toda esquisita faz mais de um mês. Estou tentando e tá difícil te aguentar. Eu já não sei mais o que fazer Bianca! Dá pra você falar que merda está acontecendo que você está assim? Que caralho! – Eu jogo as mãos para o alto. Ela continua parada, com a cabeça baixa. Ela está de short jeans curtinho e desfiado. Uma camiseta curta e descalça. O cabelo preso num coque bagunçado. Linda. Ela enfia a mão no bolso e tira uma pequena caixinha rosa e a coloca na mesa de centro da sala. Sem falar nada e nem olhar-me nos olhos, ela sobe as escadas para o quarto de hóspedes e fecha a porta.

Como ela consegue agir assim depois de tudo que falei? Ela não reagiu! Apenas se encolheu e se trancou! Fico com mais raiva ainda. Vou até a mesa ver a porcaria da caixa que ela deixou ali. Ao ler, meu coração gela. Teste de gravidez? Faz quase um ano que casamos e nunca falamos sobre filhos. Acho que não queríamos cortar nossas carreiras no meio. Abro devagar e com as mãos trêmulas. Tiro de dentro um treco que parece um termômetro. Olho e tem uma janelinha com dois risquinhos azuis. Que merda é essa? Viro a caixa e leio o que está escrito. Positivo! É isso que significa!! Tudo se encaixa. Olho para a porta do quarto que está fechada. Meu Deus. Sinto um misto de medo e euforia. Eu vou ser pai... Vou ser pai de uma criança linda e cheia de cachos. Por alguns segundos minha mente divaga, imaginando um bebê com olhos da minha cor e cabelos como os da minha garota. Não posso evitar e um sorriso enorme aparece em meu rosto. Todo o efeito do álcool some e eu sei exatamente o que quero fazer. Subo as escadas correndo e me jogo na porta daquele quarto.

“Bianca”

Eu fiquei tão feliz quando, depois do quarto teste de farmácia, a ficha caiu e entendi que vou ter um bebê. Minha mãe ficou toda emocionada. Um bebê. Como será que o Cadú vai reagir? Nunca falamos sobre isso. Sei lá, nunca ocorreu o assunto. Não faz um ano que casamos e acho que era muito cedo para pensar. Mas, e agora?

Esperei ele chegar por hoooooooooras. Que saco! Eu pedi para ele dar uma volta com os meninos, mas ele enfiou o pé na jaca. Sinto dor de cabeça. Sento no sofá da sala, no escuro. Escuto ele chegar... O diálogo seguinte não é nada bom. Foi um diálogo ou uma discussão? Ele está muito chateado e não posso culpá-lo. Sem saber o que dizer, deixo o teste sobre a mesa e subo as escadas. Não tenho coragem de entrar em nosso quarto, então resolvo ficar no de hóspedes. Deito da cama e choro baixinho. Não quero que ele sinta pena de mim. Estou morrendo de medo de como ele vai reagir.

Pulo na cama com um baque gigante na porta.

– Garotinha! Abre a porta!

Oh Meu Deus! Ele deve estar furioso! Coloco as mãos no rosto e choro mais forte.

– Amor... Por favor... Abre... – Reparo então que sua voz não está brava. Devagar, caminho até a porta. Ainda estou morrendo de medo. Destranco e abro só um pouquinho a porta para ver seu rosto. Ele está com o cotovelo encostado no batente e a testa encostada no braço. Ele ergue o olhar e me abre um imenso sorriso. Abro um pouco mais a porta e fico parada, analisando suas feições.

Sem pensar, ele passa os braços nas minhas coxas e me gira no ar, rindo como uma criança feliz. Eu não consigo segurar e solto gargalhadas. Ele me leva assim até nosso quarto e me solta na cama. Caio, com os cabelos esparramados e um imenso sorriso bobo.

– Você vai ser a mamãe mais sexy que esse planeta já viu. – Ele está em cima de mim, apoiado no antebraço esquerdo e usando a outra mão para tirar meus cachos bagunçados do meu rosto.

– Está preparado para um período de seca pós-parto papai?

Ele segura meu rosto com a mão e me beija profundamente.

– Você vai ficar deslumbrante. – Ele abaixa e beija minha barriga. – Não vejo a hora de ela estar enorme. – Ele sobe e mordisca meus seios. Entendo agora porque eles estão tão sensíveis. – Hum, eles vão ficar enormes também. – Ele ergue o olhar para ver meu rosto. – Você vai ficar terrível assim os nove meses?

Ele está lindo. Não tenho como não sorrir com sua reação.

– Terrível?

– Oh, minha garota. Você anda meio sensível demais e insaciável. – Ele sobe e ficamos face a face. – Você pode acabar matando esse papai aqui de infarto.

– Eu estou tão louca assim é?

– Muito pior do que imagina. – Ele está se divertindo muito às minhas custas. – Mas agora eu te perdoo.

Logo estamos perdidos um no outro.

*Mais de um ano depois...*

“Bianca”

– Vamos Júnior! Vocês está enrolando demais! – Odeio estar atrasada para qualquer coisa.

– Mana, eu ainda não sei... Não sou eu quem terá que segurar a Isa na hora da água né?! – Os olhos do meu irmão estão arregalados.

– Não, imbecil. A Cat quem vai fazer isso.

– Nossa, eu não a vejo há mil anos.

Olho para ele e sorrio. Sei que entre eles ficou algo do qual têm fugido. Não pude resistir em colocar os dois juntos para padrinhos da minha Isadora. Olho para ela em meu colo e não posso acreditar. Ela já está com seis meses e é tão esperta! Tem os olhos cor de mel como os do pai, mas seus cachos são rebeldes como os meus. Demoramos para batizá-la pois seu pai babão e super protetor tinha dó de jogar água fria na sua cabecinha.

Chegamos à igreja e encontramos meus pais, Cat, Armando com Madú, Henrique, Leo e Jú. Meu sorriso de abre quando vejo que Leo e Jú estão de mãos dadas. Acreditam que ela realmente está na Polícia Militar? Ela está tão mudada. Morri de orgulho!

Meu marido quente e gostoso caminha em minha direção e me sinto a maior de todas as pecadoras só de receber esse olhar.

– Hum... Eu disse que você seria a mãe mais gostosa do planeta. – Ele me dá um pequeno beijo molhado e cheio de promessas. Nossa pequena na mesma hora o agarra pelo pescoço e pula para seu colo.

Entramos na igreja e não deixo de perceber a eletricidade entre Júnior e Carina. Ele a guia, com a mão na sua cintura e ela deixa de bom gosto, sempre corando. Toda a missa acontece e logo chega a hora do batismo. É tão lindo. Minha pequena me enche de orgulho e sorri descaradamente para o padre que, é claro, fica encantado por ela.

Tudo acontece bem. Vamos para a minha casa para um grande churrasco. Vou para cozinha, onde acho Cat sozinha.

– Você poderia parar de tentar resistir priminha?- Eu brinco com ela.

– Resistir a que Bianca? Não estou entendendo. – Ela fecha a cara e coloca as mãos na cintura. Tão bravinha!

– Meu irmão é lindo, irritante e irresistível. Eu sei. – Dou uma piscadinha e saio da cozinha deixando-a fervendo.

A tarde toda passa muito agradável. Conversamos. Rimos. Mas na hora de irem embora eu não resisto e resolvo bancar a cupido.

– Mãe, você e o papai não precisam passar no shopping? – Eu disse, tentando fazer-la entender minhas intenções de forma ridícula e com gestos. Eu esqueço que ela é vidente.

– Oh filha. Não precisa parecer uma pessoa tendo um derrame. Nós precisamos sim. – Ela mal deixa meu pai falar e o arrasta.

– Jú, meu amor, você pode levar a Cat para nós? Eu estou tão cansada. – Quando olho para a pequena ela está a ponto de entrar em erupção de tanta raiva.

– Não precisa! Você acha que não te conheço Bianca? Eu vou chamar um táxi. – Ela sai batendo o pé, mas aí acontece o que eu sempre quis. Meu irmão solta um grunhido bravo, vai até ela e a joga por cima do ombro. Ela começa a gritar e bater nele e ele dá um imenso tapa na bunda dela.

– Ei! Me coloca no chão! Eu vou andar! Eu juro! – Cat grita, agitando as pernas. Olho para o Cadú e ele está com a boca aberta tanto quanto eu.

– Vai se comportar? – A voz do meu irmão é grossa.

– Vou... – Cat diz baixinho, se rendendo à situação.

Júnior a desce, a parando de frente a ele. Assistimos de longe, não interferindo em nada. Ela faz uma cara muito feia para ele e tenta sair de perto, mas ele a segura contra o peito.

– Chega dessa palhaçada Carina. Eu cansei. Você vai comigo e ponto final. E eu não vou te levar para a casa. Vamos resolver toda essa merda. – Ela está olhando para ele assustada e admirada ao mesmo tempo. Ele pega sua mão e a arrasta. Por cima do ombro ela olha para nós e dá uma piscadinha. Ah, pestinha.

Vamos para dentro de casa e minha doce menina está dormindo. Cadú a coloca no berço e deixa a babá eletrônica ligada. Enquanto ele faz isso, eu corro para o nosso quarto e tranco a porta.

– Ei, o que está fazendo? – Ele grita, batendo na porta.

– Pode ter um pouquinho de paciência?

Pego a sacola que comprei essa semana e arrumo tudo. Chicote de um lado, palmatória de outro. Vaselina, venda e algemas no pé da cama. Tiro toda a minha roupa e fico totalmente nua. Sei bem que minha pequena vai dormir por boas 03 horas pelo menos. Acendo algumas velas que já havia colocado aqui antes e desligo a luz. O quarto toma um ar sensual. Vou até a porta.

– Meu sol, eu vou destrancar a porta e você vai contar até cinco antes de entrar. Combinado?

– O que você está aprontando garota?

– Combinado ou não?

– Tá bom...

Destranco a porta e corro paro lado da cama. Enquanto ele conta, eu fico em posição de submissa. Ele abre a porta e congela.

– Ma-mas... Bia?

– Sim, mestre. – Respondo de cabeça baixa. Meus cabelos fazem uma cortina em volta de meu rosto.

– Tem certeza? – Eu ouvia a preocupação em sua voz. Arrisquei erguer um pouquinho os olhos e vi o tamanho que está sua ereção. Segurei o riso, mas não pude esconder muito.

– Oh meu amado mestre. O senhor prometeu que iria me foder até que eu perca os sentidos. E eu estou esperando por isso ansiosamente.

– Você nunca mais me disse nada garota.

– Estou dizendo agora... Mestre.

Ouvi um grunhido sair de sua garganta. Ele veio até mim e ajoelhou na minha frente. Deliciosamente puxou meu cabelo devagar para poder olhar em meus olhos.

– Eu não a quero submissa minha garota. Eu a quero entregue. Não a quero nessa posição. Não quero que me chame de mestre. – Ele lambeu todo o meu lábio e soltei um suspiro. – Mas com toda certeza agora eu vou te foder até perder os sentidos.