Entre Médicos
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Seattle, Washington
Isabella Swan.
Enquanto Edward dirigia apressadamente pelas ruas de Seattle, sem se preocupar em obedecer às leis de transito, eu olhava para o Noah, que tinha a cabeça deitada no meu ombro e queimava de febre, eu tentava dar algum diagnostico, mas eu apenas me apavorava mais com coisa absurda que se passava pela minha cabeça. Enquanto dirigia, Edward mantinha os olhos fixos na estrada e vez ou outra no seu pager, ele digitava freneticamente a todo instante, e eu não fazia ideia do que diabos ele estava fazendo. Mas a cada mensagem que ele digitava, rapidamente a resposta chegava com a mesma frequência, e ele sempre olhava com o cenho franzido, eu sabia disso porque dava pra ver perfeitamente pelo retrovisor a ruga de preocupação na sua testa enquanto ele lia a mensagem e dirigia ao mesmo instante. Quando chegamos ao hospital Edward estacionou de qualquer maneira na sua vaga habitual e desceu do carro tão rápido quando os meus olhos conseguiram acompanhar. Ele abriu a porta do passageiro, onde Noah e eu estávamos e ergueu os braços na nossa direção, Noah rapidamente foi para os braços dele e Edward saiu correndo pelo estacionamento até a entrada de emergência, e eu ia logo atrás. Meu coração ainda batia acelerado ao ver o meu garoto daquela maneira, mas eu realmente estava muito grata por Edward estar aqui comigo, por ele estar aqui comigo e com o Noah, aquilo me fazia ama-lo ainda mais, se é que aquilo era realmente possível.
Quando passamos pela entrada do hospital eu apenas arregalei os meus olhos um pouco, ao ver Peitos, logo ali, no meio da emergência com duas enfermeiras ao seu lado e uma maca na sua frente, pronta para receber alguém, ela olhava na nossa direção, e os meus olhos se arregalaram um pouco mais ao ver Edward correndo com o meu filho na sua direção, eu caminhei ao seu lado um pouco atônita. Edward colocou Noah sobre a maca e eu arfei quando Peitos se aproximou. Porra. “O que aconteceu?” ela pergunta enquanto tinha os seus olhos no Noah, que me olhava com seus olhinhos um pouco apavorados, eu apenas peguei a sua mão pequena e macia entre as minhas, dando um leve aperto, uma lagrima desceu pelos olhos dele e eu quis morrer.
“Possivelmente intoxicação alimentar. Mas posteriormente acho necessário alguns exames para descartar apendicite.” Foi Edward quem respondeu, ele tinha uma mão no meio das minhas costas, enquanto eu estava um pouco inclinada sobre a maca, passado a minha mão livre na testa do meu filho. Olhei sobre os meus ombros para Edward, e ele não parecia calmo, como geralmente ele era ao atender qualquer paciente, mas bem, Noah com certeza não era qualquer paciente para nenhum de nós dois.
“Sintomas recentes?” ela pega o seu estetoscópio rosa, e coloca sobre o peito do Noah, ouvindo os seus batimentos.
“Ele vomitou recentemente, sente cólicas no estomago e está queimando.” É Edward que responde tudo, enquanto também se inclina sobre a maca, e assim como eu, pega a outra mão do Noah, fazendo-a ficar minúscula nas mãos grandes dele e o meu garoto tinha os olhos fixos naquele simples, mas magnifico ato.
“Certo, vou apertar um pouco em alguns lugares, e você me diz onde dói, tudo bem amigão?” ela dá um minúsculo sorriso para o Noah que assente, ela dá leves apertos no abdômen dele, e quando ela faz uma leve pressão sobre o seu fígado, ele geme um pouco. Merda. “Dói muito aqui?” Noah apenas assente fazendo uma careta. Mordo o meu lábio e aperto a sua mão com mais um pouquinho de força. “Tudo bem, vou leva-lo para alguns exames, logo venho chama-los.” Ela não olha pra mim enquanto fala, ela olhava diretamente para o Edward. Um pequeno desespero fez o meu coração acelerar. Eu não queria ela sozinha com o meu filho. Nem fodendo.
“Onde está o Dr. Vladimir?” então é a primeira vez que ela olha mim desde que chegamos, ela mantinha o seu rosto sério, apenas com uma sobrancelha arqueada. Eu não queria que a minha voz soasse rude, mas inferno, ela totalmente soou.
“Ele não está de plantão hoje.” é tudo o que ela se limita a dizer, o meu cérebro automaticamente tenta lembrar de qualquer maldito pediatra que tenha nesse hospital a essa hora que não seja Peitos, quer dizer, ela me odiava, certo? Eu tive um caso com o marido dela, o que ela poderia fazer com o meu filho? Eu não a conhecia no final das contas, ela poderia ser uma vadia traficante de órgãos infantis.
“Não tem qualquer outro maldito pediatra nesse hospital?” eu me sentia um pouquinho desesperada e meramente maluca, Peitos suspira como se estivesse sem paciência e novamente arqueia a sua sobrancelha perfeita na minha direção.
“Não, não tem! A Dra. Nancy está em uma cirurgia e apenas eu está disponível.” Ela me olhava séria, sem qualquer tipo de emoção, bem, na verdade ela me encarava como se ela não quisesse estar aqui, comigo na sua frente.
“Bella, tudo bem, Rosalie vai cuidar bem dele, eu prometo.” Edward sussurra no meu ouvido enquanto continua afagando as minhas costas com a sua mão. Olho para Noah novamente e ele olhava pra mim, os seus olhinhos azuis brilhantes pareciam tão tristes e sem vida agora, eu queria poder cura-lo, poder ficar no seu lugar, então Noah novamente faz uma careta, como se fosse vomitar e eu fico malditamente apavorada. Passo a minha mão livre nos seus cabelos amarelos, tirando os fios grandes da sua testa quente e soada. E sinto uma lagrima quente descendo na minha bochecha.
“Vai ficar tudo bem amor, você vai fazer alguns exames e ser o garoto forte que você sempre foi, e logo, logo você estará bem de novo e vamos pra casa! Eu amo muito você.” beijo a sua testa e me afasto um pouco, Noah dá um minúsculo sorriso pra mim, e assente, mostrando o garoto forte e extraordinário que ele é. Uma enfermeira, que estava ao lado, dá um sorriso gentil para o Noah e sai empurrando a sua maca para longe de mim. Peitos olha para o Edward e pra mim, exatamente nessa ordem, antes de dar um suspiro e sair dali, seguindo a enfermeira e o meu filho. Sinto como se eu fosse vomitar o meu coração fora. Noah não era uma criança que ficava doente constantemente, bom, nós íamos aos hospitais com frequência em Forks, porque o meu garoto, assim como eu, tinha dois pequenos pés esquerdos, mas era apenas para fazer alguns curativos, e colocar um gesso em uma perna quebrada, coisas que eu sabia que ele ficaria bem depois.
“Ei, ele vai ficar bem Bella, não é nada de mais, provavelmente a comida não fez bem á ele, você sabe como essas coisas funcionam, um pouco de soro, remédio para vomito e antibióticos para a possível bactéria. Não é nada de mais.” Edward fica na minha frente e pega o meu rosto com as suas duas mãos grandes e geladas, fazendo com que eu o encarasse nos olhos, ele tinha um minúsculo sorriso bonito no rosto, como se com aquilo, ele quisesse me dizer que tudo ficaria bem. Edward passa os seus polegares em ambas das minhas bochechas, delicadamente, tirando as lagrimas que desciam livremente do meu rosto.
“Eu devia ter trazido ele antes, quando Carlisle deixou ele comigo daquele jeito, eu deveria ter corrido pra cá com ele. Deus, eu sou tão irresponsável.” Eu solto um pequeno soluço quando novas lagrimas descem. Edward franze o cenho e nega veemente com a cabeça enquanto continua o seu toque bom e delicado nas minhas bochechas.
“Não, não diga isso Bella. Nunca. Você é a melhor mãe que o Noah poderia ter. Nunca diga isso, por Deus. Você é incrível pra ele. Não dá pra saber se uma coisa é séria ou não, Carlisle com pai e médico também achou que não fosse nada de mais, você não tem culpa, então pare de pensar assim, esse tipo de coisa acontece. Logo o Noah vai ficar bem de novo.” Edward sorri pra mim, o seu sorriso torto e irresistível, eu estava verdadeiramente grata por tê-lo aqui comigo, por ele estar aqui, do meu lado. Então ele beija a minha testa demoradamente, como ele gostava de fazer antigamente e me pega em um abraço. Eu rodeio a sua cintura com força, deitando a minha cabeça no seu peito e sentindo seu perfume bom, tentando mantar à calma e tentando não pensar em coisas ruins associadas ao meu garoto. Edward começou a fazer um bom e delicado cafune nos meus cabelos da nuca, enquanto o seu nazis estava enterrado no topo da minha cabeça. Edward conseguia me acalmar de uma maneira absurdamente apavorante, ter ele aqui comigo, perto de mim, eu me sentia segura, sentia como se ele conseguisse me acalmar com um simples abraço ou com as suas doces palavras. Edward podia ter os seus grandes e inúmeros defeitos, mas mesmo assim, mesmo sendo um cara complicado, ele ainda era o homem mais extraordinário que eu já tive o prazer de conhecer.
“Você acha que vai demorar muito, eu estou morrendo aqui.” Sussurro depois de alguns minutos. Nós ainda estávamos abraçados, no meio do saguão da emergência do hospital, eu com a cabeça sobre o seu peito, onde eu podia ouvir perfeitamente as batidas rápidas e frenéticas do seu coração, estranhamente aquele som sem controle algum me acalmava, eu sequer ligava se os residentes ou os enfermeiros fofoqueiro diriam alguma coisa, ou o que eles pensariam de nós, eu estava literalmente me fodendo para todos eles.
“Um pouco amor, Rosalie ainda tem que ver o resultado dos exames, mas assim que o Noah estiver medicado, ela nos dará noticias.” Ele sussurra roucamente, enquanto eu tento ignorar quando ele me chama de amor. “Vem, vamos sentar.” Edward se afasta um pouco de mim, e eu instantaneamente o seguro com mais força pela sua cintura, eu não queria que ele se afastasse de mim, eu queria apenas ficar assim, abraçada com ele, sentindo-me segura. “Eu não vou sair do seu lado, Bella, eu prometo.” Edward me dá o seu pequeno sorriso torto, provavelmente notando a garota grudenta que eu tinha me tornado em poucos minutos. Edward segue comigo até um sofá que tinha no meio do saguão, onde geralmente os parentes agudavam noticias. “Eu vou pegar um copo de água de pra você.” Edward beija o topo da minha cabeça e segue em direção ao bebedouro. A minha perna balançava descontroladamente enquanto eu mastigava o meu lábio e olhava ao redor, tentando distrair-me com qualquer pequena coisa, apenas para que aqueles pensamentos ruins fossem embora. Não estava cheio como geralmente era, tinha algumas pessoas passando por ali, outras em pé no balcão, provavelmente atrás de algum noticia ou de alguém. “Tudo bem?” Edward aparece na minha frente, segurando um copo plástico cheio de água, estendido na minha direção. Eu apenas tento sorrir um pouco, respondendo apenas com um balançar de cabeça positivo.
“Obrigada.” Sussurro tomando um gole, Edward senta do meu lado e sorri pra mim, nós estávamos bem próximos, era um sofá de dois lugares, pequeno, mas confortável.
“Eu entendo que você esteja preocupada por ser Rosalie que está atendendo o Noah, mas ela é uma excelente médica, não á nada com que se preocupar.” É claro que era. Eu não consigo segurar, e a pequena voz sarcástica ironiza toda a situação. Eu não digo nada, apenas concentro-me no copo de água, bebendo em goles demorados e curtos. Alguns minutos depois, Edward coloca o seu braço sobre o meu ombro, como se aquilo fosse natural, e eu estava tão cansada, cansada de tudo, que apenas permito-me deitar a minha cabeça no seu peito novamente, ficando quase deitada sobre ele. Edward afaga os seus cabelos, como ele costumava fazer, e vez ou outra, beijava o topo da minha cabeça. E novamente eu pude me sentir segura e mais calma, como se tudo no final, fosse realmente dar certo.
Uma hora e vinte e cinco minutos depois, vejo Peitos vindo na nossa direção, e sabia exatamente da hora, porque eu mantinha os meus olhos fixos no relógio de pulso do Edward o tempo todo, a cada misero segundo, vendo o ponteiro dar voltas e mais voltas. Edward e eu continuávamos abraçados, na mesma posição. Eu sentia um pouco de dor nas costas, mas eu realmente não ligava muito, ficar com ele ali, era bom. Enquanto Peitos caminhava na nossa direção, ela olhava para nós, tentei me afastar um pouco, mas Edward segurou-me mais firme no seu abraço, apenas quando ela estava a poucos metros de nós, Edward e eu ficamos de pé, com o braço de Edward ao redor da minha cintura. Eu mastigava o meu lábio e sentia o meu coração bater forte e rápido na minha caixa torácica. Ela parecia não demostrar emoção alguma, o que me fez compara-la a Leah. “Como ele está?” pergunto no segundo seguinte em que ela para na minha frente, com as mãos no bolso do seu jaleco. Ela passa os seus olhos rapidamente de Edward para mim e dá um suspiro longo, como se ela estivesse cansada.
“Nós fizemos um hemograma completo, o que apontou para intoxicação alimentar, a bactéria alojou-se no fígado dele, por isso tantas dores no abdome. Ele já está medicado e dormiu com os efeitos do remédio, ele provavelmente só vai acordar amanhã. Eu já entrei com os antibióticos contra a bactéria, então possivelmente ele acordará melhor.” Soltei um suspiro de alivio e coloquei a minha mão sobre o peito, eu sabia o quanto uma intoxicação alimentar pode ser grave se não tratada corretamente.
“Você tem certeza do diagnostico? Não deixou passar nada? deixe-me ver os exames!” Edward falava rapidamente, fazendo Peitos olhar pra ele com o cenho franzido e o rosto feito em uma careta de horror, como de ele tivesse acabado de enlouquecer.
“Você está como acompanhante Edward, a pediatra sou eu, então, sim, eu olhei todos os exames, e tenho total certeza do diagnostico.” Eles ficaram se encarando por alguns segundo, Peitos olhava pra ele como se estivesse magoada, e Edward a encarava como se estivesse bravo. Certo, eu não estava entendo merda alguma do que estava acontecendo aqui entre eles.
“Eu posso ficar com ele?” sussurro fazendo com que ela quebrasse o seu contato visual com Edward. Ela me olhou por alguns segundos e soltou um suspiro, dando um minúsculo sorriso, foi o primeiro sorriso que eu vi dela sendo direcionado a mim, e aquilo me apavorou um pouco. Peitos estava rindo pra mim, mesmo que fosse minúsculo, os lábios dela ainda estavam tortos em um pequeno sorriso pra mim.
“Claro! Ele esta dormindo e só acordará provavelmente perto da manhã, mas você pode ficar com ele. Quero que ele fique de observação pelo menos até despertar. Pediatria quarto 1012.” Assenti rapidamente, também tentando retribuir ao seu sorriso, foi tecnicamente forçado, mas eu fiz o meu máximo. “Hunm, Edward você me acompanha até a recepção? Sabe, para arrumar tudo da internação.” Peitos olhava diretamente para Edward, que instantaneamente se aproximou mais, se colocando atrás de mim, e sua mão foi novamente parar na minha cintura.
“Vou acompanhar Bella até o quarto, depois resolvemos isso. Com licença. E obrigado Rose.” Ele não olhou, nem esperou sua resposta, apenas deu-lhe um dos seus sorrisos tortos, e saiu me empurrando em direção ao corredor, sua mão sempre apoiada nas minhas costas, perto o suficiente para que eu me sentisse segura. Edward não disse nenhuma palavra enquanto entravamos no elevador, estava vazio, e quando as portas se fecharam eu pude finalmente respirar aliviada, cruzando os braços sobre o meu peito e sentido o meu coração bater um pouquinho mais acelerado, apenas de imaginar o meu garoto, ele mal tinha ficado longe e eu já sentia falta dele, falta de protege-lo e tê-lo sempre por perto.
A pediatria não estava cheia como de costume, mas tinha algumas mães sentadas nas poltronas com os seus bebês no colo, alguns tomando soro e dormindo, e outros chorando. Edward caminhou comigo até o quarto 1012 e abriu a porta, dando passagem para que eu entrasse. Dou um pequeno sorriso e sinto os meus olhos salpicarem em lagrimas. Noah estava deitado na cama, dormindo tranquilamente, me aproximo da cama e pego a sua minúscula e quente mão, onde tinha uma agulha enfiada, a bolsa de soro estava um pouco mais que a metade, e eu sorri ao passar a minha mãos nos seus cabelos amarelos os tirando da sua testa, percebi também que ele já não estava mais com febre o que foi um enorme alivio. Noah era a coisa mais importante da minha vida, a pessoa que eu mais amava no mundo, e sem ele comigo eu sequer existiria. Aquele garotinho de cabelos amarelos era o meu mundo inteiro e apenas com a pequena, minúscula que seja, probabilidade de perde-lo, eu já me sentia totalmente e completamente apavorada. Inclino-me um pouco, apenas para que eu pudesse dar um beijo na sua testa, eu me sentia inteira de novo, me sentia completamente bem em saber que logo ele ficaria saudável novamente, e se eu pudesse evitar que ele ficasse doente, eu o fazia, eu faria e evitaria qualquer coisa para que o meu garoto não adoecesse, mas eu sabia que infelizmente, isso não era possível.
“Ele agora só precisa de repouso. E você precisa descansar Bella.” Edward sussurra baixinho, tão baixinho que eu só ouvi porque o quarto estava em um completo silencio e porque ele estava do meu lado, com a sua mão afagando os cabelos do meu garoto e com seus olhos fixos nele, com o seu sorriso torto e habitual.
“Obrigada Edward.” Eu também sussurro, fugando um pouco por causa do choro recente. Edward olha pra mim, ainda com o seu sorriso bonito e olhos brilhantes.
“Você não precisa agradecer por isso Bella. O Noah também é muito importante pra mim.” não que eu duvidasse disso, mas ouvi-lo falando assim do meu filho, vendo a sinceridade nos seus olhos, e ver o quanto Edward amava o meu garoto me fez querer chorar e me jogar nos seus braços.
“Eu sei!” retribuo o sorriso passando as minhas mãos sobre os meus olhos para tentar secar as lagrimas. Edward dá um passo na minha direção e sem que eu perceba, ele novamente me puxa para os seus braços. Enterrando a sua cabeça no meu pescoço e me abraçando com força pela cintura, e eu faço o mesmo, rodeio os meus braços no seu pescoço e enterro e a minha cabeça no seu pescoço, exatamente como ele fazia. Edward beija o topo da minha cabeça e se afasta um pouco, ele coloca as suas mãos, cada uma ao lado da minha cabeça e beija a minha testa, demoradamente e carinhosamente, eu senti tanto com aquele simples gesto que me permito fechar os olhos e soltar um pequeno sorriso, um sorriso por ele estar aqui, e por tudo estar bem agora.
“Eu vou na recepção dar os dados do Noah, e você fica aqui descansado, tudo bem?” balanço a cabeça positivamente me afastando dele um pouco, para que eu pudesse pegar a certidão de nascimento e o seu cartão do plano de saúde na minha bolsa.
“Aqui está.” Estendo na sua direção e Edward me lança um pequeno sorriso.
“Eu vou e volto.” Ele olha para o Noah uma ultima vez antes de sair do quarto, e eu fico por cinco segundos olhando para a porta que ele tinha acabado de atravessar, desviando os olhos em seguida para o meu garoto. Solto um longo suspiro e caminho na sua direção novamente, apenas para pousar a minha mão na sua testa novamente, para ter a total certeza que ele já não estava mais febril. Solto um longo suspiro aliviado e um pequeno sorriso quando sinto a sua pele em temperatura normal. Tudo que eu tinha que fazer era ficar calma e ter a certeza que tudo ficaria bem no final das contas. E ficaria, eu sabia, Noah ficaria bem e saudável, iriamos para casa e tudo ficaria no seu devido lugar. Tinha uma poltrona do outro lado do quarto, então caminho até lá e a arrasto até ficar lado a lado com a cama do Noah. Era uma poltrona confortável e grande, tudo que eu queria no momento, era ficar próxima ao meu garoto. Sento-me na poltrona, me inclino o máximo e deito a minha cabeça sobre a cama do Noah, pego a sua pequena mão entre a minha e dou um leve aperto, sentindo-me segura novamente, o meu mundo todinho girava em torno daquele garoto de cabelos amarelos, ele era a minha morfina pessoal. Eu estava tão cansada que não foi preciso muito para que eu dormisse, agarrada a mão do meu filho.
Tudo o que eu sentia era um grande desconforto e dor nas costas, como se um trem tivesse passado por cima de mim. Solto um resmungo ao ouvir um barulho irritante e persististe. Quando finalmente abro os meus olhos, tentando me acostumar com a claridade, tudo aparentemente continuava na mesma, Noah ainda dormia, e eu ainda estava deitada com a cabeça na sua cama e com as nossas mãos unidas, era como se eu tivesse fechado os olhos há poucos segundos. O barulho continuava e eu logo fico sentada na poltrona, fazendo uma careta quando as minhas costas reclamam. Olho para o lado e inevitavelmente o meu coração acelera um pouquinho mais ao ver Edward sentado no sofá, no canto do quarto, totalmente torto e desconfortável, com os olhos fechados e os braços cruzados, seu corpo estava inclinado no sofá e suas pernas para fora, também cruzadas, apenas de olha-lo eu sentia minhas costas e pescoço doerem. Ele tinha ficado. Ele tinha ficado por nós. Deus. Edward sequer tinha qualquer tipo de obrigação e ele estava aqui, ele tinha ficado conosco. Edward Masen malditamente me deslumbrava, e eu devia odiá-lo por isso, devia, se eu não o amasse tanto. O barulho continuava e eu rapidamente desvio os olhos quando reconheço o toque do meu celular. Minha bolsa estava jogada no chão, e eu franzo o cenho ao tentar entender quem diabos podia estar me ligando. Pego o meu celular rapidamente, não querendo que Edward acordasse agora. Olho no visor e o numero do Carlisle pisca na tela. Olho para o Edward que continuava dormindo e em seguida para o Noah, que também dormia. Fico de pé e tento sair devagar, deixando a porta entre aberta e me afastando um pouco.
“Bella, finalmente.” Ele suspira aliviado assim que atendo o telefone, eu não fazia ideia que horas eram, mas certamente já era de manhã, a troca de turno já tinha sido feita, pelas enfermeiras que passavam por mim, e eu apenas franzo o cenho, porque pra mim, eu não tinha dormido sequer cinco minutos.
“Hunm, oi Carlisle, eu estava...”
“Como o Noah passou a noite?” ele não deixa que eu termine, demostrando ao menos, um pouco de preocupação.
“Nós passamos a noite no hospital, ele fez uns exames e....”
“Hospital? Exames? Do que diabos você esta falando?” ele se atropelava nas palavras, não deixando que eu formulasse qualquer frase. Solto um longo suspiro olhando ao redor.
“Ele não melhorava, então trouxemos ele para o hospital. Ele fez uns exames ontem. Intoxicação alimentar.” Ouço Carlisle arfar do outro lado e resmungar alguma coisa baixinho, que eu não consegui sequer ouvir.
“Merda. Como eu fui idiota. Como eu pude deixar isso escapar?! Eu sou um maldito médico e...”
“Carlisle, não se culpe, eu também pensei que não fosse grande coisa. Ele está bem agora, foi medicado e está dormindo.” Ouço ele soltando um longo suspiro cansado. Eu não podia culpa-lo, não era como se Carlisle não gostasse do filho, porque eu sabia o quanto ele o amava, ele também tinha sido imprudente, não éramos Deus nem magos para saber de tudo o tempo todo.
“Já começaram com o antibiótico?”
“Sim, ele já foi medicado, ainda está dormindo, mas a febre passou.” Carlisle solta outro suspiro enquanto resmunga baixinho.
“Vocês estão no SG?”
“Hunm sim.”
“Estou chegando.” Ele fala apressadamente como se estivesse correndo.
“Não precisa Carlisle, a pediatra disse que assim que Noah acordar vamos embora, realmente não precisa, nos encontramos em casa. Você pode passar a quantidade de tempo que quiser com ele, em casa.”
“Mas eu tenho que estar ai com ele, com vocês.” Eu podia ouvir a sua respiração arfante e eu podia apostar que ele andava de um lado para o outro, seja lá onde ele estivesse.
“Nós já estamos indo pra casa, não á com que se preocupar, assim que chegarmos eu ligo pra você.” Carlisle fica por alguns segundo calado, como se estivesse raciocinando.
“Você tem certeza Bella? Porque eu posso chegar ai em poucos minutos.” Dou um pequeno sorriso com o seu tom de preocupação e ao mesmo tempo tentado manter a calma.
“Eu tenho.” Ele solta uma bufada de ar do outro lado da ligação.
“Vocês estão de carro? Posso buscar vocês.” Agora é minha vez de ficar em silencio por alguns poucos segundos. Olho ao redor e mordo o meu lábio inferior com um pouco de força.
“Hunm, nós estamos de carro, realmente não precisa.” Nós não estávamos realmente, realmente de carro, mas Edward estava aqui ainda, ele passou a noite dormindo em um sofá minúsculo, apenas para estar perto de nós. Mas resolvi não falar esse pequena parte ao Carlisle, ou ele certamente estaria aqui no segundo seguinte e provavelmente não sairia boa coisa dos dois perto um do outro em um quarto de hospital, com o Noah por perto.
“Certo, qualquer novidade não hesite em me ligar, por favor. Assim que chegarem em casa, me ligue, e se por algum motivo ele tiver que ficar por mais tempo por ai, você me liga, que estaria ai no minuto seguinte. Diga ao meu garoto que o papai o ama.” Mais um pequeno sorriso se forma no canto do meu lábio, Carlisle amava o Noah, e isso não se podia negar, e eu estava feliz que ao menos eu tinha um bom pai para o meu filho.
“Tudo bem, eu digo.” A ligação é encerrada e eu fico por alguns segundos olhando para a tela do meu celular, olho para as horas e era pouco mais de sete da manhã. Estranhei um pouquinho o horário e fiz uma careta ao sentir as minhas costas reclamarem de cansaço, não era como se eu tivesse dormido por muito tempo, eu me sentia exausta, fisicamente e emocionalmente. Solto um suspiro olhando para o corredor um pouco vazio e silencioso. Resolvo ir até a cafeteria, pegar dois cafés. A fila para a maquina estava um pouco grande, tanto de enfermeiros quanto de acompanhantes de pacientes, obviamente os médicos não precisavam disso, eles tinham a sua bela maquina magica na sua sala magica. Dez minutos depois eu estava voltando para o quarto onde o Noah estava, com um café forte e sem açúcar em uma mão, e na outra, um cappuccino, tomo um pequeno gole da minha bebida doce e espumosa, enquanto me aproximo do quarto, a porta continuava entreaberta como eu tinha deixado anteriormente, mas um pequeno dialogo que eu ouvi antes de entrar, me fez ficar parada atrás da porta, como uma maldita vigia.
“Então você gosta mais dele?” Ouço a voz extremamente rouca e baixinha do Edward, ele sempre ficava ainda mais rouco quando acabava de acordar. Ele falava com o Noah, isso era óbvio, mas eu não fazia ideia de quem eles estavam falando.
“Isso! Ele é tão incrível, ele luta como ninguém, tem um carro muito da ora e vence todo mundo, e a roupa dele é muito legal. E ele tem um mordomo só pra ele e é podre de rico. Você também não acha ele o melhor?” Era a vozinha doce e igualmente rouca do meu filho, eu não sabia do que eles estavam realmente falando, mas apenas de saber que o meu garoto estava bem e conversando, fazia o meu peito inflar, eu queria entrar e encher o meu menino de beijos, mas eu também não queria acabar com o momento deles.
“De verdade?” Edward sussurrou como se fosse um segredo, e eu quase não pude ouvir.
“Claro Edward!” Dou um sorriso com o tom de indignação do meu filho.
“Na verdade eu acho o Batman um idiota riquinho e prepotente.” Oh, eles realmente estavam falando sobre super-heróis? Eu estava prestes a intervir, porque Edward tinha provavelmente perdido alguns pontos com o Noah agora, falar mal do Batman não era algo realmente aceitável pra ele.
“O que? Como assim? Você tá doidinho Edward?” Tento segurar a risada alta que queria escapar no segundo seguinte.
“Veja bem, ele não tem nenhum super-poder, ele apenas tem algumas geringonças que ele pensa que pode fazer tudo, com aquele cinto de utilidade. Bruce acha que porque tem alguns dólares a mais pode sair por aí combatendo o crime, como se fosse o maior herói da história.”
“Mas ele é!” Eu podia facilmente imaginar o meu garoto com os braços cruzados e com o rosto formado em uma careta que ele geralmente fazia quando estava totalmente irado.
“Se formos pregar por aí, de homens riquinhos e metidos a super-heróis, prefiro o Tony Stark, além de bilionário, repito: bilionário. Ele tem uma mente brilhante, digo, realmente, realmente brilhante, ele é um gênio, a armadura dele é malditamente incrível. Então se a luta é entre dois mortais, Tony sai ganhando, obviamente. Mas eu respeito a sua opinião, de toda maneira.” Eles estavam realmente discutindo sobre personagens fictícios?
“Quem é o seu preferido então? Não me diga que é o Clark, porque é tão clichê.” Clichê? Onde diabos Noah sabia o significado dessa palavra? Eu não consegui me segurar e soltei um pequeno risinho, enquanto imaginava Noah com os braços cruzados e totalmente irritado.
“Super-homem é bom, mas existem melhores.”
“Homem aranha?” Noah ainda parecia totalmente indignado.
“Mulher maravilha.” Edward fala orgulhosamente, como se estivesse falando de algo realmente significativo e brilhante. Espere um segundo, mulher maravilha?!
“Mulher maravilha?”
“Claro! Super-heróis são bons, mas você já parou pra pensar o quando ela é incrível? Ela é uma mulher forte, que não tem medo de briga, e nem de qualquer homem. Ela tem a beleza de Afrodite, a sabedoria de Atena, a velocidade de Hermes e da força de Hércules, proezas militares de Athena, sentidos melhorados e capacidade de falar com os animais de Artemis, e pode se projetar astralmente em várias terras. Além disso, ela tem aquela corda incrível. E ela não precisa de homem algum para ser a Mulher-Maravilha que ela é. E sabe mais? Ela faz tudo isso, salva o mundo, ajuda todos que precisam dela, e ainda continua incrivelmente bonita. Ela teria o Bruce e o Tony enrolados no dedo mindinho dela, quer dizer, no laço dela.” Edward dá uma pequena risada e no segundo seguinte ouço Noah também dar uma risadinha.
“Eu nunca tinha pensando que ela era tão poderosa assim.” Noah sussurra no seu tom pensativo e curioso.
“Oh ela certamente é. Quando você aprender a ler, eu vou te dar um monte de gibis e você pode ver toda a historia incrível dela.” Eu sutilmente me emociono quando Edward fala de uma maneira tão doce que me faz querer derreter.
“Eu vou tentar aprender a ler logo então, vai ser muito irado.” Eles ficam em silencio novamente, por alguns segundo e eu estava prestes a entrar e lagar de ser uma enxerida quando a vozinha curiosa do meu filho soa aos meus ouvidos. “Então a Mulher –maravilha salva as pessoas, e ainda tem tempo para continuar linda?”
“Exatamente.” Edward confirma e novamente Noah fica em silencio, mas não por muito tempo.
“Hunm... Se é assim, então á minha mãe é quase uma mulher maravilha, ela só não tem super-poderes.” Porra, sinto o meu coração perder uma batida e eu não me controlo em abrir um enorme sorriso orgulhoso e cheio de felicidade, ate inconscientemente Noah tinha o poder incrível de me tornar extremamente feliz em poucos segundos.
“Totalmente Noah. Sua mãe com certeza é uma mulher maravilha, ela salva vidas todos os dias, trabalha o tempo todo, cuida da casa, cuida de você incrivelmente bem e mesmo assim, continua linda o tempo todo. Ela é totalmente uma mulher-mãe-maravilha.” Esses homens certamente ainda me mataria do coração qualquer porcaria de momento. Quando Edward fala essas palavras, eu sinto todo o meu o meu coração inflar e eu quase não consigo respirar. Eles ficam em silencio, enquanto eu contemplo todos os sentimentos malucos que estavam dentro de mim nesse segundo. Eu respiro fundo algumas vezes, contando mentalmente até cem. Eu não queria que eles soubessem que eu estava ouvindo atrás da porta. Então tentando controlar as batidas do meu coração e a minha respiração levemente arfante. Empurro a porta me fazendo presente. No segundo seguinte, dois pares de olhos caem sobre mim. Noah estava sentado na cama, recostado nos travesseiros, e Edward estava sentado ao seu lado, com os braços cruzados e um pequeno e incrível sorriso bonito, direcionado na minha direção, eu queria poder abraça-lo agora e dizer o quanto ele estava sendo incrível.
“Mamãe!” Noah atrai totalmente a minha atenção. Ele tinha um sorriso bonito e seus olhos brilhantes, sua pele estava mais corada , assim como os seus lábios. Ver o meu garoto bem, era tudo pra mim, era literalmente o céu.
“Ei amor, bom dia. Como você está? Sente alguma coisa?” me aproximo da cama, e ele sorri pra mim, dando de ombros para em seguida fazer uma pequena careta o que me preocupou um pouco.
“Eu to bem, só com um pouco de vontade de vomitar ainda. O Edward disse que no sanduiche que eu comi, tinha uns bichos do mal que foram parar no meu estomago e me deixaram assim, mas ele disse que como eu sou forte, logo eu vou mandar esses bichos embora, e eu to beeeem melhor que ontem.” Abro um sorriso voltando os meus olhos para Edward, que olhava de mim para o Noah, repetidas vezes, ainda com o seu incrível sorriso.
“Edward tem razão, você é o carinha mais forte que eu conheço.” Noah abre um enorme sorriso totalmente e completamente convencido. E então eu me viro em direção ao Edward.
“Trouxe café.” Estendo o copo na sua direção que pega rapidamente, dando-me uma piscadela no final.
“Obrigado Bella.” Fico alguns segundos como uma completa imbecil, olhando diretamente na sua direção enquanto ele tomava alguns pequenos goles da sua bebida, ele fazia um biquinho adorável. E quando ele percebe a maneira fixa que eu encarava os seus lábios ele me lança o seu sorrisinho torto cafajeste. Eu rapidamente desvio os meus olhos para o meu filho, que nos encarava fixamente. Deixo a minha bebida na mesinha ao lado da cama, e sento-me na pontinha da cama, beijo a bochecha do meu garoto demoradamente, e em seguida beijo a outra para seguir para a sua testa.
“Eu amo muito você Noah, e fiquei tão preocupada vendo você daquele jeito.” Eu não queria parecer ridícula ou sensível de mais na frente dele, mas eu realmente não consegui.
“Tudo bem agora mãe. E eu prometo nunca mais comer McLanche feliz de novo.” eu sabia que era uma promessa difícil de ser mantida, ainda mais para um garoto de seis anos, mesmo que a partir de hoje, eu realmente o manteria longe desse tipo de comida, mas eu sorri, enquanto assentia concordando totalmente com ele.
“Isso mesmo garotão, nada mais de porcarias.” Edward bagunça ainda mais os cabelos do Noah, o deixando feito um leão. “Bem, eu vou até a enfermaria pediátrica e pedir para que tragam alguma coisa leve para você Noah, certo?” Noah fez uma careta, como se fosse vomitar, mas eu sabia que era forçado.
“Não sinto fome.” Afago os cabelos do meu filho, sentindo o meu peito apertado com os seus olhos brilhantes, ele muito provavelmente, tinha medo de comer e passar mal novamente.
“Mas você tem que se alimentar Noah. Temos que ocupar o seu estomago, para que esses intrusos saiam de uma vez. Nem que você coma só um pouquinho, tudo bem?” Noah tentou sorrir, mas saiu mais como uma careta. Então ele deu de ombros, se dando por vencido. Edward sorri e se inclina na cama, beijando rapidamente o topo da cabeça do Noah e em seguida olhando pra mim, com um sorriso encantador, aquele, aquele mesmo sorrisinho deslumbrante que me fazia suspirar como uma grande patética.
“Obrigada.” Eu sussurro baixinho, mas ele entende, porque Edward me lança uma piscadela antes de dar as costas e sair do quarto. Não era um obrigada por ter feito o Noah aceitar a comer, bem, não apenas por isso, era por tudo, era por ele ter se mostrado tão incrivelmente maravilhoso nessa noite e nesta manhã, era por ele amar o Noah e estar aqui por ele, e de alguma maneira, por mim também. Eram pequenos detalhes, que pra mim, eram enormes, que fazia uma grande diferença na minha maneira de vê-lo. Ama-lo era tão mais fácil do que odiá-lo, e eu tinha cada dia mais certeza disso.
“Quando chegarmos em casa, você vai poder assistir filmes comigo, mãe?” ele sussurra totalmente esperançoso, com um sorrisinho de canto, encantador. Eu estava sentada do seu lado, fazendo um leve cafune e beijando vez ou outra o topo da sua cabeça.
“Claro, oque você vai quer ver? Sem Shrek hoje, por favor.” Faço uma careta e ouço o seu sorrisinho travesso.
“Tudo bem. Você escolhe hoje.” Oh, tínhamos algo novo hoje, Noah geralmente não me deixava escolher os filmes.
“Certo, vamos passar o dia assistindo bons filmes. A proposito, o seu pai vai querer passar um bom tempo de qualidade com você hoje.” Noah instantaneamente ergueu a cabeça e me olhou, com olhos brilhantes e um pequeno sorriso.
“Ele veio aqui?” ele parecia totalmente curioso e ansioso.
“Não, mas ele queria vir, ele me ligou, mas eu disse que não precisava, você sabe, nós já estamos indo pra casa. Mas seu pai me disse que assim que chegarmos em casa, ele vai ficar com você. Oh, e pediu para que eu dissesse que ele ama você.” Noah abriu o seu maior sorriso, mostrando a sua janelinha, enquanto suspirava e dava de ombros.
“Eu sei.” Convencido. Eu não digo isso a ele, mas reviro os meus olhos e beijo novamente o topo da sua cabeça. Noah sabia realmente o quando o pai o amava, Carlisle nunca deixou de demostrar isso enquanto os dois estavam juntos, o que era totalmente bom. Noah e eu ficamos mais quinze minutos conversando sobre coisas aleatórias, enquanto eu fazia um leve cafune nos seus cabelos e beijava a sua cabeça vez ou outra, até que a porta é aberta, e a enfermeira Lucy entra empurrando um carrinho com a comida do Noah, ela mantinha um sorriso agradável enquanto caminhava em nossa direção, atrás dela Edward entra, ele tinha as mãos no bolso da frente da calça e um sorriso de lado.
“Bom dia. Edward me disse que tínhamos alguém faminto aqui.” Noah faz uma careta e Edward dá uma risadinha.
“Eu acho que eu não quero comer.” Noah se encolhe nos meus braços e eu solto um longo suspiro.
“Só um pouquinho amor.” Sussurro e beijo a sua bochecha inclinando-me para pegar a bandeja que Lucy mantinha nas mãos.
“Tem uma gelatina deliciosa e um gostoso suco de morangos. Tenho certeza que você vai adorar. Oh, e a belas torradas também.” Lucy sorri docemente. Na prateleira de baixo do carrinho que Lucy vinha trazendo, tinha os remédios do Noah, eu sabia que ela não viria apenas trazer a sua comida, afinal esse não era o trabalho dela.
“Essa agulha ai, você vai enfiar em mim?” Noah soa tão dramático que Lucy aparentemente fica com pena dele.
“Oh não, eu vou aplicar no seu soro, não vai doer nada.” Lucy aplica o medicamento no soro do Noah, e ele acompanha tudo com os olhos, aparentemente para ter certeza que Lucy não vai aplicar o remédio diretamente na sua veia. “Bom, prontinho. Alimente-se bonitinho que eu vou chamar a tia Rose para vir dar uma olhada em você.” Noah assente sem realmente olha-la, ele encarava a bandeja de comida na sua frente.
“Obrigada Lucy.” Sussurro pra ela que me retribui com um sorriso antes de deixar o quarto. Edward caminha na nossa direção e senta na ponta cama, ficando nós três, muito próximos.
“Tome primeiro o suco Noah, depois a gelatina, e se você se sentir bem, depois você passa para as torradas.” Noah assente dando de ombros e toma um pequeno gole do seu suco, para em seguida começar a comer o seu potinho de gelatina, muito lentamente.
“Até que não é tão ruim assim.” Noah da de ombros mordendo um pedacinho da sua torrada. Eu estava totalmente em êxtase que o meu garoto já estivesse ficando bem de novo. Ele termina de comer, enquanto nós três ficamos em silencio. Ele não comeu muito, apenas metade do suco, uma torrada e o potinho de gelatina, mas o pouco que eu tinha comido já era bom o suficiente. Edward põe a bandeja de volta no carrinho e liga a TV colocando em um canal de desenho qualquer, atraído à atenção do Noah.
“Edward. Obrigada por ter ficado conosco, você já fez tanto por nós, mas se você quiser ir pra...”
“Bella, eu vou ficar com vocês. Eu estou bem aqui.” Ele sorri pra mim, daquele jeitinho bonito, era quando ele sorria com os olhos, eu me sentia tão malditamente apaixonada por ele, que eu solto um suspiro involuntário, fazendo-o sorrir ainda mais, e eu instantemente desvio os meus olhos para TV me sentindo corar, sem sentido algum, eu sei. Poucos minutos depois, a porta é aberta, e Peitos entra no quarto. Era uma maldita situação, mas eu odiava quando ela estava por perto, respiro fundo algumas vezes e tento me manter neutra. Ela era apenas a médica do meu filho. Ela olha para nós três. Então seus olhos desviam para o Noah e ela abre um sorriso, um sorriso grande, mostrando as covinhas amaldiçoadamente bonitas.
“Bom dia menino-bonito, como você se sente hoje?” Peitos coloca as mãos no bolso do seu jaleco e se aproxima, ficando ao lado do Edward que instantaneamente fica de pé, e também encara Noah com um pequeno sorriso.
“Eu estou bem, só um pouco enjoado. Minha mãe e o Edward me fizeram comer.” Ele faz uma careta e Peitos solta uma pequena risada. Porra, ela aparentemente era muito mais do que simpática, não comigo obviamente, mas com o resto do mundo, e com o meu filho também, o que mostrava a profissional que ela era.
“Isso é bom, você agora tem que se alimentar direitinho, apenas comidas saudáveis, nada de fast-food.” Ela olha pra mim na ultima frase, como se estivesse falando diretamente pra mim, como se estivesse me acusado, me acusando, ergo as sobrancelhas. O que diabos ela estava querendo dizer? Que eu tinha envenenado o meu filho? “Vou passar os remédios que você deve tomar para a sua mãe, e nos vemos na próxima semana, para mais exames, tudo bem?” ela novamente dá um sorriso doce para o Noah que retribui, aparentemente, eu era a única que não era digna a sua gentileza e bondade.
“Ele vai receber alta agora?” pergunto, tentando não soar tão acuada. Ela direciona os olhos a mim, e o sorriso que ela mantinha enquanto olhava para o meu filho, morre.
“Sim, ele já pode ir pra casa. Vou deixar a receita dos medicamentos na recepção. Qualquer dor ou desconforto que ele sinta, o traga ao hospital novamente. Uma das enfermeiras virá tirar o soro dele em poucos minutos.” eu apenas balanço a cabeça positivamente, ela volta os seus olhos para o Noah e novamente sorri, era como se fosse automático. “Agora você pode ir pra casa, tente passar o dia de repouso e descansar. Agora eu vou indo, nos vemos na próxima semana menino-bonito.” Noah sorri pra ela novamente e acena.
“Obrigado tia.” Peitos abre ainda mais o seu sorriso, antes de lançar um olhar para o Edward e dar as costas, saindo dali. Foi uma situação estranha e perturbadora, mas eu me sentia feliz, feliz pelo Noah estar indo pra casa, por Peitos ter cuidado bem dele e o tratado bem. “Ainda bem que a gente vai pra casa, não gosto de hospitais, mesmo a medica sendo bonita e legal.” Fico meramente boquiaberta e com o cenho franzido, Edward solta um pequeno sorriso. O que era aquilo? Peitos tinha conquistado até o meu garoto? Faço uma careta me sentindo um pouquinho injustiçada.
“Hunm, certo, vocês vão se organizando por aqui, eu vou pegar a receita e os documentos dele na recepção. Tudo bem?” Edward olhava pra mim sorrindo.
“Edward, se você quiser ir pra casa, pode ir, você deve estar cansado e tem que trabalhar hoje, nós pegamos um taxi, não á problemas, sério, não queremos atrapalhar.” Ele revira os olhos e ergue uma sobrancelha enquanto se inclina na cama e beija a testa do Noah e em seguida, pegando-me totalmente desprevenida e de surpresa, ele beija a minha bochecha.
“Eu disse que ficaria, volto em um segundo.” Ele sussurra no meu ouvido, fazendo os pelos dos meus braços ficarem eriçados. Então ele me lança seu sorriso cafajeste e sai do quarto, me deixando um pouquinho atônita.
“Edward não vai poder ficar em casa com a gente?” Noah pergunta um pouquinho desanimado. Arrasto-me um pouquinho pela cama e fico de frente para o Noah, pegando as suas duas mãos entre as minhas enquanto sorria pra ele.
“Ele tem que trabalhar filho. O que? Eu não sirvo pra você?” faço um biquinho, tentando mostrar-me teatralmente dramática e chorosa. Noah sorri e balança a cabeça enquanto revira os seus olhos.
“Claro que serve. Você á minha mãe!” aquele garoto me enchia de alegria e paz. Beijo a ponta do nariz e ele faz uma careta. “Mãe, eu quero fazer xixi.” Ele sussurra como se fosse um segredo.
“Certo, eu te ajudo com o soro.” Ajudo Noah a ir ao banheiro, quando voltamos para o quarto, Lucy estava esperando por nós com um sorriso, Noah provavelmente sabia o que aconteceria em seguida e fez uma grande careta gemendo em seguida.
“Eu não posso ficar com isso pra sempre? Sabe, eu me acostumei.” Ele geme choroso enquanto senta na cama e Lucy sorri.
“Não, não pode.” Digo enquanto fico ao lado de Lucy que dava algumas risadas.
“Vai doer tanto.” Ele novamente reclama quase chorando.
“Não vai não querido, é só você não olhar, quando perceber, isso já nem estará mais no seu braço.” Lucy soa doce, enquanto eu fico ao lado dele, e pego a sua mão entre a minha.
“Será rápido filho, vamos lá e mostre o garoto corajoso que você é.” Noah não olha enquanto Lucy tira a agulha do seu braço e coloca um adesivo dos Carros no local. “Viu nem doeu.” Noah olha pra mim como os olhos arregalados e sobrancelhas franzidas, como se eu fosse louca ou demente e em seguida para o seu braço, e eu assisti o seu incrível sorriso crescendo enquanto ele olhava para o adesivo.
“Olha é o Relâmpago McQueen.” Eu sabia a quem ele tinha associado assim que viu os desenhos no seu braço. “Vamos pra casa? Sinto falta dele.” Ele me encara incrivelmente feliz e animado. Bem eu não podia negar o poder que aquela pequena bolinha de destruição tinha sobre o meu garoto.
“Eu também sinto.” Noah novamente me olha como se eu fosse maluca, eu me sentia meio maluca também. Lucy se despede do Noah e acena pra mim antes de sair. Edward volta dois minutos depois.
“Prontos para ir embora?” ele apenas coloca a cabeça dentro do quarto e Noah assente positivamente varias vezes. Então Edward dá o seu maior sorriso e caminha em direção ao Noah, abaixando-se o suficiente para pega-lo no colo. Noah aparentemente gostou de estar sendo carregado pelo tamanho do seu sorriso. Aqueles homens me matavam. Edward então olha pra mim e ergue uma sobrancelha. “Vamos?” balanço a cabeça positivamente enquanto pegava a minha bolsa. Edward caminhava a dois passos de distancia de mim, com o Noah no seu colo, e aparentemente Edward estava falando sobre o hospital e o seu trabalho para ele. Enquanto passávamos pelo corredor, algumas pessoas olhavam, obviamente os fofoqueiros de plantão, eu apenas não olhava na direção deles, porque sinceramente, eu não ligava mais, bem, eu não podia negar que queria manda-los, todos, absolutamente todos diretamente para o inferno, mas o mais sensato seria ignora-los, obviamente uma hora ou outra eles parariam. Hoje eles certamente tinham o que fofocar, interna piranha e Dr. Pegador estão de volta. Idiotas.
O caminho de volta pra casa foi silencioso. Fui no banco de trás com o Noah, ele tinha a sua cabeça recostada no meu ombro. Edward tinha ligado o radio, em uma estação de musicas clássicas, eu olhava a paisagem da janela a todo instante enquanto Noah passava todo o caminho brincando com seus próprios dedos, mas todos nos mantemos em silencio. Eu não podia pensar em outra coisa que não fosse o quando eu estava grata ao Edward por tudo o que ele tinha feito, comigo e para o meu filho, pra mim aquilo era o mundo. Edward tinha os seus enormes defeitos, mas eu não podia deixar de enxergar as qualidades também, e eram tantas, que fazia os defeitos parecerem tão pequenininhos e sem importância. Olho relance pra ele, que estava sentado no seu banco do motorista, eu não podia vê-lo completamente, obviamente, mas eu podia pegar uma boa parte do sue rosto bonito, concentrado na estrada o tempo todo, com as suas mãos no volante, vez ou outra ele passava as mãos nos seus cabelos, um pouco curtos agora. Eu gostaria tanto que as coisas fossem diferentes agora, que nada disse tivesse acontecido, solto um longo suspiro, desviando os meus olhos dele e voltando a olhar para a paisagem, pensar sobre isso era uma grande idiotice.
Quando estacionamos em frente a minha casa, Edward não espera nenhum segundo para virar na nossa direção, com um pequeno sorriso torto em direção ao Noah. “Eu adoraria ficar mais um tempinho com você grande corajoso, mas eu tenho que ir trabalhar.” Noah fez um biquinho pequeno e adorável fazendo Edward soltar uma pequena risada, e passar o seu dedo na pontinha do nariz do Noah. “Mas eu posso tentar passar por aqui quando eu sair do hospital, se não for muito tarde.” Então Noah abre um pequeno sorriso enquanto assente.
“Promete?” Edward abre um pequeno sorriso e olha pra mim, desviando os olhos para o meu filho rapidamente.
“Prometo tentar, agora vá lá e siga tudo o que a Dr. Rosalie disse, tudo bem?” Noah assente positivamente varias vezes com um sorriso no rosto. Edward ergue a sua mão no ar, e eles logo batem os punhos, como ele gostavam de fazer com frequência, fazendo-me sorrir e suspirar ao menos instante. Abro a porta do carro e Noah é o primeiro a sair, quase passando por mim. Antes de sair do carro, viro-me na direção do Edward, que me olhava com um sorriso.
“Obrigada Edward, muito obrigada por ter ficado conosco, você não faz ideia do quando isso foi importante pra mim.” então ele abre o seu maior e mais incrível sorriso, deixando seus olhos pequenos e mostrando as poucas rugas no canto dos olhos. Ele da de ombros e fica por alguns segundos assim, calado e sorrido, então eu saio do carro pensando que ele não diria nada.
“Não por isso mulher maravilha.” Ele diz no segundo em que fecho a porta do carro, e eu fico por alguns segundos parada, tentando assimilar tudo.
Fico parada, como uma grande maldita ridícula olhando o carro dele se afastar, seria patético se eu dissesse que queria aquele homem comigo para sempre, a cada minuto do meu dia? Contanto as circunstâncias, era mais do que patético, era idiotice, mas infelizmente, eu não conseguia manter o meu coração e o meu cérebro imunes a esses pensamentos. Ele tinha acabado de ir, e eu sentia falta dele, não era como se há 48 horas eu ainda estivesse o odiando. Tudo era tão confuso, absolutamente tudo, suas atitudes, o modo como ele insistia em falar comigo, tudo me deixa louca como o inferno, tudo que eu fazia era afasta-lo, quando tudo o que o meu coração idiota queria, era tê-lo por perto. “Mãe, a gente não vai entrar?” Noah olhava pra mim completamente confuso, enquanto eu estava parada, no meio do gramando olhando para a rua vazia, que Edward tinha ido.
“Oh, claro, desculpe.” Noah apenas da uma risadinha. Quando abro a porta, McQueen instantaneamente pula nas pernas do Noah, que sorri e se ajoelha para afagar a cabeça e a barriga do seu cachorro. “Certo garotos, vamos entrar.” Noah fica de pé e passa pela porta com o seu cão logo atrás, mordendo seu pé e pulando sobre as suas pernas. Quando fecho a porta atrás de mim, McQueen aparentemente lembra da minha existência e vem me recepcionar, ele também pula sobre as minhas pernas e eu não consigo reprimir um sorriso ao brincar com as suas orelhas, ele lamber a minha mão, seu rabo balança freneticamente, fazendo o seu traseiro balançar junto, e se isso não era a coisa mais adorável da vida, eu não sabia o que era.
“McQueen sentiu a sua falta também, mãe.” Noah sorri quando senta no sofá e McQueen pula nas suas pernas, querendo subir com ele. “Desculpe ter saído amigão, prometo estar sempre por perto agora, não vou te deixar nunquinha.” Noah sussurra docemente para o seu cão enquanto McQueen lambe e morde levemente os dedos dele, como se realmente estivesse entendo algo que ele dizia.
“Tudo bem Noah, vocês já mataram a saudade um do outro, agora você tem que tomar um banho.” Noah faz uma careta e deixa os ombros caírem enquanto geme em desgosto. “E nem adianta me olhar assim rapazinho.” Noah fica pé, totalmente desanimado e cabisbaixo.
“Vamos lá amigo.” Noah estala os dedos para McQueen e antes que ele vá, o pego nos meus braços.
“Nada disso, McQueen passará o dia no jardim, ele já esteve trancado por tempo de mais. Vá pra cima, eu vou colocá-lo lá fora e já subo para ajudá-lo.” Noah geme em desgosto e grunhi enquanto sobe as escadas resmungando baixinho. Olho para McQueen e ele me olhava como se estivesse bravo também, solto uma risadinha enquanto beijo o topo da sua cabeça e sigo com ele em direção à varanda. “Nem me olhe assim campeão. Eu sei que você quer isso também.” Coloco McQueen no chão, e no segundo seguinte ele sai correndo em direção a sua bolinha abandonada no gramado. Volto para a sala e pego as suas tigelas, trocando a água e colocando mais ração, deixo na varanda junto com a sua caminha e alguns brinquedos. Dou uma risada ao vê-lo se divertindo com uma borboleta no gramado. Fecho a porta e subo as escadas em direção ao banheiro.
Noah estava sentado na tampa do vaso, olhando seus próprios pés, agora sem sapatos. Ele balançava os pés enquanto parecia que a sua cabecinha estava em um outro mundo particular, eu fiquei por alguns segundos parada na porta, apenas olhando, com um sorriso estupido no rosto, sentindo-me absolutamente feliz por tê-lo em casa, bem e sabendo que logo, logo ele ficaria totalmente saudável. Eu jamais cansaria de dizer o quanto Noah era importante pra mim e o quanto eu o amava, tudo poderia desmoronar ao meu redor, mas contanto que eu tivesse o Noah comigo, eu teria tudo. “Eu tenho mesmo que tomar banho?” ele olha pra mim, fazendo uma careta e um adorável biquinho, solto uma risada e balanço a cabeça positivamente enquanto caminho na sua direção. Ele suspira enquanto eu fico de joelhos, ficando exatamente na sua altura.
“Não quero ter um filho porquinho, então vamos lá amigo.” Ajudo Noah a tirar as suas roupas e ele vai em direção ao box. Tento não demorar muito no banho, então ligo o chuveiro na agua quentinha, e o ajudo a lavar o seu corpo enquanto ele esfregava os seus cabelos com o seu shampoo, que tinha cheirinho de neném. Depois do banho o enrolo totalmente com o seu roupão e o levo nos braços, com ele dando algumas risadas, enquanto eu corria com ele pela casa, para o seu quarto, o jogado na cama. Noah dava algumas risadas enquanto eu ia até o seu closet e pegava um par dos seus pijamas.
“Quando o papai vai vir?” ele fica de pé na cama, colocando a sua cueca e calças enquanto eu tentava colocar os seus cabelos em ordem.
“Assim que eu ligar pra ele.” Noah senta na cama enquanto eu o visto com a sua camisa.
“E quando você vai ligar?” beijo a ponta do seu nariz e sento-me na cama ao seu lado, sorrindo pra ele e passando a minha mão pelo seu cabelo recém-penteado.
“Vou descer e arrumar algumas coisas lá em baixo, então eu aproveito e ligo pra ele, tudo bem?” Noah assente repetidas vezes, com seu sorriso pequena nos lábios. “Certo, então eu vou limpar a parte de baixo da casa, que o McQueen destruiu essa noite. E você fica ai assistindo alguma coisa ou jogando no seu iPad, certo?” Noah estica a sua mão para o criado mudo e pega o seu iPad, deitando na cama e dando total atenção ao aparelho. Beijo o seu rosto novamente antes de sair do quarto.
“Mamãe?” parei na porta, quando Noah chama o meu nome, viro-me na sua direção e ele me encava com um pequeno sorriso torto.
“Sim?”
“Eu amo você.” aquele menino me derretia e me fazia virar gelatina nas suas mãozinhas. Meu sorriso aumenta e solto um suspiro sentindo-me estranhamente bem, por aquelas pequena frase.
“Eu amo você também.” ele apenas abre ainda mais o seu sorriso e vira em direção ao seu aparelho, deixando ali, na beirada da porta meio boba.
Assim que desço as escadas, cumpro o meu prometido e ligo para Carlisle que chega vinte minutos depois, ele não deixa que eu explique muita coisa, enquanto sobe correndo com um presente nas mãos em direção ao quarto do Noah, e eu estava bem com isso, eu sabia que ele provavelmente passaria ao menos metade do dia com o filho, então aproveitei para organizar a parte de baixo. Lavei as louças, lavei todo o chão e tirei poeira de alguns moveis, McQueen sempre deixava a minha casa em uma situação deprimente. Perto das onze, começo a preparar um almoço leve, apenas uma canja de galinha, algumas torradas e um suco de morangos, o tempo estava meio frio, então contribuía com a minha opção de cardápio. “Alguém estava meio sonolento, e eu decidi traze-lo, para ver se tinha algo por aqui, sentimos o cheiro bom lá de cima.” Carlisle aparece na cozinha com o Noah nos seus braços, ele tinha a cabeça pousada no ombro do seu pai e os seus olhinhos estavam vermelhos de sono. Eles tinham passado toda a manhã no quarto, jogando e assistindo, eu sabia disso porque eu subi algumas vezes para conferir se o Noah estava realmente bem.
“Eu já ia chama-los, você se sente bem amor?” caminho na direção dos dois e coloco a minha mão na sua testa, apenas para conferir a sua temperatura.
“Sim, só queria dormir, não to com fome.” Noah faz uma careta e meio que fecha os seus olhinhos.
“Você tem que comer Noah, nem que seja só um pouquinho, já conversamos sobre isso filho.” Carlisle sussurra docemente para ele, enquanto Noah apenas balança a cabeça.
“Tudo bem, vocês vão sentar que eu já vou colocar a mesa e pegar os remédios do Noah.” Carlisle leva Noah até à sala de jantar ao lado, ele coloca Noah sentado na cadeira e senta-se ao seu lado, enquanto eu coloco os pratos na mesa. Noah toma o seu remédio reclamando um pouco.
“Isso está uma delicia Bella.” Carlisle me dá um pequeno sorriso gentil enquanto mergulha a sua torrada no seu prato e dá uma mordida. Noah não comia muito, eu apenas o estudava, enquanto ele mexia a sua colher de um lado para o outro, e beliscava a sua torrada uma vez ou outra.
“Obrigada.” Sussurro sem realmente olhar na sua direção, eu mantinha os meus olhos fixos no Noah. “Filho, só mais algumas colheradas, sim? E você pode subir e dormir um pouco.” Noah assente completamente desanimado.
Carlisle vai embora no segundo em que o Noah dorme, e eu fico feliz por isso, feliz por ele não forçar algum tipo de aproximação, como ele sempre costumava fazer. Quando fecho a porta, assim que Carlisle vai embora, solto um longo suspiro, olhando em direção a pia e em seguida, para as escadas, eu queria muito subir e dormir um pouquinho, ficando aconchegada na minha cama quentinha, com o meu garoto do lado. Solto uma bufada de ar quando relvo ir para a pia. Vinte minutos depois olho para a minha cozinha e sala, dando um pequeno sorriso ao ver tudo limpo e organizado, então olho para as escadas e lembro o quanto sujo está lá em cima. Provavelmente já era hora de pagar alguma diarista, algumas vezes por semana, isso realmente seria um bom negocio.
Passei metade do meu dia limpando o resto da casa, o que levou boas quatro horas, Noah passou todo o tempo dormindo, e quando ele acordou já estávamos no final da tarde. Tomei um bom banho demorado e preparei alguma para que ele pudesse comer, o que não foi relativamente fácil, Noah apenas tomou um pouco de suco, o seu apetite realmente não tinha voltado. Alice e os caras tinham me mandado mensagens durante o dia perguntado sobre Noah, eles não podiam vir hoje porque estavam de plantão, mas segundo Alice, manhã cedo ele estavam por aqui. Noah e eu ficamos embolados, no finalzinho daquela tarde, no sofá, com algumas cobertas assistindo alguns filmes. Provavelmente eu cochilei em algum momento, quando Noah me acordou com algumas cocegas algum tempo depois. Ele não sentiu mais dores ou enjoos pelo resto do dia, o que foi uma maravilhosa coisa. Deixei McQueen entrar, quando estava perto de anoitecer, então ele e Noah deitaram juntos no sofá, enquanto Noah coloca outro desenho na TV.
Enquanto Noah e McQueen assistiam, fui fazer alguns legumes e verduras gratinadas para que o Noah pudesse jantar. Ele não comeu muito na verdade, e se sentiu mal um par de minutos depois, com alguns enjoos, e eu quase vomitei minhas tripas fora ao imaginar Noah passando mal novamente. Ele toma o seu remédio e eu resolvo que é horas de irmos nos deitar. Nós três vamos em direção ao meu quarto. Noah deita a cabeça nos meus ombros e McQueen fica deitado na sua cama, que eu tinha posto ao lado da minha. Noah tenta me ensinar a jogar alguns joguinhos no seu Ipad, mas eu sou realmente um desastre em tudo que é relacionado á jogos.
Estávamos a quase duas horas jogando um jogo estupido sobre construção de casas e apartamentos — Noah era maravilho nessa coisa toda, talvez o garoto tivesse tendência a arquiteto ou algo assim – quando tocam a campainha me fazendo franzir o cenho, era realmente tarde para alguém no inferno está batendo na minha porta.
“Será que é o papai?” Noah franze o cenho, assim como eu. Bem, já era definitivamente tarde de mais para Carlisle bater na minha porta, já se passava das dez. Olho de relance para o Noah que ainda me encarava um pouco confuso. Bem, talvez Carlisle tivesse esquecido alguma coisa. A pessoa lá em baixo, estava totalmente apressada, a campainha tocou mais duas vezes seguidas, e novamente eu franzino cenho.
“Bem, eu não faço ideia de quem possa ser.” Noah olha para um ponto perdido no meio da cama, e parecia pensar. Quando de repente um sorriso enorme enche os seus lábios.
“Pode ser o Edward. Ele disse que viria! E quando ele diz que vem, ele sempre vem!” Aquela pequena conclusão fez com que eu meramente perdesse o ar, e como sempre obviamente, o meu coração deu um grande salto no peito fazendo-me suspirar, na falsa ilusão que aquilo pudesse me acalmar. Certo, eu devia parar de agir como uma demente, e tentar ser coerente.
“Eu não sei, Edward sequer ligou, mas eu vou ver quem é, e você fica aqui.” No segundo seguinte em que fico em pé, Noah fica de joelhos no colchão, jogando seu iPad de qualquer maneira para o lado e cruza os braços, eu riria, se não estivesse ficando um pouquinho irritada com a pessoa que agora, tocava a campainha e batia na porta.
“Você não vai abrir a porta sozinha, eu sou o homem da casa mãe, tenho que ir junto.” Noah falava tão sério que parecia um pequeno adulto, e eu realmente, verdadeiramente tentei segurar a minha risada. O meu garoto era totalmente incrível e eu era tão sortuda por tê-lo. Toco com o meu dedo polegar na ponta do seu nariz, fazendo com que ele fizesse uma careta em desgosto, e eu apenas não aguentei, soltando uma pequena risada, deixando Noah, um pouquinho mais irritado.
“Enquanto o homem da casa estiver dodói, ele vai continuar deitadinho aí. Prometo que qualquer coisa eu grito. E eu vou olhar pela janela antes, nada com o que se preocupar.” Noah solta uma cruzados e um biquinho adorável nos lábios. “Termine de jogar o seu joguinho e fique quietinho. Mamãe já volta.” Beijo a sua testa antes de sair do quarto. Novamente a campainha toca, e eu queria saber quem diabos estava batendo na porta da casa de uma mulher á essa hora. Solto um grunhido alto enquanto desço as escadas correndo. Porra, as pessoas não tinham sequer consciência que isso era totalmente errado? Bater na porta dos outros a essa hora da noite. Quem quer que fosse, tinha merda na cabeça. “Porra, mas que inferno, já vai!” solto um grito me sentindo totalmente irada e porra, o imbecil tocou novamente a campainha. Soltei uma bufada de ar enquanto chegava perto da porta, eu provavelmente deveria olhar antes de abrir, mas eu me sentia tão malditamente irada que apenas abri a porta em um baque forte, quem quer que fosse eu certamente o derrubara com uma chave de braço.
Certo, eu esperava encontrar talvez, Carlisle, algum dos meus amigos e até um bandido com o rosto coberto e uma arma apontada na minha direção. Mas então Edward estava parado ali, com o punho erguido, como se estivesse prestes a bater novamente na minha porta. Ele me olha com seus olhos meramente arregalados e surpresos, e eu apenas arfava em surpresa. Edward ainda estava com as suas scrubs azul escura, o que era totalmente estranho, porque ele geralmente não saia do hospital daquela maneira, ele parecia um pouco maluco, com suas roupas do hospital, olhos arregalados e os seus cabelos em uma desordem maluca – que eu amava – mas ninguém necessariamente precisava saber disso. “Hunm, ei.” É tudo o que eu consigo falar enquanto engulo em seco quando ele solta uma bufada de ar e da um passo para trás.
“Oi, você não devia abrir a porta dessa maneira á essa hora da noite Bella, é perigoso.” ele fala pela primeira vez depois de um tempo, com o cenho franzido, eu arqueio a sobrancelha.
“Bom, talvez você não devesse bater na porta dos outros á essa hora.” bem, eu provavelmente estava sendo muito, muito mal educada, eu apenas percebi o quando aquelas palavras foram rudes quando fechei a boca e vi sua boca ficar entre aberta, ele desviou os seus olhos dos meus e encarou o chão. Eu me senti meramente arrependia e um pequena dorzinha atingiu o meu peito. Ele muito provavelmente só tinha vindo ver o Noah e saber como ele estava, eu não devia trata-lo dessa maneira, Edward se preocupava com o meu filho e eu devia ficar feliz por isso, não trata-lo de forma rude, pelos seus olhos baixos e cansados, olheiras em baixo dos olhos, scrubs e seus ombros caídos, tinha sido um dia difícil e cansativo, e mesmo assim ele estava aqui, ele se importava o suficiente para estar aqui.
“Eu viria mais cedo, mas... Bem, humn, eu meio que me enrolei um pouco no hospital” ele soltou uma risadinha nervosa enquanto passava sua mão pela nuca, prendendo alguns fios de cabelo. E eu me senti ainda mais culpada pela minha forma de recepciona-lo. “Humn, vim saber como o Noah está, ele passou bem o resto do dia?” Ele parecia completamente nervoso agora, dando um pequeno sorrisinho tímido e trêmulo, e porra, eu não fazia ideia do que inferno estava de errado com ele. Ele parecia estar tremendo, literalmente. Enquanto com uma mão ele mexia os dedos freneticamente, com a outra ele passava nos seus cabelos desarrumados, vez ou outra. Ele estava claramente nervoso e eu via isso perfeitamente.
“Ele está bem, sentiu alguns enjoou depois do jantar, mas nada com o que se preocupar. Obrigada por ter vindo. Noah vai adorar ver você, se você quiser entrar e dar uma palavrinha com ele, tenho certeza que ele...”
“Bella talvez essa não seja exatamente a hora certa, mas eu preciso dizer, há muito eu devia ter falado isso, isso está me sufocando, quer dizer eu... humn.... Fui um estupido com você, e eu sinto muito, e eu vou realmente passar a vida tentando concerta isso, mas eu infelizmente não posso voltar atrás e mudar tudo. Eu faria se pudesse, juro. Eu sei que você está realmente magoada comigo e eu me odeio por isso. Mas Bella, eu estou tão arrependido de não ter feito a coisa certa com você.” Edward novamente passa a mão nos seus cabelos bagunçados e solta um longo suspiro, e eu estava totalmente confusa. “Quando você apareceu na minha vida, eu não tinha sequer qualquer esperança de conhecer alguém, de me apaixonar por alguém, e eu nem esperava por isso, mas você me chegou com esse jeitinho mandão, toda linda e totalmente boca suja.” Ele da uma risadinha e eu sinto o meu coração palpitar. “E merda, não havia nada que eu pudesse fazer a não ser me apaixonar por você, de me apaixonar pelo Noah e de ficar completamente envolvido com vocês. Não foi uma brincadeira ou um passa tempo Bella, nunca foi. Foi sempre verdadeiro. Vocês são tudo o que eu quero para chamar de família, minha família. Ter você por perto e não poder toca-la, ver outras pessoas se aproximando, isso me mata a todo o momento. Eu quero você comigo Bella, para sempre.” E então ele olha pra mim, diretamente nos meus olhos, como costumávamos fazer, e como sempre aquilo me prendeu de uma maneira completamente mágica. Minha respiração estava pesada e meu coração acelerado de mais, e eu sentia que estava tremendo. O que aquilo queria dizer? Eu não queria criar qualquer tipo de expectativa, mas a avalanche de sentimento me atingiu em cheio, fazendo quase hiperventilar. Eu não esperava por isso hoje, reformando, eu não esperava por isso nunca.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!“O que... o que isso significa?” Edward da dois passos à frente, parando muito perto, apenas a dois palmos de distância. Ele olhava pra mim com seus olhos incrivelmente claros, como se quisesse transmitir um monte de coisas com aquele simples olhar significativo. Edward soltou um longo suspiro, e em seguida abriu um pequeno sorriso, um sorriso minúsculo, mas que era o suficiente para me deixar totalmente sem fôlego. O que quer que ele tinha para dizer, estava me deixando maluca.
“Significa que eu amo você!” O que? Sinto meus olhos se arregalaram momentaneamente e o ar ficar fraco nos meus pulmões. Era como se eu tivesse simplesmente paralisado naquele segundo. O que diabos ele... “Eu ia vir antes, mas foi um dia corrido no hospital, eu saí correndo de lá pra cá, e estou fedendo a hospital com essas scrubs ridículas, talvez tenha um pouco de sangue nas minhas roupas também.” ele da uma pequena risadinha e eu não consigo nem respirar. “Eu sei que não é maneira mais romântica do mundo, eu não tenho flores comigo, ou um caixa de bombons, sequer eu estou apresentável. Mas tenho que dizer, porque sinto que estou atrasado dizendo isso a você, eu devia ter falado muito antes, devia ter falado tudo muito antes. Mas eu amo você, incrivelmente de mais Bella. Você foi a melhor coisa que me aconteceu. Então se você puder, por favor, por favor, me perdoar Bella, eu juro que sempre vou estar ao seu lado, sempre!” Eu me sentia confusa, minha cabeça rodava e rodava e o friozinho que eu sentia no estômago, quer dizer, era a porra da Antártica toda, quase me fez querer vomitar. Edward me amava?! Realmente de verdade? Deus do céu por quanto tempo eu esperei por isso, por aquele momento, e agora ele... Edward me olhava com o cenho franzido, provavelmente esperando a minha resposta e eu sequer conseguia respirar. Tudo que ele falava estava sendo processado lentamente na minha cabeça, muito lentamente.
“Você me ama?” Certo, eu poderia parecer ridícula, mas maldição, eu apenas não conseguia compreender.
“Eu amo você Bella. Eu não sei quando começou, talvez quando eu a vi pela primeira vez, ou quando você me deu um tapa no rosto.” Ele soltou uma risadinha e eu acompanhei, pequena risadinha demente de mais. “Eu sei que tudo começou muito errado, mas eu quero um começo com você agora, sem mentiras e sem segredos. Quero compartilhar tudo com você Bella, tudo. Eu quero uma vida com você. Quero me casar com você, quero ajudá-la com o Noah sempre que vocês precisarem de mim, eu quero que aquele garoto de orgulhe de mim e eu posso ao menos chegar perto de algo como um pai pra ele. Eu quero ser digno de vocês. Quero ter muito filhos com você, e envelhecer do seu lado mostrando e dizendo a você o quanto eu te amo, todo santo dia.” Tudo isso me pegou totalmente desprevenida, eu estava meramente boquiaberta, com meus olhos arregalados e coração batendo tão rápido que eu quase podia senti-lo na minha garganta. Edward Masen estava agora, na minha frente dizendo que me amava, realmente, realmente me amava. Eu verdadeiramente tinha esperado por aquele momento tanto tempo, e agora ele estava aqui, na minha varanda dizendo que me amava, que ele tinha me escolhido.
“E a Pei... quer dizer, e a Rosálie?” Eu meio que gaguejei porque eu realmente não sabia o que falar ou o que pensar, minha cabeça dava giros, sem verdadeiramente entender. Edward me olha com o cenho franzido, como se realmente não entendesse, então ele da um passo na minha direção, ele une as sobrancelhas e respira fundo antes de pegar as minhas mãos trêmulas e geladas entre as dele, e bem, suas mãos não estavam nada diferentes das minhas, apenas aquele pequeno contado me fez tremer, e um enorme frio passou pelo meu estômago, eu queria vomitar. Mas o contado das mãos dele nas minhas era tão bom, enviava pequenos choques elétricos diretamente no meu coração.
“Bella, Rosalie foi uma parte muito importante da minha vida, ela ainda é, eu tive uma história com ela, mas acabou, entende? Eu amo você. Não vou mentir pra você Balla, antes de você aparecer, antes de realmente conhecer a pessoa extraordinária que você é, eu esperava sim que a Rosalie voltaria, eu literalmente esperava por ela, mas então você apareceu e eu conheci algo diferente, um amor diferente.” Edward de aproximou mais e eu prendi a minha respiração naquele mesmo segundo. “Um amor adulto, verdadeiro e muito maior do que eu sequer poderia imaginar. Eu sei que magoei muito você com toda essa merda, com toda a minha merda, e toda essa minha bagagem, eu sou um cara cheio de problemas, você já deve ter percebido isso, mas eu estou me tratando Bella, eu quero ser um homem melhor, pra mim, pra você e pro Noah, principalmente pra vocês. E eu juro que vou fazer o meu máximo para fazê-los sempre felizes.”
Eu fecho os meus olhos por um segundo, porque o contado dos olhos dele nos meus me deixava atônita para pensar com coerência. Respirei fundo três vezes tentando em vão fazer o meu coração parar de bater tão rapidamente. Eu amava Edward Masen e isso era obvio, e agora ele me amava também, tudo parecia perfeito agora, mas eu sabia que não era assim. Ele ainda tinha mentido pra mim, ele tinha escondido algo tão grande quando isso de mim, então sobre o que mais ele estava mentido? Eu queria Edward, queria fodidamente de mais, mas e se acontecesse de novo? E se ele fosse um maldito mentiroso? Eu não queria mais ser magoada ou queria que o Noah ficasse mais envolvido do que ele já estava em toda essa bagunça. Provavelmente eu estava sendo um pouco estupida pensando todas essas coisas, mas eu já tinha engada mais de uma vez pelos homens, eu tinha o meu ex-marido que tinha me traído, tinha o Edward que de certa forma tinha me traído e eu não queria mais isso pra mim, eu não queria mais sofre por homem alguém. De repente, eu sinto o contado das nossas mãos se quebrarem e eu me sinto um pouco apavorada com a possibilidade de Edward estar indo embora. Eu sequer queria abrir os olhos para conferir. Idiota. Mas no segundo seguinte eu sinto as sus mãos grandes e geladas no meu rosto, uma em cada lado, esquentado as minha bochechas e me fazendo soltar um suspiro longo. “Bella, olha pra mim.” ele sussurrou baixinho, e eu sabia que o seu rosto estava muito perto do meu, porque eu sentia o seu hálito de café bater no meu rosto. Perto de mais. Abro os meus olhos apenas para conferir e eu quase perco o folego. Nossos rostos estavam muito perto um do outro, mais do que e imaginei. Ele olhava pra mim a sua respiração pesada e olhos brilhantes. “Eu amo os seus olhos Bella. E amo a maneira como eu consigo lê-los tão perfeitamente.” Ele me dá um pequeno sorriso torto e os seus polegares fazem um leve caricia próximo aos meus olhos, quase me fazendo fecha-los novamente. “Eu sei que eu magoei você Bella, e que você muito provavelmente não confia mais em mim, mas eu prometo que vou ser totalmente sincero com você Bella, sem segredos. Eu só preciso que você me de uma chance, eu só mostrar que é verdadeiro.” Ele novamente sussurra, com o cenho franzido a respiração pesada, eu encarava os seus olhos e sentia o meu coração derreter no na minha caixa torácica. Coloco as minhas mãos sobre a dele e respiro fundo antes de afasta-las do meu rosto. Edward me olha meio boquiaberto e surpreso quando eu dou um passo para trás. Deixando um espaço grande entre nós. Seja forte.
“Tudo o que você falou é muito bonito Edward, mas eu não sei se eu posso ariscar. Só em pensar em passar por isso de novo, ou fazer o Noah sofrer com as minhas escolhas erradas me deixa perdida. Eu não posso ariscar tanto, eu já arrisquei uma vez e eu saí machucada. Eu amo você também, muito mesmo. Mas eu não sei se eu posso.” Edward me encarava como se não estivesse respirando, ele tinha o seu rosto bonito transformado em uma careta de dor e isso me quebrou. Eu amava aquele homem, ele me amava de volta, amava o meu filho e o sentimento era mutuo. Edward era um homem bom, eu sabia disso, eu sentia e via isso. Ele tinha inúmeros defeitos, mas tinha milhares de qualidades e isso era obvio. Era inútil tentar odiá-lo ou tentar mantê-lo afastado, era malditamente difícil, e porra, eu queria um futuro com ele, eu queria de mais. Eu já tinha arriscado tanto, em tanta coisa, eu tinha que manter o meu coração seguro, mas era difícil quando ele pertencia a Edward. Aquilo era a coisa mais idiota que já tinha passado pela minha cabeça. Eu estava cansada de mantê-lo longe, e tentar odiá-lo, completamente e fodidamente exausta. “Sem mentiras Edward, você tem que prometer. Sinceridade acima de tudo, porque se você voltar a mentir ou omitir qualquer pequena coisa que seja eu...”
“Sem mentiras! Eu juro Bella, juro que vou fazer valer a pena. Eu prometo!” ele novamente estava perto o suficiente, com o seu sorriso bonito, que inferno, me fez sorrir também, era aquele sorrisinho grande, que fazia seus olhos ficarem miudinhos, e suas ruguinhas aparecerem. Edward novamente coloca uma mão em cada lado do meu rosto, mas dessa vez ele estava mais perto, e dessa vez, eu não iria afasta-lo. Com as mãos tremendo, sigo para o meu lugar preferido, e que senti uma maldita falta. Os seus cabelos rebeldes e macios. Eu fiz um pequeno carinho na sua nuca e ele sorriu ainda mais, se é que aquilo era possível, nós estávamos tão perto, tão colados que provavelmente não passava sequer uma folha de papel entre nós. Eu sequer respirava com coerência, eu sequer pensava com coerência, Edward estava aqui novamente, comigo. Na minha varanda. Sorrindo pra mim, com seus dedos fazendo um delicado carinho nas minhas bochechas, era uma maldita coisa boa. Era tão bom tê-lo aqui de novo, perto o suficiente. Poder toca-lo. Nossos olhares estavam conectados um no outro e aparentemente nenhum de nós queria quebrar o contato, e eu estava feliz apenas por isso, mas eu sentia uma maldita falta de outra coisa, não apenas de seus olhares mágicos ou o calor do seu corpo perto do meu. Então eu fico na pontinha do pé e puxo a sua cabeça delicadamente em direção a minha, Edward não parecia se importar menos, quando os nossos lábios se encontram, e foi como a primeira vez. Era apenas os nossos lábios encostados um no outro, sem nenhum de nos nós mover, mas era o suficiente para que eu me sentisse leve novamente, eu queria sorrir, gargalhar, mas tudo o que eu fiz foi roças os meus lábios nos dele, sentido a carne macia da sua boca rosada, senti Edward sorrir com os lábios colados nos meus e eu fiz o mesmo, porque eu me sentia muito, muito feliz. Completa. Eu sentia tanta falta disso, tanta falta desse contato dos lábios dele, do beijo dele. Então Edward pega o lábio inferior entre os seus e em seguida o superior, e nós ficamos nisso, por alguns minutos, vez ou outra um de nós abria um sorriso e o outro acompanhava. Porque eu nunca senti o meu coração tão cheio como agora, nem sequer antes de tudo, era novo, era diferente, era bom. Depois de alguns bons minutos, apenas saboreando os lábios um do outro Edward delicadamente pede passagem com a língua e eu simplesmente cedo entreabrindo os meus lábios. Deus do céu, como eu sentia falta dessa sensação. E eu me senti completamente em casa quando as nossas línguas se encontram, ele tinha um gosto tão bom. Café com uma pitada de Edward. Esse sabor ficaria pra sempre na minha cabeça. Era um beijo lento, saboroso, como se nós estivéssemos nos conhecendo agora, querendo apenas aproveitar o momento. Era o melhor tipo de beijo. Quando o ar se fez necessário Edward nos separou, mas não completamente, ele me dava vários selinhos, molhados e lentos me fazendo rir como uma demente, assim como ele. Então Edward me encarou com o aquele sorriso. Seus lábios estavam molhados, vermelhos, levemente inchados e totalmente beijáveis. Eu queria olhar nos olhos dele, mas era totalmente difícil.
“Eu amo você Mulher Maravilha.” Ele sussurra novamente, e foi o suficiente para que o meu coração voltasse a bater feito um louco no peito. Era impossível não associar aquilo ao pequeno dialogo que ele teve com Noah mais cedo no hospital, eu queria comentar, mas não queria que ele pensasse que eu era uma maldita bisbilhoteira. Era tão bom ouvir aquilo vindo dele, sabendo que suas palavras e os seus sentimentos eram pra mim.
“Eu amo você também Edward.” Era a mais pura e total verdade. Edward sorri e novamente me da um outro selinho, dessa vez demorado de todos.
“Bem, eu encontrei uma menina, linda e doce. Eu nunca soube que você era quem estava esperando por mim.” ele sussurra baixinho, ainda movendo os seus lábios nos meus, na sua voz rouca e sexy, enquanto lentamente me fazia sair do lugar, como se estivéssemos dançando, muito, muito lentamente. Então eu solto uma pequena risada e me afasto dele, colocando os meus braços ao redor do seu pescoço e voltando com o meu pequeno cafune nos cabelos da sua nuca.
“Você acabou de cantar Ed Sheeran pra mim?” ele sorri, com um jeitinho preguiçoso e convencido. Então ele me beija novamente.
“Eu fiz.” Ele coloca as suas mãos na minha cintura me obrigando a mexer os quadris, como se estivéssemos dançando.
“Não tem musica.” Eu sussurro beijando o canto dos seus lábios e Edward sorri e balança a cabeça.
“Eu posso cantar pra você.” ele sussurra e eu abro um sorriso. A voz dele era maravilhosa, roca e sexy, e eu não me importaria se ele cantasse pra mim.
“Ei, é melhor você largar a minha mãe!” um baque é ouvido e eu olho para trás, vendo um Noah parado na porta, com seu rosto feito em uma careta, como se estivesse muito bravo, e um taco de basebol na mão, como se ele estivesse prestes a dar uma tacada em alguém. “Edward?” Noah sussurra suavizando o seu rosto e deixando o taco cair no chão.
“Ei, sou eu amigão. Você não ia me bater com isso, ia?” Edward faz uma careta como se estivesse preocupado, mas ele mantinha o seu sorriso no canto dos lábios.
“Eu pensei que fosse um tarado. Você demorou mamãe, fiquei preocupado. ” Noah faz uma careta e em seguida coloca as mãos na cintura, como se fosse o meu pai, me pegando aos beijos com o meu namorado na varanda. Edward solta uma pequena risada e tira uma de suas mãos da minha cintura, eu senti falta do contado. Patética, eu sei.
“Vem aqui Noah.” Noah finalmente sorri e vem em nossa direção, Edward se abaixa um pouco, apenas o suficiente para pegar Noah nos braços. Então em um braço ele tinha o Noah e no outro, ele me tinha colado junto a eles. “Obrigado por cuidar da sua mãe.” Edward beija a bochecha do Noah que sorri. “Você está melhor?” Noah assente e em seguida começa a tagarelar sobre o que ele comeu e o que o fez passar mal no jantar, Edward ouvia atentamente, como se não o incomodasse um garoto de trinta e oito quilos no braço dele. Eu apenas os olhava admirada, rezado para que eu tivesse tomado uma boa decisão. Edward e eu ainda tínhamos muito o que conversar obviamente, mas por enquanto, eu me contentava em ter os dois homens que eu amava tagarelando sobre vomito e dor de barriga.
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