Entre Médicos
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Seattle, Washington.
Isabella Cullen-Swan
“Oh, tudo bem eu... Eu vou indo, se cuida tá bom?” concordo balançando a cabeça e ele me da um pequeno sorriso torto e não muito humorado, mas que era o suficiente para me deixar derretida. Porcaria, eu amava tudo naquele homem. Ele da alguns passos para trás, como se não quisesse realmente ir. Eu tento lhe dar um sorriso, que parece mais uma careta. Então ele finalmente se vira para ir embora e eu solto uma longa suspirada. Quando eu também fico de costas para entrar ouço novamente a sua voz. “Eu queria que você estivesse. Realmente queria.” Ele sussurra, viro novamente na sua direção, ele tinha a sua cabeça virada na minha direção, então ele me da outro sorriso e novamente começa a caminhar. E eu franzo o cenho tentando entender o que diabos ele queria dizer.
Quando finalmente coloquei os meus pés dentro de casa, senti todo o meu corpo pegando fogo, eu não precisava olhar para saber que todos os pares de olhos estavam sobre mim, certamente curiosos, e aquilo era absolutamente constrangedor, nesse momento eu realmente preferia estar sozinha. Mas eu apenas encarava o chão, tentando realmente entender que aquele tinha sido o fim, Edward já não fazia mais parte da minha vida, e aquilo parecia um pouquinho absurdo para ser real, porque bem, há poucos dias estava tudo bem, tudo encaminhando perfeitamente, e agora eu tinha que competi-lo com uma loira estupidamente bonita e de peitos grandes. Colo as minhas costas na porta, assim que eu a fecho e encaro os meus pés, eu não queria olhar para nenhum deles no momento, meu coração ainda batia rápido de mais e eu me sentia um pouco angustiada e nervosa, bem, os sintomas eu estava sentindo, e novamente à onda de enjoou me atingiu. Tinha sido uma visita estanha, realmente, realmente estranha. No fundo eu não esperava que Edward virasse as costas e fosse embora, eu esperava mais, eu esperava que ele me amasse, ao menos um pouco, porque eu achava que ele tinha sentimentos por mim, muito maiores do que um simples gostar, e eu esperava que ele me falasse isso, apenas para que eu tivesse pelo que lutar. Mas eu não podia me contentar com o que ele tinha a oferecer, eu não queria o Edward confuso e meio Edward, e eu absolutamente não queria o cara casado que ainda era apaixonada pela esposa. Eu queria o meu Edward inteiro, só pra mim, egoísta, mas sincero. E não ter ele na minha vida, era um sentimento totalmente novo pra mim, era como se algo me sufocasse. “Bella, você tá legal?” finalmente levanto os meus olhos um pouco e suspiro aliviada, quando percebo que eu não estava chorando, nem perto disso. Era como se eu estivesse um pouquinho anestesiada, como se as coisas ainda não fizessem totalmente sentido. Todos os três pares de olhos me encaravam um pouco confusos e preocupados, lhes dou um sorriso pequeno e solto um suspiro longo despregando as minhas costas daquela porta.
“Sim, sim eu estou bem!” aceno positivamente andando lentamente na direção deles. Bem, era a ultima coisa que eu estava nesse segundo, mas eu não diria isso a eles, é claro. Emmett e Mike se entreolham um pouco desconfiados enquanto Alice me encara preocupada. Eu lhe dou um pequeno sorriso reconfortante tentando lhe dizer que eu estava bem, eu apenas não queria falar sobre nada daquilo, muito menos voltar a mencionar Edward em alguma conversa. Eu apenas devia parar de falar ou pensar sobre isso, apenas esquecer, e no fim tudo ficaria bem. “Você trouxe pizza de que Mike?” tento parecer um pouco racional enquanto caminho até o sofá e sento-me ao lado de Alice que não tirava os seus olhos redondos de cima de mim. Encaro Mike com um sorriso e ele estreita os olhos na minha direção, ele entreabre a boca e fica por alguns segundos apenas dessa maneira, quase me fazendo soltar uma pequena risada. Provavelmente eles estavam esperando que eu apenas jogasse a merda fora de mim e começasse a chorar, como eu andava fazendo ultimamente, mas isso não aconteceria agora, eu não iria deixar.
“Hum, tem de calabresa, frango, mozarela e chocolate.” Ele sussurra um pouco receoso me fazendo acenar positivamente. Por alguns minutos ficamos em um silencio nada agradável me fazendo querer soltar qualquer merda pela boca, mordo o meu lábio inferior enquanto volto a encarar meus próprios pés, eu não queria sentir aquilo nesse minuto, eu não queria sentir o coração acelerado ou uma sútil vontade de chorar, eu não queria ser tão frágil, mas merda, aquilo era difícil.
“Tá legal. Vamos colocar os vídeos pra rodar e vamos comer.” Emmett ficou de pé em um pulo segundos depois, e eu queria agradece-lo por aquilo. Ele juntou suas mãos uma na outra em uma única palma e andou até o seu saco de DVS’s, ao menos a minha frustrada vida amorosa não estaria em pauta está noite, e eu agradecia mentalmente por isso. Tudo que eu menos precisava agora era de alguém tentando conversar sobre isso, sobre Edward ou a sua confusão. Eu era uma mulher adulta, que saberia muito bem lidar com tudo isso e principalmente supera-lo, claro que eu conseguiria, eu já tinha feito isso antes, com Carlisle, e funcionou. Certamente com Edward não seria diferente. Ele era só um cara no final das contas, o cara que eu era profundamente apaixonada. Porra! “Vamos começar com transplante cardíaco.” Emm deu um sorriso contente assim o vídeo deu inicio, minha atenção foi automaticamente para a TV, aquilo certamente prenderia a minha atenção pelo resto da noite. Eu amava vídeos sobre cirurgias, aquilo me fascinava, não mais do que estar em uma sala de cirurgia realmente, mas era perto disso. Mike e Emmett foram buscar os copos para os refrigerantes e voltaram rapidamente com alguns copos e guardanapos. Eu não estava realmente com fome, nem perto disso, eu ainda estava enjoada e provavelmente o meu estomago rejeitaria qualquer tipo de alimento, mas quando eles sentaram no chão, e abriram as caixas de pizza, não pude deixar de pegar um pedaço. A sala rapidamente ficou em silencio e o único barulho que ficou, foi o do cirurgião cardíaco do vídeo falando sobre as suas técnicas e como o procedimento estava indo. Todos ainda comiam enquanto mantinham suas atenções na TV, eu fiquei satisfeita com apenas uma fatia. Eu realmente estava fascinada com a cirurgia, a cardiologia era uma das partes mais bonitas da medicina, e eu verdadeiramente gostaria de explorar mais desta área. Alice comentava sobre o procedimento vez ou outra, e eu vi nela uma enorme paixão pela área, era engraçado a forma que ela ficava com a boca entreaberta e os olhos atentos na TV, sempre que algo novo, que nós nunca tinham visto aparecia. Eu realmente gostaria de saber onde Emmett tinha arrumado esses DVD’s, eu precisava de alguns deles, além de me distrair, era ótimo para as provas dos internos.
“Caralho, é impressionante como ele faz tudo tão rápido e tão bem.” Mike comentou enquanto comia mais uma fatia de pizza de chocolate. Alice apenas concordou, balançando a cabeça positivamente. E ele não estava errado, era realmente impressionante. Eu poderia dizer que eu estava muito fascinada também.
“Bella, me passa o ketchup.” Alice falou sem tirar a sua atenção da tela, ela estava com um pedaço de pizza na mão e a outra estendida na minha direção. O ketchup estava do meu lado, perto do meu pé, estiquei meu braço para que eu pudesse lhe entregar, Mike tirou a sua atenção da TV e olhou para Alice fazendo uma careta.
“Que nojo Alice, quem gosta de ketchup? Isso é horrível.” Ele tinha uma careta no rosto, Alice então finalmente virou-se na sua direção, um pouco boquiaberta e de olhos levemente arregalados.
“Você não gosta de ketchup? Como alguém pode não gostar?” ela parecia um pouquinho indignada.
“A pergunta certa seria; Como alguém pode gostar disso? Isso tem gosto de tomate podre Alice.” Então vi Alice arregalar os olhos novamente, e dessa vez não era de indignação. Eu apenas não acreditava que eles estavam tendo uma pequena discussão por causa de um ketchup.
“Não ouse falar essas merdas pra mim Mike, ou eu soco o seu pintinho pequeno.” Eu mentalmente fiz uma nota mental de não falar mal de ketchup perto de Alice, aquilo não era seguro. Mike continuava a encara-la e agora era ele que tinha os olhos levemente arregalados e a boca entreaberta. Alice simplesmente voltou a sua atenção para a TV, jogando uma quantidade absurda do molho na sua pizza. Soltei uma pequena risada. Eu os amava no final das contas.
[...]
Abri os meus olhos lentamente me irritando com a claridade excessiva sobre mim, eu certamente não estava no meu quarto. Aquele sol idiota batendo no meu rosto, com certeza não vinha das minhas cortinas. Faço uma careta tentando cobrir o meu rosto com um travesseiro. Quando eu estava novamente quase adormecendo ouço latidos finos e irritantes do meu lado, como se estivesse muito fodidamente perto de mim. Que porra de inferno era aquele? “Merda Bella, faça o seu cão calar a boca.” Ouço a voz rouca e irritada de Alice do meu lado. Demorou um pouco para me conectar e realmente me lembrar onde eu estava, e que não estava sozinha. Solto um grunhido jogando o travesseiro para o lado e finalmente abrindo os meus olhos, que ficaram levemente irritados com aquela luz estupida. Levanto o meu torso um pouco irritada, vendo McQueen muito perto de mim. Alice e eu estávamos dormindo no chão da sala, com um colchão de casal, Mike estava dormindo em um sofá e Emmett no outro. Solto uma pequena risada ao ver o quanto Emmett McCarty roncava, era algo como um porco velho e gordo, eu deveria gravara quilo. Então novamente McQueen late na minha direção, correndo para morder levemente a minha mão.
“Hey cara, o que você quer?” afago a sua cabeça um pouco e dou uma risada quando ele tenta novamente morder a minha mão, alguém estava irritado hoje. “Certo, bom dia pra você também.” procuro o meu celular pelo colchão apenas para conferir as horas. Faltava pouco para as sete da manhã. Dou um pequeno sorriso voltando a minha atenção para o cão resmungão. “Obrigada por me acordar garotão.” Brinco com as orelhas do McQueen até ele ficar realmente irritado e me fazer sorrir. “Tudo bem, vamos ver o que você quer.” Fico de pé e caminho com ele até as suas tigelas, apenas conferindo se elas estavam realmente cheias, bem, então não era sede, nem fome. Ele corre em direção à porta e começa a arranha-la, fazendo um barulho malditamente irritante e acabando com a madeira da minha porta. Arqueio a minha sobrancelha e caminho até lá. Ele certamente já sabia que eu iria passar o dia fora, e ele, o dia trancado. Cachorro esperto. Abro a porta e ele sai correndo como um relâmpago pela pequena brecha até o gramado. Dou uma risada vendo o quando ele se divertia ali. Merda, eu amava aquele cão estupido e destruidor.
Todos na sala ainda dormiam tranquilamente, eu ainda me sentia um pouco sonolenta, nós tínhamos ido dormir muito tarde, depois do transplante, Mike quis ver uma reconstrução facial, e bem, nós fomos com isso até às três da manhã, o que tinha sido uma boa coisa, aquilo tinha me distraído um monte, e eu sequer tinha tido tempo para pensar na minha fatídica vida amorosa. Dou um longo suspiro quando Edward passa pela cabeça como um raio, aquilo fodidamente tinha que acabar. Resolvo ir tomar um banho antes de acorda-los. Vou correndo pelas escadas até o meu quarto, o que serviu para me despertar um pouco mais. Caminho para o banheiro e ligo o chuveiro na água morna. Aquilo certamente me relaxaria para o resto do dia. Hoje não era o meu dia de fazer plantão, mas eu faria qualquer coisa para estar em um, eu não queria vir pra casa, ficar sozinha e pensar em coisas que me levariam a chorar como uma garotinha estupida, tudo o que eu precisava era trabalhar e ocupar a minha mente, apenas com o hospital e me dedicar realmente naquilo, o que eu deveria ter feito desde o momento em que coloquei os meus pés em Seattle, e não me envolver com um cara idiota, mas bem, era praticamente notável o qual bom era o meu imã para caras idiotas, eu realmente esperava que aquilo acabasse por ali. Demoro mais que o necessário no banho, aproveitando para lavar os meus cabelos, eu tinha um bom tempo antes de estar em cima da hora, e ficar de baixo d’agua me parecia uma boa ideia. Saio do banheiro com uma toalha ao redor do meu corpo e outra na minha cabeça, enquanto eu aproveitava para secar os meus cabelos. Vou até o closet e pego uma muda de roupa confortável, uma calça jeans, uma camisa moletom e os meus sapatos. Quando estou totalmente vestida, faço uma careta diante do espelho, eu parecia uma adolescente desleixada do ensino médio, e automaticamente eu me comparei a Dra. Peitos, era uma comparação totalmente ridícula, visto que ela era muito mais bonita, com peitos enormes, e eu sabia que aquilo não era prótese, eram naturais, porra, e eu tinha pequenos limões, a comparação era ridícula. E uma pequena onda de insegurança e tristeza tomou conta de mim, Edward certamente sentia falta dos peitos dela, eram bons peitos na verdade. E sendo comparado com os meus pequenos limões, ela ganhava disparada, a diferença entre eles era gritante, será que Edward comparava os meus limõezinhos com os melões dela? Merda, eu nunca tinha ligado para o tamanho dos meus fodidos peitos, aquilo parecia tão deprimente agora. Eu era ridícula, mas merda, nem o meu rosto estava me ajudando hoje, com as minhas enormes olheiras, e olhos inchados e vermelhos.
“Hey Bella, posso usar o seu chuveiro?” assuste-me com Alice aparecendo atrás de mim, me fazendo colocar as mãos sobre o meu peito e arfar um pouco. “Por que diabos você estava se olhando como se estivesse se avaliando?” porque ela estava fodidamente certa. Viro-me na sua direção e dou um pequeno sorriso deprimente, eu não iria falar pra ela que estava triste por ter dois limões ao invés de pelo menos, a metade dos peitos da Sra. Masen. Alice ainda estava um pouco sonolenta, era visível pelos seus olhos inchados e o seu rosto amassado.
“Eu só estava me olhando um pouco enquanto me arrumava. Pode usar o chuveiro.” Ela faz uma careta e cruza os braços, era um pouco engraçado, a forma como ela era pequena e desconfiada.
“Você não parecia estar se arrumando.” Ela falou a ultima palavra lentamente e ironicamente, arqueio a minha sobrancelha pra ela e coloco as minhas mãos na cintura.
“O que você quis dizer com isso?” ela dá de ombros e passa por mim, em direção ao banheiro.
“Nada, só que você parece horrível hoje.” Ótimo, era tudo o que eu precisava no momento. Jogo a toalha que anteriormente eu secava os cabelos nas suas costas, Alice me encara e dá uma risada antes de fechar a porta do banheiro atrás dela. Reviro os meus olhos e vou à procura do secador, eu já estava horrível o suficiente para ficar com os cabelos molhados.
Quando termino de secar os meus cabelos, Alice ainda estava no banheiro, eu tinha descoberto que ela era uma garota de banhos, porque puta merda, ela demorava uma eternidade. Pego o meu celular em cima da cama e saio do quarto, quando chego perto das escadas, ouço algumas vozes que certamente eram dos garotos, era bom que eles já estivessem acordados. “Bom dia Bellinha.” Emmett é o primeiro que vejo, ele ainda estava esparramado no sofá mexendo no seu celular, e pela forma como ele olhava para a tela, e dava sorrisos sacanas, ele falava com alguma mulher. Pobre garota.
“Bom dia Emm.” Ele me lança o mesmo sorriso e eu apenas reviro os meus olhos.
“Hey Bella, eu posso usar o banheiro?” Mike logo aparece saindo da cozinha, arrastando uma mochila, e também ainda meio sonolento.
“Claro Mike, primeira porta a direita.” Ele sorri e acena antes de passar por mim correndo em direção ao banheiro, alguém estava com pressa. “Eu vou fazer o café Emmett, e você vem me ajudar.” Ele faz uma careta e bufa um pouco, reviro os meus olhos pra ele antes de sair em direção à cozinha. Segundos depois um Emmett reclamão aparece na minha cozinha. Ele era tão bundão pela manhã. Enquanto Emmett fala sobre o seu assunto preferido; Mulheres. Eu apenas balanço a cabeça positivamente vez ou outra enquanto eu fazia o café, e ele preparava algumas torradas. Mas nós erámos uma boa equipe no final das contas, e bem, ele me divertia. Quando Alice finalmente apareceu, eu apenas a encarei de cima a baixo, eu não entendia como ela tinha animo para se arrumar e maquiar pela manhã, e a felicidade dela era gritante. Ela me ajudou a arrumar a mesa enquanto Emmett foi escovar os dentes.
“Temos que ser um pouquinho rápidos, estamos em cima da hora.” Mike sussurrou enquanto corria até a mesa e enfiava um pedaço de torrada boca. Ele estava malditamente certo, não estávamos atrasados, mas também não era tão cedo assim. Emmett desceu as escadas correndo minutos depois e sentou-se do meu lado na mesa. Nós tínhamos feitos café, torradas, panquecas e suco. Eu não estava realmente com fome, mas com Alice no meu pé, tomei café e comi algumas torradas, que obviamente seriam rejeitadas pelo meu estomago mais tarde. Eu fui a primeira a terminar. Então corri até as tigelas do McQueen, troquei a sua água e coloquei mais ração. Abri a porta apenas para ver o que diabos ele estava fazendo, e sorri ao vê-lo correndo sozinho com uma bola na boca. Ele certamente precisava do Noah aqui.
“Hey McQueen, venha aqui!” ele girou a sua cabeça na minha direção, e antes que eu pudesse pensar, ele vem correndo rapidamente. “Sinto muito de não estar sendo muito presente na sua vida bebê, mas prometo que ainda vamos no divertir, tudo bem?” sussurrei baixinho, apenas para que ele ouvisse, assim que eu o peguei do chão. Beijei o topo da sua cabeça e cocei atrás da sua orelha enquanto o levava para dentro.
“Pra quem não gostava de cachorro...” Emmett estava parado perto do sofá, com os braços cruzados e sobrancelha arqueada.
“Eu só estou o trazendo para dentro seu idiota.” Reviro os meus olhos, colocando McQueen no chão, que sai correndo com a bola na boca em direção a sua caminha, certamente para destruir mais uma das inúmeras bolas que eu tenho comprado pra ele recentemente.
“Eu vi você o beijando, foi fofo, quero um beijo desses depois.” Ele me deu uma piscadela e eu apenas revirei os olhos novamente.
“Porque você não para de falar merda, e apenas vamos logo?” ele sorri e caminha na minha direção. Emmett põe o seu braço sobre o meu ombro e beija o topo da minha cabeça. Dou um pequeno e discreto sorriso, ele não precisava saber que eu gostava quando ele fazia isso.
Cinco minutos depois, nós quatro saímos de casa, McQueen ficou chorando e latindo enquanto eu trancava a porta, e porra, aquilo partia o meu coração. Ele certamente estava cansado de ficar sozinho. Cada um caminhou para o seu carro, menos Emmett, que iria comigo, já que ele tinha trago o meu carro na noite passada e estava sem o dele. Enquanto eu dirigia pelo transito, eu me pegava mordendo o eu lábio nervosamente, quando me dei conta que eu realmente, realmente estava indo para o hospital, uma grande onda de ansiedade tomou conta de mim. As pessoas iriam ficar olhando pra mim, como se fosse a concubina suja. Edward estaria lá e eu teria que lidar com isso da melhor maneira possível. A Dra. Peitos estaria lá, e eu também teria que lidar com isso. Minhas mãos soavam no volante e eu podia sentir o meu lábio machucado. Porra, a parte de ir trabalhar e esquecer tudo, certamente não daria mais certo. Certo, eu daria um jeito nisso, com certeza eu daria. Emmett foi o caminho todo em silencio, e eu queria mata-lo por isso, Emmett era a melhor pessoa para me distrair, e agora que eu precisava, ele não estava fazendo nada além de digitar freneticamente no seu celular. Maldição, eu estava morrendo aqui. Quando estacionei na minha vaga habitual soltei um longo suspiro mordendo o meu lábio fortemente e olhando para a enorme estrutura do hospital. Eu queria chorar nesse segundo. Fechei os meus olhos, apertei o volante com força e tentei respirar profundamente, eu precisava malditamente me acalmar. “Bella? Você tá legal?” Emmett finalmente tinha aberto a boca, ele me encava com uma ruga de preocupação. Tento lhe dar um sorriso reconfortante, mas aparentemente não deu muito certo, porque ele fez uma careta.
“Sim, é só que...”
“Hey, vocês vão ficar ai dentro pra sempre?” Mike bateu no vidro do carro me assustando um pouco. Eu teria um enfarte a qualquer porcaria de segundo. Balanço a cabeça positivamente varias vezes, apenas para que eu pudesse realmente acreditar que tudo daria certo. Respiro fundo por uma ultima vez e pego a minha mochila no banco de trás do carro. Mike abre a porta pra mim e a fecha em seguida. Apenas lhe dou um sorriso em agradecimento. Minhas pernas estavam levemente bambas, e eu sequer sabia se poderia andar. Olho pro chão e tento fazer as malditas respirações novamente.
“Bella, o que você tem?” dessa vez é a voz doce da Alice do meu lado, sinto a mão dela no meu ombro e eu tento me manter focada e um pouco menos atordoada. Respiro fundo por uma ultima vez e ergo a minha cabeça. Foda-se, era o meu local de trabalho, pessoas precisavam de mim lá dentro e eu tinha que dar o meu melhor. Todos eles que fossem para o inferno com as suas suposições.
“Eu estou bem!” lhes dou um sorriso e sou a primeira a começar a caminhar, logo eles vem atrás de mim, um pouco desconfiados, certamente. Mas toda a minha confiança de segundos atrás, vai embora como fumaça no segundo em que eu coloco os meus pés dentro daquele hospital, todos, todos os pares de olhos estavam sobre mim, eu tento respirar normalmente e me manter focada e natural, mas é drasticamente impossível, quando a cada passo que eu dou, mais pessoas me encaram, mais eles fofocam e aquilo é o inferno.
“Bella, não ligue pra eles, tudo bem? Você é melhor que isso.” Alice sussurra no meu ouvido assim que as portas do elevador se abrem a as três enfermeiras que estavam lá dentro, rapidamente me encaram com um olhar de deboche. Respiro fundo, ergo a cabeça e entro na caixa de metal, tentando ficar o mais longe possível das três fofoqueiras, Emmett, Alice e Mike ficam do meu lado, como se fossem os meus guarda-costas, e eu me sentia segura assim, sentir que você não estava sozinha, e que tinha pessoas ali por você, tornavam as coisas muito mais fáceis. Mas eu ainda me sentia sufocada, a cada andar que aquele elevador chegava, era pior, parecia uma eternidade, e eu podia ouvir pequenos sussurros atrás de mim, e eu não precisava ser muito inteligente para saber que era de mim que elas falavam. Quando finalmente as malditas portas se abriram no meu andar eu pude finalmente respirar aliviada, mas a sensação de alivio foi embora rapidamente, quando eu me dei conta que eu estava chegando cada vez mais perto do meu inferno. E quando eu finalmente o vi, parado ali na bancada das enfermeiras como sempre, com seus braços cruzados enquanto ele encarava o chão fez o meu coração perder uma batida. Porque infelizmente essa ainda era a sensação que ele me causava, e eu queria me esmurrar por aquilo. Quando ele levantou a cabeça para nos encarar, e o seu olhar ficou preso no meu, senti que eu podia ficar sem respirar a qualquer porcaria de segundo, eu não conseguia negar pra ninguém, superar Edward Masen seria muito mais difícil do que eu pensei, as sensações que eu sentia, apenas de olhar pra ele, era sufocante, como se tivesse algo prendendo a minha respiração e o meu pobre coração, bem, ele já não sabia como era bater com coerência, eu mal sabia como eu estava conseguindo andar enquanto ele mantinha os seus olhos em mim daquele jeito, como ele costumava fazer, mas agora, sem a alegria habitual. Era impossível negar, eu amava aquele maldito homem.
“Bom dia!” ele sussurrou dando um pequeno sorriso torto quando nos aproximamos dele, eu apenas me limitei a abaixar a cabeça e olhar para um ponto no chão, eu não queria, encara-lo, realmente não, aquilo não era saudável. “Não estão atrasados. Isso é bom.” Aquela foi à coisa mais patética que ele conseguiu falar, era como se nem ele soubesse como agir, e aquilo era uma grande merda. Eu apenas revirei os meus olhos e dei as costas para caminhar em direção ao vestiário, eu realmente não queria ter um tipo de conversa mais prolongada com ele. “Bella?” Porra fodida. O meu nome saindo dos seus lábios fez o meu estomago gelar.
“Sim?” eu não me limitei a virar na sua direção, apenas girei a minha cabeça um pouco, olhando pra ele sobre o meu ombro. Ele parecia um pouco nervoso enquanto passava os dedos nos seus cabelos e mudava o peso do seu corpo para a outra perna.
“Você está melhor?” eu queria que ele fosse se foder por me perguntar isso, eu não precisava da maldita e falsa preocupação dele. Limitei-me a dar de ombro como se eu não me importasse muito. Eu queria que ele me ignorasse, seria muito mais fácil odiá-lo dessa maneira.
“Sim, eu estou ótima.” Aquilo soou mais falso do que eu gostaria que fosse. Então eu apenas volto a caminhar em passos rápidos em direção ao vestiário. Entro quase correndo lá dentro, porque eu queria fugir dele e das suas perguntas idiotas, mas assim que coloco os meus pés lá dentro, tenho a absoluta certeza que foi uma má ideia. Todas as pessoas que estavam lá dentro, conversando e rindo, pararam automaticamente assim que me veem ali dentro, e a cada pequeno passo que eu dou, eles me acompanham com os olhos, eu me sentia uma atração, era uma sensação de merda. Eu mal podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo comigo, eu nunca, jamais gostei de ser o centro das atrações, muito menos nesse tipo de situação. Eu queria correr pra algum lugar, algum lugar seguro. Então corri em direção a uma das cabines vazias, ficando ali dentro por mais tempo que o necessário, eu fiquei parada por um tempo naquele pequeno espaço, apenas parada, com a respiração irregular e mordendo o meu lábio, pesando em uma boa maneira de agir. Aquela era uma fodida situação. Mas eu não podia ficar por muito tempo ali, Edward Masen me mataria, e eu não queria ter motivos para algum tipo de conversa com ele. Então rapidamente começo a me vestir, bem, não tão rapidamente assim. Quando termino de amarrar os meus sapatos, respiro fundo algumas vezes, pego a minha mochila no chão e saio dali. Ainda tinha algumas pessoas ali dentro, e novamente, eles pararam o que estavam fazendo para me acompanhar com o olhar até o meu armário. Eu queria gritar com todos eles, queria esmurrar cada um daqueles idiotas, mas porra, aquilo faria a situação ficar pior.
“Parece que ela está gravida.”
“Ele com certeza vai manda-la abortar, já que a mulher dele de verdade está por aqui agora.”
“Ela foi uma vadia!”
“Talvez ela não soubesse que ele era casado.”
“É claro que sabia! Ela só queria que ele a favorecesse nas cirurgias, como a maioria das vadias fazem.” Então eu ouço um punhado de risadas, as minhas mãos tremiam e as lagrimas teimosas começaram a salpicar os meus olhos, eu não queria chorar na frente deles, não queria dar motivos para mais risadas, mas porra, aquilo era difícil. Minha respiração era irregular, e por mais que eu quisesse sair correndo dali, naquele segundo, aquilo parecia impossível, era como se as minhas pernas não tivessem controle.
“Acho bom vocês calarem a boca, e irem cuidar da fodida vidas de vocês.” Em algum lugar muito perto, ouço a voz extremamente alta e irada do Emmett. Ouço-o esmurrando alguma coisa, pelo barulho de metal, tinha sido algum dos armários, então todos os sussurros e risadas pararam imediatamente. Quando sinto que posso dar o fora dali, que as minhas pernas podiam finalmente me obedecer, saio correndo em direção à porta, eu não queria ver mais nenhum daqueles idiotas. Passo a palma das minhas mãos sobre os meus olhos, apenas para secar qualquer lagrima teimosa que tenha caído.
“Bella, o que aconteceu? Você está bem?” Edward estava na minha frente, pela expressão do seu rosto, ele parecia preocupado, as suas mãos foram parar nos meus ombros, me impedindo de sair correndo para longe dele. Eu queria poder socar o rosto dele nesse segundo, queria que ele fosse se foder bem longe de mim. Ele era o cara casado que tinha enganando as duas, então por que ele não era o assunto, por que tinha que ser eu? Oh, claro, porque ele é um maldito homem.
“Para de me perguntar isso. Só, para! Para de me perguntar se eu estou bem a cada segundo, quando é obvio que eu não estou.” Levanto a minha cabeça para encara-lo, e ele tinha o cenho franzido e a boca entreaberta como se ele estivesse prestes a falar alguma coisa. “Mas eu estou tentando ficar bem, então apenas mande esses idiotas pararem de falar de mim como se eu fosse a vadia suja e você o pobre garoto inocente que eu seduzi.” Balanço os meus ombros com um pouco de força e dou alguns passos para trás, apenas para que ele possa tirar as suas mãos de mim, aquilo me incomodava drasticamente. Edward me encarava um pouco apavorado, ele respirava descontroladamente e passava as mãos no cabelo, como se estivesse nervoso. Olho sutilmente para os lados e reviro os meus olhos ao notar que tínhamos uma pequena plateia. Ótimo, era tudo o que eu precisava no momento.
“Eu sinto muito Bella, sinto mesmo, eu não queria que você tivesse que passar por isso. Eu vou resolver isso, eu prometo!” ele fala baixo o suficiente, apenas para que eu ouvisse. Ele dá mais dois passos na minha direção e eu tenho que fechar os olhos quando sinto o seu perfume muito perto de mim, eu não queria que as coisas assim, não queria mesmo, tudo o que precisava nesse minuto era que ele me desse abraço, ou um beijo e dissesse que eu tinha escolhido a mim. Merda, eu era ridícula. Olho para os lados, e suspiro aliviada quando vejo os meus amigos perto de mim, me olhando um pouco preocupados, e bem, não era apenas eles que me encaravam o pequeno núcleo de pessoas que passavam por ali, estavam calados, apenas olhando na minha direção, olho rapidamente para Edward, e ele também encarava as pessoas ao redor. “Isso aqui é um hospital, não é uma feira ou um circo. A Dra. Cullen é a colega de vocês, então demonstrem um pouco de respeito e humanismo, pelo amor de Deus, vocês são médicos, é bom começar a agirem como um. Agora voltem ao trabalho!” não demorou muito a todos começarem a sair dali, então eu podia respirar um pouquinho mais aliviada. Emmett, Mike e Alice vêm para o meu lado e me dão um pequeno sorriso. Encaro Edward novamente, que me olhava, diretamente nos meus olhos. “Eu vou resolver isso Bella.” Balanço a cabeça positivamente e respiro profundamente. O dia no hospital tinha começado realmente de uma péssima maneira.
“Posso ficar na emergência hoje, Dr. Masen?” limito-me a perguntar, tentando soar o mais formal possível, e ele aparentemente notou, pela maneira que ele arqueou as sobrancelhas e prendeu a respiração, ele parecia um pouco confuso.
“Hum, sim, claro, Isabella e Alice vão para a emergência, Mike fica comigo e Emmett com a doutora...” então ele olhou pra mim novamente, não sabendo muito bem como, provavelmente dizer aquilo. “A Dra. Hale.” Ele se limitou a dizer o sobrenome de solteira dela, o que pra mim, no fundo, foi uma boa coisa. Ouvir Dra. Masen saindo dos lábios dele seria um pouco mais doloroso.
“Bella, vamos.” Alice me puxa pela mão, e então eu percebo que estava um pouco paralisada.
“Oh sim, vamos.” Olho para Edward por uma ultima vez antes de sair andando com Alice, e também me olhava, o a expressão vazia e aparentemente triste. A emergência pela manhã não tinha grande coisa, apenas algumas suturas, pessoas com má indigestão e alguns poucos ossos quebrados. Eu fiquei com a parte dos ossos quebrados com o Dr. Caius. O que foi uma boa coisa, ele agia naturalmente, como o profissional que ele era, e como eu esperava que os médicos agissem. Nós atendemos uma idosa e duas crianças, a primeira tinha quebrado a perna, já a segunda, uma garotinha de três anos, divertida e forte, tinha quebrado o braço direito, enquanto tentava subir em uma arvore com o irmão mais velho. Ela se chama Maya, e conversava como uma pequena adulta.
“Tia B. você pode desenhar um colação pra mim?” ela me mostrou o seu braço engessado e me deu um sorriso doce. Ela era extremamente linda. Caius me dá um sorriso enquanto terminava de escrever no seu receituário.
“Oh claro, donde você quer?” pego a minha caneta vermelha no bolso do meu jaleco e me inclino um pouco na sua direção, ela aponta com o seu pequeno dedo, em cima do gesso, perto da sua mão. Tento fazer o coração mais bonito possível, e quando termino ela tem um enorme sorriso bonito.
“Obligada tia B.” lhe sou um sorriso, provavelmente o meu sorriso mais verdadeiro de todo o dia. A sua mãe, que estava o seu lado, também sorri na minha direção. Ela tinha os olhos inchados de chorar. Provavelmente, ela tinha chorado muito mais do que a Maya.
“Certo, agora é só essa mocinha se comportar, tomar todos os medicamentos e em tono de duas semanas eu quero vê-la novamente. Comporte-se, tudo bem Maya?” Caius passou a sua mão sobre a cabeça dela que sorriu e assentiu positivamente.
“Certo tio.” Ela lhe deu o seu melhor sorriso que impossível não retribuir. Caius deu mais algumas recomendações à mãe da Maya antes ele pudesse libera-las. Vinte minutos depois, Maya estava indo embora e Caius foi ver alguns dos seus pós-operatórios e pediu para que eu o acompanhasse. Eu fiquei extremamente feliz de não ter esbarrado nenhum vez com a Peitos e nem com os internos e enfermeiras fofoqueiros. Nós passamos algum bom tempo com cada um deles.
“Isabella, vá comer alguma coisa, já passa da hora do almoço e eu sequer vi isso. Vá e volte em quarenta minutos, tudo bem?” eu sequer tinha notado que tinha passado tanto tempo, fome era a ultima coisa que eu sentia nesse momento, mas o meu estomago reclamava um pouco.
“Eu não estou com fome Dr. Caius.” Dei de ombros e ele parou de caminhar. Nós estávamos no corredor, enquanto ele lia alguma coisa em um dos prontuários, automaticamente ele parou o que estava fazendo e olhou pra mim.
“Você tem que se alimentar Isabella, então vá lá e volte em seguida. Tudo bem?” eu apenas me limito a acenar positivamente.
Quando cheguei ao refeitório, eu queria nunca ter vindo até aqui, estava relativamente cheio, e alguns deles voltaram as suas atenções pra mim. Eu estava prestes a sair correndo dali quando sinto alguém puxando o meu braço, quando me viro para ver quem era, dou de cara com Alice. “Nem pense em sair daqui sem comer alguma coisa, mocinha.” Ela me solta e coloca as mãos na cintura.
“Alice, olha isso aqui, tá lotado e todo mundo está olhando pra mim. Eu não vou ficar aqui!” ela revira os olhos e novamente pega a minha mão, me arrastando até a fila. “Merda, Alice.”
“Este é o seu local de trabalho Bella, você não fez nada errado, então pare de fugir.” Solto uma bufada de ar e reviro os meus olhos. A fila nunca pareceu tão longa, quando chegou a minha vez, peguei uma bandeja, e coloquei apenas uma maça, um sanduiche e um suco, sabendo que eu não comeria nem metade daquilo. Alice estava logo atrás de mim com a sua bandeja de comida, enquanto nós procurávamos alguma mesa vazia, mas estava realmente impossível. Então quando finalmente avistamos uma, o pager da Alice toca, ela faz uma careta e solta uma bufada de ar. “Sinto muito Bella.” Ela dá de ombro colocando a bandeja de qualquer jeito em alguma mesa, pega apenas o seu sanduiche e sai correndo. Ótimo. Todos ainda olhavam para mim, ali, parada. Eu não ficaria ali sendo observada por cada um daqueles idiotas. Solto um longo suspiro e saiu caminhando em direção aos quartos de descaço. O que no meio do caminho, me pareceu um mal negocio, era relativamente longe. Merda.
Eu andava com a cabeça baixa, apenas olhando para os meus pés enquanto eles caminhavam rapidamente pelo corredor, a bandeja pesava uma tonelada nas minhas mãos enquanto eu apertava as bordas com tanta foça, que os dedos estavam brancos. Os olhares e os cochichos aparentemente só pioravam, aquelas pessoas realmente não tinham nada melhor pra fazer, como talvez, só de talvez, ir salvar alguém. E era só o primeiro dia, apenas o início do meu inferno, eu queria ser a garota forte que eu tanto pensei que fosse, mas isso, isso era de mais pra mim. Merda, eu queria sair dali, fugir ou qualquer merda assim. Eu queria chorar, gritar ou bater em alguém. Aquela merda era difícil. Eu apenas não sabia se o pior eram os olhares, os cochichos, ou as risadas maliciosas. Pela primeira vez, desde que eu me formei em medicina, eu queria dar o fora daquele hospital. Quando fico em frente à porta do dormitório, tento equilibrar a bandeja apenas com uma mão, enquanto eu giro a maçaneta. Posso respirar finalmente aliviada quando entro dentro do quarto vazio e silencioso. Fecho os meus olhos e mantenho uma respiração longa e profunda. Minhas pernas ainda estavam um pouco moles e minhas mãos soavam. Eu parecia tão descontrolada agora.
Coloco a bandeja sobre a mesa de metal e dou alguns passou para trás ao olhar aquela mesa, a mesma mesa, lembrando quando eu estava sendo fodida sobre ela. Ótimo, era uma boa coisa para recordar agora. Eu era tão patética. Olho para a comida sobre a bandeja e faço uma careta, o meu estômago se revirava nesse momento, e tudo que eu queria fazer era vomitar. Apenas pego a maçã bonita e vermelha e dou uma mordida enquanto caminho em direção em uma das beliches, podendo finalmente me sentar e me sentir calma, sem ninguém ao redor. Eu precisava fazer alguma coisa sobre isso, eu apenas não sabia realmente o que, falar com Edward realmente não resolveria o meu problema, apenas me traria mais, e bem, eu já tinha feito isso mais cedo, eu não via uma maneira dele conseguir contornar toda aquela situação. Eu só tinha que aguentar por um tempo, logo alguém iria fazer alguma coisa pior e eu seria esquecida, era apenas uma questão cronológica. Era isso, eu apenas tinha que aguentar, e tentar não me importar, ou isso realmente influenciaria de uma péssima maneira no meu desempenho aqui dentro, e isso não era o que eu precisava, Edward já tinha uma carreira construída e sólida, a Dra. Peitos, aparentemente, era a vadia da rainha da pediatria, e eu era a única que tinha alguma coisa a perder. Antes que desse outra mordida na maçã, sinto o meu celular vibrar no bolso do meu jaleco. Com uma mão rapidamente tiro o celular de dentro do bolso e dou um pequeno sorriso ao ver uma chamada de vídeo do Carlisle. Noah. Quando aceito a chamada, faço uma careta ao ver o rosto do Carlisle do outro lado do celular, eu realmente esperava ver a figura infantil dele. “Bella, olá, eu estou atrapalhando?” Ele franze o cenho como se realmente estivesse preocupado, mas ele mantinha um pequeno sorriso no rosto. Estreito os meus olhos e coloco as minhas costas na cabeceira da cama.
“Hum, não, eu estou no hospital, mas é o meu horário de descanso. O Noah está bem?” Eu estava realmente preocupada, porque deveria ser ele ali falando comigo, e não o Carlisle. Ele da uma risada, a risada que ele costumava dar quando estava feliz, então aparentemente Noah deveria estar bem.
“Oh não, ele está bem sim, ele foi tomar banho, mas logo vem falar com você.” Mordo o meu lábio para não soltar qualquer coisa grosseira que faça com que tenhamos uma brigada por chamada de vídeo, mas eu gostaria de saber o que diabos ele queria comigo. Balanço a cabeça e continuo com o meu lábio entre os dentes. “Você está bem Bella? Parece triste.” Eu podia ver uma pequena ruga de preocupação na sua testa. Certo, o motivo da minha tristeza, com certeza não seria compartilhado com ele.
“Não é nada, eu só estou casada, é só isso.” Ele balança a cabeça positivamente pra mim, parecendo um pouco desconfiado ainda, mas me dá um sorriso torto.
“Eu liguei pra saber se você já tinha recebido a minha surpresa, mas pelo jeito, ainda não.” Estreito os olhos pra ele e tento ler as suas expressões atrás da tela do celular, que porra Carlisle podia ter pra mim? A única boa surpresa seria se ele trouxesse o meu garoto pra casa, mas obviamente não era isso, atrás dele, eu podia ver um dos quadros que ele mantinha na parede do nosso antigo quarto, então eles ainda estavam em Forks.
“Surpresa, que surpresa?” Ele da uma gargalhada alta e bem, um pouco contagiante, eu não tinha visto Carlisle feliz assim, há muito tempo, isso era realmente novo pra mim.
“Se eu contar, deixa de ser surpresa, não é bonita?” Solto uma bufada e resmungo um pouco, ele apenas sorri, porque merda, ele sabia que eu era uma maldita curiosa.
“Não é bom deixar uma garota curiosa, Carlisle, especialmente eu.” Ele passa as mãos nos seus cabelos perfeitamente penteados para trás e novamente sorri.
“Bem, eu sei, por isso é divertido. Mas eu posso apostar que assim que você receber, vai me ligar para agradecer. Eu se eu fiz isso, foi apenas para que você saiba que quando eu digo eu amo você, isso é totalmente verdadeiro, e que eu vou fazer com que a segunda chance valha a pena.” Tudo o que sentia nesse minuto era que eram as palavras certas, mas vindas do homem errado. E aquilo era tão fodido. Inferno.
“Carlisle...”
“Tudo bem Bella, você não precisa falar nada agora. Eu só...”
“É a mamãe? É a mamãe, Papai? Deixa eu falar com ela, anda, anda, eu quero mostrar!” Então o meu coração se encheu de alegria de novo quando a voz infantil do meu garoto cantou nos meus ouvidos. Involuntariamente abri um enorme sorriso. Carlisle olhava para trás da câmera, onde provavelmente o Noah estava. Eu sentia tanta falta do meu moleque.
“Certo, certo. Hey Bella, tem um garoto imperativo aqui querendo te mostrar uma coisa. Não desmaie okay? Eu fiz tudo certo, a coisa toda, da fada, da grana e todas essas coisas.” Ele falou as últimas palavras em um sussurro e antes que eu pudesse perguntar do que diabos ele estava falando o celular é rapidamente e brutalmente arrancado das mãos dele e o rostinho bonito do meu garoto iluminou a tela, ele colocou a tela do celular muito perto do seu rosto, fazendo com que ele ficasse enorme pra mim me fazendo rir sozinha.
“Oi meu amor, que saudade de você.” Senti os meus olhos salpicarem em algumas lágrimas que rapidamente tentei segura-las.
“Mamãe, mamãe, olha só.” Ele ignorou qualquer coisa que eu tinha dito e abriu um enorme sorriso, me mostrando todos os seus perfeitos dentes, bem, todos não, eu logo senti falta de um dos seus dentes, e a janelinha que ele ostentava na frente era totalmente visível. Então eu novamente quis chorar, porque eu queria estar com ele naquele momento. Mas eu totalmente iria ignorar isso.
“Uau Noah, eu não posso acreditar, você está de janelinha, como isso aconteceu?” Ele novamente abre o seu sorriso, muito maior do que o de costume e aproxima a câmera do celular nos seus dentes, deixando apenas eles para que eu pudesse ver, me fazendo gargalhar.
“Legal né? Papai me levou pra comer Mc lanche feliz ontem, aí eu mordi o sanduíche e o meu dente ficou, foi uma nojeira mamãe, o meu sanduíche ficou cheio de sangue com o meu dente preso, depois eu quase vomitei em cima da comida e o papai quase vomitou em cima de mim. Deixei o dente de baixo do travesseiro ontem, e hoje de manhã a fada do dente me deixou cem dólares, irado né?” Eu me peguei gargalhando com a sua pequena história, ele contava tudo tão rápido que era quase difícil acompanhar, na tela, tudo que eu consegui ver ainda era os seus dentes, ou a falta de um.
“Uau filho, a fada do dente de Forks é mesmo generosa, na maioria das vezes, elas costumam deixar apenas um dólar.” Falo alto o suficiente para que Carlisle ouvisse, e ele ouviu, pela risada alta que ele deu de algum lugar.
“O papai disse que é porque eu fui um bom garoto.” Me pus a concordar rapidamente com ele ainda sorriso. Eu realmente gostaria de ter participado desse momento, o primeiro dente, mas haviam muitos mais a serem arrancados e eu estaria presente em cada um deles.
“Você com certeza foi!” Ele balançou a cabeça positivamente totalmente convencido. “Então, você e o papai andam fazendo muita coisa juntos?”
“Sim, o papai ia me ensinar a andar de bicicleta, mas eu já disse pra ele que o Edward me ensinou.” Ele da de ombros, e a vaga menção desse nome pra mim, faz o meu coração acelerar.
“Tenho certeza que á um monte de outras coisas que o seu pai pode ensinar pra você.” Noah revira os olhos e bufa longamente me fazendo sorrir.
“Ele tá me ensinando a jogar xadrez, mas é tããão chato.” Ele faz uma careta e solta uma bufada de ar.
“Mas tenho certeza que quando você aprender vai adorar, e vai ser bom também, assim você pode me ensinar.” Ele ergue as sobrancelhas.
“Você não sabe?” Ele parecia um pouquinho indignado.
“Eu nunca entendi.” Ele entreabriu a boca e continuo com as sobrancelhas erguidas, mas logo abriu um bonito sorriso.
“Certo, eu vou poder ajudar você a entender mãe.” Dou o meu maior sorriso e sinto o meu peito inflar de amor naquele minuto.
“Eu vou adorar.”
“Noah, o Eliot está aqui.” Ouço uma voz feminina gritar de algum lugar, era muito provavelmente a empregada. Eliot era um dos amigos do Noah da reserva.
“Mamãe, eu tenho que ir, amo você, da um beijo no McQueen pra mim.” Merda, ele tinha que ir, aquilo fez que querer chorar, Noah era a única coisa boa que eu tinha, e falar com ele era como estar me afogando e finalmente poder respirar.
“Tudo bem, eu também amo você, e o McQueen também!” Então antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, a chamada de vídeo é encerrada. Fico olhando para a tela do celular um pouco, dou um longo suspiro e um pequeno sorriso, apenas por ter falado com ele, mesmo que por poucos minutos, aquilo pra mim era como um remédio.
Eu ainda tinha bons minutos antes de ter que voltar para o trabalho, o que era uma boa coisa, eu realmente não queria voltar agora, com certeza não. Eu poderia dormir um pouco, mas sono, era a última coisa que eu sentia nesse segundo, era horrível a sensação de não saber o que fazer, ou de como agir, no meu local de trabalho. Era uma fodida de uma situação. Olho para a maçã que tinha apenas uma mordida, e me dou por vencida quando resolvo comê-la, a última coisa que eu queria no momento era ser internada novamente, a minha saúde era a única coisa digna que eu tinha no momento. O meu celular toca, anunciando uma nova mensagem e eu rapidamente o pego e abro um sorriso quando vejo uma imagem sendo mandada por Carlisle. Abro a imagem e a fotografia do meu filho desdentado brilha na tela me fazendo abrir o maior sorriso. Provavelmente ele mesmo tinha tirado, pela maneira como a foto estava um pouco borrada, ele ainda tinha o rosto muito perto da câmera, destacando os seus dentes. Eu apenas sorria como uma mãe idiota, e quanto eu percebi, os meus olhos salpicavam algumas lágrimas, mas porra, era tanta coisa junta, eu sentia saudades do Noah, sentia uma fodida falta do maldito Edward na minha vida, fazendo parte dela, e eu não fazia ideia de como ele tinha todo esse poder sobre mim, aquilo parecia um pouco absurdo. Quando eu estava me preparando para me deitar, o meu pager bipa me fazendo franzir o cenho ao encara-lo, era uma chama da Jessica, realmente não havia muita coisa que ela poderia querer comigo. Solto um longo suspiro e me lento dali. A recepção onde ela estava não é o muito longe o que eu agradeço mentalmente. Faço todo o caminho até lá tento não olhar pra ninguém, apenas mantendo os meus olhos para frente.
“Me bipou Jessica?” ela não me encara, eu apenas solto um suspiro quando ela faz uma bola de chiclete, estourando em seguida, era como se eu não estivesse ali.
“Cullen, tem alguém te esperando na recepção principal.” Jessica falou sem muito interesse enquanto digitava freneticamente no seu computador. Franzino cenho e tento pensar em quem diabos poderia ser. Todos os amigos que eu tinha em Seattle trabalhavam comigo, e obviamente não seria ninguém de Forks.
“Não disseram quem poderia ser?” Ela então finalmente tira os seus olhos da tela do computador, apenas para revira-los na minha direção. Jessica já não era a pessoa mais educada do mundo, mas hoje ela parecia estar realmente pior.
“Eu não sou a sua secretária.” Então foi a minha vez de revirar os olhos pra ela. Solto uma bufada de ar antes de sair dali. Certo, Alice tinha razão, Jessica era uma vadia total. Pego o meu celular, apenas para conferir se não tinha nenhuma ligação ou mensagem da suposta pessoa que me esperava na recepção, mas não tinha nada. Apenas dei e ombros enquanto caminhava em direção ao elevador. Apertei o botão do elevador mais vezes do que o necessário, porque eu estava realmente curiosa. Me processem. Mas quando as portas do elevador se abrem, toda a euforia e curiosidade que eu sentia foram embora como um sopro no momento em que a pessoa que estava ali dentro levantou a cabeça. A porcaria da Peitos estava ali dentro, em toda a sua glória, com seus cabelos loiros bonitos e caídos nos ombros, e suas sobrancelhas perfeitas erguidas na minha direção, ela parecia tão surpresa quando eu. Porra fodida. Meu coração parecia que ia sair pra fora a qualquer minuto e aquilo era um inferno. Eu queria sair correndo, mas ao mesmo segundo eu não queria fugir como uma garotinha medrosa e frágil. Ela mantinha o seu rosto sério enquanto me encarava dos pés à cabeça descaradamente. Respirei fundo uma vez antes de entrar, quando eu ergui a minha mão para apertão o botão do meu andar, notei que ela tremia vergonhosamente. Peitos caminhou para o meu lado, e eu não pude deixar de olhar para o enorme decote do seu vestido, os seus peitos enormes estavam quase pulando pra fora. Merda, eram mesmo bons peitos. Ela usava um vestido preto, colado e muito decotado, mas ao menos ela estava com o jaleco por cima. Ela era mesmo a vadia de uma loira muito bonita. Desvio os meus olhos de cima dos seus peitos rapidamente voltando a encarar o chão, mas eu podia sentir perfeitamente os seus olhos sobre mim novamente. Ela muito provavelmente estava se perguntando o que diabos o Dr. Bonitão tinha visto em mim, e agora, vendo ela de perto, eu me fazia a mesma pergunta. Era estranho estar com ela agora, aqui, a mulher por quem o homem que eu amava era casado, e ainda nutria sentimentos. Será que Edward e ela estavam juntos? A diferença entre nós duas era gritante. Merda, eu devia parar de pensar nisso. Não era nenhum pouco saudável. Por todo o longo caminho que o elevador fazia eu pedia mentalmente que ela não falasse nada. Nada em relação ao Edward ou a qualquer merda. Eu sentia todo o meu corpo queimar com a avaliação nada discreta que ela me dava. Quando finalmente as portas de metal se abriram saí quase correndo dali. E o meu total desespero veio quando eu vi pela minha visão periférica, Rosalie vindo logo atrás de mim. Ótimo. Ela usava saltos de matar, pude notar no momento em que ela passou do meu lado, e era como se ela flutuasse enquanto andava. Merda.
“Isabella, olá.” Eu estava perto da recepção, com a Peitos ao meu lado, e eu estava nervosa de mais quando ouço o meu nome sendo chamado por uma vez masculina. Viro-me automaticamente em direção à recepção e vejo Paul em pé ali. Ele tinha o seu sorriso charmoso habitual. Como sempre, ele estava com um terno perfeitamente feito para o seu corpo e eu arfei quando notei que era ele a pessoa que estava me esperando.
“Olá Paul, como vai?” Caminho na sua direção e ele estende a sua mão para mim. Aperto a minha mão na dele em um comprimento, e como de costume, ele beija a minha mão como o cavalheiro que ele era.
“Eu estou muito bem, e você?” ele me dá o seu mais bonito sorriso que eu tento retribuir.
“Hum, eu vou bem, eu não esperava você aqui, aconteceu alguma coisa?” Eu pergunto um pouco atrapalhada, porque Peitos para do meu lado na recepção, ela estava mesmo me seguindo? Nós estávamos realmente muito próximas e eu podia ouvir ela pedir algum relatório para a moça da recepção.
“Você está mesmo bem? Parece que viu um fantasma.” Era um pouco engraçado a sua pergunta, porque eu realmente sentia que tinha visto o pior fantasma. Dou uma pequena risada com a minha piada interior.
“Hum, não, eu estou bem, só um pouco surpresa com a sua visita.” Paul dá uma risada contente que é contagiante, então ele coloca uma mão no bolso da sua calça e dá de ombros.
“Eu queria fazer uma surpresa.” Ele sorri, enquanto coloca a sua pasta de couro sobre o balcão. “Eu queria ter marcado um café, ou uma reunião mais apropriada, mas eu vim de Forks imediatamente pra cá.” Então meu coração novamente volta a acelerar, mordo o meu lábio inferior, lembro da surpresa que Carlisle disse que tinha pra mim. Paul parecia feliz de mais, então eu comecei a ficar realmente ansiosa. Paul pega alguns papéis dentro da sua pasta e eu começou a bater um pé no chão, porque merda, eu estava ansiosa. “Eu pensei que seria mais difícil, e que eu voltaria com uma resposta negativa, mas foi mais fácil do que eu imaginei. Então...” Paul me entrou um dos papéis com um sorriso enorme me fazendo tremer um pouco, eu realmente não creditava que seria o que eu estava pensando.
“Isso é...?!” vejo a assinatura torta do Carlisle no fim daquele documento e eu posso sentir a minha respiração falhar. Eu não acreditava no que os meus olhos estavam lendo. Meu coração bateu um pouco acelerado mais e aos pouco um sorriso foi surgindo no meu rosto.
“Sim, isso é o divórcio. Ele não se opôs em assiná-lo.” Eu apenas não acreditava no que os meus olhos estavam lendo, porra, eu finalmente podia sentir uma pontada de felicidade. Eu seria finalmente Isabella Swan. Porra!
“Oh meu Deus, oh meus Paul. Obrigada! Jesus.” Então com toda a felicidade e empolgação que eu sentia nesse segundo me jogo nos braços do meu advogado, o meu sorriso era enorme e eu sequer acreditava que aquilo tinha mesmo dado certo. Ouvi a risada do Paul, quando ele rodeou os seus braços ao meu redor, merda a minha felicidade era contagiante.
“Eu sabia que você iria ficar feliz, não fiz nada mais que o meu trabalho Bella, mas essa sua felicidade faz tudo melhor.” Ele sussurra ainda rindo e eu o abraço ainda mais forte. Ele era grande e músculos, o que me fez me sentir em um bom abraço.
“Conseguiu a autorização Rosalie? Porque....” ouço a voz que fazia o meu coração acelerar muito perto de mim, me fazendo sair dos braços do Paul um pouco, mas ele não pareceu notar, porque ainda sorria e mantinha seus braços ao meu redor. “Tudo bem por aqui?” Viro na sua direção e ele estava muito perto, bem ao lado da Peitos, ela mantinha os seus olhares reservados entre mim e Paul, já Edward me encarava, ele tinha um prontuário cheio de papéis nos braços e a mandíbula travada.
“Hum sim, eu só estava o agradecendo.” Eu não devia me explicar, mas foi como no automático. Viro novamente em direção ao Paul e lhe dou um outro sorriso. “Novamente muito obrigada Paul, eu nem acredito que sou legalmente uma Swan de novo.” Eu apenas sorria enquanto o encarava.
“Não por isso Bella, agora só vou entregar os papéis para um juiz e tudo finalmente será resolvido, nada que dure mais que uma semana.” Abracei Paul, mais uma vez, apenas porque eu estava feliz e queria ter com quem dividir isto.
“Se você já acabou aí Isabella, a emergência está cheia, então acabe logo com suas demonstrações de afeto e vá trabalhar!” a voz dele é dura e rouca, viro-me na sua direção e Edward parecia querer socar alguma coisa. Seus punhos estavam serrados, assim como a sua mandíbula. Mas ele não deixou que eu ou qualquer pessoa falasse alguma coisa, ele apenas deixou o prontuário e os documentos em cima do balcão e saiu de lá a passos rápidos e duros, como sempre, me deixando confusa.
“Edward...” a Dra. Peitos o chamou, ela parecia muito mais confusa que eu, e aparentemente decepcionada.
“Você queria os documentos, aí estão. Agora vê se me deixa em paz.” Edward não para de caminhar quando grita as suas palavras, ele sequer tinha virando na sua direção. Ele estava com ciúmes? Bem, se estivesse, não faria diferença alguma.
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