Entre Nós
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Fomos cedo para uma padaria próxima ao prédio tomar café da manhã e esperar por Carina. Meu lindo moreno estava totalmente extasiado por eu finalmente estar vendo algo sobre nosso casamento, mas foi muito sábio em não dizer uma palavra. Eu não precisava de mais pressão do que tudo que estava passando.
Logo vi a encantadora figura pequena e traiçoeira chegando até nós, com um sorriso de gato de Alice. Eu havia conhecido poucas pessoas da família do meu homem, mas Cat era realmente a que mais gostava. Ela é pequena e torneada, como uma sereia. Tem cabelos curtos e repicados, num tom castanho escuro incrível. Grandes olhos verdes cativantes e alegres e uma língua afiada.
– Vejo que temos um intruso nessa mesa, prima! – Ela deu um abraço apertado em mim e fez uma cara feia para Cadú.
– Eu também estava morrendo de saudade de você nanica. – Cadú agarrou a prima em brincadeira e deu um beijo na bochecha. Eles eram muito amigos, mas sem aquela coisa de primos com amor platônico. Na verdade ela sempre foi apaixonada por um outro primo e usava Cadú para reclamar, chorar e lhe pagar sorvetes, enquanto ele tentava namorar sua melhor amiga de escola.
– Bom, eu vou para o clube, amor. Vários rapazes estarão fazendo um torneio de truco e vou aproveitar. Para relaxar. – Truco? Desde quando esse homem joga truco? Ele me deu um beijo e foi saindo da padaria.
– Por que você está com esse vinco na testa Bianca?
– Ele nunca disse que joga truco... – Falei ainda olhando para a porta e processando a nova informação. – Ele não tem cara ou jeito de quem joga truco! Ele tinha que jogar pôquer! – Joguei minhas mãos para o alto em indignação. Carina caiu na risada com a observação.
– Vocês realmente se conhecem pouco. Você não faz ideia de quem é o Eduardo. Tem certeza que quer casar? Já?
Hum, essa era uma pergunta muito complicada. No fundo eu também acho que ele está querendo correr com as coisas e me atropelando como uma manada de mamutes. Eu sempre quis me casar, mas ainda estava zonza com tudo o que nos aconteceu em tão pouco tempo. Digo pouco tempo me referindo ao reencontro e o pedido de casamento. Foi tão rápido.
– Eu tenho toda certeza do mundo que o amo, mas estou assustada com a velocidade das coisas. Isso basta para me casar Cat?
– Eu acho que basta! E vocês já moram juntos. Bom, vamos começar a falar do casamento. – Ela virou para a balconista e pediu um café. – Como você pensa em fazer tudo?
– Bom, eu acho que quero as coisas com a nossa cara. Uma mistura de formalidade e romantismo com audácia. Mas preciso que você organize um jantar de noivado, só assim vou conseguir conhecer os pais de Cadú.
– Ops. Vou ter que pensar muito bem sobre isso. Meus tios são chatos e a relação deles com Eduardo é das piores. Mas você está certa, precisam oficializar as coisas por respeito. Conhecendo você pensei em fazer o casamento em uma igreja que seja grande, bonita e imponente. O que acha da Matriz de Campinas?
– Ah, eu amo aquele lugar! É lindo!
– Pronto, uma parte já está certa. Estamos em Setembro, quando quer que seja o casamento?
– Bom, quero ter tempo para organizar tudo, mas com calma. Estou trabalhando muito ultimamente. Pensei em pelo menos 06 meses.
– Hum... dois, nove com seis... Deixe-me ver o calendário. O que acha de Abril?
– Ótimo! Tem que ser um sábado...
– Dia 20?
– Lindo.
– Está vendo, não foi tão difícil.
– A parte pior começa agora: a festa.
– Já pensou em algo?
– Bom, já que é pra casar, vamos fazer isso direito. Quero uma grande balada, com muita música, bebida e diversão. Nada de jantar chato. Somente alguns petiscos para que cada um sirva-se a vontade.
– ADOREI! Deixa comigo que vai ser tudo perfeito. E o vestido? Você tem que começar a procurar...
Eu nunca pensei em procurar um vestido de noiva. Sim, eu já disse que sonhava em me casar, mas estar assim tão perto de acontecer era estranho, surreal. Eu realmente não fazia ideia de como queria meu vestido! Nem como queria chegar à igreja, ou quais músicas tocarão. Vixi Maria...
“Minha Nossa Senhora das futuras noivas, por favor, ajude meu cérebro a funcionar!”
– Hum... Cat,tem alguma dica de lugares para provar?
– Tenho sim. Seria bom você escolher suas madrinhas e alguém que a ajude nas coisas de meninas.
Ual. Tanta coisa!
Saímos de lá quase na hora do almoço e fui para o apartamento. Ainda estou atordoada com tudo o que tenho que planejar. Bom, melhor fazer uma lista. Peguei um grande copo de suco de laranja, coloquei uma camiseta e fiquei só com a calcinha e fui para o escritório de Cadú. Ficar a vontade e relaxar me ajudaria a colocar a cabeça em ordem.
Vejamos:
1 — Escolher madrinhas e padrinhos.
2 — Fazer uma lista de convidados
3 — Escolher as cores da decoração
4 — Escolher o vestido do casamento
5 — Escolher o vestido do noivado
6 — Escolher as músicas da cerimônia
7 — Escrever os votos
8 — Avisar o Cadú sobre os votos
9 — Escolher as alianças
Ai Deus!!!! Acho que é tudo...
Agora vamos pensar sobre cada um:
1 — Bom, Jú e Madú são primordiais. Será que podemos ter só dois de cada lado? Será que Cadú vai achar muito pouco? Preciso perguntar.
2 — Ixi... sou péssima pra isso. Vou colocar meus principais e o resto o Cadú ou o Cat se encarregam.
3 — Esse tá fácil! Quero muito laranja, coral e amarelo. Tudo o que puder lembrar fogo e sol...
4 — Preciso das minhas meninas e minha mãe...
5 — Preciso delas ainda.
6 — Ai Deus, não faço ideia.
7 — Esse depois eu faço com carinho.
8 — Depois.
9 — Esse fica para meu futuro marido.
Eu ainda estava pensando e repensando sobre tudo o que escrevi quando comecei a me sentir quente. Ergui o olhar e encontrei com olhos de mel divertidos.
– Do que o senhor está rindo?
– Eu não sei se fico imensamente feliz por minha linda noiva estar tão entretida com o assunto casamento, ou se fico completamente excitado por ver uma gostosa na minha mesa de trabalho, só de camiseta e calcinha e esse cabelo todo despenteado e sexy.
– Hum... – Levantei da mesa devagar e fui caminhando em direção ao meu deus do sol. Cara, eu já estava toda arrepiada e com tesão. – Você deveria ficar os dois e eu posso lhe ajudar com isso. – Parei de frente para ele, segurando o olhar, colocando uma mão em seu peito e outra em sua ereção. Seus olhos arregalaram e logo depois semicerraram.
– Acho que minha mesa do escritório está precisando ser lustrada, meu amor. Venha aqui. – Ele me pegou no colo, passando minhas pernas pela cintura. Foi até o outro lado da mesa, me sentou nela e sentou-se em sua cadeira no meio de minhas pernas. Recostou na cadeira como se fosse o rei do mundo, admirando.
– Gatinha, gatinha... Você tem ideia de que está tão molhada que marcou o fundo da calcinha? Tem ideia de como estou duro agora?
Olhei para ele e dei um sorriso cínico. Lambi os lábios e ele soltou um ruído grotesco. Abriu minhas pernas e rasgou minha calcinha. Chegou o rosto perto e pude sentir sua respiração em minha abertura. Deu mordidas fortes nos grandes lábios enquanto passava levemente o dedo por toda minha fenda molhada. Deitei em meus cotovelos e joguei a cabeça para trás. Olhos fechados. Ele abriu mais minhas pernas e apoiou meus pés nos braços de sua cadeira. Abriu minha boceta com as mãos e atacou meu clitóris de forma nada delicada. Chupando como se fosse uma deliciosa chupeta. Depois começou entre lambidas duras e exatas e mordidas. Ele é bom demais nisso. Quando eu comecei a tremer ele enfiou dois dedos e pressionou meu pronto G. Cai num orgasmo delicioso. Sem me dar tempo, ele me puxou, descendo da mesa. Virou-me de costas para ele e me desceu em seu colo, entrando em mim forte. Quando ele tirou pra fora da calça? De costas para ele e apoiando as mãos na mesa, eu subia e descia descontrolada, sentindo ele bater fundo em mim e logo meu corpo começou a tremer de novo.
– Argh, mulher... Você cavalgando assim me mata! – Agarrou as laterais do meu traseiro e me ajudou nos impulsos até gozar com grunhidos grotescos e me levando junto com ele. Acabei esgotada e deitada em seu peito.
– Você tem ideia de quanto é gostosa e eu te amo?
– Você tem ideia de quanto é chato organizar um casamento?
Ele riu uma risada grossa e balançou a cabeça em negativa. Tirou-me de cima dele devagar e me aninhou em seu colo.
– Minha gata, o casamento tem que ser uma diversão e não uma obrigação. Não gosto de ver você tão irritada com isso.
– É que é muita coisa ao mesmo tempo, amor. Tenha calma.
– Ok. – Ele beijou minha testa e levantamos. Eu pude ver a tristeza em seu olhar com minha irritação quanto ao casamento. Deus, eu estou sendo uma vadia quanto a isso! Preciso mudar urgente.
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