Entre Médicos
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Seattle, Washington
Isabella Cullen.
“Bem, como eu disse sou um bom partido, você não sabe o que está perdendo. Só estou falando.” Emmett sussurrou no meu ouvido erguendo as mãos no alto e dando de ombros, eu sorri. Ele era tão perturbado. Emmett tinha sua própria logica infantil. E aquilo me encantava um pouco, mas eu não admitiria aquilo, nunca. Jamais.
“Emm, eu já disse, não vou sair com você, então, por favor, pare.” Como sempre, ele colocou seu braço gigante em cima do meu ombro me apertando contra ele.
“Qual é Belinha, olhe só pra mim, eu faria você delirar.” Então eu gargalhei, Deus, eu não sabia ter uma conversa coerente com Emmett sem leva-lo na brincadeira.
“Você parece um retardado.” Eu o empurrei um pouco e coloquei minhas mãos no bolso do jaleco, encolhendo os ombros, ainda rindo.
“Porra assim você me magoa, querida!” ele colocou as mãos no peito se fazendo de ofendido. “Eu poderia lhe ensinar uma coisa ou duas.” Sussurrou no meu ouvido novamente, de uma maneira, que devia ser maliciosa, mas era Emmett falando, então eu gargalhei um pouco alto de mais, mexendo os ombros, Emmett nunca teria jeito. Assim que ergui meus olhos me perdi na figura parada a metros de distancia de mim. Ele me olhava, com aqueles olhos e um belo sorriso, aquele, aquele sorriso que ele entortava o lado esquerdo do lábio e o deixava tão adorável. Edward sorria pra mim, eu simplesmente esqueci que Emmett estava do meu lado falando asneiras, por que agora, era apenas Edward na minha frente, por que ele sorria. Não tinha nada mais bonito e agradável que aquele homem com um sorriso.
“Bom dia, internos.” Paramos na sua frente e eu ainda o olhava, assim como ele mantinha seus olhos fixos em mim, eu não sabia o que estava acontecendo, mas eu gostava, gostava da forma como ele sorria, gostava como ele podia ter um conversa coerente comigo agora, com todos nós, assim eu esperava, talvez, nós podíamos ser amigos, assim como o resto do grupo, eu adoraria isso.
“Bom dia doutor.” Eu e Emmett falamos juntos, Edward tinha um prontuário debaixo do braço e com a mão livre a passou no cabelo, o deixando ainda mais revolto, ele era tão lindo.
“Onde estão os outros? Não chegaram ainda?” Ele olhou no relógio do seu pulso e consideravelmente baixo, soltou uma praga, ele não tolerava atrasos, eu sorri, por que por mais que ele tentasse ser agradável, ele ainda tinha um toque de arrogante. Ele era o chefe afinal de contas.
“Eles, não chegaram ainda doutor.” Emmett falou sem conseguir guardar o sorriso sarcástico, Edward o olhou com as sobrancelhas erguidas e cruzou os braços, agora, sem o sorriso. “A foda deve ter sido boa.” Soltou baixo, mas o suficiente para que Edward e eu ouvíssemos, Edward revirou os olhos e travou a mandíbula, a deixando rígida e ainda mais bonita.
“Eu não preciso, nem quero saber o que os meus internos fazem fora daqui, eu só quero eles a tempo no seu local de trabalho. Quando os dois irresponsáveis chegarem, mandem-nos irem falar comigo, vão para a emergência e tenham um bom dia.” Então ele virou as costas e saiu caminhando, como um Deus. Fazendo um punhado de pescoços virarem para olhar pra ele.
“Você acha que Alice e Mike...”.
“Eu tenho certeza, eles saíram juntos, tão agarrados que quase se fodiam ali mesmo.” Mordi meu lábio e me encolhi enquanto caminhávamos para a emergência. Alice certamente estaria muito bêbada para sequer beijar Mike, não porque ele era feio ou algo assim, Mike era bonito, mas era como se fosse o meu irmão mais novo, na puberdade. “Eu queria pegar uma cirurgia hoje, seria agradável esquecer os problemas, mas olhe só em volta, parece que todo mundo aqui só caiu e fez um corte.” Emmett fez uma careta enquanto pegava um prontuário. Eu sorri pra ele pegando o meu próprio e dando uma olhada.
“Somos internos Emm, eles nem nos dão valor aqui, supere.” Apertei levemente seu ombro caminhando para o meu paciente. Bem, o que parecia era que eu tinha um punhado de suturas pelo resto do meu dia. Eu estava suturando a testa de uma adolescente na hora que Alice chegou ao meu lado. Sua cara não estava nada boa, com olheiras, seus cabelos curtos e repicados estavam uma bagunça eminente.
“Eu acabei de levar uma bronca tão feia que eu queria estar na sala de arquivos chorando, Edward Masen acabou comigo.” Ela suspirou olhando minhas mãos fazendo o trabalho na testa da garota que fazia uma careta.
“Você está à meia hora atrasada Alice, ele não suporta atrasos, você sabe. Você estava com Mike?” Ela me olhou horrorizada me fazendo rir.
“Bem, nós dormimos na minha casa, dormimos, sabe. Dormir. Apenas dormir.” Eu sorri e neguei com a cabeça. Nós nem deveríamos ter esse tipo de conversa com a garota nos olhando dessa maneira, tão curiosa que nem parecia estar tendo a sua testa costurada.
“Sei...”
“É verdade, Bella, estávamos tão fodidos de bêbados que nem conseguimos andar, quem diga transar, ficou maluca.” Ela parecia perplexa com meus pensamentos, mas por Deus, pelo modo que ela agarrava o pescoço de Mike na noite passada, a única coisa que vinha na minha mente, era Alice e Mike enfiando a língua na boca um do outro.
“Tudo bem, vamos dizer que eu meio que acredito em você.” Ela olhou pra mim e fez uma careta antes de resmungar e sair com passos duros até a parte da clinica. Eu sorri, sorri, por que hoje eu estava feliz.
“Vai ficar cicatriz?” A garota questionou enquanto eu terminava, era um corte realmente feio, para uma garota tão bonita e particularmente popular, pela roupa de líder de torcida.
“Bem, provavelmente, mas vou fazer o meu melhor.” Vi ela revirar os olhos antes de fecha-los por completo.
“Ótimo.” Bufou se remexendo um pouco. Eu não via a hora de terminar aquilo e procurar algo realmente interessante para fazer. Mas como prometido fiz o meu melhor para que no final, não ficasse uma grande cicatriz. Assim que terminei fui ver dois pré-operatórios do Dr. Sam Uley, o que me tomou muito tempo, o segundo paciente tinha feito uma revascularização do miocárdio, e sua família, tinha bastante perguntas a me fazer, que prontamente e pus a responder todas. Assim que terminei já se passava a hora do almoço, então fui até o refeitório e me satisfiz com um sanduiche de peito de peru e um copo grande de café, era tudo o que eu precisava, para encerrar o meu dia. Fui à mesa dos enfermeiros procurar algum prontuário pra mim.
“Dra. Cullen.” Edward parou do meu lado me cumprimentando pela segunda vez no dia. Ele falava provocante. Com um sorriso de lábios fechados, eu já estava tão acostuma com aquilo. Coloquei meu prontuário debaixo do braço e me virei ficando de frente pra ele, Edward tinha seus belos olhos amarelados tão brilhantes hoje que me encantou.
“Dr. Masen.” Ele colocou seu braço esquerdo em cima da bancada das enfermeiras as fazendo suspirar, mas ele não pareceu notar. Ele se inclinou para o lado, ficando apoiado ali, e se virando na minha direção, tão relaxado e agradável. Edward passou á mão direita em seus cabelos, deixando aquela bagunça eminente.
“Eu tenho uma craniectomia agora pra fazer, gostaria de me acompanhar?” Meus lábios quase podiam alcançar minhas orelhas, de ponta a ponta, tamanho foi meu sorriso. Ele levantou suas sobrancelhas e mordeu seu belo lábio. Tão atraente que tive que segurar um suspiro. Eu não reclamaria de morde-los por ele.
“Dra. Cullen, eu estava procurando você, tenho um parto prematuro. Gostaria de me acompanhar?” Jacob apareceu ao lado do Edward, que o olhou de cima a baixo e endireitou sua postura, ficando rígido novamente e cruzou os braços, olhando diretamente pra mim, Edward conseguia ser malditamente bonito irritado. “Oh, como vai Dr. Masen?” Edward não se deu ao trabalho de sequer olhar pra ele, o que foi extremamente rude.
“Ela vai me acompanhar em uma craniectomia agora, se nos der licença.” Com sua voz carregada de dureza e frieza, ele olhou para o pobre Jacob, que me encarou e deu o seu belo sorriso conquistador. Eu mordi meu lábio, por mais que eu quisesse fazer uma cirurgia desse porte, acompanhada do Dr. Ego grande, eu estava morrendo por dentro de ir para a neonatal com Jacob.
“Na verdade Dr. Masen, hum, eu acho que...”
“Oh, você prefere ir com o esquadrão da vagina?” Ele arqueou sua sobrancelha pra mim, e pareceu realmente irritado. O que eu podia falar? Eu tinha uma paixão especial pelo neonatal. Eu não queria deixa-lo irritado, certamente adoraria ir para mais um cirurgia com ele, mas a ideia de fazer um parto, prematuro, me chamou ainda mais atenção.
“Me desculpe, doutor, mais eu estive esperando por essa oportunidade a tempos e...” eu não consegui falar, Edward se virou de costas pra nós e manteve seus passos rápidos e duros para longe de nós. Porra, eu não queria que ele fixasse chateado.
“Ele está irritadinho hoje.” Jacob ergueu as mãos e falou em uma voz fina. Infantil. “Tome o prontuário da paciente. É um parto de risco, ela está com trinta semanas. A paciente se chama Jane Collin, ela só tem quinze anos, e a família do bebê, da adoção, estão aflitos na sala de espera.” Eu olhei pra ele boquiaberta abrindo o prontuário da paciente. “Eu sabia que você não ia querer perder essa.”
“E você acertou! Puta merda, isso vai ser magnifico.” Falei histérica dando um pulinho, Jacob fez um careta e revirou os olhos, mas ele sorria. Jacob era o típico medico-safado-sexy. Aquele que andava por todo o hospital, e todas viravam a cabeça pra ele, quando ele dava o seu sorriso, que era fácil e descontraído, o sexo feminino se desmanchava. Jacob era simples, fácil, e safado.
Pelo resto do dia nós dois passamos dando assistência especial a paciente, ela estava nervosa e tendo contrações nada regulares de cinco em cinco minutos, sua dilatação estava acelerada, e isso preocupava. Às sete da noite Jane teve uma hemorragia, e seguimos com ela para a sala de parto, para uma cesariana de emergência, que só estava marcada para a manhã seguinte. Jacob, eu e toda a equipe passamos duas horas e meia na sala de parto com Jane, uma coisa simples, se tornou complicada e grave. A adolescente teve três paradas respiratórias e duas hemorragias. O bebê, uma pequena e frágil garotinha, teve uma parada cardíaca ao nascer e foi levada as presas para a UTI neonatal. Jacob passou mais meia hora com Jane, que ficou em estado grave na UTI. Todos da equipe saíram da sala cabisbaixos, assim que nos lavamos, Jacob foi para a neonatal e eu dar noticias, aos familiares de Jane e aos pais adotivos da pequena bebê. Ouve choro, lamurias e estresse. Fiquei meu plantão todo na UTI neonatal acompanhando o bebê. Ela era tão pequena, com 39cm e com menos de 2kg, cheia de tubos e medicamentos, sempre com alguém á vistoriado. “Foi um dia difícil Dra. Cullen, mas você fez um ótimo trabalho, seria uma excelente obstetra.” Jacob colocou a mão no meu ombro e sorriu.
“Obrigada Jake, você é um ótimo médico, tenho muito o que aprender com você.” Ele me deu uma picadela, e voltamos a olhar a pequena bebê. Ela estava em estado grave, e passaria por uma cirurgia pulmonar daqui a dois dias, se até lá ela sobrevivesse. A madrugada toda eu fiquei ao lado dela, sentada em uma poltrona vendo seus batimentos lentos, e pressão sempre caindo. Aquilo me partia. Às oito horas da manhã me despedi do recém-nascido e fui até a UTI com Jacob ver Jane. Ela ainda esta mal. Aquele era o lado negro da medicina e eu tinha que aprender a conviver com ele.
“Dra. Cullen.” Edward estava do meu lado, assim que coloquei meus pés fora do hospital, ele estava lindo e casual, calça jeans clara, camisa gola polo preta, um par de tênis, uma mochila nas costas e um punhado de papeis nas mãos. Edward tinha seu sorriso torto, Deus, como um homem podia ser tão bonito?
“Edward.” O cumprimentei, estávamos caminhando lado a lado pelo estacionamento.
“Como foi o parto?” Ele não queria realmente saber, eu soube pela forma esnobe que ele perguntou, para o Dr. Ego grande, partos eram coisas inúteis, talvez sua pergunta fosse apenas uma tentativa de manter um dialogo. Idiota.
“Complicado, a mãe e o bebê estão em estado grave.” Ele olhou pra mim com as duas sobrancelhas erguidas em espanto.
“Oh, eu não sabia.” Ele deu de ombros e suspirou, Edward parecia estar em um dilema consigo mesmo.
“E a craniectomia?” ele finalmente sorriu, aquele sorriso, aquele que seus olhos ficavam tão pequenos que era quase impossível ver aquele mar de caramelos, mostrando todos os seus dentes perfeitos, Edward tinha uma beleza natural, extraordinária, sua mãe era uma vadia de sorte.
“Maravilhosa, o paciente reagiu bem, Emmett me acompanhou, ele tem uma paixão pela neurologia, aprecio isso nele.” Ele me olhou e mordeu seu lábio, nós caminhávamos lentamente pelo estacionamento, lado a lado, quase passando nossos ombros um no outro. “Você, pelo que vejo, tem uma paixão nada secreta pelo neonatal. Estou enganado?” eu sorri e acenei com a cabeça, ele estava fodidamente certo.
“Bem, é verdade, a área me aprecia bastante. Mas eu ainda não sei, tem tantos anos pela frente, para que eu possa escolher minha especialização.” Edward ainda sorrindo negou com a cabeça.
“Você sempre sabe Isabella, ai dentro, você deve ter uma paixão especial pela área, foi assim comigo, pediatria ou neurologia, as duas me fascinavam, mas desde o inicio, não havia nada mais que me fascinava ao ver cérebros e tudo o que ele comanda. É fascinante.” E pela primeira vez eu vi Edward Masen falar com amor e paixão pela alguma coisa, ele adorava a sua profissão, talvez isso o tornasse um profissional tão maravilhoso. Mas Edward na pediatria seria perfeito, ele se dava muito bem com crianças. Lhe dei um sorriso que foi prontamente retribuído.
“Meu carro está bem ali, tenha um bom dia Edward.” Paramos ao lado do meu carro, Edward olhou para os lados como se procurasse alguém e em seguida olhou pra mim, diretamente nos olhos, tão intenso que fez meu coração acelerar, mordi meu lábio e coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
“Você também, tenha um bom dia Isabella.” Então antes que eu me virasse para entrar no carro, seu lábio, de uma maneira rápida, mas leve, beijou minha bochecha, da mesma maneira que eu fiz na noite passada, mas extremamente rápido, ele se virou de costas e começou a caminhar a passos rápidos. Minha pele atingiu quantidades absurdas de vermelho, eu não sabia o que estava acontecendo, mas alguma coisa dentro de mim estava adorando. Eu sorri comigo mesma com a palma da mão sobre o local onde seu lábio se encontrava segundos antes.
[...]
Eu era extremamente desastrada, merda! A cozinha não era feita pra mim, eu já tinha queimado dois molhos de macarrão e estragado duas sobremesas. Não que eu não soubesse cozinhar, eu sabia, mas não sobre pressão. Noah tinha seus grandes olhos azuis olhando pra mim, ele queria me perguntar algo há muito tempo, mas ele parecia não ter coragem. Eu estava nervosa e suja. Mike, Alice e Emmett ficaram de vir jantar na minha casa esta noite. Não nervosa de cozinhar pros meus amigos, mas por que o jantar estava malditamente atrasado. E Noah me deixava nervosa olhando pra mim daquele jeito. “Diabos Noah, pergunte.” Ele arregalou seus olhos em surpresa e olhou para os lados, eu estava picando peitos de frango em pequenos cubos no balcão e ele estava de joelhos em cima da cadeira, olhando pra mim.
“Mamãe! Você disse uma palavra feia.” Me repreendeu, mas não de uma maneira rude, ele estava tímido eu não fazia ideia do por que, mas estava. Segurei o sorriso que queria escapar.
“Desculpe, querido. Você tem alguma coisa a me dizer?” Ele prendeu seu lábio entre os dentes e manteve seus olhos fixos nos pedaços de frango cru na minha frente, eu não sabia o que tinha de errado com ele desde o momento em que comecei a cozinhar.
“Hum, quem virá essa noite?” Ele já tinha me feito essa pergunta um bilhão de vezes hoje, desde a hora em que acordei essa tarde. Esse garoto não estava no seu juízo perfeito. Suspirei e tratei de correr para o fogão na tentativa de não queimar o meu molho desta vez.
“Bem, como eu disse, Emmett, Alice e Mike, Ângela viria, mas ela ficará de plantão hoje.” Eu não olhei pra ele, mas ele ficou uma boa quantidade de tempo calado. Considerei isso como um assunto encerrado.
“Você não é amiga do Edward?” Eu malditamente me queimei com o molho de tomate. Maldição. Coloquei minha mão debaixo da água tentando aliviar o ardor, soltei algumas pragas baixas para não ter o risco de Noah me repreender novamente. Quando o ardor melhorou enrolei minha mão em um pano e me virei ficando de frente para o meu pequeno moleque, ele ainda me olhava, da mesma maneira. Eu não sabia o que responder, Edward estava sendo cordial, mas amigos? Ele é meu chefe!
“Por que você quer saber sobre isso? Ele é meu chefe Noah.” Noah se endireitou na cadeira e pareceu pensar por um minuto ou dois até que voltou a ficar na mesma posição.
“Por que não chamou ele? Edward é legal mamãe, eu gosto, eu me divertiria com ele aqui.” Noah deu de ombros do seu jeito triste de menino sozinho e abandonado. Seus olhos azuis olhavam pra mim com um brilho alucinante e perturbador, ele parecia querer chorar. Coloquei o pano de prato sobre a bancada e peguei os tubos de peito de frango colocando em uma panela aderente. Edward tinha dado alguma droga ao meu filho e eu gostaria de saber qual foi. Ninguém fica amigo de ninguém de uma hora para outra, Noah era um garoto doce e qualquer um que o tratasse bem, virava seu amigo, mas Edward, Deus, ele parecia idolatrar esse homem. Não tinha o inferno de motivo para que eu chamasse o Dr. Ego grande para a minha casa.
“Edward é um homem ocupado meu amor, ele não viria de qualquer maneira. Mas, Emmett virá, sei que vai se divertir com ele.” Passei minha mão sobre os seus cabelos – agora mais curtos – tentando convence-lo a esquecer aquela conversa.
“Mas, se ele viesse, você ficaria chateada?” parei por um momento encarando aquela miniatura pequena na minha frente, ele torcia as mãos uma na outra e não me olhava, Noah estava aprontando alguma coisa, eu sabia disso.
“Não, eu não ficaria chateada.” Dei de ombros tentando terminar aquela conversa. Então ele se calou e voltou a sua posição de antes. Continuei com o meu jantar calmamente desta vez.
“Mamãe?” Noah agora estava do meu lado com os cotovelos em cima do balcão e as mãos no queixo, ele olhava pra mim e parecia inquieto.
“Noah, você está realmente bem?” Ele me deu um sorriso, muito forçado, mostrando seus dentes de leite. Revirei meus olhos e voltei a mexer meu frango. “O que foi?”
“Me empresta seu celular?” Me virei lentamente para Noah e ele continuava a me olhar daquele jeito. Noah quase nunca pegava meu celular, quando ele telefonava para o pai era do telefone fixo, então não tinha motivo pra ele querer isso agora. Coloquei minhas mãos na cintura e ele se afastou um pouco olhando para um ponto perdido do chão.
“Pra que?” Ele pareceu pensar por um momento, como se procurasse uma desculpa, eu conhecia o meu filho o suficiente para saber quando ele queria aprontar.
“Pra jogar, um amigo meu, da escola, disse que tem um jogo muito legal ai, mas eu não tenho, me empresta? É rapidinho.” O que um garoto de cinco anos podia querer fazer com um celular? Tecnicamente nada, mas eu conhecia a minha cria, talvez eu estivesse enganada, mas ele queria aprontar algo.
“Tudo bem, está na minha bolça, em cima do sofá. Assim que terminar o seu jogo ou sei lá o que, vá tomar um banho, sim?” O seu sorriso foi contagiante e ele nem respondeu antes de sair correndo. Dei de ombros e voltei a minha culinária. Fiz algo simples, frango com mostarda e dauphinoise, arroz, macarrão ao sugo e uma simples salada, para a sobremesa tentei fazer petit gateau de chocolate, bem eu tentei, ao menos na aparência ficou agradável de ver. Assim que tudo estava pronto, arrumei a bagunça que fiz ao inventar esse jantar, por Deus, no meu dia de folga eu estava mais cansada do que ir trabalhar. Arrumei a mesa na sala de jantar e fui tomar um banho.
Quando Alice propôs, sim, Alice, ela se convidou com os meninos para se juntar a jantar comigo, eu não podia dizer não, quer dizer, eu poderia, mas eles eram meus novos amigos, e eu gostava deles, fazer um jantar não seria tão difícil assim, bem, eu pensei que não seria. A cozinha não era meu lugar de trabalho predileto, eu gostava, um pouco, mas dava um punhado de trabalho. Eu gostaria de ter ligado mais cedo e ter cancelado, no primeiro molho de tomate queimado eu realmente pensei em desistir, mas então Mike me ligou tão empolgado, já que ele não tinha familiares na cidade, como eu, então lutando contra mim mesma, resolvi fazer esse jantar, com a condição da louça ficar para os rapazes. Assim que tomei um banho, coloquei uma regata branca, um short curto preto, amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo e calcei meus chilenos. Bem, eu estava em casa, seria prudente ficar confortável na minha própria residência, estava um pouco quente está noite. A campainha tocou e desci para que pudesse abrir a porta, mas quando cheguei Noah já tinha brutalmente aberto à porta para que Mike e Emmett entrassem. Noah nunca abria a porta, era uma regra, então antes que eu pudesse repreende-lo ele correu para o sofá e se sentou lá, olhando para o relógio de parede. Bem, parece que quem ele estava esperando tinha se atrasado, provavelmente Alice. “Belinha, eu trouxe cerveja, uma refeição não é uma refeição sem vitamina R.” Emmett praticamente gritou vindo até mim e colocando seu braço pesado em cima de mim.
“Eu trouxe um vinho, espero que goste.” Mike estendeu a sacola de supermercado pra mim com um sorriso.
“Obrigada rapazes, Podem colocar na geladeira, por favor.” Emmett me deu uma piscadela e beijou o topo da minha cabeça antes de caminhar confortavelmente com Mike até a geladeira.
“Hey, carinha, como vai? Tem algum jogo novo pra nós?” Emmett se jogou no sofá ao lado de Noah que olhava pra o relógio em expectativa, Noah não estava normal e eu me preocupava com isso.
“Eu tenho.” Ele falou com indiferença, ligando a TV e colocando em um canal de desenho qualquer.
“Legal, vamos jogar um pouco?” Mike também se colocou ao seu outro lado.
“Talvez mais tarde.” Noah continuou a zapear os canais da TV indiferente a todos nós. Sentei-me no outro sofá ao lado e iniciei uma conversa saudável com os garotos, bem, saudável até certo ponto, quando Emmett começava a falar das suas conquistas e suas piadas sujas eu tive que manda-lo calar a boca.
“Alice está demorando.” Sussurrei olhando o relógio, já tinha quarenta minutos que os rapazes estavam aqui, e nada de Alice, eu estava ficando preocupada. Emmett e Mike já estavam bebendo sua vitamina R e conversando sobre seus familiares, percebi que Mike adorava falar sobre a sua avó.
“Alice sempre enrola, aquela baixinha demora um dia para se arrumar.” Emmett deu de ombros voltando sua atenção para Mike. Noah estava impaciente, eu não sabia qual era a razão. Ele balançava seus pés pra lá e pra cá, olhando o relógio e bufando como um adulto. Ele gostava de Alice, mas eu não sabia que tanto. Então a campainha tocou, e antes que eu me levantasse para abrir, Noah ficou de pé e saiu correndo para a porta, eu revirei meus olhos e fui atrás dele.
“Alice, tudo bem que você queria ficar bonita, mas...” Assim que cheguei na porta, não era Alice que estava para ali. Edward Masen estava parado na soleira da minha porta, com um sorriso de lado, meu coração quase saiu bela boca.
“Achei que você não vinha mais.” Noah reclamou batendo seu punho no dele o fazendo rir. Santo inferno. Edward estava mesmo na minha porta. Fiquei boquiaberta quanto ele passou a mão no seu cabelo. O que diabos ele estava fazendo aqui? Olhei furiosa para Noah que nem sequer mantinha contato visual comigo.
“Desculpe o GPS, não ajudava. Eu trouxe um presente.” Edward entregou uma sacola com o nome de uma loja esportiva. Eu olhei pra Noah para que ele me desse alguma maldita explicação, mas ele estava vidrado no seu presente. Que merda estava acontecendo? “Boa noite Isabella.” Edward sorriu pra mim me entregando uma garrafa de vinho, eu fiquei parada, olhando pra ele por vários segundos consecutivos. Ele estava tão atraente na minha porta, na minha casa. Ele vestia uma camisa de botões, azul-escuro, uma calça caqui preta e um par de sapatos, seus cabelos uma bagunça como sempre e uma barba clara e rala por fazer, aquele homem me fazia odiá-lo e admira-lo ao mesmo tempo, qual era o meu fodido problema?
“Uau Edward, que legal, olha só mamãe.” Noah me estendeu uma camisa e um boné dos yankees, do tamanho perfeito dele. “Obrigado Edward, que legal. Emmett! Olha.” Ele saiu correndo me deixando sozinha com o meu chefe. Parado na minha porta. Eu tinha a leve impressão de ainda estar boquiaberta. Edward me encara por alguns segundo, então lentamente, ele estreita os seus olhos pra mim e fica levemente boquiaberto.
“Você não sabia que eu vinha, sabia?” Edward parecia ter sido enganado também. Eu apenas mordi meu lábio dando de ombros. Ele coçou atrás da nuca e fez uma bonita careta olhando para a rua escura atrás deles. Edward Masen estava na minha porta! “Merda, não sabia. Eu vou embora Isabella, me desculpe, Noah ele...”
“Tudo bem Edward, entre, eu realmente não sabia que você viria, mas fique.” Peguei o seu braço e saiu o puxando para dentro, Edward foi rebocado até estar dentro da minha sala. Ele não estava confortável. Edward olhava tudo ao redor um pouco acanhado e com a mão livre ele ainda coçava a parte de trás da sua cabeça. Fui até aporta a fechando e voltado pra ele. “Como foi que achou aqui afinal de contas?” Ele sorriu e mordeu o lábio.
“Noah, ele me passou a localização.” Disse sorrindo, merda, o moleque era esperto, eu nem sabia que Noah sabia mexer nessas porcarias.
“Edward?!” Emmett estava surpreso, ele parou do meu lado com uma lata de cerveja na mão. “Eu não sabia que viria.” Senti um beliscão nas minhas costas e dei um pulo pra frente. “Bella não disse.” Emmett me fez uma careta que eu retribui. Edward deu dois passos para trás e vi ele apertando suas mãos em punhos, ele parecia estar se controlando.
“Olha, eu realmente vou embora, Isabella, diga a Noah que eu mandei agradecer pelo convite.” Segurei mais uma vez o seu braço, com força, o máximo que eu conseguia, fazendo Edward parar de andar e me olhar. Mordi meu lábio e dei um sorrio de lado.
“Tudo bem Edward. Fique. Fico feliz que esteja aqui.” Ele sorriu e soltou uma bufada de ar que ele nem parecia estar segurando.
“Obrigado.” Ele sussurrou no meu ouvido assim que me virei e caminhamos até a sala. Instantaneamente um sorriso se formou nos meus lábios, sem que ele notasse. Edward se sentou do meu lado do sofá, tão perto, e Deus, tão cheiroso, Edward tinha um perfume alucinante, eu queria montar no seu colo e cheira-lo até desmaiar. Mike ficou surpreso também com a repentina aparição do nosso chefe, mas ficou calado. Noah apareceu vestindo o seu presente e de uma forma bonita, que iluminou meu coração me fazendo perder uma batida, ele abraçou Edward e foi prontamente retribuído. Eles pareciam tão bonitos junto. Eles entraram em uma conversa sobre jogo e futebol, eu nem sabia que Edward entendia dessas coisas, Noah se sentou no colo dele e eu fiquei ali, admirando aquela visão com o coração cheio de felicidade. Vinte minutos depois, Alice ligou dizendo que teve um contratempo no hospital e não viria. Maldita baixinha. Ela iria me pagar por me fazer cozinhar, mas eu não podia reclamar ter Edward na minha sala, com o meu filho do seu lado tão entretidos, me fazia feliz.
“Cara, eu tô com fome, vamos lá Belinha, quero ver se você é boa na cozinha.” Emmett saiu correndo para a cozinha com Mike e Noah, Edward e eu ficamos sentados no sofá da sala, ele me olhou e me deu um sorriso. Tão bonito!
“Pronto para comer a melhor refeição da sia vida?” Fiquei de pé e estendi minha mão pra ele. Edward sorriu ainda mais, daquele jeito que fazia minhas pernas tremerem, ele olhou pra mim e depois pra minha mão por uma fração de segundos antes de segurar a minha mão com firmeza e se levantar.
“Muito pronto.” Ele estava perto, realmente perto de mim, se ele abaixasse o rosto teríamos nossas bocas bem perto uma da outra, com as mão entrelaçadas nós fomos até a sala de jantar onde os outros rapazes já comiam como retardados. Emmett foi o único que notou nossas mãos unidas, ele olhou pra mim e arqueou uma sobrancelha, Edward soltou minha mão e como um verdadeiro cavalheiro puxou a cadeira pra mim, Deus, um homem nunca tinha feito isso pra mim, eu pensei que isso só acontecia em historias das Disney. Edward se sentou do meu lado. Nós comemos em silencio, a comida estava boa, fiquei satisfeita comigo mesma, eu queria estranhamente agradar Edward, eu adoraria que ele gostasse da minha comida. Eu estava ficando maluca?
“Belinha já pode casar. Caralho, eu comi como um boi.” Emmett colocou as mãos na barriga suspirando alto fazendo Noah soltar uma gargalhada. Emmett era tão criança que eu me sentia na obrigação de cuidar dele. Eu sorri porque, tecnicamente, eu ainda sou casada.
“Olha a boca suja Emm, temos crianças na mesa.” Limpei minha boca no guardanapo e olhei para Edward, ele tinha terminado de comer e tomava um gole do seu vinho. Seu prato estava vazio e limpo, o que me fez abrir um enorme sorriso.
“E a sobremesa mamãe?” Noah colocou as mãos na mesa e lambeu os lábios.
“Noah tem razão, onde está a sobremesa?” Emmett se levantou indo até a minha geladeira, folgado!
“Parabéns Isabella, eu não me lembro da ultima vez que tive uma refeição saudável. Você cozinha maravilhosamente bem.” Edward me lançou seu sorriso-torto-molhador-de-calcinhas, coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e sorri.
“Obrigada, fico feliz que tenha gostado.” Emmett voltou com a sobremesa e todos comemos. Graças a Deus recebi elogios, eu não imaginava que ficaria tão bom, eu tinha dotes afinal de contas. Assim que terminamos o jantar Mike e Emmett foram lavar a louça, Edward se ofereceu para ajudar, mas Noah não deixou o puxando para a sala novamente. Emmett e Mike resmungavam como duas velhas. Segui os garotos, Edward mexia no seu celular, sentado confortavelmente no meu sofá, eu não tinha ideia de onde Noah estava. “Ele não estava aqui agora a pouco?” Edward levantou seus olhos pra mim e sorriu. Ele tinha seus olhos de fogo olhando diretamente pra mim, de cima a baixo, eu me senti despida e quente.
“Ele subiu, foi procurar um jogo que queria me mostrar.” Ele deu de ombros, assenti e caminhei lentamente até me sentar ao seu lado.
“O que ele disse pra você? E como ele conseguiu seu telefone?” Edward colocou seu celular no bolso da calça e se virou no sofá, ficando bem próximo a mim. Ele sorria enquanto bagunçava suas madeixas.
“No dia do jogo, lá em casa, eu passei meu telefone em um papel caso ele quisesse marcar outro jogo. Então essa noite ele me ligou do seu telefone e me disse que você tinha me chamado para um jantar, ou algo assim. Eu perguntei por que você não tinha falado comigo pessoalmente e ele respondeu prontamente que você estava ocupada de mais. Aquele garoto é esperto.” Eu não podia acreditar que Noah Cullen tinha feito aquilo, aquele garoto me levava a loucura, eu absolutamente subestimava a inteligência dele. “Então eu disse que não sabia onde vocês moravam, e eu meio que o ensinei a me enviar sua localização.” Edward deu um sorriso forçado e passou a palma das mãos no tecido da calça como se secasse o suor ou algo assim, então eu sorri, sorri por que o meu filho era a criatura mais esperta que eu conhecia, como no inferno aquele moleque tinha tido essa ideia. Eu não suspeitaria de tamanha travessura. “Eu achei estranho, mas juro que se soubesse que era coisa dele, eu não teria vindo Isabella, eu verdadeiramente sinto muito.” Eu continuava sorrindo, quase gargalhando, neguei com a cabeça e peguei a sua mão que ainda estava com a palma estendida na sua perna. Nós dois olhamos para nossas mãos unidas, mordi meu lábio e o olhei nos olhos, Edward também olhava pra mim, com seus belos olhos caramelizados me deixando sem fôlego.
“Eu não me importo Edward, realmente, fico feliz que tenha vindo.” Soltei sua mão me sentindo nervosa, Edward tinha um efeito extraordinário sobre mim, ele me confundia, me deixava tonta.
“Isabella...”
“Edward, olha que maneiro, mamãe comprou pra mim semana passada, você disse que gostava.” Noah desceu as escadas correndo se jogando em cima do Edward, eu lhe lancei um olhar repreendedor mais ele não pareceu se incomodar. Eu teria uma conversa com aquele rapaz mais tarde.
“Uau Noah, eu adoro esse jogo, tem tanto tempo...” Ele olhava para o jogo como se fosse um copo de agua em um deserto ensolarado. Garotos! Eles passaram os últimos dez minutos sentados no chão jogando aquela porcaria, esse não parecia o programa do Dr. Edward Masen, mas ele parecia estar se divertindo.
“Minhas mãos estão enrugadas.” Emmett se jogou do meu lado me mostrando sua mão grande toda branca, ele me entendeu um copo de vinho que peguei prontamente. “O que estão jogando?” Noah nem Edward pareciam ter escutado, eles pareciam estar em sua própria bolha, aquilo era magico. Mais meia hora se passou e agora eu estava sentada no chão também, com um controle de vídeo game nas mãos e tentando entender por onde começava, Emmett me dava uma surra vergonhosa que arrancava gargalhadas dos garotos. Isso era humilhante.
“Bem, acho que já deu minha hora.” Edward se levantou assim que venceu todos nós naquele inferno de jogo, Emmett estava emburrado, Mike triste e Noah apenas com seu sorriso infantil no rosto.
“Não vai Edward, por favor.” Noah se colocou na sua frente com as mãos juntas como se fizesse uma oração.
“Eu tenho que trabalhar amanhã cedo grande corajoso, a gente se fala. Tudo bem?” Noah suspirou e deixou seus ombros cairem.
“Tudo bem, obrigado de novo.” Eles bateram o punho como sempre e Edward sussurrou algo no ouvido de Noah, algo baixo, que eu não consegui ouvir, mas alegrou muito o meu homenzinho que deu um sorriso mostrando todos os seus dentes e no final, ele assentiu dando uma piscadela para Edward. O que diabos eles tinham falado?
“Eu levo você até a porta.” Fiquei de pé e ele sorriu acenando para os rapazes e caminhando na minha frente. Deus, ele tinha um belo par de bunda, a calça era exatamente sob medida para o seu corpo, apertando seu traseiro, uma maravilhosa visão, realmente. A camisa também estava muito bem encaixada no seu corpo, mostrando todos os músculos das duas costas e agarrando bem seus braços fortes. Edward abriu a porta e passou por ela indo para a varanda, eu o acompanhei e fechei a porta atrás de mim. Um vento forte e frio bateu no meu corpo, eu cruzei os braços e olhei para o Dr. Ego. Edward tinha as mãos no bolso da calça e olhava pra mim, Deus, estávamos tão perto de novo. “Obrigada por ter vindo Edward, mesmo que o convite não tenha sido diretamente meu.” Ele sorriu, mostrando seus dentes perfeitos e deixando seus olhos minúsculos, quase impossível de serem vistos, aquele era meu sorriso predileto, eu ficava contente apenas vendo aquele lindo sorriso a cada instante.
“Foi uma noite agradável. Sou o único que tem que agradecer.” Ele chegou mais perto, perigosamente perto, eu tremi e soltei um pequeno gemido. “Você está com frio?” suas mãos grandes e estranhamente quentes seguraram meus ombros. Fechei meus olhos e mordi meu lábio. Por que ele tina que cheirar tão bem? E o vento que soprava fazia sua fragrância ficar ainda mais forte, era emadeirando e muito marcante. Eu não sabia o que estava acontecendo, ou o que eu estava sentindo, a quem eu queria enganar? Edward Masen era capaz de atrair até uma idosa de 100 anos de idade, imagine eu. Quando abri meus olhos, Edward estava perto, a centímetros de distancia, levantei meus olhos e senti a sua respiração, ele cheirava a vinho e menta, eu nem sabia de onde ele tina tirado o cheiro de menta, mas ele tinha, aquilo era perturbador. A luz estava apagada, dando pouca claridade apenas com as luzes dos postes na rua. Uma mecha do meu cabelo teimoso caiu no meu rosto, dedos macios e quentes passaram como pluma na minha bochecha, levando o meu cabelo de volta para trás da orelha, ele fazia isso com tanta delicadeza que me deixava zonza. A palma da sua mão ficou parada por minutos na minha bochecha, inevitavelmente recai minha cabeça em direção a sua mão fechando os olhos de novo. “Você é tão bonita.” Edward sussurrou baixinho, eu podia sentir seu aroma, o ar quente que vinha da sua boca, eu queria beija-lo! Abri meus olhos vagarosamente e suspirei, seu nariz gelado encostou no meu, Edward me deu um beijo esquimó, ele esfregava nossos narizes um no outro, da esquerda para a direita, lentamente. Soltei um pequeno sorriso de satisfação. Eu queria beija-lo!
“Edward...” eu sussurrei, por que eu não conseguia falar nada coerente nesse momento, meu coração batia com tanta destreza que pensei estar tento um infarto agudo do miocárdio. Inferno.
“Eu queria beijar você, mas você me disse na ultima vez que o fiz, que bateria nos meus países baixos, e por mais que eu queira fazer isso, beijar você até perder os sentidos, eu pretendo ter filhos um dia.” Eu sorri, me afastando um pouco dele. Edward tinha seu mais belo sorriso, aquele que eu adorava, nós ainda estávamos muito perto, a centímetros de distancia. Com o polegar ele traçou meus lábios lentamente me fazendo suspirar, e no fim ele beijou suavemente minha testa me deixando zonza.
“Talvez eu não bateria em você dessa vez.” Sussurrei olhando para os seus olhos que agora pareciam tão escuros.
“Eu não vou correr o risco essa noite. Isabella, eu gostaria de conhecer você, de verdade. Por ter sido arrogante com você na maioria às vezes, eu gostaria de recompensar e dar as minhas sinceras desculpas. E perguntar se você gostaria jantar comigo amanhã.” eu quase engasguei com a minha própria saliva. Arregalei meus olhos e me afastei um pouco dele.
“Como um encontro?” soltei minha diarreia verbal, porra! Eu não queria fazer essa pergunta, não seria um encontro seria um jantar de amigos. Imbecil. Eu mordi meu lábio na esperança que ele não tivesse ouvido, mas ele ouviu.
“Como um encontro!”
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