Entre Médicos
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Seattle, Washington.
Edward Masen.
“Ótima resposta!”
Ela sussurra antes de sair caminhando pra longe de mim. Porra, ela tinha entendido errado, completamente errado. A única grande certeza que eu tinha nesse mesmo segundo, era que eu não deixaria Bella escapar das minhas mãos tão facilmente, porque Deus, ela e Noah foram à única coisa boa que aconteceu comigo em anos, e isso era grande mais para que eu pudesse simplesmente ignorar. Eu não sabia o que fazer com toda a situação, eu não sabia como concertar as coisas entre nós, ou o que eu faria com Jasper que realmente tinha decidido voltar para me atormentar, ou como explicar a Rosalie que eu não precisava mais de qualquer explicação se é que existia alguma. Eu não sabia o que fazer com relação aos Hale, porque eles conseguiam me atormentar de uma maneira inexplicavelmente enorme. Eles me faziam relembrar do Riley, me faziam lembrar de coisas imensamente ruins. Eu só queria que os dois me deixassem em paz de uma vez. Mas ela tinha entendido tudo completamente errado. Quando eu disse que não queria perde-la, realmente eu não estava mentindo em nenhum segundo sequer, e eu não a queria como um prêmio de consolação ou algo assim, eu a queria porque o meu sentimento por ela, era grande de mais. Vê-la chorar e saber que era por minha culpa, doía como o inferno, Isabella era a mulher mais especial e doce do mundo pra mim, ela não merecia sofrer, ela merecia o mundo e nada menos que isso. Antes que ela pudesse desaparecer das minhas vistas ou eu pudesse perdê-la pra sempre, levanto do banco e saiu correndo na sua direção, ela caminhava devagar com a cabeça abaixada, ela não estava muito longe. “Bella.” Consigo falar um pouco alto para que ela pudesse me ouvir quando eu estava quase me aproximando dela. Meu coração batia acelerado e eu sabia que não era pela pequena corrida que eu tinha feito, era assim que ele ficava toda vez que ela olhava pra mim e dessa vez não foi diferente, mas agora, eu queria me socar por ver o seus olhos derramando algumas lagrimas e a ponta do seu pequeno e empinado nariz vermelho. Ela para de caminhar e eu finalmente fico perto o suficiente dela, parando na sua frente um pouco ofegante. Ela estreita seus olhos pra mim um pouco confusa e eu queria beija-la nesse momento, mas isso não seria aprovado por ela, certamente.
“Edward, olha, eu estou cansada, realmente, realmente cansada.” Ela suspira passando uma das mãos nos seus cabelos. Por mais que eu ainda estivesse confuso, e por mais que relembrar de tudo aquilo que eu passei ainda doesse de mais, olhando pra ela agora, bem nos olhos dela, era como se a dor fosse amenizada e tudo que eu precisava era simplesmente e perfeitamente ela. Pego as suas mãos entre as minhas, não me importando quando ela tenta força-las para trás e pra longe de mim.
“Bella, você não entendeu, eu nunca estive confuso em relação a você, nunca estive, eu não menti quando disse que não queria perde-la ou quando disse que você me salvou. Eu jamais ficaria confuso em relação a você. Jamais.” Sussurro apertando as suas mãos entre as minhas, com um enorme medo que ela pudesse sair correndo para longe de mim. Isabella me olhava um pouco confusa e assustada.
“Eu perguntei Edward, e você simplesmente disse que não sabia o que fazer com a sua... A sua maldita esposa.” Ela parecia brava, mas ao mesmo segundo, parecia receosa. Bella tenta puxar as suas mãos, mas eu não deixo que ela se afaste de mim.
“Você não entende Bella, eu fiquei por tempo de mais esperando por isso, mas agora eu não quero nenhum deles na minha vida de novo. Eu estou assustado e confuso, eu não sei o que fazer em relação a eles, eu não sei como agir ou o que falar, você tem que me entender, por favor, eu preciso de você. Eles não significam nada pra mim.” Suspiro tentando controlar as batidas rápidas que o meu coração fazia na minha caixa torácica, ela olha pra mim, como nós sempre costumávamos fazer, como se pudéssemos ver a nossa alma por um simples olhar, como se ela me conhecesse muito mais que a mim mesmo, e isso, isso era simplesmente incrível. Por quase duas décadas eu realmente pensei que Rosalie fosse à mulher da minha vida, que ela fosse à outra metade de mim, e agora, olhando pra Isabella desse jeito, talvez eu estive errado o tempo todo. Bella desvia os olhos dos meus e balança a cabeça negativamente olhando para o chão como se conversasse consigo mesma, e aquilo não me pareceu bom quando ela puxou as suas mãos das minhas de uma forma gentil. E quando ela olhou pra mim de novo e senti uma pequena fisgada no meu musculo cardíaco, eu sabia que ela não estava totalmente acreditando nas minhas palavras. Ela parecia magoada de mais, feriada e muito, muito decepcionada. Puxo os meus cabelos tentando fazer com que assim eu pudesse controlar a mim mesmo.
“Você fala, fala, fala e nada que você diz, chega realmente aos meus ouvidos Edward, realmente eu não sei se é por eu não confio em você, ou porque nem você mesmo sabe se está falando a verdade.” Ela sussurra dando um sorriso completamente sem humor, e eu arfo, sinceramente eu não sabia o que diabos fazer para que ela pudesse acreditar em mim. Eu tinha verdadeiramente errado com ela em não ter lhe contado sobre Rosalie, mas pra mim, nunca tinha um momento oportuno, mas no fundo eu sabia que não era pelo momento, era porque falar sobre tudo isso, falar sobre Rosalie doía um pouco, ainda tinha uma pequena ferida que não tinha sido cicatrizada, talvez pelo abandono. Mas ela tinha que acreditar em mim, eu não podia deixar a garota que juntou os pedaços do meu coração, simplesmente ir embora da minha vida por a minha pura estupidez. “Você diz que ela não é mais importante, mas você não me disse o que ela estava no seu apartamento. Ela está morando lá por acaso?” Ela fala meio irritada antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa. Nego rapidamente para que ela não continuasse pensando essa estupidez. Solto uma bufada de ar lembrando-me da noite em que Rosalie apareceu no meu apartamento, talvez se eu não tivesse sido tão fraco ou estupido, nada disso estaria acontecendo.
“Naquela noite eu ia falar com você Bella, juro por Deus que ia. Eu não sabia que ela tinha voltando com o primo. Jasper vem... Me atormentando a um tempo, desde o dia do hospital. Então naquela noite o interfone toca e o porteiro me diz que Jasper Hale queria me ver. A minha vontade era de descer lá em baixo e quebrar a cara dele, mas como ele vinha constantemente me mandando mensagens falando que queria apenas conversar, eu liberei a sua entrada, porque talvez assim, talvez depois de um boa conversa, eu pudesse me sentir mais livre e entender mais o que estava acontecendo, e dessa maneira, ele voltasse pro inferno de onde ele tinha vindo. Aquela mensagem que eu te mandei, a ultima, dizendo que não poderíamos nos ver, não foi porque ela estava lá, foi porque eu pensei que Jasper queria falar comigo, e assim, com as coisas mais esclarecidas eu poderia falar com você mais abertamente no dia seguinte. Mas então a campainha toca e quando eu abro a porta, não é Jasper que está do outro lado da porta, é Rosalie. Eu... Eu me senti um pouco assustado, porque por um longo tempo eu tinha esperando por aquilo, mas agora tudo o que eu mais queria era que ela fosse pro inferno. Juro que não ouve nada de mais, ela queria conversar e eu queria que ela fosse embora, então ela começou a insistir e depois disse que queria apenas um copo de água, foi apenas o tempo de você aparecer. Eu sequer conversei com ela Bella.” Ela me olhou por alguns segundo, provavelmente tentando procurar a verdade nas minhas palavras, eu me sentia desesperado de mais por não conseguir fazer com que ela acreditasse em mim, com que ela não me deixasse. Bella dá um outro pequeno sorriso sarcástico e desvia os seus olhos dos meus olhando ao redor do parque.
“Eu acredito em você Edward, mas isso é de mais pra mim, em um dia você é o meu namorado quase perfeito e no outro você me aparece casado, isso é consideravelmente um pouco absurdo. Eu não sinto mais segurança com você, é tudo meio relativo agora, sequer você se esclareceu com a sua esposa ou sei lá o que, você fala e fala e nada que você diz em relação aos seus sentimentos por ela me parecem verdade. Eu não sai de um relacionamento conturbado, cheio de mentiras e traições para entrar em outro. Eu estou completamente apaixonada por você Edward, mas eu preciso de segurança, Noah e eu precisamos. E você não nos dá isso, tudo que eu vejo é insegurança, como se você estive a qualquer segundo prestes a chutar o mundo e correr para a outra, eu olho pra você e tudo que vejo é um cara que precisa de ajuda e quando você fala sobre a tal Rosalie, parece que alguma coisa acende em você, isso é realmente, realmente de mais pra mim.” Eu via os seus incríveis olhos cor de chocolate ficarem molhados e uma pontada foi diretamente no meu coração, eu não era de sentir muito isso, coisas de sentimentos, mas apenas de imaginar a hipótese de não ter mais ela ou Noah na minha vida me fazia ficar apavorado. Eu queria que ela entendesse que só existia ela e mais ninguém. E porra, ela era apaixonada por mim. Aquilo era muito mais do que incrível, por um longo tempo eu nunca imaginei que alguém pudesse gostar de mim de novo, e lá estava ela, a mais linda das garotas. Malditos Hale, maldita hora que eles tinham decidido voltar. Dei passo à frente, porque o medo de Isabella me deixar e sair correndo era enorme, então ela dá outro passo pra trás. Eu era realmente um maldito idiota. Sinto os meus olhos arderem e eu me assusto um pouco com a ideia de chorar na frente dela, por ela. Se eu não tivesse sido um maldito chorão, e tivesse contado tudo a ela inicio, nós não estaríamos aqui agora.
“Bella, você está enganada de novo, eu não quero qualquer relação com ela, sequer eu quero falar ou olhar pra ela. Eu gosto de você, gosto muito. Você foi à única razão de eu querer me tornar um cara bom de novo.” Tento não soar o mais ridículo possível, mas aquilo parecia impossível, tudo que eu queria era que de alguma maneira ela me perdoasse e me deixasse na vida dela. Isabella dá dois passos para longe de mim e seca algumas lagrimas que descem do rosto dela. Merda.
“Isso não é o suficiente.” Ela sussurra me olhando por uma ultima vez antes de ir novamente para longe de mim. Fico parado ali, no meio daquela praça, na mesma posição tentando pensar com coerência, porque ver Isabella partir pra longe de mim, parecia impossível de mais. Olho pra onde ela vai e solto uma longa bufada de ar que sequer eu sabia que estava segurando. Eu devia correr até ela me ajoelhar nos seus pés implorando perdão, mas ela tinha terrivelmente razão, ela e Noah precisavam de mais, precisavam de algo que talvez, eu não pudesse dar a eles agora. Mas eu não iria desistir, eu não podia desistir da única coisa boa que me aconteceu, a única chance de ser feliz. Eu não sabia o que fazer agora, absolutamente não sabia. Olho novamente para onde Isabella tinha ido e vejo ela entrando em um taxi, eu tinha que parar de ser egoísta e eu tinha que parar de ser um doente. Eu sentia todas as sensações juntas de novo, sentia o meu coração acelerar rápido de mais, sentia um mal estar e um enorme vazio. Era tudo de mais pra mim. Todos os anos de terapia tinham sido inúteis. Passo as mãos nos cabelos em um ato quase desesperado, e realmente, eu estava um pouco. Olho novamente em direção ao taxi, e vejo ele quase desaparecendo as minhas vistas com Isabella dentro. Chuto a grama com um pouco de força e solto um grunhido alto, eu precisava de alguma coisa pra socar ou iria enlouquecer. Bem, agora realmente eu absolutamente não sabia o que diabos fazer.
Eu precisava pensar, precisava colocar a cabeça no lugar e raciocinar coerentemente novamente, coisa que Rosalie e Jasper não estavam deixando. Eu realmente, realmente não tinha me dado a real conta que ela estava mesmo, mesmo de volta. Quando ela apareceu na porta, tudo que eu quis foi ignorar as batidas do meu coração e apenas ouvir o ódio que eu sentia naquele momento, porque eu queria sentir apenas ódio, o mais puro e profundo ódio por ela, por eles. E quando Bella apareceu na minha porta, tudo que me importava naquele momento era ela, eu não queria que Isabella em odiasse. Eu tinha passado resto da noite procurando por ela e tentando fazer com que ela me escutasse, seque eu lembrava que Rosalie existia naquele momento. Mas agora eu tinha que pensar, pensar em uma maneira de mantê-los longe de mim, longe da Bella e do Noah. Puxo os meus cabelos mais um pouco tentando pensar no que eu faria agora. Olho ao redor do parque, o dia parecia bonito, com pessoas caminhando, cães passeando e o sol iluminando um pouco o lugar, mas com um vento frio e cômodo. Eu via famílias por ali, com suas crianças e dou um pequeno sorriso triste ao lembrar do Noah, apenas com hipótese de não vê-lo mais me deixava um pouco apavorado. Eu realmente tinha que tomar alguma atitude. Olho novamente em direção a onde Bella tinha ido e solto um longo suspiro ao ver apenas o vazio. Então começo a caminhar para o lado o oposto, eu precisava ir pra casa, tomar um banho e verdadeiramente pensar. Foi uma manhã nada boa pra mim, relembrar daquilo me fazia ficar angustiado, fazia as lembranças do Riley muito mais presentes. Caminho em direção ao meu prédio, um pouco devagar, olhando para o chão e tentando não entrar em pânico nem pensar na ideia de ter realmente perdido Isabella. Eu precisava me acalmar e ir atrás dela de novo e de novo, até que ela me aceitasse de volta. O caminho até o prédio é rápido, eu não olho muito ao redor, não querendo ver ninguém, eu só precisava ficar um pouco sozinho. Quando chego ao saguão, ouço Matt, o porteiro, me chamando algumas vezes. Tudo que eu menos precisava era de alguém tentando ter algum tipo de conversa comigo nesse minuto. Reviro os meus olhos não querendo responde-lo, aperto o botão do elevador algumas vezes querendo que aquela porcaria chegasse de uma vez.
“Dr. Masen, tem uma...”
“Edward!” dessa vez não é a voz dele, é uma voz feminina logo atrás de mim, paro a mão no ar, quando eu estava indo para apertar novamente o botão do elevador e franzo o cenho não querendo me virar. Eu reconheceria aquela voz a quilômetros de distancia. “Edward!” ela fala novamente, agora mais firme e um pouco mais alto, fecho os meus olhos e travo a mandíbula com força trincando os dentes. Ótimo. Era tudo o que eu precisava no momento. Giro o meu copo um pouco, sem realmente mexer com meus pés e me amaldiçoou mentalmente por sentir o coração bater rápido de mais com a figura dela parada ali, perto de mais. Fecho as mãos em punhos e respiro pesadamente algumas vezes.
“O que diabos você faz aqui? Já não fez estrago o suficiente naquela noite? Eu disse que não queria te ver Rosalie, então apenas some da minha frente.” Consigo dizer as palavras pausadamente quando me viro totalmente na sua direção, ela estava tão perto que eu podia sentir o seu perfume. Era o mesmo perfume de sempre, e eu não gostava daquelas sensações, eu não gostava do coração bater um pouco rápido de mais, do meu estomago se revirar um pouco. Olhando ela assim, daquele jeitinho, me lembrava a menina por quem eu me apaixonei há 18 anos. Era tempo de mais. Por mais que uma parte de mim, um pouco pequena eu presumia, ainda sentisse coisas perto dela, eu ainda queria que ela se afastasse de mim, como ela fez quando eu mais precisei. Uma enorme parte, a odiava. Rosalie deu um passo a frente e eu não recuei, porque eu estava irado de mais pra isso. Ela não tinha esse direito, realmente não tinha, não tinha o direito de me atormentar depois de tanto tempo, quando eu estava realmente levando a minha vida a algum lugar, quando eu tinha achado algum sentido pra ela. Então tinha o direito de bagunçar a minha vida.
“Eu disse que vim conversar com você Edward, e eu não vou sair até ter essa conversa.” Revirei os meus olhos e dei de ombros. Ótimo.
“Você que sabe Rosalie, fique por aí então, mas você está malditamente proibida de entrar nesse elevador.” Apronto o meu dedo indicador na sua direção e me viro para entrar finalmente, no elevador.
“Eu respeitei aquele dia, quando seu casinho apareceu, mas agora eu estou aqui e vamos ter essa conversa.” Uma enorme onda de ódio cresceu. Travei a mandíbula e novamente me virei na sua direção, dei dos passos rápidos, ela arregalou os olhos, talvez estivesse um pouco surpresa. O Edward estupido que ela conhecia, jamais a olharia dessa maneira.
“Ela não é um caso Rosalie, Isabella é muito, muito mais do que isso, então se você ainda tem o mínimo de consideração por mim, por favor, vá embora, não embora do prédio, eu digo realmente, realmente embora, isso não é difícil pra você, não é?!” dou um pequeno sorriso sarcástico e Rosalie suspira abaixando a cabeça um pouco. Olhei pra ela novamente, por uma ultima vez antes de novamente me virar de costas.
“Eu sei que você está magoado Edward, eu entendo, e eu me odeio por isso. Mas você não pode jugar sem antes me deixar explicar. Eu não viajei um oceano de distancia pra você continuar me odiando. Você vai entender, eu sei que vai.” Sinto a sua mão no meu ombro direito e fecho os olhos por alguns segundos tentando controlar a minha respiração arfante, e não, não era de sentimentos bons, era apenas raiva.
“Vá embora!” Tiro as suas mãos de mim enquanto solto um grunhido. Mulher teimosa. Ela coloca as mãos na cintura e da um passo a frente. Reviro os meus olhos um pouco, a minha manhã realmente só piorava a cada pequeno segundo. E não parecia que iria acabar por agora.
“Não, eu não vou, já disse, eu vim me explicar, eu preciso disso, você precisa disso, pelo meu irmão Edward, por favor.” Eu queria que ela me explicasse alguma coisa? Não, eu não queria, eu não queria ter algum tipo de conversa prolongada com Rosalie, mas eu precisava, eu precisava entender, talvez assim, talvez fosse o meu escape para seguir em frente, mesmo sabendo no fundo, que nada que ela me dissesse me faria detesta-la menos. Mas talvez fosse isso que precisava para poder finalmente, ter Isabella por completo. Porra. Eu estava realmente criando uma enorme batalha dentro de mim.
“Então você vai ter que me prometer, que vamos assinar o divórcio e você vai embora em seguida, você e o seu maldito primo.” Aquele me parecia um bom plano a ser seguido. Rosalie suspira e passa as suas mãos sobre os cabelos, como ela sempre fazia quando estava nervosa.
“Depois que eu me explicar Edward, você pode pedir o que quiser.” Ela sussurra dando um pequeno sorriso torto, que me lembrava Riley. Concordo balançando a cabeça positivamente e novamente, solicitando o elevador.
“Seja rápida.” Sussurro sem olha-la, segurando o elevador para que ela pudesse me acompanhar. Uma grande parte de mim dizia que era errado, deixa-la entrar na minha zona de conforto. Mas eu precisava daquilo, eu precisava ter uma conversa com ela também, pelo Riley. Ele tinha me pedido para que eu cuidasse da sua garotinha, e eu teria feito isso há muito tempo, mas agora, Riley certamente me entenderia. Seguimos no elevado em silencio. Eu sentia os seus olhos sobre mim o tempo todo, mas eu não mantinha contato visual com ela. Minha cabeça ainda vagava Sobre Isabella e a nossa conversa, o que realmente não me ajudou muito, fazendo o meu coração ficar muito mais acelerado do que antes. Suspiro aliviado quando as portas de metais se abrem, eu não precisava ficar com Rosalie sozinhos por muito tempo. Sigo na frente até a porta do meu apartamento e vejo-a logo atrás de mim. Ter ela comigo ali, não me parecia uma ideia muito atraente. Mas ao menos, eu não estava morrendo de amor como eu pensei que estaria. Quando finalmente abro a porta dou passagem para que ela pudesse passar, ela passa por mim um pouco receosa, e antes que eu pudesse fechar a porta atrás de mim, ouço alguns latidos quando Sony atravessa a sala correndo, primeiro ele pula nas minhas penas, dou um pequeno sorriso e afago a sua cabeça.
“Eu ainda não consigo acreditar que é o Sony.” Rosalie fala vindo na nossa direção, parando perto de mais e se ajoelhando no chão. “Hey garoto, você não lembra de mim? Em bebê?” ela fala com uma voz manhosa e infantil, como ela costumava fazer quando ele era apenas um filhote. Sony desce das minhas penas, mas continua parado, a olhando e mexendo a sua cabeça um pouco para o lado. E então ele apenas corre pra ela, tão rápido que Rosalie quase tomba para trás. Merda Sony, você não tem que ir para essa cobra, cachorro estupido. “Quem o bom garoto da mamãe em? Acho que você lembra de mim sim não é?! Quem é o bom garoto, quem é, quem é?” ele lambe a sua bochecha e eu faço uma pequena careta. Merda. Mamãe? Sony balançava o rabo e ela lhe fazia carinho pelo pescoço e cabeça.
“Sony, pare com isso. Vamos Sony!” Grunhi em uma voz autoritária. O meu cachorro não. Ela não tinha o direito de sequer falar com ele. Sony deveria ter um pouco de amor próprio. Rosalie me olhou sobre os cílios e ficou de pé no mesmo instante em que Sony sentou-se na sua frente um pouco cabisbaixo.
“Não precisa falar assim Edward, eu não sou a sua inimiga.” Ela sussurra dando um pequeno sorriso ao meu cachorro.
“Mas também não é amiga.” Ironizo revirando os olhos e cruzando os braços na frente do peito, eu só queria que ela jogasse toda a merda no ventilador. Ela me olha com seus olhos tristes, que antes me fazia querer lhe dar o mundo, mas agora, eu só conseguia ficar entediado.
“Eu sou a sua esposa!” Não por muito tempo. Consigo dar um pequeno sorriso quando ela solta essas palavras, olho pro chão e continuo rindo enquanto arqueio minhas sobrancelhas ironicamente. Rosalie continua séria e solta um longo suspiro. Ficamos por alguns segundos em um silencio nada cômodo, por que ela apenas não começava de uma vez? Solto um bufada de ar e passo minha mão sobre os cabelos olhando ao redor. Inclino a cabeça em direção ao sofá, no claro convite para que ela se sentasse. Rosalie me dá um pequeno sorriso que eu não retribuo e timidamente senta no meu sofá um pouco receosa enquanto olhava ao redor.
“É um belo apartamento.” Ela diz enquanto abre um enorme sorriso, mostrando a suas covinhas me fazendo travar a mandíbula. Pela decima quinta vez, reviro os meus olhos.
“Só... Diga o que você tem a dizer e vá embora.” Ela abaixa o olhar e prende o seu lábio entre os dentes, desvio os meus olhos dela no segundo seguinte. Eu não precisava disso, não precisava ficar olhando pra ela como um babaca e lembrando de coisas nada boas.
“Não vai sentar?” Ela bate com uma mão no seu lado do sofá e dou um pequeno sorriso sarcástico negando veemente.
“Estou bem assim!” Rosalie suspira longamente enquanto olha para um ponto perdido no chão. Eu queria saber o que ela estava pensando. Olhando pra ela assim, eu realmente me dei conta, que eu não me lembrava, eu não me lembrava das suas expressões, não me lembrava do modo que o corpo dela agia quando estava nervosa, eu só... Só não me lembrava, ou apenas eu não a conhecia mais, provavelmente nem ela me conhecia da mesma maneira.
“Eu entendo a sua indiferença Edward, entendo de verdade, eu sei que não e justo voltar depois de tanto tempo, mas eu precisava disso, eu preciso disso. É meio complicado falar isso agora, vendo você ai, tão igual, mas tão diferente ao mesmo tempo.” Ela dá um minúsculo sorriso torto enquanto colocava uma mecha do cabelo atrás da orelha. Eu apenas mordo o meu lábio inferior, porque o meu musculo cardíaco começou há bater um pouco rápido de mais. “Eu não sei por onde começar isso, porque é embaraçoso. Mas Edward eu quero que você saiba que eu... Eu amo você.” Pronto. Aquelas três palavras foram o suficiente para que eu começasse a hiperventilar. Então eu olhei pra ela, que me encarava, seus olhos agora estavam úmidos e seu lábio entre os dentes. Eu senti o meu coração bater muito mais rápido, há muito tempo eu não ouvia aquelas simples três palavras, e ouvir vindo diretamente dela, me fazia ficar um pouco... Confuso. Eu realmente, realmente fiquei um pouco mexido, afinal, foram longos anos ouvindo essa mesma frase da mesma pessoa, da mulher por quem eu era loucamente apaixonada e acreditava que era o amor da minha vida, mas agora tudo aprecia errado. Ela podia me amar depois de quase quatro anos? Puxo os fios do meu cabelo e dou um outro sorriso um pouco nervoso. Era isso que ela tinha pra dizer? O que ela esperava que eu fizesse? Me ajoelhasse no chão e me declarasse como um idiota apaixonado?
“Você me deixou Rosalie, deu as costas pra tudo e sumiu com o seu primo. Você me deixou!” Falo um pouco alto de mais. Ela tinha me deixado, foram quatro anos e não quatro dias ou quatro meses. Foram anos. Passo as minhas mãos no rosto sentindo a minha respiração um pouco descompensada. Se era tudo o que ela tinha a dizer, ela podia apenas ir embora, aquilo não mudava nada.
“E o que você queria que eu fizesse Edward? Em?” Rosalie agora fica de pé. “Eu não queria ir para aquele inferno Edward eu não queria. Você sempre soube o quanto eu amava Riley, ele era a minha família toda, eu amava você. Não podia deixar os homens da minha vida irem diretamente para a morte. Mas quando tudo aconteceu eu fiquei em pânico Edward, vocês estavam desaparecidos, o carro tinha pegado fogo e ninguém os encontrava. Eu fiquei completamente inútil e muito perdida no meio de todo aquele caos. Perder você e Riley pra mim era o fim do mundo, parecia surreal de mais. Depois de quatro dias, eu estava mal, não me sentia bem e a única coisa coerente que eu conseguia fazer era chorar. Então eles me mandaram voltar pra casa, eu realmente não estava sendo útil na guerra e eles continuavam a procura-los, eu não queria ir, eu não queria deixar vocês, minha vontade era de sair naquele deserto e ir atrás de vocês Edward. Mas eu não estava bem, eu só não podia perder as duas únicas pessoas mais importantes da minha vida. Eu voltei pra casa, pra nossa casa. Jasper voltou comigo, porque naquele momento ele era a minha única família, eu amaldiçoei você ter tido aquela maldita ideia e por sua culpa eu tinha perdido vocês. Fiquei desolada, então os dias passaram, as semanas passavam e nenhuma sequer noticia de vocês. Edward, você não faz ideia do que eu passei, do que os seus pais passaram. Nós esperamos por vocês todos os dias, todas as horas e eu sequer dormia.” Rosalie tinha algumas lagrimas salpicando seus olhos e reprimi a vontade de abra-la, porque era sempre isso que eu fazia quando ela chorava, mas as coisas eram diferentes agora. Balanço com a cabeça negativamente enquanto dou um pequeno sorriso, tentando arrancar de mim, qualquer sentimento bom que eu sentia por ela nesse momento, vendo-a tão frágil.
“Então de um minuto para o outro você desiste de esperar, pega as mãos do seu primo aproveitador e caem fora?” Vejo ela revirar os olhos e da um sorriso sem humor algum. Rosalie seca algumas lagrimas que desciam sobre a sua bochecha caminha na minha direção.
“Você vem todo arrogante, pensando que sabe das coisas Edward, mas você não sabe de nada, absolutamente nada. Apenas me diga o que você queria que eu fizesse quando dois dias antes do natal, um maldito soldado bate na minha porta com duas bandeiras dos Estados Unidos da América pra mim? Ele disse algumas palavras bonitas, o quanto vocês foram heróis e recitou uma frase ridícula, antes de dizer que vocês estavam mortos. Você não faz realmente um pingo de noção do que eu passei, o meu irmão, e o amor da minha vida, mortos, e tudo que eu tinha eram duas bandeiras. Eu não tive corpos para enterrar Edward, aquela foi uma das piores coisas, eles me disseram que os corpos poderiam estar embaixo da areia. Sua mãe não queria enterrar um caixão vazio, eu respeitei, mas eu não tive um lugar pra chorar, eu... Eu apenas não acreditava que vocês tivessem ido sem mim. Eu me senti tão sozinha. O meu pequeno Riley tinha me deixado e eu apenas fiz um tumulo com o nome dele, apenas para que eu tivesse um lugar para chorar. O meu mundo tinha acabado Edward, eu não sai da cama por um mês depois daquilo, eu não comia, não banhava, não dormia, e queria morrer também, eu não tinha mais ninguém no mundo. Apenas Jasper. Maria tinha o deixado e para ir com um idiota qualquer. Jasper recebeu uma proposta em emprego na Suíça, ele não queria me deixar sozinha, porque se ele tivesse feito isso naquela época, eu não sei o que seria de mim. Eu não tinha mais nada aqui Edward, eu não tinha você, não tinha o meu irmão, nem os meus pais, muito menos emprego.” Meu coração batia muito mais rápido agora e a confusão que rodeava minha cabeça. Porra. Sequer eu imaginei isso, minha mãe nunca tinha comentado algo assim comigo, qualquer conversa sobre os Hale depois que eu voltei, era um completo tabu. Passei as mãos no meu rosto um pouco atordoado de mais.
“Eu pensei que você me achasse um assassino, eu passei todos esses anos achando que você tinha fugido com o Jasper.” Minhas pernas começaram a caminhar de um lado para o outro enquanto eu tentava amenizar as batidas nada coerentes do meu coração. Rosalie anda e para na minha frente, me impedindo de continuar andando. Muito, muito perto. Ela põe delicadamente sua mão sobre o meu peito, ao lado do meu coração e eu sabia que ela podia sentir o quanto ele batia forte e rápido sobre o seu toque. Ela da outro passo e continua perto de mais.
“Eu fiquei com raiva de você sim, eu culpei você por um tempo, Jasper culpou você. Mas eu o odiei por achar eu você tinha morrido, que tinha me deixado sozinha. Edward, eu não podia culpar você ou odiá-lo pra sempre. Eu sempre continuei guardando você no meu coração durante todo esse tempo. Não podia apenas ignorar o fato que você foi... é o amor da minha vida, você foi o meu melhor amigo, você foi o meu primeiro em tudo Edward, assim como eu fui pra você. Eu jamais deixei de pensar em você um minuto sequer da minha vida.” Eu podia sentir os meus olhos brilhando um pouco e arderem levemente. Respirei profundamente tentando controlar a enorme avalanche de sentimentos que tinha despertado em mim nesse mesmo segundo. Rose levanta a sua outra mão e quando ela toca no meu rosto, apenas levemente eu sinto uma enorme onda de sentimentos invadirem o meu coração. Fecho os olhos um pouco, apenas sentindo a textura dos seus dedos traçarem a minha mandíbula. Era a mesma sensação de anos atrás, me trazia a mesma calma e ainda fazia o meu estomago gelar e o coração acelerar, apenas por um pequeno toque. Solto uma longa bufada de ar quando sinto seus dedos caminharem em direção aos meus lábios, e mesmo com os olhos fechados, eu sentia o seu perfume muito mais perto agora e a sua respiração com cheiro de avelã batendo no meu rosto. Abro os meus olhos um pouco, apenas para conferir o seu rosto muito perto do meu, seus olhos estavam fixos nos meus e eu tentei, tentei procurar a magia que eu tinha encontrado nos olhos da minha pequena garota de cabelos castanhos, tentei encontrar a alma dela, como eu costumava fazer com Isabella. Eram os mesmos olhos azuis de sempre, cheios de vida e alegria, mas agora, pra mim, eles eram apenas simples olhos azuis. E quando ela se aproxima, perto de mais, quase encostando os seus lábios nos meus, dou um grande passo para trás, fazendo com que o contado das suas mãos em mim se quebrem. Aquilo era totalmente errado. Ficar longe dela parecia o certo. Fico em uma distancia considerável e coloco as mãos na cintura enquanto eu volto a encara-la e tento controlar a minha respiração. Ela tinha a cabeça baixa, mas eu podia ver os seus olhos fechados, e quando ela olha pra mim, tudo que eu vejo é apenas tristeza e algumas lagrimas. Rosalie passa as mãos sobre o rosto e olha para um ponto perdido no chão.
“Você se explicou Rosalie, eu entendo você agora. Eu só não entendo, o que você quer? Já se passaram quatro anos, porque resolveu aparecer agora?” Rosalie volta a me encarar e suspira pesadamente.
“Jasper e eu passamos um ano na Suíça. Os pais do Jasper se mudaram pra lá também, eu não queria ter contato nenhum com ninguém de Chicago, eu não queria ter que reviver aquilo. Meus tios também perderam o contato com os seus pais e na realidade, eu não fazia questão que eles tivessem. Tia Lizzy foi um pouco dura quando eu resolvi ir embora. Eu passei todo esse tempo vegetando eu não conseguia arrumar um emprego sequer, porque sempre que eu via alguém com qualquer quantidade de sangue tudo que eu queria era vomitar, como um cirurgiã arranjaria um emprego assim? Então surgiu uma oportunidade, a oportunidade de dar continuidade aquilo que você e Riley sempre quiseram, salvar o mundo, e não tinha guerra lá, não com bombas pelo menos. Eu tive algumas consultas com alguns psicólogos e psiquiatras até conseguir finalmente voltar a uma sala de cirurgia. Jasper e eu não tínhamos mais nada nos segurando então entramos no programa de Médicos Sem Fronteiras, passamos um ano na índia e em seguida fomos para a África, não posso dizer que foi tão horrível quanto na síria. Mas me fez uma pessoa melhor, muito melhor, eu aprendi um monte lá e me senti muito mais humana.” Eu senti uma pontada de orgulho dela, porque pra mim, ao menos antes, tudo que ela fazia aprecia perfeito, e ao meu ver, não tinha uma maneira de Rosalie ser uma pessoa ainda melhor do que ela era.
“E como você me achou?”
“Há alguns meses atrás, meus tios voltaram para Chicago, minha tia, Carmen, encontrou a sua mãe e elas meio que colocaram o papo em dia.” Franzi o cenho estranhando tudo aquilo, porque a minha mãe não tinha comentado absolutamente nada comigo, ela sabia o quanto eu esperava o dia de qualquer Hale voltar. “Então a minha tia me ligou, me dizendo que você estava vivo. Eu meio que fiquei perturbada, tinha se passado anos e você estava vivo. Vivo! Nós tínhamos seis meses para que o programa acabasse, mas eu queria por tudo voltar. Jasper me convenceu a ficar, pelo menos até que acabasse. Nesse meio tempo eu tentei me comunicar com você ou sua família, liguei pra sua casa dos seus pais uma vez e sua mãe atendeu, ela desligou o telefone no momento em que descobriu que era eu.” Ela da de ombros e eu só conseguia ficar muito mais confuso, minha mãe nunca tinha me falado sobre qualquer telefona, ou qualquer outra noticia, aquilo não fazia sentindo algum, minha mãe adorava Rosalie. “Mas eu não desiste, e consegui me comunicar com Irina, como sempre, ela foi muito compreensiva comigo e me disse que você tinha se mudado para Seattle há um tempo.” Arqueio minha sobrancelha enquanto tento não sorrir ou ficar um pouco louco.
“Então você e o Jasper resolver vir me atormentar?” eu não consegui controlar a maneira fria como eu disse aquilo, e também não consegui me comover com a cara de dor que ela fez.
“Nós viemos conversar Edward. Apenas isso.” Então eu não consigo aguentar a gargalhada sarcástica que sai da minha garganta atraindo a atenção dela na minha direção.
“Bem, a forma como o seu primo me procurou no meu trabalho há alguns dias atrás, não em parecia a forma correta de vir apenas conversar.” Ela encolhe os ombros e morde o seu lábio inferior.
“Ele achava que você não queria nos ver, e de alguma maneira fazer com que você parecesse culpado pela Maria ter o abandonado.” Dou outro sorriso pequeno enquanto dou de ombros.
“Nessa parte ele estava certo, eu não queria mesmo ver vocês, nenhum de vocês.” As minhas palavras parecia ter a acertado em cheio, quando ela fica de costas pra mim e passa a mão nos cabelos, como se estivesse um pouco nervosa.
“E eu posso saber por quê?” ela volta a ficar de frente pra mim, mas agora ela tinha a mão no queixo.
“Não aprece obvio? Eu tenho uma vida aqui Rosalie, isso não passou pela sua cabeça em nenhum momento? Que eu poderia ter conhecido alguém, me apaixonado ou até tido filhos.” Ela abaixa a cabeça e concorda freneticamente tentando não me encarar.
“Eu... eu pensei nessa hipótese algumas vezes, e você não faz ideia do quanto isso me machucava, Jasper me disse isso varias outras vezes também. Mas eu pensei que se isso tivesse acontecido você ainda voltaria pra mim quando eu te contasse toda a historia, porque eu sei que a nossa historia não podia se apagar assim, foram quinze anos. Não te abandonei por que te odiava ou te culpava de alguma coisa, eu fui embora porque eu pensei que você estivesse morto.” Voltei a encara-la e suspirei com as suas palavras. Ela estava certa, quinze anos não se apagavam assim, absolutamente não, não quando ela tinha sido o meu primeiro amor, ou a minha melhor amiga, mas agora tudo isso não parecia fazer mais sentido. Rosalie volta a caminhar na minha direção um pouco devagar como se ela estivesse um pouco envergonhada. Ela para novamente, muito perto e coloca a mão sobre o meu ombro. Ela ainda chorava, mas tinha um pequeno sorriso e eu voltei a encara-la. Os olhos dela, ainda eram os olhos dela, com uma tonalidade de azul quase verdes e cheios de brilho, eu olhei novamente pra eles e tentei enxergar por dentro deles, mas eram olhos comuns pra mim. “Eu te amo Edward, ainda te amo.” Suas palavras novamente fizeram o meu estomago gelar e olhando pra ela assim, perto de mais, minha vontade era de secar as suas lagrimas e pega-la em um abraço. Porra, era Rosalie Biers Hale ali. Eu tinha esperado por esse momento há tanto tempo, tantos anos, e agora que ela estava aqui, eu queria que ela não estivesse. Mas ela ainda era a Rosalie, com o mesmo sorriso, e o mesmo brilho de alegria dançando nos seus olhos. Eu olhava pra ela e tentava não pensar nos incríveis anos que passamos juntos ou nos momento únicos que compartilhamos no melhor momento da minha vida. Ela me deixava um pouco tonto. Dou um passo à frente e pela segunda vez no dia, nossos rostos estavam muito próximos, e quando ela levanta a cabeça um pouco sinto o ar me faltar vendo os seus lábios carnudos e rosados muito perto. Tremendo um pouco, ergo a minha mão lentamente até tocar na sua bochecha molhada pelas lagrimas, passo o meu polegar por ali e ela fecha os olhos lentamente. Dou um pequeno sorriso fascinado enquanto olhava pra ela. Realmente, ela ainda era a mesma Rosalie, a mesma para quem eu daria o mundo antes. Com a outra mão, pego um pouco das mechas dos seus cabelos os olhando enquanto meus dedos passavam pelos fios, eram o mesmo loiro tingido de antes, no qual eu amava, mas agora, eu preferia uma tonalidade diferente, o marrom me parecia mais atrativo. A minha pequena baixinha de boca suja era muito mais atrativa agora. “Edward...” ela sussurra enquanto continuava os olhos fechados e respiração arfante.
“Se você tivesse aparecido há alguns meses, Rose, contando tudo isso, eu não pensaria duas vezes antes de largar tudo e ir com você para qualquer lugar, porque eu esperei pela sua chegada há muito tempo.” Então ela abre os olhos enquanto lentamente os seus lábios se abrem. Dou um sorriso de lado enquanto coloco a sua mecha de cabelo atrás da orelha e me afasto pouco. “Mas eu conheci uma pessoa incrível que eu não seria louco em deixa-la escapar. Bella esteve quando eu mais precisei Rosalie, ela segurou a minha mão sem medo e me ajudou a superar todos os meus pesadelos, aos poucos ela foi completando um enorme vazio que tinha dentro de mim, o vazio que você deixou. Ela me aceitou do jeitinho eu que sou, doente e cheio de fantasmas. Quando eu mais precisei de você, foi ela quem estava aqui, me ajudando a superar qualquer pequeno problema, e eu não posso simplesmente ignorar tudo isso.” Meu coração ainda batia rápido de mais, e minha cabeça raciocinava de uma maneira louca me questionando se aquilo era o certo.
“É por aquela garota que apareceu no seu apartamento? Edward, eu não tenho duvidas que ela possa ser ótima, e uma mulher incrível, mas Edward, eu estou aqui agora!” Rosalie gaguejava um pouco enquanto ela mesma seca as ultimas lagrimas que descia da sua bochecha. Eu não sabia muito o que fazer naquela situação, eu não sabia o que fazer o dizer com as suas declarações.
“E não é só ela, a uma pequena pessoa que me deixa fascinado. O Noah é o garotinho mais incrível que eu já cheguei a conhecer na vida. Ele é um criança esperta que me fazer querer ser melhor a cada dia.” Dou um pequeno sorriso enquanto eu me pegava lembrando do Noah. Então eu volto a olhar para a Rosalie que estava boquiaberta e de olhos arregalados. Estreitei os olhos tentando entender o seu susto aparente.
“Vocês... Vocês tem um filho? Esse menino é seu filho?” lentamente eu arqueei as sobrancelhas entendendo o seu ponto, dei um pequeno sorriso torto e neguei balançando a cabeça.
“Não, mas eu queria que fosse!” aquelas foram às palavras mais sinceras que pronunciei. Eu queria sim, ter um filho como o Noah um dia. Rosalie continua boquiaberta enquanto parecia raciocinar as coisas direito.
“Entendo que você agora está confuso Edward, mas não é isso que eu vejo. Nós tivemos uma historia de anos, anos Edward. A gente se conhece desce criança, fomos inimigos, amigos, melhores amigos, namorados e nós nos casamos Edward, você não pode ignorar isso, não vim até aqui para desistir.” Rose suspira longamente tentando se recompor enquanto passa uma das mãos sobre os cabelos.
“Eu não estou confuso Rosalie, não vou deixar Isabella.” Aquelas palavras vieram com total convicção, mas por dentro, algo borbulhava dentro de mim.
“Você diz isso agora porque tudo é muito novo, são informações de mais, mas Edward, não esqueça que eu ainda aposso ser o amor da sua vida.” Aquilo me pegou completamente desprevenido me fazendo franzir um pouco o cenho.
“Rosalie...”
“Você não a ama, eu não vejo isso quando olho pra você e você também sabe disso. Eu não vou mais chorar Edward, eu sei que você me ama, vou deixar o tempo te mostra que eu ainda posso ser o seu amor. Eu preciso ir agora.” Ela apenas não deixa que eu fale ou faça qualquer movimento antes de me dar um pequeno sorriso e sair do meu apartamento batendo a porta atrás dela. Fiquei parado por um momento, no meio da minha sala, em pé, tentando colocar tudo em ordem dentro de mim enquanto eu olhava apara a porta onde ela tinha saído há pouco tempo. Foram informações de mais para um dia só, muita coisa estava acontecendo e eu não sabia como agir ou o que fazer. Rosalie estava realmente aqui, me querendo de novo. Eu esperei aquilo por longos anos, cada pequeno maldito minuto de todo esse tempo, e agora era apenas estava aqui! Passo as mãos pelos cabelos um pouco perdido enquanto solto um suspiro e olho para o Sony que estava deitado perto do sofá, com seus olhos cansados na minha direção. Caminho até ao seu lado e deixo o meu corpo cair sobre o sofá. Eram coisas de mais para que pudesse lidar. Merda! Não era tão difícil, tudo que eu tinha que fazer era de alguma maneira, jogar Rosalie e Jasper dentro de um avião para bem longe de mim.
“O que eu faço Sony?” sussurro um pouco perdido, Sony imediatamente se põe de pé e deita a sua cabeça sobre a minha coxa enquanto me olha fixamente, como se ele realmente tivesse um conselho importante pra mim, mas que eu não conseguia entender. Dou um pequeno sorriso e acaricio a sua cabeça. “Você tem razão Sony, não é uma disputa.”
[...]
“As instalações desse hospital são péssimas!” O meu humor não estava muito bem essa madrugada, realmente não estava. Depois da manhã conturbada e cheia de emoções, a última coisa que eu tinha nesse minuto, era um bom humor, muito menos para cuidar de Harry Clarwer. Ele se remexia na sua cama enquanto resmungava. Eu apenas fingia anotar alguma coisa no seu prontuário enquanto o olhava sobre os cílios. Ele era um velho completamente arrogante e mesquinho, a sua filha tinha realmente a quem herdar o gênio arrogante.
“Esse é o melhor hospital de Seattle Sr. Clarwer.” Lhe dei um pequeno sorriso forçado enquanto apertava o prontuário entre os meus dedos com um pouco de força.
“Mas não é o melhor do país.” Ele revirou os olhos como se estivesse entediado. Dei um pequeno sorriso enquanto negava balançando a cabeça. Ótimo, realmente eu tinha pegado o melhor paciente no meu turno.
“Mandou me chamar Dr. Masen?” Mike entrou no quarto um pouco ofegante, era nítido que ele tinha corrido um pouco e pela sua cara amassada, ele estava em uma soneca. Arqueio as sobrancelhas enquanto eu o encarava. Ele parecia péssimo. Ótimo! Ele era o único interno que estava de plantão, então era o que me restava.
“Este é Harry Clarwer. Tem um tumor cerebral primário e completamente operável. Ele deu entrada há um dia no hospital com todos os sintomas. Aqui está o prontuário dele, Dr. Newton.” Mike pegou o prontuário um pouco rápido de mais quase o fazendo cair no chão, lhe dei um olhar reprovador que o fez imediatamente abaixar a cabeça.
“Ótimo, agora você, um médico jovem e inexperiente vai abrir o meu cérebro com a ajuda desse demente que mal saiu da faculdade.” Harry revirou os olhos bufando em seguida. Mike não disse nada, apenas continuou lendo atentamente o seu prontuário e os exames, mas eu pude ver que ele estava incomodado. Soltei um longo suspiro tentando manter a calma. Pensei que trabalhar iria me ajudar e me fazer esquecer parcialmente da minha manhã cheia, mas com esse paciente, as coisas não estavam no rumo que eu desejava.
“Escute Harry, se você não está satisfeito com o meu trabalho ou minha conduta médica, temos uma dezena de neurocirurgiões por aqui, de todas as idades. Basta você me dizer, que eu passo o seu caso a diante!”
“Não! Você vai opera-lo Dr. Masen!” Leah entrou no quarto, ela parecia um pouco abatida com suas roupas casuais, mas ainda tinha o seu olhar duro e frio em direção ao seu pai que resmungou baixinho. “Como está o caso dele?” ela perguntou como se estivesse falando de um paciente qualquer.
“Ele vai ficar bem. O tumor está no inicio, pegamos no momento exato.” Ela mordeu o lábio enquanto olha para o sue pai e em seguida na minha direção, ela estende a mão no ar e eu apenas estreito os olhos.
“Deixe-me dar uma olhada.” Mike ia estendo o prontuário para ela, quando eu o paro na metade do caminho e o puxo das suas mãos. Leah me encara com os olhos semicerrados e eu apenas dou de ombros.
“Ele é meu paciente agora, e você é a acompanhante, não a cirurgiã dele, então me deixe fazer o meu trabalho.” Leah bufa e cruza os braços resmungando alguma coisa, assim como o seu pai.
“Pode apenas me dizer quando vai abrir a minha cabeça feito um açougueiro?” Açougueiro? Ótimo! Realmente seria difícil lidar com ele.
“O senhor teve o inicio de um enfarte agudo do miocárdio há quatro dias, vou solicitar algumas series de exames e então podemos marcar a cirurgia. Enquanto isso o senhor ficara de observação atendendo aos pedidos da sua filha.” Então ele olha para a Leah como se ela fosse um demônio. Mas ela não parecia intimidada.
“Eu terei que ficar nessa espelunca até que o meu maldito coração aguente uma cirurgia? É isso? Eu disse a você Leah, eu disse que não queria vir, agora estou aqui para servir de estudo para dois amadores.” Amador? Ele tinha malditamente me chamado de amador? Minha respiração ficou um pouco descompensada e eu tive que apertar as minhas mãos em punhos. Então logo em seguida eles começaram uma discussão nada amigável.
“Sugiro que se o senhor quiser ficar bem, pare de brigar e fique calmo.” Ele apenas me olhou pelos cantos dos olhos, e como se eu não tivesse falado absolutamente nada, ele volta a gritar com a sua filha. “Com licença.” Sussurro deixando finalmente aquele quarto. Algumas pessoas que passavam pelo corredor olhavam em direção a porta do quarto, eu não as culpava, eles falavam alto de mais. “Mike, quero que você fique com o Sr. Clarwer, e só me chame se algo estiver realmente errado.” Sussurro sem olha-lo, porque eu sabia que ele estava atrás de mim, sinto Mike arfar em desespero e dou um pequeno sorriso. “Solicite todos os exames necessários. Hemograma, eletrocardiograma e quero outra TC. O mais rápido possível, quanto mais rápido os exames ficarem prontos e ele ficar bom, mas cedo ele vai pra casa.” Antes que pudesse falar qualquer outra coisa, ou ele me enchesse de perguntas, meu pager bipou me fazendo suspirar. Então sem olha-lo sai correndo em direção ao PS.
Passei o resto da madrugada em uma sala de cirurgia tentando salvar a vida de um adolescente que tinha sofrido um acidente de moto. Felizmente, depois de três horas na sala de cirurgia tudo tinha acabado bem e ele estava fora de perigo. Eram sete da manhã quando saí do centro cirúrgico, eu estava realmente muito ansioso para ver Bella, eu precisava ao menos vê-la, eu não sabia se era algum tipo de doença que eu tinha desenvolvido, mas eu precisava apenas ficar perto dela, provavelmente ela ainda estava magoada comigo e eu não tirava a sua razão. Eu era um idiota. Quando passei pelas portas duplas do centro cirúrgico reviro os olhos ao ver Mike parado no meio do corredor. Tiro a minha touca a colocando no bolso traseiro do meu scrubs, passo as mãos pelos meus cabelos tentando arruma-los. Mike quando me vê corre na minha direção. Eu não tinha muita paciência com ele, pra mim Mike nem deveria estar aqui. “Dr. Masen.” Ele andava atrás de mim, tentado acompanhar os meus passos, quando tudo que eu queria era ficar longe dele.
“Você já foi visitar nosso paciente favorito?” Vi Mike resmungar e revirar os olhos.
“Sim, ele está reclamando da comida do hospital e das enfermeiras que segundo ele, são umas barangas.” Dei uma pequena risada. Harry era péssimo, mas ele me divertia quando me estava me tirando do sério.
“Ótimo. Vá ao laboratório e apresse os exames dele.” Mike assentiu dando meia volta indo em direção aos elevadores. Eu não estava com fome e não me lembrava a última vez que tinha colocado alguma coisa descente no estomago. Fui para a sala dos médicos pegar o meu exemplar de café perfeito. Sempre tinha um apequena fila pelo abençoado café, mas por sorte, a sala estava completamente vazia, peguei o meu café quente e fumegante indo em direção aos meus pós-operatórios, indo dar a minha rota da manhã. Demorei mais que necessário com dois ou três pacientes, mas eu gostava de ter uma conversa saudável com ele, os meus pacientes era uma ótima distração dos meus problemas, eles me faziam querer dar o melhor de mim. Quando eu estava indo para os elevadores era perto das oito, então eu iria ver Isabella em pouco tempo, aquilo me deixava ansioso e um pouco assustado. Meu coração batia desregulamente e o meus estomago estava com um friozinho. Aquilo era loucura.
“Dr. Masen, ainda bem que achei você, o diretor disse que queria vê-lo.” Mike aparece como magia do meu lado me assustando um pouco. Aquele moleque era estranho. Mike tinha a respiração descompensada e aprecia ter corrido um pouco. O que diabos Aro iria querer comigo?
“Certo, apareço na sala dele mais tarde.” Dou de ombros apertando novamente o botão do elevador, tudo que eu queria era ver logo os meus internos, uma em especial.
“Mas ele disse que tinha que ser agora!” Mike gagueja um pouco assim as portas se abrem, estava vazio, entro dentro da caixa de metal e aperto o meu andar. Olho para Mike que me encarava boquiaberto.
“Eu disse mais tarde.”
“Mas...” então as portas se fecham na cara dele me arrancando um pequeno sorriso. Soltei um longo suspiro olhando para o relógio digital no elevador, Isabella provavelmente já estava por aqui, eu apenas precisava dela por perto. Minhas mãos soavam um pouco assim que cheguei ao andar onde provavelmente ela estava. Caminhei um pouco apressado para a bancada das enfermeiras que era lá que eu sempre os esperava. A primeira coisa que meus olhos veem é Isabella, parada ao lado do Emmett e Alice, ela estava com a cabeça baixa e tinha uma das mãos sobre a boca, ela não me parecia bem, realmente não, e é quando eu olho ao redor dela que paro de caminhar instantemente. Em frente aos meus internos estavam Rosalie e Jasper, de jaleco, com um maldito jaleco. Eu estava surpreso de mais e muito boquiaberto para fazer qualquer coisa ou qualquer reação. Rosalie não podia fazer aquilo comigo, ela não podia me castigar dessa maneira, não no meu hospital, não onde eu trabalhava. Porra, Bella. Olho novamente pra ela que não me parecia muito bem, eu via os lábios de Jasper se moverem como se ele estivesse tendo alguma conversa e Rosalie apenas olhava pra ela, de cima á baixo. Apertei as minhas mãos em punhos e sai caminhando rapidamente em direção a eles.
“Que porra está acontecendo aqui?” sinto todos os pares de olhos na minha direção, mas a única pessoa que eu mantinha contato visual era Rosalie, ela me encara com um olhar superior e bastante séria. Olhei novamente para o seu jaleco. Porra. Estava bordado com as siglas do hospital. Ela não podia fazer isso, não aqui.
“É o que você está vendo Edward, estamos trabalhando temporariamente por aqui.” Foi Jasper quem abriu a maldita boca, travo a mandíbula assim que meus olhos caem sobre ele, Jasper tinha um sorriso torto estampado no rosto como se estivesse se divertindo com aquilo. “Estávamos conhecendo os seus internos, Aro nos disse que poderíamos pegar quem quiséssemos.” Ele dá um sorriso debochando em direção aos três. Dou um passo a frente, perto de mais dele, fazendo com que Jasper arqueie a sobrancelha em desafio.
“Vocês não tem esse direito, não podem vir aqui e me atormentar desse jeito, não podem, não onde eu trabalho.” Então Rosalie se põe ao lado do primo e revira os seus olhos na minha direção, ela sabia o quanto eu odiava aquele gesto.
“Não estamos aqui por você Edward, ouvi sobre o caso das crianças siamesas e fiquei curiosa. Mas quer saber, sim, eu adorei saber que você trabalha aqui, porque como eu disse ontem, eu não vou desistir.” Eu ainda conhecia Rosalie um pouco para saber quando ela estava sendo sincera e um pouco sínica. Dou um pequeno sorriso sem humor algum e coço a parte de trás da nuca fazendo uma careta.
“Não tinha outro hospital pra vocês irem? Aposto que tem um monte de crianças siamesas por ai, não aqui, não no meu hospital.” Eu estava realmente um pouco raivoso e era nítido quando Jasper e Rosalie deram um passo para trás. Eu não podia negar que quando ela olhava mim daquele jeito, obre os cílios e um pouco assustada eu baixava a minha guarda, porque alguma coisa, uma pequeno coisa mexia dentro de mim.
“Bella, você está se sentindo bem?” ouvi um sussurro atrás de mim. Olho sobre os ombros vendo Bella um pouco estranha, ela tinha uma mão na cabeça e ela aprecia muito pálida enquanto dava alguns passos para trás e era sustentada por Alice que segurava o seu cotovelo, franzi o cenho em preocupação, ela não estava nada bem. Ela certamente não estava nada bem com aquela situação, e ela tinha toda a razão do mundo.
“Você não pode nos impedir de trabalhar aqui Edward, você não é o diretor, Aro nos contratou e vamos ficar. Estamos apenas escolhendo um dos seus aprendizes.” Voltei a minha atenção para Jasper que aprecia feliz de mais com aquela situação. Maldito seja. Eu teria uma conversa com Aro imediatamente, isso não podia ficar assim, essa situação era ridícula.
“Escute aqui, vocês...”
“Bella, o que você tem?” Emmett pergunta novamente tirando a minha atenção para ela novamente. Ela estava muito mais pálida, fiquei malditamente preocupado quando ela parecia levemente tonta enquanto se apoiava no seu amigo, todos os problemas tinham acabado pra mim naquele momento, vendo-a daquele jeito. O meu coração perdeu uma batida quando ela olhou pra mim, seus olhos estavam fundos e sua pupila estava dilatada, aquilo não estava certo. Dou alguns passos na sua direção, e paro bem na sua frente, muito perto dela.
“Bella, o que você está sentindo, você tá bem? Pelo amor de Deus você...” E antes que Bella pudesse responder, ela desmaia bem na minha frente enquanto eu consigo segura-la rapidamente para que ela não caísse no chão. Era um desmaio, mas eu fico absolutamente atordoado com a pequena remota e completamente assustadora possibilidade de perdê-la.
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