Entre Mundos

4 Descobertas


Quando Layla acorda, a primeira coisa que ela faz é ver onde está e se há alguém ali com ela, ela está no quarto, e não há ninguém, todos foram embora. Layla olha seu celular que horas são.

— O quê? uma e meia? caraca! Eu dormi tanto tempo assim?Droga, perdi a aula—

Layla levanta da cama, e já não se sente mais tonta, em seu braço só tem um pequeno furinho de agulha. Ela procura sua mãe, mas percebe que ela já foi trabalhar, há um recado em cima da mesa:

“Layla, tudo bem você ficar dormindo até tarde, mas cuide da casa, e se arrume, pois assim que chegar do trabalho, eu e você vamos à casa de alguns parentes para buscá-los, eles irão passar o dia aqui. Bjs, Mãe”

— Ninguém merece aquele meu primo chato vai vir... —

Layla vai tomar um banho, depois come alguma coisa, e vai arrumar a casa.

As horas se passam, ela termina de arrumar a casa, e vai para o computador, navegar na internet, Layla tinha costume de fechar a casa inteira quando estava sozinha, mas deixava alguma luz acessa. Nessa hora apenas a luz da sala e da cozinha estavam acessas, mas de repente as luzes começam a oscilar e o computador dá pane e a tela liga e desliga.

“Isso parece mais um filme de terror, mas é apenas uma queda de energia, mas espera..o notebook não está conectado a energia..”, Layla pensa, ela vai até a entrada de sua casa, há casas dos dois lados, logo a frente há um casarão meio antigo, e em frente a esse casarão, há um pequeno comércio, mas em nenhum dos lugares está faltando luz, Layla volta para sua casa, e vai ao porão, onde está o interruptor principal que liga e desligam todas as luzes da casa,quando ela chega lá,ele está ligado “Nossa, que estranho.. "

Layla volta para a sala e se surpreende o homem que tinha aparecido na noite anterior para avisar sobre Jonh, e que havia talvez estivesse aparecido naquele sonho estranho, estava lá.

— Espero que não tenha a assustado... —

— O q..q..o quê, você está fazendo aqui? Não me importa como você entrou..m...mas saia! — Layla sentia seu corpo inteiro gelar de medo, apenas olhar para a cicatriz daquela pessoa, lhe dava arrepios.

— Me desculpe — Ele faz um reverencia — Layla, eu realmente não queria assustar você, mas minha aparência não é uma das mais confiáveis... As marcas em meu rosto assustam... Por favor, me perdoe por chegar assim, mas o assunto é importante... —

Layla respira fundo e tenta voltar ao seu estado controlado de antes.

— Seja rápido —

— Obrigado, bom ... — Ele respira fundo — Você tem que sair com sua família para o mais longe daqui o mais rápido o possível, e não avise a policia, por que há infiltrados, eles vão vir aqui levar você e matar toda a sua família, ou todos que estiverem aqui. Você tem que acreditar em mim, e na hora que você for sair me avise — Ele tira um cartão do casaco e entrega a ela — Pois levarei vocês para um lugar seguro... —

— Não sei se choro ou começo a rir... Quem pretende fazer isso? —

— Jonh e os outros... Desculpe-me falhei em avisá-la, gostaria de ter impedido Jonh, mas infelizmente agora já é tarde... — Ele inclina a cabeça em sinal de desculpas

“Droga! quem esse cara é?”

— Uma pergunta.. — Layla se mantém seria

— Sim —

— Por qual motivo você se preocupa tanto comigo? ­—

— Devo muito a seu pai, pois certa vez ele salvou minha vida, e esse foi o modo como pude retribuir o que ele fez por mim —

— São muitas perguntas e pouco tempo, o que esses caras querem comigo? — Ela parece preocupada

— Resumindo, o seu sangue, eles vão estudá-lo, e quando não precisarem mais de você eles te jogam fora —

— E por quê...? —

— Em seu sangue há uma coisa que eles querem muito, por enquanto é só isso que posso lhe dizer, depois posso explicar mais coisas —

— Não sei o que vou fazer, mas acho que obrigada, mesmo eu estando confusa obrigada —

— Bom seja rápida, e quando você decidir, me avise, infelizmente não posso lhe obrigar, mas espero que você faça a escolha certa... —

O homem sai da sala, abre o portão e vai embora, as luzes voltam ao normal, Layla realmente não sabe o que pensar, aquele era um momento decisivo, acreditar ou não? E se fosse verdade? Seus parentes iriam morrer? E ela iria ser pegue? Depois morta? E se tudo aquilo fosse mentira? E se estivessem confundindo ela com alguém? Mas havia algumas coincidências...