Notas iniciais
Meninas, olhem que delícia de capítulo!

O tempo passou muito rápido e já é a semana do casamento! Preferi ficar na casa dos meus pais para me preparar e claro, hoje tem despedida de solteira! Na verdade, tem a despedida de solteiro do Cadú também, mas eu realmente não quero pensar sobre isso. Combinei com as minhas meninas de fazermos uma noite inesquecível, mas elas resolveram que o lugar para onde iríamos seria surpresa. É tão bom, depois de tanto tempo, sair com elas numa noite de meninas. Usei um short jeans desfiado e bem casual, com uma blusinha preta de paetê e sapatos pretos meia pata de camurça. Logo elas chegaram e partimos.

– Não vão me contar mesmo onde vamos?

– Relaxa que vamos em dois lugares diferentes esta noite e prometo que será divertido! – Madú estava animada como não a via há tempos.

– Ual, estou tão feliz em sairmos como nos velhos tempos!!! Eu senti falta de vocês meninas. — Disse Ju toda alegre.

– Ai, Ju, você é sempre tão sentimental. — Revirou os olhos Madú.

Logo chegamos em Campinas e já achei estranho irmos para lá. Paramos em frente a um grande local que parecia um clube, mas não havia nada escrito na frente. Madú estacionou e um rapaz veio pegar o carro.

– Nomes, senhoritas?

– Meu nome é Maria Eduarda e eu fiz a reserva para 03 mulheres.

– Hum, despedida de solteira... – O grande homem olhou para nós, divertido. Ele virou e dirigiu-se a mim. – Pelos olhos arregalados, você é a noiva. — Fiz que sim com a cabeça, mas já imaginando o que estava por vir.

Quando entramos no local, todas as minhas suspeitas se confirmaram: Clube das Mulheres. Era um grande espaço com mesas espalhadas, e cheio de mulheres bebendo e rindo muito. Fomos levadas até uma mesa que fica bem em frente ao palco, em uma cor diferente das outras.

– Então é isso que você estava aprontando, Maria! — Disse irritada.

– Sim! Em que outra oportunidade poderíamos vir a um lugar desses? E olha, eu trouxe grana pra você colocar na sunga dos gostosos!

– Como você é besta! Todo mundo sabe que é um bando de gays, Maria!

– Pare de ser chata, Bianca. Nós viemos aqui nos divertir e você vai aproveitar isso. Depois tem a continuação da noite. E você Maria, me dê algumas notas dessas que vou colocar no que tiver o maior pacote e o maior traseiro!

Eu juro que não imaginei que as meninas aprontariam dessas! É bizarro! Pedimos algumas doses de tequila para inaugurar a noite mantendo a tradição. Logo estávamos rindo e falando besteira. Então o palco iluminou-se.

– Bem vindas suas safadinhas! Estão esperando por um belo show hoje, ãhn? — No palco apareceu um homem muito bonito, moreno, com traços finos. – Primeiro, darei alguns recados: não é permitido morder, dar palmadas, beliscar ou arranhar nossos garotos. Tenham cautela. Também não é permitido troca de telefones, e se isso acontecer, não esperem o retorno, pois nossos meninos nunca retornam uma ligação!

Em meios a gritos, uma música lenta e sexy começou, e junto com ela surgiu uma tropa. Cinco rapazes, vestidos de militares, com músculos escapando por todos os lados. Eles invadiram o palco dançando muito bem e... realmente não pareciam nada gays. Eu estava de boca aberta, olhos arregalados e periquita pulsando. Eles são tão fodidamente másculos! Olhei para Madú e ela me olhou como quem diz “eu disse”. Olhei para a Juliana e ela estava louca, desvairada, gritando e pulando. Olhei de novo para o palco e me perdi naqueles rapazes. Tem um deles enorme, com a pele morena, com um tom de terra, olhos negros e cabelo bem curto e bem preto. Seu rosto é quadrado, com a maçã do rosto proeminente. Uma versão muito gostosa de um índio apache. Eu simplesmente não conseguia tirar os olhos dele. Coxas imensas, sob a calça militar, com botas pretas e um cap sexy completavam a visão. No meio da dança, nossos olhares cruzaram-se e então eu fui brutalmente atingida pelo sorriso mais lindo, gigante e branco que eu já vi em toda minha vida. Meu rosto se abriu em susto e ele sorriu, divertido. Depois, os meninos saíram do palco e começaram a voltar um a um, cada um em uma fantasia e fazendo seu show individual. Cada um deles pegava uma menina de uma mesa igual a nossa e fazia todo um show.

– Por que eles escolhem as meninas dessas mesas? – Perguntei à Madú.

– Despedidas de Solteira, meu bem. E eles só pegam as noivas. Se repara, tem cinco mesas, o número exato de meninos.

Oh Deus! Oh Deus! Oh Deus! — Eu já comecei a ficar desesperada.

Foi então que ele apareceu de volta ao palco. Vestido de marinheiro. Lindo. Sexy como o inferno. Veio dançando e olhando direto para mim. Ele sentou na beirada do palco e me estendeu a mão. Antes que eu pudesse resmungar, fui empurrada entre as pernas dele. Num rápido e incrível movimento, ele me puxou pela cintura e me sentou de pernas abertas em seu colo.

– Oi, bonita. – Ele disse baixinho e rouco. Santa Mãe, ainda bem que eles são proibidos de cantar as moças.

– O-oi marinheiro. – Não pude deixar de rir.

– Agarre em meu pescoço e segure firme suas pernas em minha cintura. – Assim eu fiz e aquele imenso homem levantou-se do chão comigo atracada nele e caminhou para o centro do palco. Eu não conseguia desviar meus olhos dele. Ele é pura luxúria! Ele me segurou e me soltei um pouco. Ele me encaixou em seu quadril e começou uma dança imensamente sensual e eu sentia sua ereção contra meu sexo. Olhei espantada para baixo com o que senti e olhei para ele. Ele franziu o cenho.

– Normalmente eu sou muito bem controlado mocinha, mas você... – Fez uma negativa com a cabeça e me colocou no chão. Começou a dançar em volta de mim e para plateia. Ele veio atrás de mim e me segurou contra o seu corpo. Olhei para frente e vi minhas meninas espantadas. Ele então cochichou em meu ouvido: — Achei que você tivesse mais para dar... – E estalou a língua. Aquilo emergiu uma enorme raiva em mim! Ele nem me conhece! Olhei para as meninas e elas perceberam tudo. Fizeram que sim com a cabeça e eu sabia o que isso significava. Empinei meu quadril de encontro a ele e ele parou. Fechei os olhos e senti a música. Deus, há tanto tempo não me solto numa dança. Deixei os acordes adentrarem minha alma e quando abri os olhos estava pronta. Comecei uma dança sexy, provocante. Descendo e subindo contra ele. Ele ficou assustado no início, mas depois começou a me acompanhar. Nos encaixamos e as mulheres gritavam, alucinadas. Cada vez que nossos corpos colidem, eu posso sentir sua gigantesca ereção contra minhas coxas, barriga, bunda, costas. Tudo depende do movimento. A cada rodopio, nossos olhos se encontram e eu fico totalmente excitada com a luxúria que exala dele. Eu tateei cada gomo esculpido em seu corpo e ele me tocou em todos os lugares que pode. Então, a música acabou e foi como se saíssemos de um transe. Suados, ofegantes. Corri para as meninas.

– Meu Deus, achei que você fosse dar pra ele em cima do palco! – Madú gesticulava e estava realmente assustada.

– Pare com isso Maria! Ela só estava se divertindo. Vamos para nossa balada, que pelo jeito tem alguém aqui querendo muito dançar.

– Onde nós vamos? — PErguntei.

– No nosso bar, meu amor! Precisamos muito de uma noite de bebidas e muita dança.

– Ual, Let’s Go Bar... sozinha... minha despedida de solteira. Quem diria.

Entramos no carro e fomos para o bar. Estava tudo como sempre. Nós entramos e nos jogamos de vez na balada. Rindo, brincando, pulando. Tudo bom demais.

– Meninas, eu vou me jogar na pista! Pode ser que seja a última vez solteira.

Fui para a pista e entrei na minha bolha. Logo meus quadris estavam loucos de um lado para o outro. Então, senti grandes mãos na minha cintura e um corpo imenso colar em mim. Na hora eu parei e me virei. Encontrei imensos olhos negros e um sorriso avassalador.

– O que você faz aqui rapaz?

– Eu pedi para uma garçonete ficar por perto de você e descobrir se a noite acabaria no clube. Foi fácil descobrir que não.

– E por que? Por que queria saber?

– Porque você é gostosa pra caralho e me deixa sem ar. Vamos lá! É sua última noite solteira.

Sem me dar tempo, ele me puxou, jogando minhas pernas em volta de sua cintura e me beijou. Foi um beijo bruto, sexy, cheio de tesão. Ele me arrastou até a parede do bar e começou a movimentar entre minha pernas, massageando meu clitóris. Eu estava embebida em luxúria e sentidos. Minha cabeça começou a trabalhar e mil imagens apareceram – todas com olhos cor de mel. Então, em meio a tudo aquilo eu me senti incomoda e fria. Faltava calor. Sai do beijo e o empurrei. Dei mais uma olhada – cara, ele é gostoso demais. Eu ia começar a falar, mas ele riu e aproximou-se de mim. Passou o polegar na minha bochecha.

– O cara que tem você é o cara mais sortudo do mundo. Um dia quero conhecê-lo. – Deu um beijo pequeno e quente em mim e foi embora. Não me sustentei sobre as pernas e escorreguei até estar sentada no chão. As meninas correram até mim.

– Bia, você está bem? O que foi aquilo? – A Ju estava desesperada.

– Aquilo foi o trator mais gostoso e sexy do mundo passando por cima de mim. – Eu ainda estava sem fôlego.

– Caramba! Que trator hein! Tô muito orgulhosa, porque pra mandar um homem daquele ir pastar tem que amar muito. Agora eu realmente acredito no seu casamento.

Elas me resgataram do chão e ficamos por mais horas brincando e divertindo, mas olhos negros e mel passavam o tempo todo em minha mente, colidindo. Cara, esse bar sempre me surpreende. Se a cada vez que eu vier aqui, um gostoso aparecer, eu nunca mais volto! Vou perder meu marido!