Entre Memórias e o Esquecimento

13 13 Cuidado com o que deseja


Notas iniciais
Queridos leitores, esses últimos capítulos tem sido maiores, mas está sendo necessário.
Espero que não estejam achando uma leitura massante e chata por isso.
Por favor, se estiver chato me falem!
Aí vai + um capítulo pra vcs, espero que gostem.
Bjão e boa leitura :)

Manuela, André e Vagner estão em um barzinho conversando descontraidamente. Agora que descobriram que são amigos em comum e nem sonhavam com isso sempre procuram um tempo para conversarem e colocarem as conversas em dia.

Durante o papo Manuela fica estranha, olhando para o nada. André estranha na hora.

— O que foi gatinha? Ficou estranha de repente.

— Não sei bebe, me deu um aperto no coração, um mau pressentimento. – diz Manu angustiada.

— Você ainda tem esses pressentimentos Manu? – pergunta Vagner.

— Então ela sempre teve isso? – pergunta André.

— Desde pequena. O mais sinistro é que ela nunca errou, sempre que ficava assim, era batata, acontecia ou tinha acontecido alguma coisa e sempre com alguém próximo a ela. – responde Vagner.

— Vou ligar pra minha mãe e ver se está tudo bem. – diz Manu discando o telefone de casa no celular.

Ela fala com a mãe e pouco depois começa a chorar desesperadamente.

— O que foi Manu? Aconteceu algo na sua casa? – pergunta André assustado.

— Na minha casa não, mas a minha mãe ia me ligar agora.

— O que aconteceu Manu? Ta me assustando já. – diz Vagner.

— A Mayumi sofreu um grave acidente, parece que foi atropelada por uma moto, sei lá! – diz Manu aos prantos. – foi levado ao hospital em estado grave.

— Meu Deus! — diz André abraçando Manuela.

— Quem é Mayumi? Aquela morena? – pergunta Vagner.

— Não, aquela é a Bel, namorada do Rogério e ela ta viajando. A Mayumi você não conhece. – responde André.

— Por favor, André, me leva aonde ta minha amiga, quero ver a May, por favor. – pede Manu desesperadamente.

— Claro, me fala em que hospital ela ta e vamos pra lá agora.

— Tudo bem se eu for com vocês? — pergunta Vagner.

— Claro assim você também me dá uma força com a Manu, ela gosta muito dessa amiga. – responde André indo até o carro com a namorada e o amigo.

Quando finalmente chegam ao hospital, Manuela encontra os pais de Mayumi muito nervosos e vai perguntar o que realmente aconteceu. Os pais dizem que só foram informados que ao que parecia, Mayumi estava andando distraída pela rua e não deu tempo de desviar da moto.

— Não entendo Manuela, minha filha sempre foi tão atenta pra essas coisas, não sei o que pode ter acontecido. – diz a mãe de Mayumi chorando.

— Meu Deus, vou avisar a Bel, ela está na praia, mas vou falar com ela.

Enquanto Manu liga para Bel, André e Vagner conversam.

— Nossa, parece que a coisa foi feia mesmo hein. – diz Vagner.

— Espero que não aconteça nada de mais grave com a Mayumi. Ela é gente boa e a Manu é muito ligada a ela e a bel também.

Manuela ainda está nervosa, mas já não chora mais. Vai perto do namorado e do amigo e diz que já falou com Bel.

— Ela está vindo pra cá agora com o Rogério. Não queria atrapalhar a viagem dos dois, mas é a vida da nossa amiga.

— Ta certa, eu faria o mesmo. – diz Vagner.

— Vou ligar pro idiota do Hugo, apesar de não gostar nenhum pouco dele. – diz Manuela discando.

— E esse quem é? – pergunta Vagner.

— O namorado da Mayumi, um conhecido nosso. – responde André.

Enquanto conversam entre si, André e Vagner notam Manuela aos gritos no telefone. Ela sai e continua a conversa lá fora. Ao voltar, está furiosa.

— Filho da puta desgraçado! A May ta assim por causa do Hugo André! – diz Manu nervosa.

— Como assim manu, explica isso melhor.

— Esse desgraçado terminou com a minha amiga hoje André, depois de ficar muito tempo tratando a coitada mal sem motivo nenhum! Agora entendi porque ela estava andando tão aérea na rua. Coitada! Hugo desgraçado vou matar esse filho da puta, juro que vou acabar com ele! – diz Manuela completamente atordoada.

— Calma gatinha, não fica desse jeito, só vai piorar a situação aqui e deixar os pais da Mayumi mais preocupados. – diz André tentando acalmar Manu.

— E esse cara, vem pra cá? – pergunta Vagner.

— Não. O desgraçado disse que não pode, ta se arrumando pra mudar amanhã de manhã. Ainda teve a coragem de me dizer que não ia poder fazer nada por ela, que a presença dele aqui não ia fazer diferença. – diz Manu chorando nos braços de André.

— Esse é um filho da puta mesmo! – diz Vagner.

A noite é longa e todos estão apreensivos, pois não tiveram nenhuma notícia de Mayumi. Já na madrugada um médico chama os pais da jovem.

— Os senhores são os pais de Mayumi Costa?

— Sim doutor, pelo amor de Deus, como está nossa filha? – pergunta o pai apreensivo.

— O estado dela é muito grave. Perdeu muito sangue e tem várias fraturas. Precisamos da autorização de vocês para operar sua filha o quanto antes.

— Podem operar, façam o que acharem melhor, mas, por favor, doutor, salva a minha filha, pelo amor de Deus, não deixa ela morrer. – diz a mãe chorando.

— A Mayumi vai precisar de uma transfusão de sangue. Como disse, ela perdeu sangue demais, porém não temos o tipo sanguíneo dela aqui no nosso banco. Precisaremos de doadores. – diz o médico.

— Droga! Minha filha precisa de mim e eu não posso ajudar. – diz o pai de Mayumi socando a parede.

— Eu também. – diz a mãe. – Meu Deus, por favor, não leva minha filha!

O pai de Mayumi.era hipertenso e sua mãe estava tratando uma anemia.

— precisamos de doadores o quanto antes para efetuarmos a cirurgia, ou infelizmente ela pode não resistir. – diz o médico.

— Eu sou doador, qual é o tipo de sangue da Mayumi? – pergunta André.

— O sangue da minha filha é raro, O-, quase não se tem pessoas com esse sangue. – diz o pai de Mayumi.

— Esse é o sangue que só pode receber dele mesmo não é? – pergunta Manuela.

— Exato e infelizmente esse tipo não está disponível no nosso banco de sangue. – diz o médico.

- Não posso ajudar, sou A+ — diz André.

- Meu Deus, minha filha, minha filha. – chora a mãe de Mayumi desesperadamente.

- Calma, eu vou ajudar sua filha. Meu sangue é O-, vou doar. – diz Vagner.

— Sério mesmo Vagner? Seu sangue e o da May são iguais? – pergunta Manu chorando, mas agora de felicidade.

— É sim, posso doar pra ela.

— Então venha logo meu rapaz, não temos tempo a perder. – diz o médico levando Vagner para fazer os exames de rotina para ver se ele pode fazer a doação.

— Que corra tudo bem meu Deus, por favor, que corra tudo bem. – diz Manu rezando.

Algum tempo depois o médico volta para a sala de espera.

— E então doutor? O moço vai poder doar o sangue pra minha filha? – pergunta a mãe de Mayumi apreensiva, assim como os demais.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Postarei o próximo rapidinho tá!
Continuem deixando seus reviews, adoro responder a cada um :)
Bjos!!!