Entre Médicos
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Seattle, Washington.
Isabella Cullen.
A primeira coisa que pensei quando abri meus olhos foi em Edward Masen e suas mãos magicas. Inevitavelmente passei a noite toda sonhando com essas duas coisas. Um sorriso grande cresceu nos meus lábios, fechei meus olhos e dei uma longa suspirada enquanto me esticava no colchão. Abracei meu travesseiro e tentei novamente dormir, eu me sentia tão relaxada e feliz. Eu nem me lembrava como era isso. “Mããããããe, to com fome.” O gritinho mais agudo e descontente que eu conhecia soou nos meus ouvidos me fazendo ficar alerta. Choraminguei enquanto chutava as cobertas e o travesseiro pra longe de mim, a pouca claridade ainda irritavam meus olhos. “Oh mãããããe!”
“Noah, eu já ouvi, pelo amor de Deus, você não precisa acordar a porcaria da vizinhança toda.” Gritei um pouquinho alto enquanto me trancava no banheiro. Tirei minha camisa com força a jogando no sexto de roupas sujas. Liguei o chuveiro na água morna e senti meus músculos relaxarem assim que entrei debaixo da água, eu não sabia o qual atrasado Noah estava. Também não podia deixar o menino ir pra escola com fome. Lavei meu corpo rapidamente com sabonete e lavei os cabelos com shampoo de morangos. Enrolei uma toalha em cima da minha cabeça, coloquei um roupão e escovei meus dentes. Quando sai do banheiro Noah estava sentado na minha cama balançando os pés pra lá e pra cá, ele já estava com seu uniforme, um par de crocs azul e preta nos pés, seu casaco fofinho e quentinho e seus cabelos caidos na testa, como sempre. Ele parecia sonolento seus olinhos caidos. Meu menino estava virando um rapazinho. “Bom dia, amor.” Beijei sua bochecha e ele bocejou.
“Bom dia mamãe, eu estou com fome e com taaaaanto sono, não quero ir pra escola.” Noah se jogou na minha cama fechando os olhos. Eu sorri e fui para o closet.
“Se você quer ser um cirurgião, como diz que vai ser, tem que estudar.” Coloquei uma calça jeans, um suéter cinzar com gola V, um par de tênis casual preto e penteei os cabelos. “Agora tire sua bunda da cama e vamos comer.” Noah resmungou e saiu do quarto quase arrastando seu corpo no chão. Revirei meus olhos e desci as escadas com ele reclamando como sua vida infantil era horrível. Olhei no relógio de parede e nós tínhamos menos de vinte minutos para iniciar suas aulas. Maldição. “Estamos atrasados Noah, já arrumou seus materiais?” Ele suspirou e foi para o seu quarto, provavelmente para pegar sua mochila. Coloquei cereal e leite em uma vasilha, Noah desceu segundos depois com sua mochila. Ele sentou na bancada pra comer. Tomei um copo de leite e corri escada à cima para pegar a chave do carro e o celular. Destravei a tela pra ver quantos minutos ainda tínhamos e vi uma mensagem não lida.
Cheguei agora, estou exausto e não consigo dormir, queria conversar um pouco com você, mas provavelmente você deve estar dormindo D:
Edward M.
Um sorriso enorme cresceu no meu rosto, ele estava pensando em mim, então provavelmente eu não era a única. A mensagem tinha sido enviada as quatro da madrugada. Então ele provavelmente estava dormindo.
Bom dia, você provavelmente deve estar dormindo agora. Como foi lá?
Isabella S.
Coloquei o aparelho no bolso com um sorriso e corri até a cozinha, Noah ainda comia com seu rosto sonolento e um bico enorme, eu riria se ele não estivesse tão frustrado. “Terminou filho?” ele ergueu seus olhos azuis pra mim e enfiou uma colherada de cereal na boca lentamente, mostrando claramente que ele não tinha acabado. Meu celular vibrou na minha bunda.
Bom dia! Eu já estou de pé faz um bom tempo, acabei de chegar de uma corrida no parque. Alex tinha um coagulo no lobo frontal, eu tive que abrir sua cabeça de novo. Quando sai do hospital ele ainda estava dormindo. O neuro que ficou de plantão está me mantendo informado.
Edward M.
Além de trabalhar como um maníaco louco, ele provavelmente sofria de insônia o que não era comum em cirurgiões, nós só queremos ter um tempo para dormir.
Eu sinto muito, espero que ele fique bem. Imagino que esteja sendo duro pra você. Espere, hoje é sua folga e você está acordado às seis e cinquenta da manhã?
Isabella S.
“Mãããããe, eu tô atrasado.” Noah gritou, suspirei e guardei o telefone no bolso. Saímos de casa e Noah correu pro carro. Ele sentou na sua cadeirinha e ajudei a colocar seu cinto, dei um beijinho na ponta do seu nariz e Noah pela primeira vez na manha deu um sorriso. Quando dei partida liguei o DVD em algum desenho.
“Eu sei que você não queria ir à escola hoje Noah, mas não é bom você perder aula, e você sabe disso. Mas quado eu vier buscar você, podemos fazer alguma coisa divertida juntos. Você escolhe.” Olhei rapidamente para o retrovisor e Noah tinha um grande sorriso torto.
“O que eu quiser?” Ele ergueu sua sobrancelha e tive medo por um breve minuto.
“Vamos pensar sobre isso!” Senti meu telefone vibrar e involuntariamente sorri, porque eu já imaginava quem seria. Pena estar dirigindo e não poder olhar e nem responder. Eu parecia uma adolescente.
“Eu vou pensar sobre isso também.” Ele sorriu ainda mais e voltou a prestar atenção no desenho enquanto catalogava as musicas infantis animadamente, mexendo sua bunda pra lá e pra cá. Não amar aquele garoto era impossível. Eu corri um pouco acima do limite de transito e dez minutos depois estacionei em frente a sua escola. Desci do carro e abri a porta pra ele enquanto o ajudava a sair da sua cadeirinha, Noah desceu um pouco sem jeito tentando colocar a mochila nas costas, sorri e o ajudei.
“Tenha uma boa aula, meu homenzinho.” Me abaixei um pouco e beijei sua cabeça. Noah sorriu e assentiu.
“Tchau mamãe.” Ele acenou e correu para o portão sendo recebido pelo porteiro. Fiquei alguns minutos vendo a multidão de crianças entrando animadamente e perdendo Noah de vista. Eram muitas crianças, santo Deus. Entrei no carro e ansiosamente peguei meu telefone abrindo a mensagem.
Oh, oh, você não imagina o quanto duro foi ontem à noite, eu tive que resolver o problema no meu carro, foi constrangedor. Bem, eu não sou um cara que dorme muito, acho que cochilei vinte minutos. Mas e você, o que está fazendo de pé tão cedo? Pelo que sei está sendo prestigiada com mais um dia folga pelos seus intermináveis plantões anteriores.
Edward M.
Quando terminei, tive certeza que todo o sangue do meu corpo se concentrou todo no meu rosto. Eu não era uma garota amável de manhã, não era mesmo, mas Edward, e seus dedos cirúrgicos, bem, ele me fazia flutuar e isso me apavorava. Quando digitei a primeira letra uma buzina alta e alguns palavrões foram ouvidos do carro atrás de mim. Inferno. Revirei meus olhos e joguei o aparelho no banco passageiro. Quinze minutos depois estacionei na garagem e peguei meu telefone, eu estava tão fascinada e ansiosa que nem esperei entrar em casa.
Você é um doente pervertido, agora estou com você se masturbando no carro na cabeça, acredite, é mais engraçado do que excitante. Bem, eu tive um garoto de cabelos amarelos me acordando cedo pra ir estudar. Mas agora perdi o sono também.
Isabella S.
Entrei em casa com o celular em mãos, segurando como se minha vida dependesse disso. Fui até a cozinha e preparei um sanduiche de peito de peru e um suco de uva. Olhei para o celular e não tinha nada. Me joguei no sofá, tirei os sapatos e liguei a TV parando em um canal que passava algum filme aleatório de comédia. Comi meu sanduiche e revezei entre olhar a tela do celular e olhar para o filme. Acabei cochilando em algum momento do filme.
Quando acordei passava outro filme na TV. Eu estava demente de sono. Peguei o celular, nenhuma nova mensagem, era nove e quarenta da manhã, então eu dormi um pouco de mais. Ele teria se sentido impotente por eu ter falado que a imagem dele se masturbando era engraçada? Eu estava brincado, merda! Pensei em mandar alguma outra mensagem, mas não queria parecer tão desesperada. Mordi meu lábio e mudei de canal para um noticiário, eu não gostava muito de ver noticias ruins, o que normalmente tinha nos noticiários, eu já estava bem carregada disso no meu trabalho, mas eu gostava de ficar bem informada pelo que rondava o mundo. Olhei para a tela do celular, cinco minutos depois e bufei. Ele não vai responder. Ótimo! Na TV transmitia um acidente em uma rodovia próxima, um acidente grande, com um caminhão, uma moto e três carros. Mordi meu lábio, Seattle Grace certamente ficaria uma loucura na emergência, eu gostaria de estar lá, talvez Edward tenha recebido uma chamada e tenha ido. Meu celular vibrou e eu rapidamente o peguei da mesinha de centro.
Sinto muito pela demora, Sony fez uma bagunça no meu apartamento, digamos que ele tomou um banho com o meu lubrificante, tive que limpar o chão e dar um verdadeiro banho nele, esse cachorro às vezes é meio louco. Bem, você parecia bem excitada ontem. ;)
Hey, o que vão fazer hoje á tarde?
Edward M.
Peguei-me rindo sozinha como uma garota. Joguei a cabeça pra trás gargalhando um pouco, parei de rir no momento em que percebi que meu coração batia compulsivamente após a mensagem, isso não era um bom sinal. Olhei para a tela do celular, ainda na sua mensagem, suspirei e tentei acalmar o meu coração.
Hum, ainda não sei, Noah quer fazer algum programa legal, eu prometi. Por quê?
Isabella S.
Deliguei a televisão e me joguei no sofá, olhando para o teto branco e pálido, se eu me apaixonasse eu estaria cometendo uma enorme burrada, isso simplesmente não podia acontecer, eu podia mandar no meu coração! São os meus sentimentos, então quem manda sou eu. Merda, eu sabia que eu estava fodida a partir do momento em que aceitei sair com ele. Se o sentimento fosse recíproco, qual seria o problema em me apaixonar, certo?! Cedo Isabella, está cedo, pare de pensar nisso. Tudo baboseira!
Se vocês não tiverem nenhum plano ou algo assim, nós poderíamos ir jogar baseball, eu fiquei devendo isso ao Noah. Então...
Edward M.
Noah adoraria isso, além de adorar baseball, Noah amava Edward, sair com ele com certeza não seria ruim, nem pra mim e muito menos para Noah.
Quando eu for busca-lo no colégio, irei dar a ideia. Tenho certeza que ele vai adorar!
Isabella S.
Passei o resto da manhã sem fazer absolutamente nada de útil. Edward e eu passamos um bom tempo trocando mensagens aleatórias, sobre amenidades e o quanto nós adoraríamos estar no hospital para receber os acidentados. Falar com ele era como respirar, bom e simples, a conversa fluía tão bem, e eu sorria a cada coisa idiota que ele falava. Edward era um bom homem, eu sabia disso, um pouco durão é claro, mas no fundo, ele era maravilhoso, eu queria conhecer cada canto dele e isso me assustava. As onze fui buscar Noah, estacionei o carro do outro lado da rua e fiquei perto da saída, quando a multidão de crianças afobadas começaram a sair, correndo, gritando e alegres, estiquei meu pescoço a procura do meu homenzinho de cabelos amarelados. Não demorou muito e vi ele caminhando, segurando os dois lados da mochila e conversando com um garotinho do seu tamanho. Noah me viu e sorriu, ele se despediu do colega e veio correndo na minha direção. “Mamãe, até que enfim, parecia que nunca ia acabar.” Ele revirou os olhos, sorri grande e baguncei seus cabelos já despenteados.
“Então, decidiu o que vamos fazer hoje?” Noah colocou sua mochila no banco ao lado enquanto eu o ajudava com o seu cinto.
“Não muito, podíamos ir ao parque ou ao shopping, podíamos ir ao parque e ao shopping.” Ele sorriu animadamente me olhando pelo retrovisor, nem de longe ele parecia aquele garoto emburrado de cedo. Noah também não era uma pessoa de manhã como eu, então acho que isso estava na sua genética.
“Bem, seu amigo nos convidou para jogar baseball.” Ele ficou um tempo em silencio.
“Edward?!”
“Quem mais?” Ele deu um gritinho entusiasmado e fez uma pequena comemoração.
“Legal, nós podemos ir? Vai ser incrivel.” Noah passou todo o caminho tagarelando sobre o seu jogo e como seria divertido. Passamos em um restaurante perto de casa e almoçamos, Noah estava tão animado que eu não conseguia seguir o seu pique. Mandei uma mensagem para Edward, avisando que as três, estaríamos na porta do seu prédio.
As três estacionei em uma vaga em frente ao parque, olhei para o enorme edifício luxuoso e mordi meu lábio. Noah foi o primeiro a descer arrastando a sua mochila pesada, eu me perguntava o que ele carregava ali, além do seu taco.
Estamos aqui em baixo.
Isabella S.
Mandei uma mensagem rápida antes de sair do carro. Coloquei a mochila do Noah nas minhas costas e peguei sua mão para atravessamos a rua movimentada. Entramos no saguão perto dos seguranças, aquilo era muito moderno e caro, santo Deus. Noah olhava tudo atentamente e mexia os dedos impacientemente. Ele era um garoto sem muita paciência e muito ansioso para o seu proprio bem.
Eu já desço, é só se identificar na portaria e ir direto para a quadra de esportes, nos encontramos lá.
Edward M.
Na recepção tinha o mesmo senhor carrancudo de sempre. Falei meu nome e ele passou uma boa quantidade de tempo fazendo o que quer que seja no seu maldito computador de ultima geração, pediu minha identidade e passou mais uma boa quantidade de tempo digitando. Revirei meus olhos e olhei para os elevadores a espera de Edward aparecer em um deles. Depois de alguns minutos realmente longos o homem me entregou a identidade e me liberou. Assim que passamos pela grade eu pude sorrir um pouco, aquilo era realmente grande e lindo, não tinha muitas pessoas, talvez por ser meio de semana e a maioria estarem em suas ocupações. Noah saiu me puxando até a parte que era reservada para baseball que estava vazia. O sol estava forte, mas nao tão quente, lá fazia alguma sombra, ao menos. “Onde está o Edward?” Noah perguntou meio decepcionado olhando ao redor me fazendo rir.
“Ele disse que já vem. Você podia ir me ensinando enquanto isso.” Noah sorriu contente e abriu sua mochila pesada, tirando um taco, uma luva, uma bola pequena e um boné do seu time favorito. O moleque vinha preparado. Ele colocou o boné na cabeça, colocou a luva que ficava grande na sua mão e me entregou o taco, eu não sabia realmente como eles conseguiam arremessar aquela bola miúda.
“Eu vou jogar a bola pra você mamãe, você tem que arremessar pra eu pegar, tudo bem?” Ele se posicionou de uma maneira estratégica e engraçada. Eu segurei o taco como tinha visto no jogo ontem e tentei mirar na maldita bola. Noah jogou a bola e eu miseravelmente errei feio. Noah bufou e revirou os olhos ao ter que correr do outro do campo onde aquela porcaria tinha parado. “Mamãe, você tem que mirar na bola.” Ele tentou explicar novamente se posicionado na minha frente um pouco longe. Ele jogou a bola novamente e dessa vez passou cima da minha cabeça, muito longe do taco. Noah colocou as mãos no joelho e abaixou a cabeça. Seria engraçado se não fosse trágico. Não tinha o inferno de logica alguém conseguir acertar aquilo sem um treinamento estratégico.
“Ela joga mal pra caramba não é Noah?” Aquela voz rouca e sexy soou da entrada do campo, virei a cabeça e Edward estava parado lá, com os braços cruzados e aquele sorriso torto. Ele tinha um excelente físico, a camiseta preta colada no corpo destacava todos os seus músculos.
“Imbecil.” Sussurrei, Edward gargalhou passando a mão no seu cabelo de sexo, no sol, eles tinham uma mistura louca de loiro avermelhado com castanho, tão louco quanto os seus olhos amarelos brilhantes. Enquanto seus dedos corriam pelas madeixas eu só conseguia imaginar onde aqueles dedos estavam ontem anoite. Mordi meu lábio e senti meu rosto pegar fogo.
“Ela é péssima, Edward.” Noah grunhiu se virando e correndo na direção que a bola tinha parado, do lado oposto do campo, bem, aquele garoto tinha uma jogada forte também. Edward veio caminhando ainda com o sorriso no rosto na minha direção.
“Eu não sabia que você era tão ruim pegando em um taco, Swan.” Ele parou na minha frente, com seu sorriso torto, e o total duplo sentido na frase, estreitei meus olhos e segurei o taco com força pra não taca-lo na sua cabeça.
“Você não faz ideia como eu sei pegar em um taco, Masen.” Ele passou a língua sobre os lábios e voltou a sorrir.
“Realmente, eu adoraria saber.” Edward me deu uma piscadela. Eu peguei o taco e bati de leve no seu ombro. Ele passou a mão no local como se tivesse doido e fez uma careta. Edward olhou para trás onde Noah vinha correndo com a bola na mão e olhando para baixo. Ele tinha um enorme medo de correr e quebrar uma parte do seu corpo, como sempre acontecia comigo, eu disse. Genética. Quando ele tropeçou eu sorri da sua total falta de coordenação motora. Mas antes que eu fosse ajuda-lo. Edward colocou uma mão em cada lado do meu rosto e me deu um selinho rápido, tão rápido que eu quase não percebi, ele sorriu e me deu uma piscadela. Fiquei boquiaberta e mordi meu lábio, tentado repreender a vontade de ter a minha língua na sua. Olhei para Noah novamente com medo dele ter visto, mas o garoto estava preocupado limpando suas calças enquanto vinha caminhando.
“Ainda bem que você chegou Edward. Mamãe não sabe jogar.” Noah resmungou chegando perto de nós. Edward sorriu e se abaixou ficando da altura de Noah.
“Hey garoto, nós vamos ensinar a sua mãe a pegar com firmeza em um taco!” Noah sorriu e com a sua pura inocência não notou o duplo sentido naquela voz maliciosa. Eles bateram o punho como sempre.
“Legal! Então você ensina ela a arremessar e eu pego a bola.” Noah disse animadamente ficando no lugar de antes com a maldita bola na mão.
“Eu acho que vocês dois deveriam jogar e eu apenas assistir. Esportes não foram feitos pra mim.” Resmunguei ficando na posição de antes. Edward sorriu e ficou atrás de mim, bem perto, eu podia sentir o seu hálito no meu pescoço.
“Tudo que você te que fazer é segurar com firmeza.” Ele sussurrou, colocando suas mãos em cima das minhas ao redor do taco. Edward ergueu o taco um pouco acima da minha cabeça para o lado esquerdo. Mordi meu lábio quando senti seu corpo todo pressionado atrás de mim, ele apertou minhas mãos ao redor do taco e colocou sua cabeça no vão do meu pescoço, com o queixo no meu ombro, sua barba por fazer fazia os pelos do meu corpo se arrepiarem. “Agora você mira. Aperta.” Ele moveu o taco um pouco para o lado e de novo apertou suas mãos ao redor das minhas, com força. “Fique com o olho na bola.” Ele sussurrou me fazendo fechar os olhos, minhas pernas fraquejaram, porra, o que eu podia fazer se ele tinha a voz orgástica. “Vamos lá Isabella.” Noah jogou a bola com força e senti a vibração no taco quando consegui acerta-la fazendo com ela saísse voando longe. Noah comemorou com um grito e saiu correndo atrás dela com sua luva pra cima.
“Eu nem acredito que consegui arremessar essa merda.” Edward sorriu no meu pescoço, nós ainda estávamos na mesma posição.
“Eu sei pegar em um taco, baby.” Edward sussurrou no meu ouvido, aquilo saiu totalmente errado, ele abaixou nossas mãos até a minha barriga e me pressionou mais. Ele conseguia me excitar até em um maldito jogo.
“Você pratica muito, não é mesmo?” Ele sorriu, Edward tirou uma das suas mãos de cima das minhas e trouxe para a minha cintura, ele levou meu quadril um pouco pra trás e trouxe o seu pra frente, pude sentir seu pau duro pressionando minha bunda. Puta que pariu. Eu não acreditava que estávamos nessa situação com uma criança correndo por ai. Porra. Eu estava ficando excitada e isso não era bom.
“Depois que eu conhci você, não imagina o quanto.” Edward sorriu e se afastou um pouco quando Noah chegou correndo com a bola.
“Vocês viram como eu peguei a bola? Eu peguei lá no alto. Vamos Edward, ensine a mamãe.” Edward sorriu com a empolgação do garoto e voltou a me ajudar, mas agora um pouco afastado.
“Agora vamos ver se aprendeu.” Edward soltou o taco, me deixando o segurando sozinha e saiu, ele ficou do meu lado e cruzou os braços com um sorriso sacana. Ele olhou pra mim e depois para Noah. Suspirei e segurei o maldito como ele tinha me falado. Quando Noah jogou a bola e senti a vibração dela batendo no taco dei um gritinho feminino, meu filho também pareceu feliz correndo atrás da bola.
“Oh meu Deus, eu consegui, você viu aquilo?” Falei apontando o dedo indicador para Edward que gargalhou, eu estava em êxtase, eu nunca tinha me dado bem em esporte algum. Soltei o taco no chão e corri rodeando o pescoço do Edward com o meus braços, eu estava feliz. Ele sorriu ainda mais alto e passou seus braços na minha cintura me erguendo do chão. O perfume dele, misturado com a sua gargalhada e o seu calor, me fez ainda mais feliz. “Eu nem acredito que eu consegui.” Me soltei dele dando alguns pulos de alegria, um pouco infantil para a minha idade, mas porra. Eu tinha acertado a porcaria da bola.
“Eu disse que você ia aprender.” Edward parou na minha frente sorrindo, aquele sorriso. O meu sorriso. Ele colocou as mãos nos meus ombros e delicadamente beijou a minha bochecha.
“Edward! Eu vou detonar você.” Noah apareceu gritando e gargalhando. Edward me soltou e pegou Noah no colo colocando ele no seu ombro como um saco de batata e saiu com ele correndo pelo campo.
“Vamos ver quem detona quem.” Edward gritou, eu sorri, porque eu nunca me senti tão bem assim. Nós passamos as ultimas duas horas brincado pelo campo. Às vezes nós jogamos, às vezes, mas na maioria, Edward e Noah saiam correndo por ai atrás um do outro, uma vez ou outra eu também entrava na brincadeira, mas o que eu gostava mesmo, era olhar pro meu filho e para aquele homem cheio de segredos correndo e sorrindo. E não podia negar, eu estava amando aquilo. Noah e ele eram perfeitos juntos, uma combinação perfeita pra mim.
[...]
Os pingos de água me molhavam toda, o céu escuro e os relâmpagos avisam que isso era só o começo. Eu choraria de raiva se não estivesse tão irada. Chutei a lataria do carro e deixei a minha mochila cair no chão ensopado de água. Inferno. Eu gostaria de ter uma barra de ferro e quebrar a porcaria desse carro. Quando eu mais precisava, ele me deixava na mão. Engoli a vontade de chorar, esse maldito carro não merecia nenhuma das minhas lagrimas. Abri a porta e tentei girar a chave novamente, talvez por pena, Deus fizesse esse infeliz funcionar. Nada. O carro morreu assim que girei a chave. Dei um murro no volante que machucou minha mão. “Maldito carro estupido.” Chutei um dos pneus e tentei me focar em quantos minutos eu ainda tinha. Eu tinha perdido mais de quinze minutos tentando fazer essa lataria funcionar. Eu estava molhada, minha roupa estava completamente ensopada e meus cabelos, uma merda de bagunça, e eu só queria chorar. Se eu pegasse o metrô eu chegaria quarenta minutos atrasada e isso não era bom. Edward podia estar bonzinho esses dias, mas ele não tolerava atrasos e tudo que eu menos queria no momento era receber uma bronca dele. Peguei meu telefone e liguei para Alice, ela demorou atender, mas quando atendeu não resolveu muito minha situação, ela já estava no hospital e pelo que ela me disse Edward estava uma fera hoje. Olhei para o céu nublado e me deixei perguntar a Deus, por quê? Um trovão iluminou o céu e me permiti chorar. Peguei a minha mochila com raiva do chão e entrei em casa correndo. Fechei a porta com força e tentei me concentrar. Corri até a lista telefônica e procurei o telefone de alguma companhia de taxi. Solicitei um e o homem disse que em vinte minutos alguém viria me pegar. Mas o que ele não entendia era que eu não tinha a porcaria de vinte minutos. Edward arrancaria minha epiderme, eu tinha certeza. Eu não queria irrita-lo, ontem, no nosso jogo ele estava tão leve e contente. Mas agora ele iria arrancar a minha cabeça e tirar o meu cérebro fora. Eu tinha que trocar de roupa, mas se eu chegasse molhada lá, teria mais uma porcentagem de chances dele acreditar em mim.
Quinze minutos depois o taxi buzinou na frente da minha casa. Peguei a minha mochila e sai correndo. Eu tinha esquecido a chave dentro do maldito carro, talvez algum ladrão tivesse sorte dele funcionar e leva-lo embora, assim a seguradora me daria um novo. O taxista, para a minha desgraça era tão lento quando um motorista de ônibus. E não importa o quanto eu reclamava, ele fingia que eu sequer existia. Maldito arrogante. Meu pager anunciou uma mensagem, eu estava realmente com medo de olhar.
Há pessoas morrendo enquanto você não chega. Espero que tenha uma boa razão Dra. Cullen.
Ele estava furioso, tentei miseravelmente engolir o choro meu dia estava começando uma beleza hoje. Cheguei ao hospital vinte e cinco minutos atrasada, paguei o homem e entrei correndo no hospital, algumas pessoas reclamavam enquanto eu esbarrava nelas. Fui até ao vestiário e me troquei o mais rápido possível, deixei os meus cabelos molhados soltos para que secassem logo e saí correndo. Alice me mandou uma mensagem falando que estavam na sala de exames. Ótimo, uma bronca na frente de todo mundo. Andei o mais rápido que pude até a sala. Alice, Mike e Edward estavam olhando alguma coisa de costas pra mim, em uma analise rápida vi a postura do Edward rígida, ele estava com as pernas ligeiramente abertas, coluna reta e as mãos no bolso do jaleco. “Olá.” Me fiz presente, Alice foi a primeira a se virar, ele fez um sinal no pescoço, como se eu estivesse prestes a morrer, mordi meu lábio e fechei os olhos, Edward não se virou, ele continuava da mesma maneira.
“Trinta e cinco minutos atrasada, tem alguma coisa a me explicar Dra. Cullen?” sua voz era dura, rígida. Ele não se virou, Mike me olhou fazendo uma careta e encolhendo os ombros.
“Meu carro não queria pegar, eu fiquei tentando e nada, liguei para uma companhia de taxi e eles demoraram a chegar.” Expliquei pausadamente, tentando manter a calma e não chorar.
“Você vai ficar por conta dos pós-operatórios hoje, nada de cirurgias e nada de emergência. Se não pode chegar na hora para o trabalho, imagina para salvar alguém.” Assenti rapidamente ainda desnorteada. Edward não se virou e não falou mais nada. Por que aquilo me incomodava tanto? Ele é seu chefe, não misture as coisas. Saí da sala com uma bola formada na minha garganta. Fui até o balcão das enfermeiras e peguei todos os prontuários que eu podia. Talvez isso tirasse todas as ideias da minha cabeça. O primeiro foi o Sr. Miller, ele tinha feito uma revascularização miocárdica na noite passada, o que me ocupou por um bom tempo, ele era um senhor divertido cheio de perguntas. Perto da hora do almoço recebi uma mensagem de um número desconhecido falando que iria me encontrar na hora do almoço, rapidamente me lembrei do advogado e mandei outra mensagem confirmando.
Perto do meio dia fiz mais uma visita a outro paciente e fui até a lanchonete, mandei uma mensagem para Paul avisando que já estava livre. Seria meio difícil pra ele me achar no meio de um monte de garotas com a mesma roupa que eu, mas não seria difícil encontrar alguém de terno no meio de um hospital. Sentei em uma mesa um pouco mais afastada e fiquei com os olhos fixos na entrada, vi Edward entrar com uma cara rabugenta, ele tinha um copo de café nas mãos, olhar duro e mandíbula travada. Ele sentou em uma mesa não muito próxima, eu queria ir até lá, mas ele não parecia de bom humor. Poucos minutos depois vi Jacob entrar acompanhado de um homem de terno, eles eram muito parecidos, Jacob falava alguma coisa e o homem sorria, ele era bonito, eu não podia negar, seus traços eram indígenas como os de Jacob e ele tinha o mesmo sorriso do irmão, encantador e infantil, cheio de dentes brancos. Jacob me viu e deu uma piscadela, o irmão acompanhou o seu olhar, eles falaram alguma coisa entre si.
“Bella, este é Paul meu irmão, Paul está é a linda Bella.” Jacob fez as apresentações sorrindo, eu fiquei de pé e apertei a mão em comprimento.
“É um prazer conhece-la.” Paul beijou minha mão como uma lorde e sorriu. Ele era encantador, seus cabelos eram negros e um pouco curtos como o do Jacob, tinha a pele morena, olhos negros e miúdos dano um charme, e ele era tão forte quanto Jacob talvez quase como Emmett, seu terno negro estava tão apertado eu pesei que rasgaria a qualquer momento como o Hulck. Ele era a porcaria de um homem lindo.
“Bom, vou deixar vocês sozinhos, eu tenho um punhado de vidinhas pra trazer ao mundo. Paul, não a paquere, ela já tem meu coração.” Jacob gritou enquanto caminhava trazendo a atenção de muitos para nós dois. Ótimo. Olhei para onde Edward estava sentado e ele tinha seus olhos fixos em nós dois, aquele olhar que me dava medo, sua mandíbula estava travada e ele estava sério.
“Jacob é uma figura. Ele é o doido da família, então não de muita importancia as coisas que ele fala.” Paul ergueu as sobrancelhas sorrindo, ele puxou uma cadeira para que eu me sentasse e sentou na minha frente. Ele era um cavalheiro. “Então... conte-me a sua historia.” Ele batucou os dedos na mesa e ergueu as sobrancelhas pra mim dando um sorriso torto. Olhei novamente para o lado e Edward estava da mesma forma, seus olhos caramelizados fixos em nós dois como se pudesse nos matar apenas com esse olhar. Engoli em seco e sorri para Paul. Comei a contar de forma mecânica o que me levou a querer o meu divorcio, ele ouvia tudo atentamente olhando pra mim, assentindo e sorrindo. Paul pegou alguns papeis de uma maleta que ele trouxe e me entregou, me explicando e lendo cada artigo comigo, todos os meus diretos, todo o proccesso judicial, sempre com um belo sorriso no rosto.
“Eu apenas quero o divorcio, não quero absolutamente nada dele.” Fiz uma careta empurrando a quantidade de papeis para o lado. Paul assentiu.
“Vocês tem um filhon juntos, ele terá que pagar uma pensão, isso é uma obrigação dele como pai. Ele está de acordo com o divorcio?” fiz uma careta e Paul pareceu entender. “De qualquer maneira você irá se divorciar, mas se ele estivesse de acordo, seria muito mais rápido e pratico.” Paul explicava tudo calmante. Então nós marcamos outra reunião para acertar o pagamento e a partir daí ele já daria entrada com o papéis. “Fique tranquila Bella, nós vamos resolver isso.” Paul colocou suas mãos em cima das minhas sobre a mesa e deu um aperto confortável.
“Eu preciso de você. Agora!” Olhei para cima e Edward estava parado ali como uma estatua. Sua postura rígida, o rosto uma mascara de arrogância, minha respiração ficou presa nos meus pulmões por uma boa quantidade tempo eu estava quase hiperventilado. Sorte eu estar em um hospital. Edward parecia impaciente, sua mandibula estava contraida á deixando muito mais quadrada do que naturalmente já era. Edward cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha, eu acharia fofo se não estivesse tão perplexa. Olhei para Paul que encarava Edward de cima a baixo com curiosidade.
“Hum, Paul, eu preciso ir, nós nos falamos na segunda?” Paul ficou de pé assim como eu e estendeu sua mão pra mim, ele deu sorriso cafajeste idêntico ao de Jacob, mas no seu caso, ele tinha um ar infantil e meigo, um pouco diferente do irmão.
“Claro Bella! Eu ligo pra confirmar no domingo. Tenha um bom dia, foi verdadeiramente um enorme prazer conhece-la.” Ele como no inicio, beijou minha mão como um verdadeiro Don Juan, mas eu não via maldade ali, ele apenas era cordial, e eu apreciava isso. Olhei para Edward que revirou os olhos veemente, sem ao menos se dar ao trabalho de disfarçar, e saiu caminhando rapidamente na minha frente. Ele estava uma fera. Ótimo. Dei um último sorriso para Paul antes de sair seguindo o Dr. Impaciente para fora da lanchonete, ele caminhava pelos corredores tão apressadamente o que me irritava. Suas penas longas davam enormes passos e eu fiquei atrás apenas o seguindo. Edward abriu uma porta de algum quarto, me esperando chegar ate ele com a mão na maçaneta, eu não corri, como talvez ele esperava que eu fizesse, continuei cainhado tranquilamente, ele arqueou a sobrancelha pra mim em desafio e fiz o mesmo, Edward impacientemente colocou uma mão na cintura enquanto a outra continuava na maçaneta. Parei na sua frente e olhei nos seus olhos, eles estavam como fogo, semicerrados e amarelos brilhantes.
Entrei no quarto esperando encontrar algum paciente a beira da morte, mas tudo que encontrei foi um quarto vazio, a cama perfeitamente arrumada e nenhum sinal de ninguém ali. Me virei e Edward tinha fechado a porta atrás dele, seus braços estavam cruzados, a mandíbula travada. Um maldito militar.
“Qual seria a emergência Dr. Masen? Eu estava no horário de almoço.” Edward sorriu completamente sarcástico e negou. Ele parecia o mesmo estupido que eu conhecia no inicio do mês.
“Cirurgiões não tem horário de almoço Dra. Cullen, você deveria saber disso. Se não aprendeu ainda. Aprenda! Eu sou seu superior e chamo você na hora que eu quiser.” Ele travou o maxilar, coloquei minhas mãos na cintura e dei dois passos na sua direção. Se eu chutasse suas bolas, hipoteticamente falando, eu seria suspensa? Por que, Deus, essa era a minha vontade.
“Você não é meu dono doutor. Eu sou uma empregada assalariada e tenho direito a porcaria de uma refeição, eu como, você sabia?” Edward deu seu sorriso torto e passou à língua nos lábios, eu teria pulado no seu pescoço e enfiado a minha língua na dele, se eu não estivesse tão furiosa.
“Seria bom você arrumar suas paqueras fora do hospital. Dra. Cullen.” Ele cuspiu furiosamente as palavras, uma veia grossa que só aparecia na sua testa quando ele gritava ou estava verdadeiramente irritado surgiu, grossa, como se fosse estourar e soltar uma quantidade absurda de sangue dali. Eu sorri e cruzei os braços, não foi um pequeno sorriso, foi um de orelha a orelha.
“Você esta com ciúmes, doutor?” Edward fez uma careta e deu um passo na minha frente, ele parecia desnorteado e sem palavras, eu teria gargalhado se aquela veia absurda não parecesse que fosse estourar a qualquer minuto.
“Por favor, não seja ridícula, eu não estou com ciúmes de você.” Ele gesticulou com as mãos e ficou de costas pra mim, Edward passou sua mão no seu cabelo se sexo e eu sorri ainda mais.
“Você parece estar, não se preocupe, ele é meu advogado, irmão do Jacob, estávamos conversando sobre o meu divorcio.” A sala ficou um silencio absurdo e a situação parecia cômica pra mim. Aquilo era ciúmes, não era? Toda a raiva que eu sentia daquele homem foi embora no momento em que ele se virou pra mim, com o rosto cansado e confuso, eu queria abraça-lo.
“Ele parecia querer muito mais que isso. Ele te chamou de Bella.” Deu de ombros olhando para o chão, eu estava achando aquilo adorável.
“Não se preocupe, eu prefiro você. Paul só estava sendo gentil. Todo mundo me chama de Bella, Edward.” Ele ergueu seus olhos pra mim e vi um pequeno sorriso se formar no canto da sua boca, ele coçou a nuca fazendo uma careta engraçada.
“Eu fui ridículo, me desculpe. Eu fiquei furioso com aquele cara olhando pra você daquele jeito. Me desculpe de verdade.” Ele traçou seus dedos mágicos na minha bochecha até o meu pescoço. Edward ficou bem próximo e beijou minha testa. Ele estava com ciúmes! Aquilo era adoravelmente perfeito. “O que aconteceu com o seu carro?” Seu hálito de café estava tão perto que eu fixei meus olhos na sua boca perfeita.
“Aquela porcaria não quis pegar, eu tentei a manhã toda. E ainda chovia, eu não quero ver aquela lataria na minha frente tão cedo.” Resmunguei bufando e Edward riu. Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e novamente beijou minha testa. Tudo que eu queria era beija-lo. Me aproximei mais colocando minhas mão nos seus cabelos, eles eram macios e perfeitos. Edward olhou para os meus lábios e sorriu. Porra ele enrolava de mais. Puxei sua cabeça e o beijei, eu queria fazer isso desde ontem. Ele colocou suas mãos na minha cintura possessivamente como ele sempre fazia, firme e forte. Puxei seus cabelos e intensifiquei o beijo passando minha língua sobre seus lábios. Quando nossas línguas se encontraram foi como à noite retrasada, foi como se eu flutuasse. Beijar Edward era tão bom! Nosso beijo era calmo apenas apreciando o sabor um do outro. Edward chupou meu lábio inferior finalizando com uma pequena mordida. Depois de um longo tempo nos separamos e ele me encheu de selinhos molhados e longos. Enquanto ele fazia isso eu apenas sorria. Edward colocou uma mão na minha nuca me dando o ultimo selinho enquanto tudo que eu sabia fazer era sorrir.
“Eu acho que nós deveríamos ir trabalhar.” Ele sussurrou roucamente eu nem reparava no que ele dizia, tudo que eu me pegava admirando eram seus lábios levemente inchados e vermelhos. “Você poderia parar de secar minha boca, por favor.” Ele sussurrou sorrindo.
“Desculpe. Ela é gostosa, o que eu posso fazer.” Dei de ombros e Edward segurou os dois lados do meu rosto possessivamente enquanto me dava outro beijo, rápido, duro e molhado. Coloquei minhas mãos no seu antebraço e me permiti suspirar enquanto o beijava. Mordi seu lábio e nos separamos, ofegantes e sorrindo.
“Nós precisamos ir, algum pode entrar.” Ele disse beijando cada lado da minha bochecha, depois minha testa, meu nariz e em seguida meus lábios novamente, mas ele não conseguiu aprofundar o beijo, porque eu sorria de tanta felicidade e ele me acompanhou. “Tudo bem, agora vamos.” Fiz um biquinho fechado os olhos e ouvi ele gargalhar baixinho enquanto ele me deu um último selinho rápido. Saímos sorrindo do quarto olhando para os lados e caminhando lado a lado, no final do corredor cada um iria para um lado, olhei pra ele que me deu aquele sorriso e saiu caminhando. Suspirei e fui ver meus pacientes.
No final do dia enquanto eu me vestia com minhas roupas molhadas tudo que eu podia fazer era rir das investidas frustradas de Emmett para Ângela na porta do vestiário. Angela era conservadora e não aceitaria sair com um galinha feito Emmett, ela estava certa. Alguém precisava seriamente colocar um freio nesse homem, ele parecia uma maquina de sedução ambulante. Angela me daria uma carona, já passava das oito da noite quando finalizei meu expediente, como o castigo do Dr. Ego eu não fiz absolutamente nada de produtivo, nenhuma emergência, nenhuma cirurgia. “Angela vamos, não deixe esse pervertido poluir sua mente.” Puxei sua mão para longe de Emmett que fez uma careta.
“Qual é Belinha não estraga minha fama. Eu sou um bom garoto.” Ele deu uma piscadela para Angela que corou. Coitada! Revirei meus olhos e saí puxando a garota pelo hospital.
“Ele é lindo.” Ela suspirou, ele só podia ter feito uma lavagem cerebral na minha amiga.
“Ele é um conquistador. Um safado, não caia na dele.” Ele mordeu um lábio em um claro sinal de é tarde de mais. Pobre Angela. Quando chegamos à saída do hospital Angela foi até a recepção pedir alguma informação de um paciente importante, fiquei do lado de fora abraçando a mim mesma enquanto o vento frio e gelado batia violentamente no meu corpo, o céu escuro e sem estrelas anunciava mais uma noite chuvosa. A roupa úmida que eu vestia não ajudava em nada. Tremi um pouco e me encolhi olhando para dentro do hospital tentado ver algum sinal da minha amiga.
“Café?” Aquela voz roupa e sexy soou no meu ouvido baixinho fazendo todos os pelos da minha nuca se erriçarem e não foi de frio. Edward sorriu saindo do seu esconderijo atrás de mim e ficou na minha frente, ele carregava dois copos de café e me entrou um.
“Obrigada. Está frio pra caralho.” Tremi tomando um gole de café, diferentemente de mim, Edward vestia um casaco grosso e grande, um gorro vermelho na cabeça e ainda estava um pouco encolhido. Mas merda, ele estava tão lindo daquele jeito.
“Você quer uma carona? Eu posso esquenta-la.” Ele me deu uma piscadela e eu sorri, olhei pra trás a procura de Angela que tagarelava com a moça da recepção.
“Eu adoraria, mas Angela já vai me levar, a irmã dela é a babá do Noah, e de qualquer maneira ela teria que ir até lá buscar a irmã.” Edward assentiu olhando para um ponto atrás de mim, mesmo com a pouca claridade eu podia ver perfeitamente sua pele branca e pálida, agora vermelha pelo frio, principalmente as suas bochechas avermelhadas, lhe deixando adorável.
“Que pena! Você não está com frio?” Ele colou a mão no meu ombro e franziu o cenho. “Você está molhada Isabella. Pode pegar um resfriado e ficar doente.” Edward tirava o seu casaco enquanto me explicava às inúmeras doenças que eu podia pegar.
“Edward não precisa.” Resmunguei quando ele colocou seu casaco grosso e quente sobre meus ombros. Foi como céu, aquilo era realmente quentinho e tinha o seu cheiro amadeirado.
“É claro que precisa. Eu vou ficar bem.” Edward sorriu beijando minha testa.
“Hey Bella, vamos.” Angela olhou pra mim e para Edward assustada, provavelmente ela não estava acostumada com o Dr. Masen tão próximo.
“Eu vou indo. Boa noite.” Edward sorriu antes de dar as costas e sair caminhando pelo estacionamento. Lindo. Angela olhou para mim e depois para o casaco nos meus ombros. Dei de ombros e saímos andando ate o seu carro, me permiti virar a cabeça um pouco para o lado e cheirar o casaco, tinha o seu cheiro maravilhoso, fechei os olhos e suspirei.
Fale com o autor